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Profissionais de Comunicação Interna em 2026 precisam se preparar para uma atuação mais estratégica e relevante nas organizações, mesmo enfrentando um cenário no qual a área não tem seu valor reconhecido.

Dito isso, o que comunicadores internos devem saber e o que devem desenvolver para mudar essa realidade em 2026?

Para falar sobre o assunto, Mariana Figueiredo, diretora da Business Unit de Employee Experience na Portal Publicidade (agência parceira da Dialog), foi a convidada do encerramento da 5ª temporada do Dialog Talks. 

Assista ao episódio completo clicando no player abaixo ou escute a versão podcast aqui.

Papel da Comunicação Interna em 2026

O papel da Comunicação Interna em 2026, segundo Mariana, é o de criar importância, tendo uma atuação mais estratégica e menos operacional.

“Essa área [CI] é uma das únicas que consegue conectar a cultura com o negócio e as pessoas. Vejo que é uma área muito estratégica para as empresas, pois tem um olhar de negócio e, ao mesmo tempo, pode calibrar como conversar melhor com o público interno e criar um elo cultural e de engajamento com as pessoas.”

Para 2026, a especialista lista alguns desafios a serem enfrentados de um modo geral pelas organizações, incluindo Comunicação Interna e RH. São eles: mudanças aceleradas por tecnologia e Inteligência Artificial, múltiplas gerações trabalhando juntas, pressão por efetividade e produtividade, inteligência emocional e alinhamento de negócio e cultura.

Olhando para esses pontos e para o fato de que o engajamento move ponteiros em qualquer empresa, Mariana cita 3 papéis que a área pode desempenhar:

  1. Traduzir a estratégia organizacional para os colaboradores;
  2. Dar clareza às mudanças e trazer diálogos entre empresa e profissionais para evitar boatos e insegurança;
  3. Construir vivência e pertencimento.

Habilidades e competências

Tendo em mente esse cenário, quais são as competências e habilidades indispensáveis para um profissional de CI? Figueiredo citou algumas:

  • Ser um bom comunicador;
  • Ter um olhar estratégico, claro e facilitador da cultura organizacional;
  • Ler as pessoas;
  • Possuir visão de negócio;
  • Usar dados para apoiar decisões;
  • Ter empatia e escuta;
  • Investir em capacitação contínua; 
  • Transformar informação em experiência e vivência;
  • Dominar de canais de CI;
  • Assumir uma postura de liderança e protagonismo.

O que impede o reconhecimento da Comunicação Interna?

Alguns fatores podem impedir o reconhecimento do viés estratégico do trabalho da área de Comunicação Interna, perpetuando o estigma de mero suporte operacional. Alguns exemplos são:

  • Falta de métricas e dados do trabalho de CI;
  • Comunicação que acontece em via de mão única, com muitos comunicados saindo e pouca escuta ou troca;
  • Desconexão entre discurso e prática.

“É um problema não só de Comunicação Interna, porque vemos culturas lindas no papel, mas nem sempre é o que vemos na prática. Então os colaboradores não se identificam com aquela mensagem.”

Trazer o colaborador para o centro das decisões ajuda na missão de mostrar o quão estratégica a CI é, entendendo os diferentes perfis internos e como se conectar com eles, impactando no nível de engajamento da organização.

Tecnologia e Inteligência Artificial

Segundo Mariana, a tecnologia, aliada a ferramentas com IA, possibilita que a “Comunicação Interna aconteça com uma escala muito maior”, possibilitando a segmentação e personalização de conteúdos, o que aumenta a identificação do público interno com o trabalho da área.

Esses pilares permitem que a área chegue nos colaboradores, onde quer que estejam, sem infoxicação (excesso de informações) e direcionando mensagens relevantes para cada público-alvo.

Além disso, adotar esse tipo de plataforma apoia diretamente a mensuração do trabalho da área, ponto citado diversas vezes pela especialista como crucial para a mudança de percepção e do próprio trabalho da Comunicação Interna.

Já sobre a IA, o grande ganho é otimizar tempo e trabalho para que profissionais direcionem esforços para conversas e projetos mais estratégicos.

Anota a dica!

Para finalizar, Mariana Figueiredo compartilhou dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem começar o ano já adotando uma postura mais estratégica:

  • Pare de pensar em campanhas pontuais e passe a pensar em experiências para o colaborador (continuidade);
  • Conheça de verdade os públicos internos;
  • Meça tudo que pode;
  • Use e abuse de tecnologia e IA;
  • Crie espaços reais de escuta;
  • Assuma a postura de um agente de estratégia.

FAQ: Comunicação Interna em 2026

  1. Qual é o principal papel para a Comunicação Interna em 2026?
    A área deve assumir um papel mais estratégico, focando em experiências contínuas para o colaborador.
  2. Quais competências serão essenciais?
    Conhecimento profundo do público, uso intenso de dados, tecnologia e IA.
  3. O que deve ser evitado na Comunicação Interna em 2026?
    Campanhas pontuais e comunicação unilateral; o ideal é criar diálogo e escuta ativa.
  4. Como mensurar resultados?
    Medindo tudo o que for possível para comprovar valor e ajustar as estratégias.
  5. Por que a Comunicação Interna em 2026 precisa inovar?
    Para ser reconhecida como agente de estratégia, promovendo engajamento real.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo) e editora e Dialog Blog.

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Liderança comunicadora na Manserv: 80% de engajamento dos 1.500 líderes https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-na-manserv-80-de-engajamento-dos-1-500-lideres/ https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-na-manserv-80-de-engajamento-dos-1-500-lideres/#respond Thu, 16 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6232 A liderança comunicadora é o maior desafio da Comunicação Interna, como provam os últimos 9 estudos feitos pela Aberje e Ação Integrada sobre tendências e desafios na área. Seria então possível engajar as lideranças como comunicadores? A Manserv é a prova viva que sim. São 1.500 líderes, sendo eles pulverizados em diferentes localidades.  A empresa, […]

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A liderança comunicadora é o maior desafio da Comunicação Interna, como provam os últimos 9 estudos feitos pela Aberje e Ação Integrada sobre tendências e desafios na área.

Seria então possível engajar as lideranças como comunicadores? A Manserv é a prova viva que sim. São 1.500 líderes, sendo eles pulverizados em diferentes localidades.  A empresa, que usa o Manserv Comunica, plataforma de Comunicação Interna desenvolvida pela Dialog, desde 2024, conta com boas práticas e exemplos da participação e do apoio da liderança às ações e iniciativas da área.

Para contar mais detalhes sobre esse case de sucesso, a convidada especial do 50º episódio do Dialog Talks é Verônica Lambais, especialista de Comunicação Interna na Manserv.

Você pode assistir o conteúdo na íntegra clicando aqui ou escutar a versão podcast aqui.

Liderança comunicadora: Conheça a Manserv

Antes de falar propriamente sobre o case de liderança comunicadora, a especialista falou sobre o cenário enfrentado pela área de Comunicação Interna na Manserv.

A empresa oferece serviços técnicos especializados de manutenção de ativos, operação de processos, intralogística e locação de equipamentos pesados para todos os setores da economia e conta com mais de 36 mil colaboradores espalhados em pontos corporativos (cerca de 500 profissionais) e em 7 mil pontos de atendimento.

Verônica compartilhou que, ao chegar na companhia em 2023, promoveu uma pesquisa junto à liderança para entender os desafios relacionados à comunicação, pois seu foco era transformá-los em líderes comunicadores, para que eles passassem adiante as diretrizes e mensagens da companhia.

Junto com a pesquisa, ela contou que foi feito também um mapeamento dos canais usados pela Comunicação Interna.

Na época, os 10 maiores desafios de comunicação citados pela liderança na Manserv foram:

Créditos: Manserv

Lambais afirmou que, desde então, vários desses pontos foram solucionados, inclusive com a chegada da Dialog.

“Fazendo todo esse mapeamento com os líderes e canais, a solução da Dialog foi efetiva e eficiente para a gente, porque ela sana muitos desses desafios. Ela sana, por exemplo, a comunicação com agilidade e constância. Então, se a gente manda só um e-mail ou se apoia num mural de papel para a operação, leva tempo para a mensagem chegar. Ter uma plataforma digital, que dá suporte para uma comunicação mais ágil, é muito importante para a gente.”

Estratégia no canal de comunicação “Manserv Comunica”

A partir dos desafios citados, foi construída uma estratégia para definir os canais de Comunicação Interna que chegariam nesses líderes e os pilares que seriam trabalhados ali para dar insumos para transformá-los em uma liderança comunicadora. São eles: cultura, estratégia, compliance, bem-estar, segurança e ESG.

“Porque se o líder não sabe, ele não comunica”, afirmou.

Lambais explica que além do saber, é preciso que a liderança interprete a informação recebida e que isso vem com a capacitação. Segundo ela, é parte do trabalho de CI e RH capacitar esse público na habilidade de se comunicar.

Ela conta que o trabalho de aproximação da área de Comunicação Interna com a liderança foi muito importante para manter a cultura Manserv viva, pois apenas 500 colaboradores trabalham em escritórios próprios, sendo os demais alocados em diferentes empresas — que possuem diferentes culturas — para a prestação de serviços. 

Antes do Manserv Comunica, os canais de CI usados eram: jornal eletrônico (newsletter), e-mail e intranet. Além disso, o DDS (Diálogo Diário de Segurança), Teams, clipping, lives e até o uso informal do WhatsApp eram outros pontos de comunicação (não necessariamente tocados por CI).

Com a chegada do Manserv Comunica, a área de CI passou a contar com métricas e aumentou os formatos e possibilidades de comunicação, graças aos recursos e módulos adicionais que a plataforma oferece.

