Profissional de CI Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/category/comunicacao-interna/profissional-de-ci/ O primeiro portal de Comunicação Interna do Brasil Fri, 12 Dec 2025 18:00:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7.8 https://blog.dialog.ci/wp-content/uploads/2022/04/cropped-favicon-32x32.png Profissional de CI Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/category/comunicacao-interna/profissional-de-ci/ 32 32 Saiba como melhorar sua Comunicação Interna em 2026 https://blog.dialog.ci/saiba-como-melhorar-sua-comunicacao-interna-em-2026/ https://blog.dialog.ci/saiba-como-melhorar-sua-comunicacao-interna-em-2026/#respond Fri, 12 Dec 2025 13:38:29 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6324 Profissionais de Comunicação Interna em 2026 precisam se preparar para uma atuação mais estratégica e relevante nas organizações, mesmo enfrentando um cenário no qual a área não tem seu valor reconhecido. Dito isso, o que comunicadores internos devem saber e o que devem desenvolver para mudar essa realidade em 2026? Para falar sobre o assunto, […]

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Profissionais de Comunicação Interna em 2026 precisam se preparar para uma atuação mais estratégica e relevante nas organizações, mesmo enfrentando um cenário no qual a área não tem seu valor reconhecido.

Dito isso, o que comunicadores internos devem saber e o que devem desenvolver para mudar essa realidade em 2026?

Para falar sobre o assunto, Mariana Figueiredo, diretora da Business Unit de Employee Experience na Portal Publicidade (agência parceira da Dialog), foi a convidada do encerramento da 5ª temporada do Dialog Talks. 

Assista ao episódio completo clicando no player abaixo ou escute a versão podcast aqui.

Papel da Comunicação Interna em 2026

O papel da Comunicação Interna em 2026, segundo Mariana, é o de criar importância, tendo uma atuação mais estratégica e menos operacional.

“Essa área [CI] é uma das únicas que consegue conectar a cultura com o negócio e as pessoas. Vejo que é uma área muito estratégica para as empresas, pois tem um olhar de negócio e, ao mesmo tempo, pode calibrar como conversar melhor com o público interno e criar um elo cultural e de engajamento com as pessoas.”

Para 2026, a especialista lista alguns desafios a serem enfrentados de um modo geral pelas organizações, incluindo Comunicação Interna e RH. São eles: mudanças aceleradas por tecnologia e Inteligência Artificial, múltiplas gerações trabalhando juntas, pressão por efetividade e produtividade, inteligência emocional e alinhamento de negócio e cultura.

Olhando para esses pontos e para o fato de que o engajamento move ponteiros em qualquer empresa, Mariana cita 3 papéis que a área pode desempenhar:

  1. Traduzir a estratégia organizacional para os colaboradores;
  2. Dar clareza às mudanças e trazer diálogos entre empresa e profissionais para evitar boatos e insegurança;
  3. Construir vivência e pertencimento.

Habilidades e competências

Tendo em mente esse cenário, quais são as competências e habilidades indispensáveis para um profissional de CI? Figueiredo citou algumas:

  • Ser um bom comunicador;
  • Ter um olhar estratégico, claro e facilitador da cultura organizacional;
  • Ler as pessoas;
  • Possuir visão de negócio;
  • Usar dados para apoiar decisões;
  • Ter empatia e escuta;
  • Investir em capacitação contínua; 
  • Transformar informação em experiência e vivência;
  • Dominar de canais de CI;
  • Assumir uma postura de liderança e protagonismo.

O que impede o reconhecimento da Comunicação Interna?

Alguns fatores podem impedir o reconhecimento do viés estratégico do trabalho da área de Comunicação Interna, perpetuando o estigma de mero suporte operacional. Alguns exemplos são:

  • Falta de métricas e dados do trabalho de CI;
  • Comunicação que acontece em via de mão única, com muitos comunicados saindo e pouca escuta ou troca;
  • Desconexão entre discurso e prática.

“É um problema não só de Comunicação Interna, porque vemos culturas lindas no papel, mas nem sempre é o que vemos na prática. Então os colaboradores não se identificam com aquela mensagem.”

Trazer o colaborador para o centro das decisões ajuda na missão de mostrar o quão estratégica a CI é, entendendo os diferentes perfis internos e como se conectar com eles, impactando no nível de engajamento da organização.

Tecnologia e Inteligência Artificial

Segundo Mariana, a tecnologia, aliada a ferramentas com IA, possibilita que a “Comunicação Interna aconteça com uma escala muito maior”, possibilitando a segmentação e personalização de conteúdos, o que aumenta a identificação do público interno com o trabalho da área.

Esses pilares permitem que a área chegue nos colaboradores, onde quer que estejam, sem infoxicação (excesso de informações) e direcionando mensagens relevantes para cada público-alvo.

Além disso, adotar esse tipo de plataforma apoia diretamente a mensuração do trabalho da área, ponto citado diversas vezes pela especialista como crucial para a mudança de percepção e do próprio trabalho da Comunicação Interna.

Já sobre a IA, o grande ganho é otimizar tempo e trabalho para que profissionais direcionem esforços para conversas e projetos mais estratégicos.

Anota a dica!

Para finalizar, Mariana Figueiredo compartilhou dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem começar o ano já adotando uma postura mais estratégica:

  • Pare de pensar em campanhas pontuais e passe a pensar em experiências para o colaborador (continuidade);
  • Conheça de verdade os públicos internos;
  • Meça tudo que pode;
  • Use e abuse de tecnologia e IA;
  • Crie espaços reais de escuta;
  • Assuma a postura de um agente de estratégia.