Créditos: Manserv

Verônica considera as métricas da plataforma os insumos do planejamento da Comunicação Interna na Manserv e analisa continuamente os indicadores da ferramenta para entender quem utiliza e quem precisa ser incentivado.

A integração de sistemas na plataforma é outro recurso importante para a adesão de líderes e demais colaboradores: a especialista contou que a empresa conta com mais de 100 sistemas e o Manserv Comunica centraliza tudo.

Com a chegada da ferramenta, os líderes passaram a receber apenas um resumo semanal, que conta com chamadas que os direcionam para a plataforma.

Essa estratégia faz com que o Manserv Comunica passe a fazer parte da rotina da liderança e oferece também a possibilidade de conexões com outros líderes, algo que os antigos canais não possibilitaram.

Inclusive, a plataforma foi lançada primeiro para os líderes, justamente para aproximá-los. Em um segundo momento, colaboradores administrativos passaram a usar o Manserv Comunica e isso fez com que suas lideranças se engajaram ainda mais, contou Lambais. Atualmente, 80% dos líderes são ativos.

“Notamos que os líderes que tinham suas equipes na Manserv Comunica ficaram mais engajados depois que seus times entraram, porque nenhum líder quer saber menos que sua equipe”.

Ela contou que há planos para expandir o uso para toda a organização no futuro. Com isso, os canais de CI usados atualmente são:

  • Manserv Comunica (aplicativo e desktop/intranet)
  • TVs corporativas (módulo especial Dialog)
  • E-mail marketing 
  • Gestão à vista (Mural impresso)

Definição de personas

Como mencionado anteriormente, a Manserv conta com 1.500 líderes. Mas qual é a persona que melhor representa esse público?

Verônica compartilhou que a área de CI fez um estudo para responder essa pergunta. Para isso, analisou 3 fatores: 

  1. Perfil do público para determinar linguagem
  2. Desafios e motivações para guiar conteúdo
  3. Modelo de trabalho para definir formatos

A análise mostrou 4 personas diferentes: Líder de campo, de UT (atuam diariamente no cliente), corporativo (sede ou escritório regional) e alta liderança (tomadores de decisão).

Créditos: Manserv

Dicas para trabalhar a liderança comunicadora

Verônica Lambais compartilhou 7 dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem engajar líderes como comunicadores, alcançando assim a sonhada liderança comunicadora.

  1. Conquiste pela escuta, não pelo discurso

Antes de pedir, entenda o que líderes temem, valorizam e precisam comunicar. Na Manserv, CI mapeou as percepções da liderança nas fases iniciais de campanhas, aumentando o senso de participação e assertividade nas comunicações.

  1. Transforme líderes em protagonistas, não mensageiros

Ao invés de tratá-los como meros replicadores de mensagens, posicione a liderança como influenciadores de cultura. A empresa usa o Manserv Comunica para dar voz a esse público, fazendo com que tenham voz ativa na narrativa.

  1. Fale a língua do negócio

Aproximar a Comunicação Interna da liderança passa por traduzir impacto em indicadores tangíveis (engajamento, produtividade, clima e até resultados financeiros). Na Manserv, usam a adaptação de conteúdo, canal e linguagem para cada parte do negócio.

  1. Dê visibilidade positiva

Nada engaja mais do que reconhecer, segundo Verônica. A Manserv usa o recurso de ranking da plataforma da Dialog para o reconhecimento dos mais engajados.

  1. Mantenha constância e previsibilidade

Líderes gostam de clareza. Na Manserv, a Comunicação Interna cria, com antecedência, um calendário anual com trilhas, campanhas e programas e compartilha em primeira mão com a liderança, para ajudá-los na preparação para repassar para suas equipes. Além disso, trabalham com reforços constantes com esse público via WhatsApp.

  1. Adote postura de consultoria

Para a especialista, o comunicador interno moderno precisa ser visto como parceiro de gestão, não apenas executor de demandas. Na empresa, a área compartilha mensalmente com cada líder dados sobre assiduidade das equipes na plataforma, juntamente com dicas para aumentar a adesão e melhorar a comunicação com os times.

  1. Assiduidade como marca de liderança exemplar

A liderança que se mantém informada, participa ativamente do canal e motiva o time é vista como referência em comunicação e engajamento. A frequência e participação dos líderes no Manserv Comunica são vistas como reflexos do seu nível de conexão com a empresa e o time. Essa postura é considerada como um critério qualitativo de líder exemplar, contribuindo para possíveis promoções e reconhecimentos.

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Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) na Dialog.

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Modernize a Comunicação Interna para o público operacional https://blog.dialog.ci/modernize-a-comunicacao-interna-para-o-publico-operacional/ https://blog.dialog.ci/modernize-a-comunicacao-interna-para-o-publico-operacional/#respond Mon, 24 Mar 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5763 Levar a Comunicação Interna para o público operacional é desafiador. Nesse cenário, um erro comum cometido é o de apostar todas as fichas em canais off-line para alcançar e engajar esses colaboradores. Se a sua CI ainda está nessa, é hora de mudar! A Logística é um dos setores em que predomina o público operacional […]

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Levar a Comunicação Interna para o público operacional é desafiador. Nesse cenário, um erro comum cometido é o de apostar todas as fichas em canais off-line para alcançar e engajar esses colaboradores. Se a sua CI ainda está nessa, é hora de mudar!

A Logística é um dos setores em que predomina o público operacional Para falar sobre como modernizar a Comunicação Interna a fim de conectá-la a esses profissionais, a estreia da 5ª temporada do Dialog Talks contou com a participação de Larissa Henriques, analista de Comunicação Interna na Tegma Gestão Logística. Sendo uma das maiores operadoras logísticas do Brasil, a Tegma tem mais de 20 filiais espalhadas pelo território nacional e conta com mais de 2 mil colaboradores — sendo 60% operacionais.

A empresa utiliza desde 2023 a solução da Dialog para modernizar a Comunicação Interna e a forma de engajar profissionais. Além do aplicativo, a Tegma utiliza nosso módulo de TV corporativa e o Dialog Smart E-mail.

Profissional de Comunicação Interna com mais de 10 anos de experiência, Larissa atuou em empresas de grande porte, tanto nacionais quanto multinacionais. Há 7 anos, ela integra a equipe da Tegma Gestão Logística, contribuindo para estratégias de engajamento e fortalecimento da cultura organizacional.

O Dialog Talks, criado em 2021, aborda temas de interesse para profissionais de CI, RH e Inovação, como engajamento, experiência do colaborador, Inteligência Artificial, mensuração e muito mais.

Você pode assistir ao episódio na íntegra clicando aqui ou escutar o bate-papo em formato de podcast aqui.

Comunicação Interna para o público operacional: os desafios

Quais são os desafios de fazer Comunicação Interna para público operacional? O estudo anual sobre tendências feito pela Aberje e Ação Integrada mostra que alcançar esses colaboradores é o 3º maior obstáculo da área.

Larissa reforça esse ponto ao concordar que o alcance é um dos maiores desafios na hora de chegar nessa parcela do público interno, além de engajá-los. 

Uma tática usada pela profissional na Comunicação Interna é o oferecimento de brindes para aproximar esses colaboradores e incentivá-los a participar das iniciativas e dos canais utilizados pela área.

“A gente percebe que, hoje em dia, tem até um movimento natural das pessoas no engajamento — nas plataformas digitais [canais], principalmente! Então a gente vê alguém postando foto da operação lá em Belém, por exemplo. E aí o pessoal do Sul, de Gravataí (RS),  também está lá: ‘Ah, também vou postar minha foto!’. Então, o maior desafio é exatamente este: criar canais, estratégias e meios para chegar no nosso público com a mensagem que temos que passar.”

Mundo Tegma

Em setores com muitos colaboradores operacionais, o uso de canais off-line — como o mural — era comum para alcançar e engajar esse público. Porém, esses meios foram se tornando obsoletos ao longo do tempo. Ainda assim, digitalizar a Comunicação Interna nem sempre é fácil. 

Larissa cita o fato dos colaboradores não poderem usar o celular na operação durante o horário de expediente. Outros desafios mencionados por ela foram a necessidade de oferecer uma estrutura com internet para esse público e a rotina corrida.

A Tegma, então, fez uma análise do cenário e da audiência interna, incluindo pesquisas com colaboradores para coletar suas percepções. Isso resultou na seguinte conclusão: estruturar um mix de canais on-line e off-line era o caminho para alcançar e engajar todos os profissionais.

Entretanto, para não transformar as opções off-line em protagonistas, a estratégia adotada pela área de CI foi tentar levar os funcionários do mural para o Mundo Tegma, plataforma desenvolvida pela Dialog.

“A gente não enche o colaborador de comunicação. Usamos cada canal estrategicamente para falar um pouquinho sobre uma informação, sendo que todos eles vão levar para nossa plataforma principal, que é o Mundo Tegma, a plataforma da Dialog. Então, no mural, não colocamos muito texto porque sabemos que na correria ninguém vai parar lá na frente para ler textos enormes. Assim, a gente divulga uma chamada e coloca um QR Code. A pessoa que tem interesse em saber mais informações, vai lá com o celular e acessa.”

Esse tipo de estratégia também é usada para incentivar a participação dos colaboradores em quizzes e pesquisas. 

Segundo a analista, o Mundo Tegma conta com 75% de adesão, um percentual celebrado justamente pelos desafios em trazer pessoas da operação para um canal digital.

Ela ainda conta que a empresa utilizava uma outra plataforma antes do Mundo Tegma, mas com mais cara de intranet tradicional e formal, sendo menos intuitiva e amigável — o que enalteceu a necessidade de substituição.

“Queríamos uma plataforma que trouxesse mais recursos, que fosse mais atual e também estivesse acompanhando o que está acontecendo no mercado. Assim como a gente busca essa atualização aqui, dentro da Tegma, também queríamos um fornecedor que trouxesse essas características para a plataforma. E a gente vê muito isso na Dialog.”