FAQ: Comunicação Interna em 2026

  1. Qual é o principal papel para a Comunicação Interna em 2026?
    A área deve assumir um papel mais estratégico, focando em experiências contínuas para o colaborador.
  2. Quais competências serão essenciais?
    Conhecimento profundo do público, uso intenso de dados, tecnologia e IA.
  3. O que deve ser evitado na Comunicação Interna em 2026?
    Campanhas pontuais e comunicação unilateral; o ideal é criar diálogo e escuta ativa.
  4. Como mensurar resultados?
    Medindo tudo o que for possível para comprovar valor e ajustar as estratégias.
  5. Por que a Comunicação Interna em 2026 precisa inovar?
    Para ser reconhecida como agente de estratégia, promovendo engajamento real.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo) e editora e Dialog Blog.

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Como desenhar o orçamento de Comunicação Interna? Especialistas respondem https://blog.dialog.ci/como-desenhar-o-orcamento-de-comunicacao-interna-especialistas-respondem/ https://blog.dialog.ci/como-desenhar-o-orcamento-de-comunicacao-interna-especialistas-respondem/#respond Thu, 30 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6268 O orçamento de Comunicação Interna é uma das partes mais importantes do planejamento da área, pois garante o investimento necessário para desenvolver o que é planejado para um ano inteiro de ações. No estudo anual sobre tendências de Comunicação Interna, feito pela Aberje e Ação Integrada, 45% dos respondentes afirmaram que o orçamento para 2025 […]

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O orçamento de Comunicação Interna é uma das partes mais importantes do planejamento da área, pois garante o investimento necessário para desenvolver o que é planejado para um ano inteiro de ações. No estudo anual sobre tendências de Comunicação Interna, feito pela Aberje e Ação Integrada, 45% dos respondentes afirmaram que o orçamento para 2025 foi similar ao de 2024. 

Algumas questões pairam sobre a cabeça da liderança ao montar uma planilha e definir as linhas de investimento que serão solicitadas à diretoria da organização. Como desenhar um bom planejamento orçamentário? Que caminhos buscar para comprovar o ROI da Comunicação Interna?

Essas foram as perguntas que guiaram a segunda aula da 3ª edição da Semana de Planejamento da Comunicação Interna, idealizada pela Dialog, que contou com a presença de Camila Lustosa, sócia-diretora na Santo de Casa Endomarketing – uma das nossas agências parceiras – e Milena Fiori, diretora de Customer Success na Dialog. 

Você pode assistir ao conteúdo completo clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

As estratégias por trás do orçamento de Comunicação Interna 

Pensando em construir um orçamento de Comunicação Interna levando em conta cenários onde há necessidade de reduzir custos, quais estratégias adotar para mostrar que CI é sim uma prioridade na organização?

“É importante conectar as ações da área com os objetivos do negócio e projetos prioritários que, consequentemente, receberão investimentos”, aconselhou Camila.

Milena compartilhou 3 estratégias:

  1. Construa o planejamento de CI totalmente voltado às prioridades, objetivos e necessidades da organização;
  2. Entenda os principais projetos da empresa para incluí-los em planos estruturados de comunicação;
  3. Estabeleça parcerias estratégicas com as demais áreas da empresa para vincular projetos. Dessa forma, será mais difícil receber uma negativa.

“Quanto mais priorizar e mais deixar isso claro para a organização, mais você consegue dizer ‘não’. E sei que, com essas estruturas [de CI] cada vez mais enxutas, o dizer não precisa estar embasado e ser justificado. E quando você tem um planejamento de CI atrelado aos desafios de negócio, não há problema em dizer não.”

A diretora da Dialog também citou 5 dados de pesquisas que podem guiar profissionais de Comunicação Interna na argumentação da proposta de orçamento, mostrando o seu impacto na organização como um todo:

  1. Comunicação eficaz pode aumentar a produtividade em até 25% (McKinsey); 
  2. 47% maior retorno aos acionistas em empresas com comunicação excelente (Towers Watson);
  3. Organizações com forte Comunicação Interna aceleram processos de inovação em 25% (Deloitte);
  4. Comunicação frequente e clara acelera a adoção de mudanças em 40% (Prosci); 
  5. 35% de aceleração em processos de transformação digital (MIT).

A sócia-diretora da Santo de Casa contou que, com os clientes da agência, é feito um trabalho de atrelar os objetivos de CI com os da organização, sempre tendo indicadores para avaliar o sucesso das estratégias e, assim, desenhar o orçamento.

Uma dica valiosa dada por Lustosa é: ofereça aos líderes opções de escolha. E como fazer isso com um orçamento de Comunicação Interna? Ela sugere a construção de 3 cenários: 

  1. Essencial: imprescindível para fazer a área rodar, mitigar riscos de compliance e atingir os objetivos mínimos/críticos;
  2. Estratégico/Ideal: maximiza as chances de atingir os objetivos, inclui projetos de maior impacto e inovação.
  3. Flexível/aspiracional: de longo prazo, super inovador e demonstra visão de futuro para área.

Ela conta que essa estratégia, normalmente, garante a aprovação da segunda opção. Outra sugestão dada por Camila é desenhar ações que mostrem o custo por colaborador.

“Ao invés de dizer ‘preciso de 50 mil para uma campanha de valores organizacionais’, posso dizer que preciso de um investimento de 50 mil na campanha que vai apoiar no processo de redução de turnover voluntário em 3 pontos percentuais (…) e custaria 25 reais por mês por colaborador.”

O que não pode faltar

De acordo com Camila, para garantir entregas relevantes e estratégicas ao longo do ano, o orçamento de Comunicação Interna precisa ter uma “relação íntima” com os indicadores relevantes para o negócio, como NPS, rotatividade, e retorno sobre o investimento (ROI). Sendo assim, incluir iniciativas, campanhas e ações que contribuam para essas métricas de negócio é uma estratégia poderosa para garantir investimentos.

Para Milena, um bom e inegociável orçamento de CI precisa ter clareza, inclusive sobre o que é engajamento para a organização. A diretora recomenda que profissionais da área conversem com o RH para entender como a empresa interpreta esse conceito e trabalhar, com ações e campanhas, em cima disso.

Ela recomenda não abrir mão de ferramentas tecnológicas que apoiam com insights e dados, diagnóstico (a diretora afirmou que quem fez neste ano tem ótimo embasamento para construir o planejamento de 2026), uma visão sistêmica para reduzir custos operacionais e a capacitação contínua da equipe.