As métricas foram outro ponto que fez com que a empresa optasse pela Dialog. Larissa comentou sobre como a equipe sentia falta de contar com dados para comprovar por que iniciativas deram ou não certo, além de ser uma forma de se aproximar das altas lideranças.

Boas práticas de Comunicação Interna para o público operacional

A analista da Tegma compartilhou algumas boas práticas que foram feitas ou estão em andamento para modernizar a Comunicação Interna na empresa.

A primeira delas é a criação de uma rede de comunicação para garantir que todos sejam impactados pelas ações e canais de CI. O projeto engloba: 

  1. Embaixadores: Pessoas selecionadas junto com o RH para apoiar a área de CI nas comunicações, principalmente com o público operacional. Atualizam TV, murais etc.
  2. Liderança: Parceiro importante para CI. O trabalho junto aos líderes para a sensibilização e a aproximação é um dos focos da CI em 2025.
  3. Influenciadores: Colaboradores da operação que fazem a famosa “rádio peão”. Usar dessa influência e aptidão para vídeos a fim de replicar as mensagens estratégicas da organização.

Um case de sucesso para atrair colaboradores da operação para o Mundo Tegma foi a caixa misteriosa. Larissa conta que colocaram um brinde em 4 caixas espalhadas em diferentes filiais que não poderiam ser abertas.

Para descobrir qual era o brinde, os colaboradores da filial precisavam atingir um determinado percentual de usuários na plataforma de Comunicação Interna. O presente, uma assistente virtual, foi sorteado entre os funcionários da unidade que usavam o aplicativo.

“Tivemos sucesso em todas as filiais que aderiram [à caixa], com mais de 80% [de adesão]. Em uma delas, inclusive, conseguimos 99% de colaboradores cadastrados. Contamos com o apoio da liderança, foi um sucesso!”

Segmentação

A Comunicação Interna da Tegma segmenta seus canais de acordo com grupos de interesse.

O mural e a TV corporativa, por exemplo, são direcionados ao público operacional. Entretanto, a área de CI usa QR Code em ambos para tentar redirecionar as pessoas para o aplicativo. Algumas mensagens, normalmente sazonais e sob demanda, também são segmentadas para essa parcela dos colaboradores.

O plano, de acordo com Larissa, é criar um calendário estruturado em 2025 para intensificar a segmentação das mensagens e comunicações.

Junto com o Mundo Tegma, o Dialog Smart E-mail é o canal utilizado na comunicação com o público administrativo.

Um terceiro grupo de interesse é o de parceiros, que é formado por colaboradores de frotas agregadas. Para eles, a CI oferece o Mais Forte, um programa de comunicação que conta com outros canais, como revista. Atualmente são mais de 1.500 profissionais nessa categoria, em sua maioria terceirizados. 

Dicas!

Para finalizar, Larissa compartilha dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem modernizar a estratégia.

  1. Conheça seu público interno, entenda o que funciona para os colaboradores e o seu cenário;
  2. Saiba qual é o objetivo das campanhas (próprias ou para outras áreas);
  3. Cumpra um papel de educador interno (principalmente para a liderança) sobre a importância da área.

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Assinatura Marcela hub nova

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O que esperar da Comunicação Interna em 2025 https://blog.dialog.ci/o-que-esperar-da-comunicacao-interna-em-2025/ https://blog.dialog.ci/o-que-esperar-da-comunicacao-interna-em-2025/#respond Thu, 05 Dec 2024 16:36:27 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5494 O que deu certo ou errado nas estratégias desenvolvidas em 2024? E o que podemos esperar da Comunicação Interna em 2025? Essas e outras questões foram respondidas no último episódio da 4ª temporada do Dialog Talks, que contou com a presença de Rafael Oliveira, profissional com mais de 20 anos de experiência, professor na ESPM-Rio […]

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O que deu certo ou errado nas estratégias desenvolvidas em 2024? E o que podemos esperar da Comunicação Interna em 2025?

Essas e outras questões foram respondidas no último episódio da 4ª temporada do Dialog Talks, que contou com a presença de Rafael Oliveira, profissional com mais de 20 anos de experiência, professor na ESPM-Rio e fundador da Rafa Is Cool, consultoria especializada em liderança e comunicação. Ele foi Top 2 Comunicador do Ano pelo Prêmio Aberje 2022 e Executivo de Comunicação da Região Sudeste pelo Prêmio Top Mega Brasil 2022.

Você pode assistir ao episódio na íntegra no YouTube ou clicando no player abaixo.

Antes da Comunicação Interna em 2025…

Antes de abordar o que se sabe até o momento sobre a Comunicação Interna em 2025, Rafael Oliveira fez uma análise sobre as tendências que estavam previstas para a área em 2024.

Ele pondera que algumas tendências apareceram ao longo de 2024, mas questiona se houve algum tipo de avanço real nos temas. Indo além, Rafael ainda afirma que alguns tópicos não são tendências, mas sim necessidades da área.

Como exemplo, ele citou liderança comunicadora: maior desafio da área por 8 anos consecutivos, segundo um estudo da Aberje e da Ação Integrada (veja a edição de 2024 aqui).

“Quando uma coisa ocupa o 1º lugar por 8 vezes, significa que a gente não está conseguindo resolver bem isso. E veja que é um tema muito comum. Você ouve falar de liderança comunicadora o tempo todo (…), e eu acho difícil que essa pauta saia do primeiro lugar ou do top 5 [da edição do estudo] no ano que vem. Então, acho que precisamos repensar a forma que estamos tratando esse tema”, reflete.

Outros pontos apontados como tendências e que de fato foram trabalhados, mas que não avançaram tanto na prática nas organizações, de acordo com Rafael, são: inovação, Inteligência Artificial, mensuração na Comunicação Interna e construção de narrativas com colaboradores como produtores de conteúdo.

“Está na hora de descentralizar [a produção de conteúdo]. A área de Comunicação Interna não dá conta de tudo porque são estruturas pequenas, então a melhor forma é transferir isso para colaboradores”, defende.

Ele ainda avalia que muitas áreas de Comunicação Interna precisam rever seus processos porque trabalham sem planejamento e sem diálogo com outras áreas, o que resulta numa atuação de “padaria”, ou seja, apenas atendendo a pedidos.

Rafael cita por fim o engajamento, que foi tema quente em 2024, e reflete que as escolhas das equipes de CI (matriz de canais, narrativas etc.) impactam diretamente o assunto. Para ele, o próximo passo é que a área engaje de forma que gere resultados estratégicos, virando o ponteiro do negócio.

“A minha visão é que as tendências de 2024 permanecem para 2025”, frisa.

Os aprendizados de 2024

Para o fundador da Rafa Is Cool, a Inteligência Artificial foi o tema de destaque do ano para a área de Comunicação Interna.

“O profissional de comunicação começou a romper uma barreira, um receio em relação a isso [IA], e começou também a entender melhor possibilidades de aplicação. E eu acho que ainda está muito aquém do que pode ser”, comenta.

Outros destaques que representaram aprendizados para equipes de CI e apresentaram evolução neste ano, segundo Rafael, foram: cultura organizacional e marca empregadora.

“A Comunicação Interna conseguiu se apropriar – não de ser dona, mas de entrar nessa conversa junto com o RH (…) –, evoluir e avançar nas ações de employer branding nesse sentido”, diz.

O entrevistado também aponta que a infoxicação foi, em 2024, um dos grandes ensinamentos para profissionais de CI.

“A Comunicação Interna precisa olhar para isso. Olhou [em 2024] e acho que vai continuar. [Esse olhar] passa por uma curadoria de canais, por soluções digitais, por entender a jornada do colaborador e saber quem são as personas internas. Tudo isso ajuda a ter a informação certa para a pessoa certa e no momento certo, e não ficar ‘entulhando’ as pessoas de conteúdo”, ressalta.

Oliveira lembra que colaboradores são bombardeados por informações a todo momento, e que a CI deve ser estratégica para não perder a conexão com o público interno.

Tudo é case? Veja bem…

Rafael foi jurado no Prêmio Aberje de 2024, principal prêmio de Comunicação Interna do Brasil. Quando perguntado sobre o que chamou a atenção nos cases escolhidos, a resposta foi polêmica: alguns deles são projetos normais, o que não é um problema, mas não acha justo premiá-los.

Ele convida profissionais de CI a refletirem se os projetos que estão em andamento são válidos para uma premiação desse porte e, ao mesmo tempo, incentiva que cada vez mais equipes participem. Esses movimentos amadurecem o mercado, segundo ele.

Outro conselho dado para equipes que desejam transformar a atuação da área em benchmark para outras empresas é: o case precisa ter resultado consistente e que resolva problemas do negócio.

Comunicação Interna em 2025

O entrevistado compartilhou alguns pontos que devem estar no radar e na rotina dos profissionais de Comunicação Interna em 2025:

  • Everyday AI: Uso rotineiro da Inteligência Artificial;
  • Digital Employee Experience: A experiência digital do colaborador deve ser trabalhada pelas empresas, principalmente quando pensamos que muitas companhias trabalham em modelos híbrido e remoto;
  • Experiência do colaborador e marca empregadora: Atrelar os dois pontos impacta o engajamento, o branding e os resultados;
  • Simplicidade: Pensando na infoxicação, apostar numa comunicação direta e simples (mas envolvente e bem feita) é o caminho;
  • Humanização: Narrativas precisam ser feitas de forma envolvente e humanizada para se aproximar dos colaboradores, isso envolve formatos e estratégias.

Sobre a Inteligência Artificial, Rafael afirma que a curto e médio prazo profissionais de CI não serão substituídos por ela, mas sim por outros profissionais que sabem utilizar a tecnologia.

Para isso, é preciso buscar formas para se desenvolver e aprender a explorar o potencial de ferramentas com essa tecnologia.

Por fim, a Comunicação Interna em 2025 precisa ter como aliada uma plataforma que seja capaz de otimizar o tempo e o trabalho das equipes.

No caso da Dialog, a descentralização da produção de conteúdo se torna possível com recursos como timeline interativa e gamificação. A ferramenta conta um dashboard com mais de 50 indicadores e o Power AI Creator, módulo de IA para produzir conteúdo. Conheça agora.

“Se falta tempo para focar no que é importante, se a gente está muito afundado no operacional, que não nos deixa olhar para o que é estratégico e gerar resultado para a área e para a empresa, acho que uma plataforma é um passo óbvio para mudar essa realidade”, conclui.

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Assinatura Marcela hub nova

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Muito se fala sobre o uso de dados na Comunicação Interna, mas como começar a mensurar e, mais importante, usar essas métricas de forma estratégica para a área e para a empresa?

Sabemos que os números são a base de qualquer decisão relevante dentro das organizações, e que a Comunicação Interna pode construir narrativas a partir de relatórios que trazem dados. Se você não sabe como fazer isso está no lugar certo, porque esse foi o tema tratado no 47º episódio do Dialog Talks.

O convidado da vez foi Maurício Talão, que possui 22 anos de experiência na área de Comunicação Corporativa. Ele é COO e cofundador da Clima Comunicação, que conta com uma carteira de mais de 70 clientes.

Assista ao episódio aqui ou escute o conteúdo clicando no player abaixo.

Uso de dados na Comunicação Interna: como começar?

É necessário criar estratégias para a adoção do uso de dados na Comunicação Interna? Para Maurício, sem elas, não é possível começar a mensurar.

“Para uma Comunicação Interna, o primeiro passo é você saber onde você trabalha. Qual é a estratégia que você trabalha? Esse é um ponto muito importante, pois com base na estratégia da empresa é que a gente começa a nossa mensuração”, diz.

A partir dessa definição, ele explica que a estratégia da área de Comunicação Interna pode, por exemplo, ser alavancada pelo EVP (Employee Value Proposition); ou seja, a proposta de valor da empresa como marca empregadora. 

“O EVP é um bom ponto de partida para você [profissional de CI] se basear e começar a trabalhar sua estratégia de Comunicação Interna. Lá a gente está olhando toda a jornada e experiência do colaborador”, explica.

Agora, quando a área de CI já tem a estratégia alinhada com o que a empresa espera, é hora de mensurar! O COO cita 3 etapas:

  1. Indicadores de alinhamento e conteúdo: Para defini-los, é preciso entender o que a CI precisa comunicar de fato; se informações referentes a benefícios, como ajuste do vale-alimentação, fazem parte dessa lista. Só então é possível saber o que mensurar. 
  2. Indicadores de resultado: Entra no âmbito mais qualitativo da mensuração; se colaboradores estão engajados, se entenderam a informação passada, se a CI está alinhada com o objetivo da empresa etc.
  3. Indicadores de processo: Somente nessa etapa surgem os KPIs de comunicação, desde abertura de e-mail até interações como curtidas e comentários. Maurício ressalta que para isso, é necessário contar com boas ferramentas.

“Entendendo a estratégia de mensuração na área de Comunicação Interna, com indicador de resultado, indicador de processo e indicador de alinhamento, aí sim começamos a narrativa de relatórios de comunicação”, afirmou.

Como criar a narrativa

Os tão tradicionais relatórios de resultados podem não transmitir a dimensão do impacto de um bom trabalho da Comunicação Interna na organização como um todo. Sendo assim, profissionais da área podem criar uma narrativa a partir da mensuração. Como fazer isso?

Maurício explica que para tornar a Comunicação Interna relevante para o negócio é preciso trabalhar diretamente com números.

Ele lembra que as lideranças, principalmente a Presidência e outros C-levels, estão atentos a números e que, enquanto a CI não contribuir para uma mudança positiva em indicadores estratégicos, a área permanecerá sem tanta relevância.

“A gente vai continuar fazendo comunicado, evento, criando jornal e comunicados normais, mas a partir do momento que a gente começa a imprimir uma nova narrativa para a área de Comunicação Interna como um todo e o profissional do setor mostrar o quão relevante essa área é, aí as coisas começam a mudar um pouquinho. Aí a gente está realmente trazendo dados e falando [para a liderança] ‘esse engajamento que estou provando para você que existe aqui está trazendo tanto de resultado, tanto de saving’…”, comenta.

O cofundador da Clima ainda diz que essa virada de chave faz com que líderes passem a encarar a área não mais como um mero custo, mas sim como aquela que otimiza a receita no dia a dia.

O segredo para criar essa narrativa é linkar os dados com o negócio (metas, objetivos, estratégias) e humanizar os dados, mas sem perder o número de vista (mostre como a CI muda a percepção de colaboradores).

“O executivo gosta de ver números! Não é o número da abertura, é o número de ‘como é que está impactando meu turnover isso aqui?’ ou ‘como é que está impactando o custo que eu tenho de treinamento com os meus colaboradores?’”, explica.

E quando não há apoio da liderança? Essa é a  pergunta de milhões, visto que muitas áreas de Comunicação Interna ainda não possuem o apoio de líderes, mesmo quando há uma boa estratégia sendo desenvolvida.

Maurício lembra que apostar nos números e em uma boa narrativa é a forma de conquistar esse público, até porque eles são cobrados justamente por dados.

Mensuração em CI e o operacional

Como o uso de dados na Comunicação Interna pode contribuir para a operação e, assim, se mostrar estratégica para esse público?

Com os indicadores já citados por Maurício, como o de alinhamento, é possível engajar colaboradores e até mesmo influenciar na redução de rotatividade e acidentes de trabalho, pontos altamente custosos para as organizações.

“Se a gente consegue alinhar quais são as diretrizes que eu quero para essa comunicação e o que eu quero impactar… Por exemplo: eu quero impactar aqui o KPI de entendimento dos colaboradores sobre segurança do trabalho para que eu tenha menos afastamentos; esse vai ser seu indicador de resultado”, elucida.

Ainda no exemplo de uma campanha sobre segurança do trabalho, o COO explica que o time de CI deve entender o que precisa ser comunicado, se essa comunicação que está sendo feita está alinhada com a estratégia da própria área, se a mensagem é relevante para saber se é necessário falar mais ou menos sobre o tema, pensando na infoxicação.

“Na sequência você vai distribuir as comunicações por todos os canais, na rede social interna, no mural, TV corporativa, e-mail, ativação, e por fim seu resultado – e esse é o ponto da mensuração, você vai medir o impacto, se houve diminuição nos acidentes, afastamentos etc.”, diz. 

ROI

O executivo reflete sobre empresas investirem em Marketing sabendo que haverá resultado, mas não conseguem perceber que o mesmo vale para a Comunicação Interna.

“Por que as pessoas não pensam da mesma forma que você está investindo em uma ferramenta de comunicação que vai chegar no colaborador lá na ponta com exatidão? Por que você não prova que ao manter essa pessoa informada, ela vai produzir mais?”, expõe.

Esse retorno sobre o investimento é a forma de conseguir com que empresas apostem em ferramentas de CI, segundo Maurício. E como calcular esse ROI? 

Ele explica que é necessário ter indicadores corretos para então fazer o cálculo. Em outro exemplo, Talão cita uma empresa que investe em uma campanha de saúde para colaboradores.

O primeiro passo é definir o que será acompanhado, escolher os canais que serão usados e seus respectivos KPIs e, por fim, olhar o indicador de resultado (por exemplo: reduzir determinada porcentagem de colaboradores doentes). A partir desse cruzamento, é possível comprovar o ROI.

O papel dos canais

Como canais de comunicação que disponibilizam métricas podem apoiar as equipes de CI, normalmente tão enxutas, nessa narrativa rica em dados?

Um estudo da Aberje mostrou que 55% dos times de Comunicação Interna possuem até 3 colaboradores, e Maurício falou sobre a importância de contar com ferramentas digitais como grandes parceiras dessas equipes.

Com canais digitais que fornecem métricas, como a Dialog (que possui um dashboard com mais de 50 indicadores!), profissionais da área conseguem identificar mais rápido se as estratégias e ações da área estão dando resultado e sendo relevantes para o negócio.

Leia também:

Agende uma demonstração e conheça a lista completa de indicadores disponíveis na Dialog, que permite gerenciar os usuários, medir atividades por região, mensurar o alcance dos conteúdos, identificar influenciadores internos, construir relatórios detalhados, acompanhar o engajamento das pessoas e otimizar a consulta de informações. 

Indo além, o nosso dashboard reúne um conjunto de 6 filtros de cruzamento para análises aprofundadas e comparativos entre períodos. E mais: a Dialog oferece também o exclusivo Índice Dialog de Engajamento; conheça agora.

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Comunicação Interna é apoio na retenção de talentos; afirma diretora https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-e-apoio-na-retencao-de-talentos-afirma-diretora/ https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-e-apoio-na-retencao-de-talentos-afirma-diretora/#respond Mon, 10 Jun 2024 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4988 Segundo um estudo da empresa norte-americana Simpplr, 86% consideram que a Comunicação Interna pode impactar fortemente a retenção de colaboradores. Mas afinal, como isso é possível? Dando um passo para trás, é preciso entender o cenário atual do mercado de trabalho. Só assim conseguiremos saber como a Comunicação Interna pode contribuir e atuar como aliada […]

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Segundo um estudo da empresa norte-americana Simpplr, 86% consideram que a Comunicação Interna pode impactar fortemente a retenção de colaboradores. Mas afinal, como isso é possível?

Dando um passo para trás, é preciso entender o cenário atual do mercado de trabalho. Só assim conseguiremos saber como a Comunicação Interna pode contribuir e atuar como aliada das empresas que visam reter talentos.