A linha de tecnologia no orçamento de CI

A diretora da Dialog, que possui mais de 20 anos de experiência no mercado de Comunicação, considera que plataformas de Comunicação Interna são importantes de serem garantidas no planejamento da área.

“A forma como vai chegar a informação para esse público é tão importante quanto a própria estratégia de Comunicação Interna. Então você precisa ter uma estrutura de canais muito bem definida para que sua estratégia possa chegar onde precisa.”

Ela considera que essas soluções tecnológicas geram automatização e eficiência, reduzindo custos operacionais e otimizam o tempo da equipe, pontos que devem ser levados em consideração ao analisar cenários de restrição orçamentária.“ Uma vez que você reduz custo operacional com essa plataforma digital e otimiza tempo, você consegue justificar seu uso.”

Ela também cita os dados como relevantes para a missão de justificar investimentos. A Dialog, por exemplo, conta com mais de 50 indicadores, que ajudam a mostrar os resultados do trabalho das equipes de CI.

A importância de usar esses dados a favor do resultado da organização, entendendo os insights contidos ali e o comportamento dos usuários, são ressaltados por Milena. O uso de métricas também permite que ações sejam ajustadas em tempo real, de acordo com as necessidades de cada organização, o que gera a otimização do trabalho da Comunicação Interna, impactando diretamente nos investimentos.

IA e ROI

Por fim, as profissionais comentaram sobre como a Inteligência Artificial pode apoiar a área de Comunicação Interna na comprovação de ROI e, consequentemente, na defesa de orçamento diante da liderança.

Milena explica que a tecnologia apoia na análise rápida de um grande volume de dados e informações, o que ajuda na identificação de pontos de melhoria e ações rápidas, como determinada área que não se engaja com os conteúdos de CI, reduzindo perdas.

“Usar IA para fazer análises preditivas é o caminho para entender se o que estamos fazendo hoje vai dar o resultado esperado no final do ano.”

A personalização, tendência que vem se tornando cada vez mais necessária para aumentar a absorção e engajamento dos colaboradores com as comunicações, também pode ser acelerada com o uso de IA. 

Camila cita a IA como uma grande aliada na criação de insights e cenários para compor o planejamento geral e também do orçamento da Comunicação Interna.

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Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

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Mensuração na Comunicação Interna: Suzel Figueiredo dá dicas para uma análise completa https://blog.dialog.ci/mensuracao-na-comunicacao-interna-suzel-figueiredo-da-dicas-para-uma-analise-completa/ https://blog.dialog.ci/mensuracao-na-comunicacao-interna-suzel-figueiredo-da-dicas-para-uma-analise-completa/#respond Tue, 28 Oct 2025 17:22:02 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6260 A mensuração na Comunicação Interna é uma prática cada vez mais cobrada dos profissionais da área, mas muitos ainda usam os dados de forma tímida, não alcançando o pleno potencial que indicadores e métricas têm a oferecer à Comunicação Interna. Para falar sobre como usar e, mais importante, como analisar e apresentar esses dados de […]

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A mensuração na Comunicação Interna é uma prática cada vez mais cobrada dos profissionais da área, mas muitos ainda usam os dados de forma tímida, não alcançando o pleno potencial que indicadores e métricas têm a oferecer à Comunicação Interna.

Para falar sobre como usar e, mais importante, como analisar e apresentar esses dados de forma estratégica, Suzel Figueiredo participou do primeiro episódio da 3ª Semana do Planejamento da Comunicação Interna, idealizada pela Dialog.

A especialista em métricas e indicadores de Comunicação e Recursos Humanos, com ênfase em Comunicação Corporativa, que também é fundadora e CEO na Indicafix Métricas Digitais, esteve junto a Vinícius Ventura, diretor de Vendas e Marketing na Dialog. Assista ao conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escute a versão podcast aqui.

Mensuração na Comunicação Interna: obstáculos

Apesar de todo o avanço em ferramentas de mensuração na Comunicação Interna, muitos profissionais da área ainda sentem dificuldades para transformar dados em ações estratégicas. 

Para Suzel Figueiredo, o problema começa na faculdade: os profissionais, normalmente formados em Jornalismo ou Relações Públicas, aprendem a ser “quase técnicos” no ambiente acadêmico, mas que não são preparados para a gestão. Isso significa que, quando se fala em métricas e planejamento, não é sobre um canal ou campanha específica, mas sim referente à atuação transformadora de CI nas organizações.

Outro obstáculo citado pela especialista é a famosa frase “sou de humanas, não me dou bem com números”. Suzel dá um recado claro para profissionais de Comunicação Interna que continuam com essa mentalidade.

“Se você não consegue medir o resultado do seu trabalho, a sua carreira vai ficar bastante limitada, porque você precisa demonstrar o que faz com o seu trabalho, qual o resultado do seu trabalho para a empresa e o impacto que isso tem.”

Vinícius levanta também outro ponto: alguns profissionais focam em métricas de determinado canal, mas não olham para o todo, o que prejudica uma análise completa.

“A dificuldade da integração de métricas, em enxergar tudo em um único painel, me parece hoje um grande desafio, principalmente em empresas que usam diferentes soluções.”

O segundo ponto citado pelo diretor da Dialog é a importância de entender o porquê determinados dados estão sendo analisados.

“O que eu quero saber com isso? A campanha foi um sucesso? O que é sucesso? Se não temos uma visão de que a Comunicação deve, de fato, impactar o negócio, a identificação de um colaborador que é engajado e o quanto ele pode representar em termos de melhora de resultado, produtividade e o quanto ele pode impactar outras pessoas na própria área… quando não temos essa conexão direta do impacto que pode gerar no negócio, vira uma métrica de ego: minhas campanhas são ótimas e param por ali.”