Para falar sobre o assunto, Kelly Cufone, diretora de Projetos na United Minds, foi a convidada do novo episódio do Dialog Talks.

Ela possui 16 anos de experiência na área de Comunicação Corporativa em empresas multinacionais e nacionais, e liderou o projeto para a Nespresso que venceu o Prêmio Aberje, regional São Paulo, na categoria Relacionamento com Público Interno em 2021. 

A United Minds lançou, no último mês, um paper sobre tendências de carreira e desenvolvimento profissional. Kelly aproveitou a oportunidade para compartilhar os principais insights sobre o tema.

Para assistir à conversa na íntegra, basta clicar nos players abaixo.

Comunicação Interna e retenção de talentos: o cenário

Antes de falar sobre a Comunicação Interna como aliada da retenção de talentos, é preciso entender o momento atual do mercado de trabalho. O paper produzido pela United Minds aborda justamente essa questão. 

O material mostra como as novas mudanças estão impactando a maneira como as pessoas se enxergam enquanto profissionais. Dito isso, quais são as maiores mudanças e como elas podem interferir nas estratégias com foco em retenção de talentos?

Kelly explica as quatro grandes tendências contempladas pelo estudo:

  1. Economia GIG: Formato de trabalho com predominância de freelancers e agências de contratação temporária, vínculos mais curtos com as organizações e match perfeito com a geração Z.
  2. Mad skills: Habilidades fora de série que “consolidam a interseção entre vida pessoal e profissional, borrando quase que totalmente os limites entre aquilo que fazemos com propósito de carreira e aquilo que é hobby”.
  3. Quiet ambition: O lema “trabalhar até o fim da vida” perde força e o equilíbrio entre vidas pessoal e profissional se torna prioridade. Profissionais passam a revisitar o conceito de evolução profissional, de forma que o foco seja assumir projetos que desenvolvam habilidades em vez de cargos que demandam mais responsabilidades.
  4. Produtividade x tempo: Tecnologias como a Inteligência Artificial e movimentos como o que defende uma semana com 4 dias de trabalho põem em xeque a jornada como conhecemos.

“A partir dessas tendências, a partir desses movimentos, como a gente enxerga a cultura da empresa? A marca empregadora? Como que a gente se relaciona com os nossos colaboradores a partir das suas necessidades? Como a comunicação pode apoiar na estratégia da empresa, trazendo visibilidade para essas questões?”, reflete Kelly.

O apoio da CI

A pergunta que fica então é: como a Comunicação Interna vai ajudar no alinhamento das empresas a essa nova realidade do mercado de trabalho? 

Kelly comenta que é necessário refletir sobre o papel da área dentro das empresas, como a equipe quer se posicionar e como quer ser vista na organização.

O passo seguinte é entender a atuação da CI no dia a dia: se será mais tática, com comunicações mais simples, ou se haverá alinhamento entre as estratégias da área e as de negócio e cultura.

“É importante que a gente pense e entenda o papel da comunicação como esse ponto transversal à cultura e à experiência das pessoas. Então, a gente existe com esse intuito de trazer mais visibilidade ao que está acontecendo na empresa, para onde a gente vai e qual é o propósito”, explica.

A diretora cita um pesquisador francês que fez a releitura da Pirâmide de Maslow com viés corporativo, apontando o que as pessoas precisam saber para ter um bom desempenho nas empresas. São duas categorias:

  • Individual: Informações para o desenvolvimento do próprio trabalho/atribuição;
  • Coletivo: Olhar mais voltado para o negócio, qual é a estratégia da organização, quais são as metas, como a área do profissional contribui para o atingimento desses resultados etc.

Ela conclui que, a partir desses pontos, a Comunicação Interna consegue entender o que não pode faltar em sua estratégia. Kelly ressalta que é importante também contar com o apoio do RH e de outras áreas.

“Como a Comunicação Interna pode ser parceira do RH para que a gente possa dar visibilidade a essa jornada [do colaborador]? E o que a empresa oferece em termos de benefícios, em termos de experiência, para que a gente consiga de fato ter as pessoas alinhadas no que a gente precisa?”, provocou Cufone.

Parte da resposta está no entendimento do público interno. Kelly comenta que existe um grande conflito geracional dentro das empresas atualmente, e diz que a CI deve encontrar um equilíbrio para alcançar e engajar todas essas gerações.

“Ter uma plataforma de canais adequada, com linguagem clara e intencional, é importante quando a gente tem a intenção de comunicar a cultura, de comunicar a estratégia”, comenta Kelly, frisando que a área de comunicação deve apoiar a liderança no que e no como comunicar. “Essa transversalidade da Comunicação Interna é superimportante para a gente entender onde ela [CI] entra nessas relações com o RH e com outras áreas, como Compliance e Planejamento Estratégico” explica.

Comunicação Interna e geração Z

Como a Comunicação Interna deve se comportar pensando na geração Z e em sua forma de se relacionar com o trabalho? 

A representante da United Minds explica que esses profissionais chegam ao mercado em um momento desgastado e que eles possuem um desejo de mudar tudo. Nesse sentido, a Comunicação Interna deve entender essa inquietação para conseguir se comunicar efetivamente com esse público.

A conexão com a geração Z será a partir de uma comunicação walk the talk, ou seja, que o discurso reflita o que é feito na organização. Outro ponto citado pela entrevistada é a necessidade da transparência e a forma como ela será cobrada pelos colaboradores, como o posicionamento da marca diante de temas sensíveis.

“A Comunicação Interna entra como esse balizador da transparência, de comunicar com agilidade, de posicionar mais efetivamente as nossas crenças como empresa. Eu não quero estar em uma empresa em que as coisas são meio veladas, em que o CEO fala um negócio meio que desdizendo. Eu quero que ele seja claro: você acredita nisso ou não? Porque isso também vai me fazer decidir se vou ficar aqui ou não”, destaca.

No dia a dia, utilizar uma linguagem atrativa e estar onde esse público está são passos primordiais para tornar a Comunicação Interna interessante para a nova geração. “A questão aqui é a área de Comunicação Interna não ter medo de testar novas ferramentas e novos formatos”, defende Kelly.  

Anota aí!

Focando em retenção de talentos, como a Comunicação Interna pode ajudar a evitar o turnover? Kelly compartilhou algumas dicas práticas:

  1. Priorize a clareza e a transparência sempre;
  2. Apoie e faça com que pessoas entendam a estratégia do negócio e a cultura organizacional;
  3. Escute os colaboradores para entender se a estratégia da área está funcionando e se a informação está sendo entendida;
  4. Traga história e depoimentos, dando protagonismo aos colaboradores.

A Dialog, HR Tech que lidera o setor com a maior plataforma de Comunicação Interna e engajamento do Brasil, oferece em sua solução multicanal um dashboard repleto de dados valiosos. São mais de 50 indicadores que permitem analisar desde o número de usuários cadastrados até o nível de interação por cargo e departamento. 

Inclusive, a Dialog é a ferramenta perfeita para as empresas que usam Workplace – que anunciou no último mês sua descontinuação. Migrando para a Dialog, sua Comunicação Interna não sai perdendo. A migração permite que grande parte dos conteúdos e dados do Workplace seja integrada à nossa estrutura. Agende uma demonstração agora mesmo!

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Escolha de canais e uso de dados reduzem a infoxicação na Comunicação Interna https://blog.dialog.ci/escolha-de-canais-e-uso-de-dados-reduzem-a-infoxicacao-na-comunicacao-interna/ https://blog.dialog.ci/escolha-de-canais-e-uso-de-dados-reduzem-a-infoxicacao-na-comunicacao-interna/#respond Tue, 30 Apr 2024 17:16:12 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4894 Um dos maiores e mais atuais inimigos da Comunicação Interna é a infoxicação. Em um mundo no qual somos impactados por conteúdos a todo momento, a área de CI deve ter cuidado em trabalhar o fluxo de mensagens e em definir a forma de entregá-las para não contribuir com o excesso de comunicados, especialmente àqueles […]

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Um dos maiores e mais atuais inimigos da Comunicação Interna é a infoxicação. Em um mundo no qual somos impactados por conteúdos a todo momento, a área de CI deve ter cuidado em trabalhar o fluxo de mensagens e em definir a forma de entregá-las para não contribuir com o excesso de comunicados, especialmente àqueles não interessam a todo colaborador.

Mas como fazer isso? E esse excesso de informação é culpa apenas da Comunicação Interna? Essas e outras questões foram abordadas no 45º episódio do Dialog Talks (o segundo da nova temporada), que contou com a participação de Vitor Morais, diretor de Conteúdo e Planejamento na Supera Comunicação, agência parceira da Dialog.

Assista ou escute na íntegra clicando nos players abaixo.

Infoxicação na Comunicação Interna: quem são os culpados?

Para evitar que a Comunicação Interna seja uma agente causadora da infoxicação, é preciso dar um passo atrás e refletir sobre como a área contribui para esse excesso de informações. E mais: se é a única culpada pelo volume de contatos com os colaboradores.

Vitor responde que a CI pode contribuir de duas formas para a infoxicação. A primeira é quando profissionais de comunicação não entendem o seu papel na empresa, seu poder e responsabilidade de dar (ou não) visibilidade a pautas que chegam de diferentes áreas.

“Acho que é um cuidado extremo com a curadoria de conteúdo. De fato o que a gente precisa comunicar, o que as pessoas querem saber e como a gente equilibra esses dois lados de interesse. A gente, como empresa, precisa dar diretrizes; a gente precisa responder aos anseios dos colaboradores.”

Isso demanda, segundo ele, muita consciência de quais são as mensagens-chave que devem ser trabalhadas pela área, pois quando isso não acontece o excesso pode surgir.

“Qual é o nosso compromisso com a estratégia da empresa? Com base nesse olhar de negócio, a gente estabelece quais são nossas mensagens-chave. É ter esse exercício de olhar para os objetivos de negócio e para nosso papel como área de Comunicação Interna.”

Ele ressalta que existem mais culpados pela infoxicação, como outras áreas demandantes de comunicação e, até mesmo, fatores externos que fogem do controle de CI.

A segunda forma envolve a cultura organizacional. Vitor explica que se a empresa tem uma cultura mais controladora, as pessoas tendem a sentir uma necessidade de comunicar tudo e qualquer projeto que estejam trabalhando, o que gera um excesso. Nesses casos, a veia de curadoria se mostra novamente necessária para evitar a infoxicação.

Os efeitos da infoxicação e seus obstáculos

Para falar sobre os efeitos da infoxicação na Comunicação Interna, o diretor da Supera fez uma analogia sobre o que uma intoxicação normal causa no corpo de uma pessoa: dor, vômito e confusão mental.

A primeira, no caso da infoxicação, pode ser relacionada com uma dor de sofrimento no trabalho; a segunda se mostra como uma falta de filtro, os colaboradores sentem a necessidade de compartilhar todos os projetos e contextualizar seu papel dentro da organização e, por fim, a própria confusão mental que resulta pela falta de compreensão das mensagens. Outros dois efeitos são o estresse e a ansiedade.

Existem alguns desafios enfrentados por profissionais de Comunicação Interna na hora de evitar o excesso de informações. Um deles é a capacidade de negociar e convencer outros times que talvez aquele momento não seja o melhor para comunicar determinado tema.

“Uma área chega querendo fazer uma campanha enorme, ativar todos os canais, ter uma intervenção, cascatear e chamar a liderança para ajudar em um tema que a gente sabe que não é a hora de dar tanta visibilidade, de investir tanta energia. Nós temos um olhar mais completo do negócio.”

Mensurar ajuda a identificar a infoxicação

A identificação dos sintomas da infoxicação passa por dados. Vitor recomenda analisar a retenção das mensagens – uma camada da mensuração que ele considera ser necessário olhar com mais carinho – e também a análise do clima organizacional por meio de pesquisas. “O quanto a gente olha para esses dados e entende que são reflexos da infoxicação?”, reflete.

De forma fictícia, ele traz como exemplo o caso de uma empresa que faz campanhas de segurança do trabalho, mas que ainda registra casos de acidentes. Ao analisar a retenção das mensagens, é possível identificar uma baixa compreensão, o que faz com que essa continuidade de acidentes se tornem um indicador também do efeito da falta de absorção das informações.

“Qual é o nível de compreensão desse esforço todo de comunicação que a gente está registrando e monitorando? Acho que esse é um pilar muito importante para aprimorarmos nas nossas mensurações e um grande aliado para evitar a infoxicação.”

Minimizar efeitos passa pela escolha de canais 

Outra aliada na hora de gerenciar o fluxo de comunicados é a estratégia de canais. Contar com uma plataforma dotada de recursos de segmentação é investir diretamente no combate à infoxicação, como é o caso da Dialog.

“A segmentação reduz a infoxicação, pois não vai uma chuva de mensagens para todo mundo e começa a direcionar cada mensagem de maneira que faça muito mais sentido para o público. Nisso, a plataforma nos ajuda muito. É muito mais fácil segmentar porque apesar de ser o mesmo canal para todo mundo, você tem ali vários filtros que pode acionar para fazer com que a mensagem chegue àquele público específico.”

Vitor também fala sobre outro ponto que esse tipo de plataforma possibilita: a descentralização da criação de conteúdo na Comunicação Interna. “Se uma área tem um projeto e quer dar relevância, deixe essa área criar o conteúdo e publicar na plataforma. Quem tiver interesse vai consumir mais daquele conteúdo, quem não tiver vai passar e não vai ter o impacto.”

A partir dessa descentralização, a Comunicação Interna consegue focar no que é estratégico, na cultura e no que todos os colaboradores precisam saber, complementou Vitor. 

É hora de segmentar mensagem e público

A segmentação é vista como pilar estratégico e solução para a infoxicação. Ao mesmo tempo, Vitor considera que falta fôlego para segmentar com cuidado e nível de atenção devido ao leque que pode ser aberto.

  • público operacional;
  • público que está na rua;
  • operacional que está em uma unidade do interior e tem uma rotina;
  • público operacional que é de outra região, que está imersa em outra cultura e tem outros problemas na rotina;
  • a liderança, mas também os supervisores com pressão das equipes.

“Se a gente pensar de verdade no quanto uma mensagem deveria ser segmentada, a gente abre muitos públicos diferentes. É o mundo ideal, mas como a gente dá conta de segmentar?”

A plataforma Dialog conta com vários filtros de segmentação, incluindo cargo, localidade e turno, podendo ser usados simultaneamente. Conheça agora.

5 dicas para não infoxicar os colaboradores

O especialista compartilhou dicas práticas para evitar a infoxicação.

1 – Desapegar de estruturas mais rígidas de construir e transmitir uma mensagem, porque a Comunicação Interna também faz parte da gestão da relação entre empresa e colaborador (que em muitos momentos tem interesses diferentes) e precisa promover um diálogo entre eles.

2 – Entender (e aceitar) que as emoções dos colaboradores não ficam da porta para fora da empresa. Profissionais de CI devem estudar as emoções e gatilhos emocionais para aprender como elas interferem no processo de comunicação (e evita excessos).

3 – Escutar ativamente: as pessoas precisam ser escutadas para definir estratégias e fluxos de comunicação. Amostragem e pesquisa pulso são dois exemplos para essa coleta de visões.

4 – Construir credibilidade para assumir uma postura mais consultiva e curadora de conteúdo. Isso também permite que CI fale “não” e ofereça soluções para demandas de outros departamentos, evitando sobrecarregar os colaboradores com tanta informação.

5 – Construir uma matriz de canais, públicos e conteúdos atribuindo objetivos para cada um.

“Quando há esse desenho mais detalhado, até mesmo material, a gente consegue ir escoando as diferentes mensagens em uma lógica conforme cada público e conforme o objetivo principal de cada canal. Acho que isso nos ajuda a organizar melhor esse fluxo todo, porque no final das contas teremos muitas coisas para comunicar, por mais que tenhamos o trabalho de curadoria”, finalizou.

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Jornada do colaborador: Saiba como a Comunicação Interna atua https://blog.dialog.ci/jornada-do-colaborador-saiba-como-a-comunicacao-interna-atua/ https://blog.dialog.ci/jornada-do-colaborador-saiba-como-a-comunicacao-interna-atua/#respond Thu, 22 Feb 2024 12:33:25 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4655 A Comunicação Interna e a jornada do colaborador estão profundamente entrelaçadas, e as empresas que não enxergarem isso tendem a ficar para trás. Do onboarding à saída do colaborador, a Comunicação Interna pode e deve atuar por todo o caminho, construindo e sustentando uma relação de confiança e transparência que gera engajamento, promove produtividade e […]

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A Comunicação Interna e a jornada do colaborador estão profundamente entrelaçadas, e as empresas que não enxergarem isso tendem a ficar para trás. Do onboarding à saída do colaborador, a Comunicação Interna pode e deve atuar por todo o caminho, construindo e sustentando uma relação de confiança e transparência que gera engajamento, promove produtividade e impacta positivamente os negócios.

Mas como funciona essa relação, qual é a melhor forma de trabalhá-la e de que jeito os profissionais de CI podem mostrar o viés estratégico dessa dinâmica para a liderança? Essas e outras perguntas foram respondidas no episódio de estreia da 4ª temporada do Dialog Talks.

Nesse bate-papo, conversamos com Elizeo Karkoski, diretor-executivo na P3K. Ele possui mais de 20 anos de experiência na área de comunicação, sendo 15 dedicados especificamente à Comunicação Interna e ao Endomarketing.

Você pode assistir ao episódio na íntegra clicando no play, confira:

Jornada do colaborador: por onde a CI começa

Antes de falar sobre a jornada do colaborador e a Comunicação Interna, é preciso dar um passo para trás: as etapas da trajetória acabam moldando a experiência do profissional, por isso é importante que sejam estruturadas de forma estratégica.

É possível descrever uma jornada ideal? Para Elizeo, isso acontece quando os combinados são cumpridos e as expectativas atingidas. Ele ressalta também que as jornadas podem variar, pois as pessoas são e estão em momentos diferentes. 

Outro ponto mencionado pelo entrevistado é que a Comunicação Interna não é a única responsável pela jornada, já que existem diversas outras “caixinhas” envolvidas. 

“A comunicação tem um papel importante na percepção de que toda essa jornada seja percebida da forma correta. Existem pesquisas que dizem que, muitas vezes, 6 meses depois que a pessoa entrou na organização, ela se desliga porque aquelas expectativas não foram atendidas (…), justamente porque esses combinados não foram coerentes ou não foram comunicados da forma correta”, afirma.

Para Elizeo, a Comunicação Interna precisa estar atenta à jornada que está sendo construída para os colaboradores. Por mais que os primeiros passos sejam dados em parceria com o RH, a CI precisa se mostrar presente desde o primeiro dia de integração.

“[É papel da CI] trazer a percepção da manifestação do que é aquela organização, [produzindo] material de onboarding, da marca empregadora, dos processos, do EVP, de tudo… Até das vendas. Acho que é importante trazer clareza e transparência, para que aquilo que foi combinado seja coerente.”

Para exemplificar a importância desse tipo de alinhamento, Karkoski compartilhou um case de uma empresa que buscava uma certificação para ser reconhecida como um bom lugar para trabalhar. Após uma análise detalhada, foi concluído que os diversos benefícios que a organização oferecia não eram percebidos pelos colaboradores. 