Boas práticas e aprendizados com Suzel Figueiredo

A CEO na Indicafix Métricas Digitais possui mais de 30 anos de experiência e compartilhou boas práticas e aprendizados que todo profissional de Comunicação Interna deve adotar para avançar na análise de indicadores.

Ela comentou sobre o fato da mensuração na Comunicação Interna ser sempre um dos maiores desafios da área, como comprovam diversas pesquisas. E por que isso acontece? Figueiredo conta que, por ter contato direto com as altas lideranças nas empresas que atende, as métricas apresentadas não explicam o que esses líderes querem entender.

Suzel comenta que a área deve pensar em métricas quando começar a pensar no planejamento de CI.

Antes, porém, os profissionais devem diferenciar o que é planejamento e o que é plano. “Todo profissional de Comunicação Interna faz plano para campanha, de implantação de uma coisa… tem um plano atrás do outro. Planejamento é algo maior que isso, vai se conectar com o negócio, então você vai ter um planejamento alinhado com a estratégia do negócio. E se você vai ter um planejamento de um ano, por exemplo, tem objetivos definidos e se eu não faço esse alinhamento dos meus objetivos com os meus indicadores e não estabeleço metas, estou só produzindo cada vez mais informação.”

Como dica de mensuração na Comunicação Interna, ela recomenda começar o planejamento da área justamente definindo o que deve ser alcançado, segmentando objetivos por públicos internos.

“Se eu não defino onde quero chegar, se eu sequer sei onde estou, eu só estou produzindo e gerando dados. A gente não precisa de mais dados, existem dados suficientes, nós só precisamos conectar eles com o nosso objetivo. E ver se esses objetivos, uma vez alcançados, geram alguma transformação na organização.”

Uma plataforma de Comunicação Interna que apoia

A Dialog tem investido cada vez mais em soluções e recursos para ajudar empresas a mensurar e otimizar a Comunicação Interna. Mas como as ferramentas oferecidas pela HR Tech líder no mercado facilitam a coleta, análise e apresentação de dados estratégicos? 

Vinícius considera que o objetivo da empresa é facilitar a leitura de dados para que os profissionais de Comunicação Interna tomem decisões. Em uma segunda camada, o dashboard da plataforma, que conta com mais de 50 indicadores, oferece rapidez e autonomia para a área.

Ele também conta que a mudança de percepção em relação a métricas e definição de sucesso em redes sociais, liderada pelo TikTok, que não considera tanto número de likes e comentários e sim o tempo de tela do usuário, inspirou a Dialog a passar a oferecer indicadores como taxa de retenção.

“A partir daqui, a gente consegue ter mais uma camada de tomada de decisão baseada no que engaja, não só no que dá like e comentário. A Dialog tem colocado bastante tempo e investimento em facilitar a leitura de dados e transformar isso em um plano de ação acionável e que gere ROI para a empresa, seja ele facilitando o acesso ou gerando a redução de possíveis prejuízos.”

Coleta, análise e apresentação de dados

Antes de coletar e organizar os dados para apresentar para a liderança, é preciso entender quais dados serão coletados e até mesmo desenhar um modelo para a coleta dessas informações, entender referências para que o dado não seja somente um número solto.

“Quando falamos de métricas e indicadores, são conceitos diferentes. Nem toda métrica é um indicador, mas todo indicador é uma métrica. Por exemplo: se eu preciso reduzir o número de pessoas que acessam o e-mail porque perdem muito tempo e vou arrumar outro tipo de solução, 37% pode significar muito ou pouco, mas se eu disser que no ano passado era 48%, aí já são dois dados interrelacionados que dizem respeito a uma redução de uso de e-mail.”

A especialista explica que o primeiro passo para aqueles que querem iniciar a mensuração na Comunicação Interna é fazer alguns questionamentos: “Você tem objetivo definido? Você sabe em que momento está? 10 em 10 profissionais de Comunicação querem melhorar a CI, eu pergunto como ela está hoje, não vem informação em formato de dados.”

Sendo assim, para mensurar, Suzel recomenda: definir o objetivo, o público a ser analisado (“Porque cada vez mais a Comunicação terá que ser mais segmentada”), analisar o que esse público recebe e consome a informação para entregar no formato desejado, se a informação chegou e foi consumida para então avaliar o resultado da Comunicação Interna.

“É desejo de todo profissional de Comunicação Interna se preparar para ser mais estratégico. E seremos cada vez mais estratégicos se a gente conversar a língua dos negócios, não só a língua da comunicação. Temos que construir processos e soluções de comunicação para atender demandas e entregar soluções da empresa.”

Vinícius compartilhou 3 dicas do que não fazer na hora de mensurar:

  • Apresentar métricas de vaidade soltas, sem referência ou conexão com o negócio;
  • Não apresentar os pontos que devem ser melhorados;
  • Ter uma visão determinista baseada no achismo e não em dados.

Suzel lembra que ferramentas de mensuração de Comunicação Interna são “somente” ferramentas, os profissionais da área que devem fazer a arquitetura dos resultados, a análise do que foi medido, a conexão com os negócios.

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Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

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O Dia do Profissional de Comunicação Interna, celebrado em 30 de setembro, é uma data para reconhecer o trabalho dos comunicadores, além de refletir sobre o papel estratégico desses especialistas dentro das organizações. 

Se antes a Comunicação Interna era vista apenas como repassadora de avisos, hoje ela assume protagonismo no fortalecimento da cultura organizacional, na promoção do engajamento dos colaboradores e no alinhamento dos objetivos de negócio.

Neste artigo, reunimos dicas práticas para você, profissional de Comunicação Interna, que deseja impulsionar sua carreira, aumentar seu impacto e ser reconhecido como peça fundamental para o sucesso da empresa.

O novo perfil do profissional de Comunicação Interna

Se a área não se resume mais a simplesmente mandar recados, o profissional de Comunicação Interna também não. Segundo o estudo da Ação Integrada e Aberje, 46% dos respondentes têm mais de 10 anos de atuação em CI. 