“A gente pegou o que existia daquela organização e fez um material para que as pessoas percebessem melhor todos os benefícios. Não foi nada novo, a Comunicação só foi lá e revelou o que já existia”, conta. Depois da campanha, a empresa foi certificada.

A estratégia

Elizeo comenta sobre a comunicação que impacta, que escuta as áreas de negócio e que entende o que executivos e gestores esperam de resultado. Para ele, só com esse posicionamento atento e proativo é que a CI pode começar a contribuir para a organização. 

“Acho que a área de Comunicação Interna tem que estar cada vez mais conectada com as necessidades de negócio também, porque a jornada não é só um pedacinho, é o todo. E se a comunicação não participa da construção da estratégia dessa jornada, com certeza vão existir gaps. Acho que o papel da CI em revelar a jornada e todos esses combinados é primordial: sem a Comunicação Interna, com certeza algum ponto vai ficar de fora. A CI tem [que guiar] a construção desse mapa”, afirma.

O diretor-executivo reflete sobre o momento atual, no qual muitas áreas de Comunicação Interna possuem uma atuação mais tática e poucas montam um planejamento de acordo com a estratégia organizacional.

“É um processo de diagnóstico. A gente ouvir quem está dentro da organização é super-relevante. A gente fala de escuta ativa: como os empregados estão percebendo aquela organização? Só a partir desses feedbacks é que poderemos fazer aprimoramentos”, diz.

Ele ainda afirma que a CI deve ter ponto de contato com todas as áreas e entender a organização como um todo para que o planejamento seja estratégico. “A gente tem que começar a conectar as coisas para ver coerência em todas as ações de CI de acordo com a estratégia que ela tem”, defende.

O ciclo completo, segundo Elizeo, é o seguinte: diagnosticar, ter a visão da organização, colher os feedbacks, planejar e fazer conexões para que os pontos de contato da jornada sejam cumpridos e coerentes.

O apoio para isso pode vir de canais digitais, como a Dialog, que conta com uma timeline e outros recursos interativos que dão voz ativa ao colaborador e permitem essa interação entre o profissional e a empresa (e também entre os funcionários).

Mensurando

Qual é o papel da mensuração no impacto que a Comunicação Interna tem na jornada do colaborador? A respeito dessa pergunta, Elizeo reflete sobre o crescimento da preocupação que as áreas de CI têm em mensurar suas ações, mas pondera que existe um longo caminho para que essa análise consiga de fato “levar resultado para o negócio”.

“Hoje, a gente observa muito que todos os processos de mensuração são quantitativos. Quantas campanhas eu fiz, quantos e-mails eu enviei, quantas pessoas curtiram etc. Mas não uma mensuração em um âmbito mais profundo que, de fato, [tenha] relação com resultado e comportamento… Porque no fim do dia, o que a gente busca com o processo de comunicação é mudar o comportamento de alguma forma. A gente atribui sentido para o que a pessoa faz e até busca um propósito para que ela execute aquilo de uma forma que, dentro das organizações, traga algum tipo de resultado.” 

Para que essa mensuração seja mais estratégica, Karkoski afirma que as métricas devem ser definidas antes das ações e campanhas, pensando no que a Comunicação Interna quer medir e indo além dos dados quantitativos – que também são importantes.

Além disso, o diretor-executivo pondera que é necessário olhar para a quantidade de campanhas e ações com cuidado a fim de evitar a infoxicação. O excesso de informações e conteúdos compartilhados também deve fazer parte de uma análise quantitativa e qualitativa da área de CI.

“As pessoas dizem ‘Ah, para ser mais efetivo, precisa de mais canais, mais volume, tenho que ter mais quantidade’ e a gente começa a entrar no movimento contrário, eu preciso ter menos canais, mas que sejam mais efetivos e eu só vou saber identificar isso a partir que eu começar a mensurar de forma eficiente”, conclui.

Outro ponto levantado por Elizeo é que a mensuração na Comunicação Interna não deve se resumir aos canais. É necessário conectar esses dados para ter um cenário completo da organização.

Outro ponto levantado por Elizeo é que a mensuração na Comunicação Interna não deve se resumir aos canais. É necessário conectar esses dados para ter um cenário completo da organização. Segundo ele, quando a mensuração acontece em vários pontos da jornada, a Comunicação Interna consegue monitorar o engajamento das pessoas. 

“Se ela está recebendo informação, se está entendendo, se está conectada, se a empresa está contente com tudo o que [essa pessoa] está fazendo, se ela está engajada com a atividade dela… A CI está fazendo seu papel, está sendo percebida.”

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Anota aí!

O que profissionais de Comunicação Interna que querem ter uma atuação mais estratégica na jornada e na experiência do colaborador devem fazer? Elizeo é categórico: é preciso mudar o pensamento de que a área de CI não lida com números. É preciso entender e incorporar habilidades relacionadas à visão de negócio e mercado.

“Porque senão eu não consigo sentar na mesa com as áreas de negócio (…). Toda a organização monta a estratégia e ‘Oh Comunicação Interna, divulga aí o que a gente precisa’. Não é sobre esse protagonismo que a gente quer falar. A gente quer sentar na mesa para poder construir a estratégia, e não ser estratégico só na hora de disseminar essa informação. Para isso, a gente precisa se capacitar”, acredita.

A partir dessa mudança, é possível atuar estrategicamente nos principais pontos do negócio – como a jornada do colaborador e sua experiência na organização, além do engajamento e do impacto nos resultados.
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Inteligência Artificial na Comunicação Interna da Coplacana https://blog.dialog.ci/inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna-da-coplacana/ https://blog.dialog.ci/inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna-da-coplacana/#respond Mon, 02 Oct 2023 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4350 O uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna é um dos temas mais comentados do ano entre profissionais e especialistas da área. Mas indo além da teoria, que tal falar com quem já usa a tecnologia? Em 2023, a Dialog, plataforma líder em Comunicação Interna no Brasil, lançou o Power AI Creator – um módulo […]

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O uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna é um dos temas mais comentados do ano entre profissionais e especialistas da área. Mas indo além da teoria, que tal falar com quem já usa a tecnologia?

Em 2023, a Dialog, plataforma líder em Comunicação Interna no Brasil, lançou o Power AI Creator – um módulo exclusivo que desenvolve conteúdo dentro da nossa ferramenta a partir da Inteligência Artificial.

A Coplacana, cliente da Dialog, usa esse recurso na Comunicação Interna. Para falar sobre como vem sendo essa experiência, o novo episódio do dialog talks tem como entrevistada Michele Dorelli, fotógrafa, pós-graduada em Comunicação Empresarial e analista de Comunicação Interna na Coplacana.

A empresa, cuja matriz está em Piracicaba (SP), possui 35 filiais e cinco lojas Massey Ferguson nos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Assista ao episódio ou escute esse bate-papo clicando nos players abaixo.

Inteligência Artificial e Comunicação Interna na Coplacana

Antes de falar como a Coplacana usa a Inteligência Artificial na Comunicação Interna, Michele contou mais sobre o trabalho da área antes da implementação dessa tecnologia.

“Nós trabalhávamos sempre para multiplicar nosso trabalho em murais, e-mails, flyers e banners. A gente multiplicava a comunicação de todas as formas que conseguia”, diz.

A analista também citou a importância de outras equipes e da liderança no processo, que atuam apoiando a Comunicação Interna.

“Mas a gente sentia falta de uma ferramenta que conseguisse multiplicar esse conteúdo de forma simultânea, [fazendo] chegar em todos a informação, seja o presidente ou o colaborador que está na fábrica ou no campo”, complementa.

Você pode conferir como foi o lançamento do Todo dia com VC, plataforma multicanal da Coplacana desenvolvida pela Dialog, clicando aqui.

Aliados digitais

Hoje, o Power AI Creator está presente no dia a dia da Comunicação Interna da Coplacana. Para Michele, os benefícios em utilizá-lo são muitos. 

“O Power AI Creator da Dialog tem nos ajudado muito no dia a dia, auxiliando em novos insights e expandindo a nossa criação. Costumo brincar falando que é o nosso segundo cérebro. Ele nos auxilia a levar a comunicação e a informação para um caminho que muitas vezes não estávamos pensando, o que acaba melhorando cada vez mais o nosso conteúdo”, ressalta.

Esse recurso, disponibilizado pela Dialog, permite:

➝ produzir conteúdos para a Comunicação Interna;

➝ personalizar a mensagem de acordo com personas pré-definidas;

➝ ajustar o tom de voz e o objetivo da comunicação;

➝ aprimorar a estratégia do conteúdo;

➝ conquistar o engajamento das pessoas;

➝ ganhar agilidade nas tarefas do dia a dia;

➝ otimizar o tempo da equipe de CI.

Saiba mais e agende uma demonstração hoje mesmo.

Michele acredita que os profissionais de Comunicação Interna devem enxergar a Inteligência Artificial e recursos como o Power AI Creator como um benefício para a área.

“Otimiza o nosso tempo, cria conteúdo com rapidez e nos dá a oportunidade de focar em outros projetos. Se você tem um texto para escrever, basta brifar o que precisa para a ferramenta criar várias versões”, conta.

Dicas

Quando perguntada sobre dicas para integrar a Inteligência Artificial no trabalho e na rotina da Comunicação Interna, a analista da Coplacana cita duas principais:

  1. Não tenha receio: entre sem preconceitos e de mente aberta.

“A ferramenta chegou para nos auxiliar. A tecnologia chegou para nos auxiliar, né? Ela vem nos dando a mão e permitindo que os nossos trabalhos sejam cada vez melhores; não para nos substituir. O profissional de Comunicação Interna deve entender isso.”

  1. Faça um bom briefing para obter conteúdos que engajem: explore as ideias que a Inteligência Artificial traz.

“Eu costumo criar várias versões dentro da ferramenta da Dialog e, a partir dessas ideias, acabo consolidando tudo em um único texto.”