Esse público passou pelas disrupções da época da pandemia, ponto de virada de chave na percepção do trabalho da área em muitas organizações. Inclusive, a mesma pesquisa mostrou que 86% dos presidentes ou CEOs das empresas valorizam em algum nível o trabalho de Comunicação Interna.

A área, portanto, deixou de ser vista como suporte (ou vem deixando, em algumas empresas) para passar a criar conexões, gerar confiança e ajudar a construir ambientes nos quais todos se sintam parte do propósito institucional. 

O mercado espera um profissional multidisciplinar, aberto à inovação e capaz de dialogar com diferentes áreas e pessoas. Em outro conteúdo publicado no Dialog Blog, falamos sobre as tecnologias mais buscadas pelo profissional de Comunicação Interna, que apoiam justamente nesses pontos. São elas:

  1. Inteligência Artificial Generativa;
  2. Ferramentas de análise de dados;
  3. Redes sociais corporativas.

Competências essenciais do profissional de CI

  • Visão estratégica: Planejar ações que conectem colaboradores aos propósitos e metas do negócio.
  • Mensuração e análises: Utilizar dados para ajudar nas decisões e mostrar resultados.
  • Comunicação criativa: Buscar formatos, linguagens e canais inovadores para atingir diferentes públicos internos.
  • Habilidade para simplificar informações: Decodificar temas complexos, tornando-os compreensíveis e relevantes para todo o público interno.
  • Adaptabilidade: Estar atento às tendências digitais e ajustar-se rapidamente às mudanças do ambiente de trabalho.

Anote as dicas!

Busque atualização constante 

O mercado de Comunicação Interna está em transformação acelerada, graças à crescente da Inteligência Artificial.  Por isso, profissionais da área devem investir em capacitações frequentes. Estar por dentro das tendências, como novos formatos, ferramentas digitais e mudanças no comportamento do colaborador, amplia seu repertório e te torna mais preparado para propor soluções inovadoras e alinhadas aos desafios atuais das organizações.

Use dados para embasar suas ações 

Profissionais de CI que usam dados agregam valor para a área e para a empresa. Aprenda a criar métricas relevantes para cada campanha, monitore o engajamento das comunicações e utilize plataformas que apoiem no processo de mensuração. Saber apresentar relatórios claros e apontar o retorno das ações fortalece o reconhecimento do seu trabalho e permite que você ajuste estratégias de maneira mais eficaz.

Desenvolva habilidades interpessoais 

Muito além da habilidade da escrita, o profissional de Comunicação Interna precisa ter empatia, escuta ativa e inteligência emocional. Relacionar-se bem com diferentes públicos é essencial para construir confiança e melhorar o clima organizacional. Ser um bom mediador contribui para a redução de ruídos e a construção de uma cultura mais colaborativa.

Torne-se protagonista da inovação 

Seja proativo na busca por novas ferramentas e na implementação de soluções que facilitem o fluxo de informações. O uso estratégico da tecnologia potencializa o alcance e a eficácia das mensagens internas, além de fortalecer a imagem do setor como agente de inovação.

Aprimore sua visão estratégica de negócio 

Mais do que executar tarefas, destaque-se conhecendo profundamente a empresa, seus objetivos, desafios e cultura. Procure acompanhar o planejamento estratégico e alinhar as iniciativas de Comunicação Interna às prioridades organizacionais. O profissional que atua de forma integrada, antecipando demandas e propondo ações alinhadas ao negócio, se consolida como peça-chave para o sucesso da empresa.

Invista na diversidade de formatos e linguagens

O perfil dos colaboradores é cada vez mais diverso. Por isso, dominar diferentes formatos é uma das formas mais eficazes de ampliar o alcance e a relevância da comunicação. Não tenha medo de experimentar novas linguagens e testar canais menos tradicionais. Lembre-se: comunicação eficiente é aquela que chega a todos.

Estimule o diálogo e construa parcerias internas

A Comunicação Interna é transversal por natureza. Procure criar redes com áreas e/ou grupos como RH, liderança, TI, ESG e outros. Projetos colaborativos, que envolvem múltiplas áreas, aumentam o impacto das iniciativas de comunicação e fortalecem a cultura de diálogo. Além disso, aproximar-se dessas equipes pode facilitar o acesso a informações estratégicas, apoiar a implementação de mudanças e aumentar a percepção de valor do seu trabalho.

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Por Marcela Freitas Paes, analista de conteúdo e editora do Dialog Blog.

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Dados inéditos sobre a média liderança comunicadora no Brasil https://blog.dialog.ci/dados-ineditos-sobre-a-media-lideranca-comunicadora-no-brasil/ https://blog.dialog.ci/dados-ineditos-sobre-a-media-lideranca-comunicadora-no-brasil/#respond Thu, 25 Sep 2025 13:30:12 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6198 Um dos grandes desafios e objetivos da Comunicação Interna é a liderança comunicadora, ou seja, o engajamento dos líderes como apoiadores das iniciativas promovidas pela área. Nesse sentido, é importante entender o verdadeiro panorama da visão desse público sobre o assunto.  Pensando nisso, o grande destaque da 2ª edição da CI Lover Week foi a […]

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Um dos grandes desafios e objetivos da Comunicação Interna é a liderança comunicadora, ou seja, o engajamento dos líderes como apoiadores das iniciativas promovidas pela área. Nesse sentido, é importante entender o verdadeiro panorama da visão desse público sobre o assunto. 

Pensando nisso, o grande destaque da 2ª edição da CI Lover Week foi a apresentação, em primeira mão, dos resultados da 3ª edição da Pesquisa Nacional de Comunicação com a Média Liderança, realizada pela Ação Integrada, uma das agências parceiras da Dialog. 

O estudo inédito tem como objetivo levantar a percepção e opinião da média liderança (gerentes de área, coordenadores e supervisores) sobre os processos de Comunicação Interna em suas empresas.

Os dados foram apresentados por Adevani Rotter, que é a criadora do conceito Comunicação Interna 4.0 e do termo “liderança comunicadora”, além de fundadora e presidente da Ação Integrada. Você pode acessar o estudo na íntegra clicando aqui.

Assista ao conteúdo completo ou escute a versão podcast.

Liderança comunicadora no Brasil: conheça os dados

O estudo sobre liderança comunicadora e Comunicação Interna feito pela Ação Integrada contou com a participação de mais de 2.300 líderes, sendo 59% dos respondentes do sexo masculino e 77% com até 44 anos. As respostas foram coletadas entre 2024 e 2025.

Quando perguntados sobre o principal canal de comunicação da empresa com o colaborador, 70% dos participantes citaram o gestor imediato. Em segundo lugar, aparece o e-mail (62%, 13 pontos a mais em comparação à última edição, feita em 2018) e o WhatsApp (49%).

Créditos: Ação Integrada

“Há muitos anos, escuto que o e-mail [como canal de Comunicação Interna] vai acabar, mas ele continua cada vez mais forte”, refletiu.

Ao analisar os canais mais lidos pela liderança, 92% dos entrevistados dizem ler, sempre e na maioria das vezes, as informações que chegam pelo WhatsApp em seus grupos de gestores. Além disso, 85% leem as informações recebidas pelo WhatsApp no grupo geral da empresa.

Outros canais citados foram: e-mail (88%) e pautas direcionadas para a liderança (87%). Sobre o último, Adevani comentou:

“É um índice bom, mas eu me pergunto: se as pautas são para eles [liderança] desdobrarem a informação para os seus times, [esse índice] deveria ser 100%”.

Frequência

O estudo também perguntou qual é a melhor frequência para receber as comunicações, e o resultado surpreendeu até mesmo a presidente da Ação Integrada: 48% consideram ideal receber informações diariamente para desdobrar para suas equipes, 4% a mais comparando com a última edição e 26% a mais com a primeira, realizada em 2016.

Esse crescimento é um reflexo das mudanças ocorridas nas empresas nos últimos anos, considerou Adevani, além de um cenário no qual as pessoas estão hiperconectadas.

Em relação à mesma questão, 39% dos respondentes declararam preferir receber informações semanalmente. A pesquisa também indagou sobre canais de preferência para receber esses conteúdos a serem desdobrados, cujo ranking também foi liderado por e-mail e WhatsApp.

Créditos: Ação Integrada

Percepções da média liderança

Os entrevistados foram perguntados sobre sua percepção a respeito da visão que a alta liderança (na figura do presidente/CEO) tem da comunicação e também sobre a cobrança da habilidade comunicacional por parte da empresa.

A primeira afirmação foi: “O presidente da minha empresa considera essencial que os gestores invistam na comunicação com colaboradores”. Sobre isso:

  • 75% concordam ou concordam plenamente;
  • 18% não concordam, nem discordam;
  • 7% discordam ou discordam plenamente.

O primeiro percentual registrou uma queda de 13% em comparação à última edição. Isso significa que a média liderança tem a percepção que os presidentes têm investido menos na comunicação.

Já a segunda afirmação apresentada aos líderes foi: “A comunicação dos gestores com os seus subordinados é uma competência cobrada na avaliação de desempenho da minha empresa”. Sobre isso, os dados foram similares ao cenário de 2018:

  • 76% concordam ou concordam plenamente;
  • 14% não concordam, nem discordam;
  • 10% discordam ou discordam plenamente.

Ou seja, 3 entre 4 líderes são cobrados para que tenham a habilidade de se comunicar com os seus times.

Média liderança e comunicação

Em mais uma leva de dados valiosos para profissionais de Comunicação Interna, os entrevistados foram questionados sobre a própria comunicação, as rotinas e os direcionamentos da empresa com a média liderança.

Enquanto 76% consideram úteis as informações que recebem, apenas 63% concordam que há clareza de quais informações são apenas para o seu conhecimento e quais são para desdobrar às suas equipes.

E mais: 95% dos líderes entendem os conteúdos enviados por CI, porém 63% afirmam que dois dos pontos que mais atrapalham a atuação da liderança comunicadora são a informação que chega em cima da hora e o conteúdo que vem incompleto.

Adevani considera que esses dados vão ao encontro das escutas promovidas pela agência com gestores de empresas.

Entretanto, mesmo com essas dificuldades, 56% discordam de um possível cenário no qual todas as informações sejam divulgadas sem qualquer envolvimento dos gestores. Isso mostra que a média liderança enxerga a necessidade e a importância da sua participação no processo de comunicação, o que abre espaço para o estreitamento da relação entre eles e o time de CI.

“Eu não vejo que isso seja comando e controle, mas sim que ele [líder] entende que é um facilitador de conversas e o porta-voz da empresa para o seu time.”

Créditos: Ação Integrada

Uma pergunta inédita feita nesta edição buscou entender como a comunicação permeia o dia a dia do gestor, já que ele precisa também dedicar tempo para as atividades técnicas e administrativas da sua função.

Os resultados mostraram um equilíbrio: 37% do tempo é usado para a comunicação (reuniões, e-mails, conversas face a face com seu time, seu líder e outros públicos), 35% para atividades técnicas e 28% para atividades administrativas.

Em busca de apoio

Pensando no ponto anterior, será que os líderes sentem a necessidade de um apoio para desempenhar seu papel de porta-voz junto à equipe? A respeito disso, 35% afirmaram que sim. Esse percentual teve um aumento expressivo em relação à edição de 2018 (15%).

“Ou seja, mais gestores estão entendendo que precisam de ajuda. Aqui está muito claro e dá os caminhos para a área de Comunicação [Interna] sobre o que os líderes precisam”.

Esses 35% também citaram o que poderiam ajudá-los na missão de se tornar (e permanecer) uma liderança comunicadora. 

Créditos: Ação Integrada

O estudo também mostrou para qual tipo de informação os colaboradores procuram a média liderança. O top 3 é formado por: 

  • 83% – Informações operacionais (seja da própria área, financeiro etc.);
  • 66% – Práticas e políticas de RH;
  • 52% – Estratégias da empresa.