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Comunicação Interna no Agro é estratégica, defende head da Nutrien https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-no-agro-e-estrategica-defende-head-da-nutrien/ https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-no-agro-e-estrategica-defende-head-da-nutrien/#respond Mon, 28 Aug 2023 12:13:31 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4252 Como fazer uma boa Comunicação Interna no Agronegócio? O setor conta com cenários desafiadores para um trabalho estratégico da área, como colaboradores espalhados, diferentes níveis de afinidade com tecnologia e acesso limitado aos canais de CI.  Ao mesmo tempo, o setor tem grande impacto na economia brasileira e mundial. Sendo assim, garantir o engajamento e […]

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Como fazer uma boa Comunicação Interna no Agronegócio? O setor conta com cenários desafiadores para um trabalho estratégico da área, como colaboradores espalhados, diferentes níveis de afinidade com tecnologia e acesso limitado aos canais de CI. 

Ao mesmo tempo, o setor tem grande impacto na economia brasileira e mundial. Sendo assim, garantir o engajamento e produtividade dos colaboradores do agronegócio é crucial não apenas para a saúde financeira do negócio, mas para a sociedade como um todo.

Por isso, o trabalho de Comunicação Interna – que já é importante para empresas de qualquer setor – se torna ainda mais estratégico para a realidade do campo.

Para falar sobre o tema, a convidada do 41º episódio do Dialog Talks é Luciane Reis, Head de Comunicação para América Latina na Nutrien Soluções Agrícolas.

Formada em Jornalismo e com mestrado em Comunicação Organizacional pela Universidade de São Paulo (USP), Luciane construiu sua carreira no agronegócio e na indústria de alimentos. Foi responsável por liderar mudanças significativas na comunicação interna e externa em Comunicação Corporativa no Brasil, com foco na gestão de crises, reputação, projetos de M&A, relacionamento com a imprensa, comunicação com funcionários e alta liderança.

Luciane liderou a área de Comunicação Corporativa na Cargill por mais de 20 anos, sendo responsável pela comunicação externa para a América do Sul em seu último ano na companhia. Em junho de 2020, deixou a multinacional norte-americana para dar início a um novo desafio em sua carreira, agora à frente da área de Comunicação da Nutrien na América Latina.

Você pode assistir ou escutar o episódio clicando no play abaixo.

Comunicação Interna no Agronegócio 

A Comunicação Interna no Agronegócio evoluiu nos últimos anos, avalia Luciana. Ela explica que o setor sempre teve relevância, mas sempre registrou ações mais tímidas e low profile nessa área e em Marketing.

“Começou a ter uma relevância diferente para o Agro há uns 15 anos a questão reputacional, de sustentabilidade, de questões ligadas à própria imagem da corporação e como era vista e percebida pela sociedade. O Agro começou a perceber que não bastava só fazer, precisava se comunicar de uma forma mais efetiva”.

Nesse sentido, Comunicação Interna e Externa estão cada vez mais integradas. “É aquela comunicação de dentro para fora, não adianta fazer fora se não tiver eco dentro, não adianta fazer dentro se também não estiver construindo pontes com os stakeholders”. Luciana enxerga uma mudança de postura das empresas do setor com a integração de processos e a educação do público sobre o assunto.

Diante dessa perspectiva, as empresas nas diferentes etapas da cadeia produtiva têm papel extremamente importante, tendo de atuar junto à sociedade em discussões de temas relevantes. E isso a Comunicação Interna precisa acompanhar.

“Quando a gente fala de comunicação, qual é o primordial? Que seja um diálogo, que seja um canal de mão dupla. Que a gente possa não só falar aquilo que a empresa precisa informar, assim como a gente esteja apto a ouvir”.

Quando perguntada sobre o maior desafio da Comunicação Interna no Agro, a entrevistada aponta que “o céu é o limite”, mas que vivemos em uma era de infoxicação (excesso de informação) exigindo que a CI seja relevante.

“A moeda mais preciosa que temos hoje é a atenção dos nossos colaboradores, porque a gente está competindo com redes sociais, estamos competindo com “N” canais externos que tem uma velocidade e um nível de atenção de interesse muito grande. E como a gente se insere nessa conversa?”

Luciane levanta algumas questões que são um verdadeiro exercício para avaliar a comunicação:

  • Como a gente está se comunicando? 
  • A gente está de fato ouvindo as pessoas? 
  • A gente está praticando uma escuta ativa? 
  • A gente tem canais que podem retroalimentar a nossa liderança? 
  • Temos de fato canais de nos possibilitam ouvir e tomar essas sugestões, comentários?

“Hoje eu vejo a área de Comunicação muito mais como uma grande articuladora, uma conectora, do que simplesmente quem produz e faz a gestão de canais, que hoje é o meio, não mais o fim, e está em uma discussão mais tática”.

Na Nutrien, o público interno é heterogêneo, desde os produtores no campo, passando pelos vendedores de loja, até os colaboradores administrativos. O desafio é alcançar e comunicar com todas as pessoas.

“Como é que eu falo com essa massa toda? Uma parcela pequena da minha população que tem acesso ao e-mail e intranet, que são canais mais tradicionais, mas tenho meu time de campo, o time que tá em loja. Como é que eu insiro essas pessoas? A gente está muito mais para instrumentalizar e criar canais que possibilitem que essas áreas dentro da organização se conectem e trabalhem em comunicação”.

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A solução: uma plataforma digital de Comunicação Interna

Luciane Reis conta que quando a Nutrien começou a olhar para a Comunicação Interna, encontrou um cenário no qual boa parte dos colaboradores não tinha acesso ao e-mail, levando a questionamentos do tipo “como é que vamos fazer essa comunicação chegar?”, “como vamos ouvir as pessoas na organização se eu não estou conseguindo nem atingi-las?”. 

Os times administrativos e operacionais tinham acesso aos canais de CI offline, mas a Nutrien entendeu que o momento da empresa demandava um movimento para engajar os colaboradores.

Buscando solucionar esses desafios, a Nutrien encontrou a resposta no Conecta, plataforma desenvolvida pela Dialog. “A gente pensou como uma solução porque além de ser uma rede social que funciona de forma bem simples para usarmos internamente, tem uma conexão muito forte com os nossos outros canais”, comenta.

“A gente inseriu o Conecta como nossa principal plataforma de Comunicação Interna justamente para que a gente pudesse comunicar nosso colaborador no campo, nas lojas e na área administrativa”.

Luciane conta que pensaram o Conecta como uma plataforma, possibilitando que conectassem esses colaboradores que não tinham acesso ao e-mail, além de promover o engajamento. “Ou seja, além de fazer com que a informação chegue a esse colaborador, eu vou saber o que acontece em outras localidades”.

A adesão do Conecta não é obrigatória, mas quando os colaboradores veem seus colegas participando, não querem ficar de fora. “É a melhor propaganda.”

Em 2022, Rodrigo Barbosa, consultor de Comunicação na Nutrien, compartilhou o case Conecta durante o Dialog Connection. Saiba mais!

Mensuração no Agro

A executiva considera extremamente importante a mensuração da Comunicação Interna. Na Nutrien foram criados KPIs e métricas, além de acompanhamento do dashboard da plataforma Dialog assim como de outros sistemas que a empresa utiliza.

Ela explica que quando se trabalha com Comunicação, muitas vezes há ligação direta com liderança e gestão e que as questões ligadas a esses temas trabalham muita percepção e opinião, muitas vezes sem respaldo dos dados. Para mudar isso, é necessário um processo de educação dos próprios profissionais.

“Quando a gente traz dados e informação, a gente começa a entender um pouco quando a gente fala de tendência ou nível de interesse. Quer ver algo simples? Quando a gente tem uma newsletter, parte daquele princípio que ninguém abre, ninguém lê ou que as pessoas não têm acesso. A gente começa a desmistificar algumas grandes frases que usam ou mitos internos com informação”.

Com a mensuração, ela afirma que é possível levar a informação para a tomada de decisão, não só em nível gerencial, mas também relacionado ao negócio.

“A gente consegue influenciar melhor a discussão quando ela é baseada em argumentos e dados, não opiniões”, afirma.

“Hoje, se você não está mensurando o que você está fazendo efetivamente, a qualquer momento a tomada de decisão vai ser baseada em opinião ou estilo de gestão diferente. Quando você traz isso de forma consistente, você consegue mostrar o resultado do trabalho de forma mais efetiva. Nesse sentido, a Comunicação Interna por muito tempo ficou relegada a algo ligada diretamente só à vontade de uma área ou gestão e acho que hoje já tem condição de mensurar e de usar esses recursos”.

Anota aí!

Com mais de 20 anos de experiência na Comunicação Interna no Agronegócio, Luciane Reis compartilhou dicas e conselhos para profissionais da área que querem fazer um trabalho estratégico e que seja relevante para a organização.

O primeiro ponto citado por ela é do ponto de vista técnico: a head da Nutrien comenta que nos dias de hoje, existe muito conteúdo para o profissional de Comunicação Interna, seja de informação ou de recursos.

Além disso, ela explica que é necessário ter conexão com o negócio e entender de fato o papel da área.

“A Comunicação tem uma função muitas vezes de informar, conectar e articular, mas ela se torna estratégica a partir do momento que você de fato está presente na liderança da organização e que tenha uma organização que entenda que a Comunicação ou o Marketing são áreas estratégicas para atingir esses resultados”.

Por fim, ela cita buscar desenvolvimento contínuo, ter convicção e acreditar no que faz como conselhos para quem trabalha na Comunicação Interna no Agronegócio. “A tecnologia trouxe infinitas possibilidades, mas precisa fazer sentido para a organização, para o momento que estamos vivendo e precisa suportar o negócio”, finaliza.

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