A autoavaliação da liderança comunicadora

Os líderes também fizeram uma autoavaliação sobre como se enxergam no papel de comunicador com suas equipes.

Créditos: Ação Integrada

Como sugestões de melhorias para o desempenho desse papel, 35% sentem que a falta de tempo e a sobrecarga de tarefas e reuniões impedem uma comunicação de qualidade. A pesquisa revelou que eles sugerem a criação de rotinas e agendas específicas para interagir com a equipe.

Logo em seguida, 34% citaram a qualidade da informação, sendo a clareza e o envio antecipado como pontos de atenção. Os respondentes desejam receber mensagens claras, objetivas e completas, permitindo assim um repasse mais eficiente para os colaboradores.

Os entrevistados também citaram quais comportamentos consideram mais importantes em uma liderança comunicadora. “Aberto ao diálogo” e “bom ouvinte” estão no topo da lista, com 99% e 74% respectivamente. Porém, Adevani destacou dois pontos, também presentes no ranking, relevantes em termos de comunicação:

  • Dá foco ao que é prioritário (52%);
  • Promove um melhor desenvolvimento na equipe (32%).

“A liderança comunicadora integrada tem que, ao mesmo tempo, dar foco no negócio e no que precisa ser feito, por isso destaco o ‘dá foco ao que é prioritário’ e ‘promove um melhor desenvolvimento na equipe’, junto com escuta e empatia, para promover um ambiente de segurança psicológica , um ambiente de alto desempenho”.

Confira abaixo a lista completa:

Créditos: Ação Integrada

Por fim, os líderes que participaram da pesquisa avaliaram 6 pontos relacionados a clima organizacional, Comunicação Interna e liderança comunicadora. A média das mais de 2 mil respostas ficou da seguinte forma:

  • Comunicação Interna na sua empresa: 7.5;
  • Comunicação do seu superior imediato com você: 8.1;
  • Suporte que recebe da empresa para conduzir os desdobramentos de infos com o seu time: 7.1;
  • Clima organizacional na sua equipe: 8;
  • Importância da comunicação como habilidade de liderança: 9.2;
  • Sua habilidade para ser um líder comunicador junto à sua equipe: 8.3.

Mais insights para #CILovers

Depois da apresentação, Adevani ainda respondeu sobre estratégias, uso de IA em Comunicação Interna e canais, relacionando com a temática de liderança comunicadora.

Estratégia

Para ela, o movimento de liderança comunicadora é algo que não tem fim. Como estratégia, ela considera importante relacionar o viés comunicacional dos líderes com os pilares da cultura da organização. A segunda sugestão é investir em ferramentas para apoiar esse público.

“Estamos em uma era de muita complexidade e nós, profissionais de Comunicação, precisamos simplificar a vida das pessoas. Principalmente desses líderes, tanto a alta administração quanto a média liderança.”

A terceira dica de estratégia dada por Rotter é: treinar as habilidades de comunicação da liderança.

“Não é simples [desenvolver e trabalhar a liderança comunicadora], é um trabalho de formiguinha, de médio a longo prazo, para vermos o resultado. E mensurar, é claro! Eu tenho que monitorar se as conversas estão acontecendo, se estão impactando as pessoas e os negócios.”

IA e canais

Como a implementação de soluções de Inteligência Artificial nos canais de Comunicação Interna pode ajudar a média liderança a superar desafios de alinhamento e clareza identificados na pesquisa?

Para responder a essa questão, Adevani lembra que as equipes de CI são enxutas e que as ferramentas de IA permitem que esses times trabalhem a segmentação e a personalização de mensagens.

“Esse líder vai receber uma informação que tem a ver com ele, com o time dele. Não uma informação genérica, porque o que acontece hoje é uma pauta de comunicação que vai para todos os líderes da organização, e a gente sabe que as pessoas têm necessidades diferentes”.

A presidente da Ação integrada finalizou sua participação ressaltando a importância de integrar e, quando possível, diminuir o número de canais usados pela Comunicação Interna para evitar a infoxicação e também garantir que as informações cheguem até a liderança.

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Por Marcela Freitas Paes, analista de conteúdo e editora do Dialog Blog.

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Dicas práticas de Inteligência Artificial na Comunicação Interna https://blog.dialog.ci/dicas-praticas-de-inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna/ https://blog.dialog.ci/dicas-praticas-de-inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna/#respond Mon, 25 Aug 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6117 A Inteligência Artificial na Comunicação Interna já é uma realidade. De acordo com a Aberje, 54% das organizações utilizam Inteligência Artificial na área de comunicação (interna e externa). A produção de conteúdo, a geração de insights e o aumento de produtividade são as principais finalidades na utilização dessa tecnologia. Mas falando em prática: quais são […]

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A Inteligência Artificial na Comunicação Interna já é uma realidade. De acordo com a Aberje, 54% das organizações utilizam Inteligência Artificial na área de comunicação (interna e externa). A produção de conteúdo, a geração de insights e o aumento de produtividade são as principais finalidades na utilização dessa tecnologia.

Mas falando em prática: quais são as melhores opções hoje em dia? E como fazer um bom prompt? Na última live da 2ª edição da Dialog AI Week, Maurício Talão, COO da Clima Comunicação, e Vívian Rio Stella, linguista, professora e idealizadora da VRS Academy, falaram sobre exemplos práticos e a importância do fator humano.

Você pode assistir ao conteúdo na íntegra ou escutar a versão podcast.

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Ferramentas úteis de Inteligência Artificial na Comunicação Interna

Pensando no uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna, perguntamos aos especialistas quais ferramentas ou recursos têm se mostrado mais úteis no dia a dia da Comunicação Interna.

Antes de citar exemplos práticos, Maurício Talão considera que existem quatro grandes frentes de recursos de IA para Comunicação Interna: assistentes de texto, análise de dados, automação de fluxo e ferramentas com IA nativa. A partir disso, ele mencionou algumas opções que utiliza em seu dia a dia:

  • CHAT GPT (Modo 4 e 3): mais analítico para tarefas mais complexas;
  • DALL E e DALL E3: geração de imagens; 
  • ADOBE FIREFLY: criação de imagens; 
  • VEO3 (Google): vídeos realistas; 
  • GEMINI: análise de documentos; 
  • MANUS: criações de aplicações e MVPs; 
  • GROK: raciocínios mais estruturados; 
  • GAMMA: criação de apresentações; 
  • LOVABLE: criação de sites e app simples; 
  • UX PILOT: interfaces de experiência do usuário; 
  • TL-DV: gravação de reunião; 
  • PLAUD.AI: gadget de gravação e assistente de notas.

Vívian aponta a necessidade de identificar a dor que o profissional de CI quer resolver para entender qual é a melhor opção, visto que existem muitos recursos. Ela citou como recomendações o Google NotebookLM e o Scite (ferramenta de IA acadêmica).

Ela também deu dicas de como usar a IA de forma estratégica. Uma delas é colocar as ferramentas para “conversar entre si”, ou seja, pegar o resultado gerado por uma e colocar em outra para obter o melhor resultado.

Maurício complementou recomendando que não se deve aceitar a primeira resposta dada por uma IA generativa, pois é a opção mais genérica.

Prompts

Vívian explica que os prompts são o começo, não o final do caminho, e que muitos querem fazer um “prompt matador” para acelerar a criação quando, na verdade, a conversa com a IA é uma etapa importante.

Ela recomenda especificar bem o que deseja no prompt, até mesmo quebrando em passos (mas não mais de 3, para não gerar respostas alucinadas de IA). Além disso, a linguista reforçou o ponto levantado por Maurício: não aceitar a primeira versão, pois ela dificilmente atenderá às expectativas.

Vívian contou que chegou a perguntar para o próprio Gemini qual seria um bom prompt para ele, e a ferramenta respondeu: algo com clareza, especificidade, direcionamento, contexto, restrições, formato, tom de voz, exemplos e objetivo claro.

Maurício compartilhou algumas dicas práticas, confira na imagem abaixo:

Fonte: Clima Comunicação

Questionada sobre quais são os cuidados que devemos ter ao criar prompts para evitar vieses e garantir que a IA entregue respostas mais precisas e éticas, Vívian ressalta a importância de saber quais referências buscar, além de questionar essas referências e interagir com a IA para evitar resultados com vieses inconscientes.

Complementando a resposta, Maurício recomenda compartilhar com a IA, sempre analisando se as informações não são sigilosas, alguns dos conteúdos de Comunicação Interna para que a ferramenta consiga entender o tom de voz esperado de maneira mais fácil.

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Por Marcela Freitas Paes, analista de conteúdo e editora do Dialog Blog.

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O uso ético da Inteligência Artificial na Comunicação Interna https://blog.dialog.ci/o-uso-etico-da-inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna/ https://blog.dialog.ci/o-uso-etico-da-inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna/#respond Thu, 21 Aug 2025 20:23:49 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6110 Como usar Inteligência Artificial na Comunicação Interna de forma segura, ética e, acima de tudo, humana?  Essa pergunta pautou a segunda transmissão da Dialog AI Week, que abordou os riscos e cuidados com segurança da informação e LGPD, os limites éticos no uso de IA generativa e como equilibrar eficiência com empatia na criação de […]

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Como usar Inteligência Artificial na Comunicação Interna de forma segura, ética e, acima de tudo, humana? 

Essa pergunta pautou a segunda transmissão da Dialog AI Week, que abordou os riscos e cuidados com segurança da informação e LGPD, os limites éticos no uso de IA generativa e como equilibrar eficiência com empatia na criação de conteúdos.

Esse debate tão importante foi conduzido por Adriano Zanni, diretor de Atendimento e especialista em Comunicação Interna no Grupo In Press, e Cynthia Provedel, fundadora da Caminho do Meio e cofundadora da ComunIA, primeira comunidade que estuda o uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna no Brasil. 

Você pode assistir na íntegra ou escutar a versão podcast.

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O equilíbrio da Inteligência Artificial na Comunicação Interna

Como encontrar o equilíbrio entre eficiência operacional e empatia no uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna com o uso da IA?

Cynthia lembra que a empatia é uma habilidade “intrinsecamente humana” e cita o futurista alemão Gerd Leonhard, que questiona se as pessoas vão ser orientadas pela mudança ou se elas a orientarão, além de afirmar que as máquinas são boas em simular, mas não em ser e, por fim, que o futuro está justamente em transcender a tecnologia.

Para a cofundadora da ComunIA, a empatia é colocada em prática na medida que é adotada uma abordagem que busca esse uso responsável, ético e consciente da Inteligência Artificial em Comunicação Interna. Na prática, isso significa analisar e usar os dados (ou demais conteúdos) gerados por IA de forma humana, levando em consideração a cultura organizacional, por exemplo. O dado por si só não basta.

“Falando um pouco do uso aplicado da Inteligência Artificial na Comunicação Interna, quando a gente pensa em aplicar para brainstorming, temos várias informações genéricas que vão precisar de um pensamento crítico para ver o que é viável de acordo com o contexto daquela organização, do que faz sentido ou não. A mesma coisa para o texto, que pode ser produzido por IA buscando a personalização e segmentação que tanto falamos, mas, no final das contas, às vezes tomamos tanto tempo para consolidar um tom de voz de CI que não dá para abrir mão disso. (…) A IA vai apoiar, nos assistir, mas de forma complementar.”

Adriano reflete que o uso de plataformas de IA generativa têm uma ótica coletivista, sendo  uma soma de repertório de briefings e de bagagens de buscas feitas dentro desse ambiente, por isso é necessário se atentar a questões de LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) e de ética e integridade. Ele afirma que levar isso em conta também é equilibrar a tecnologia com empatia e humanização.

Ele também ressalta que essas plataformas podem conter vieses inconscientes. O diretor compartilhou uma experiência própria, quando pediu para uma ferramenta de IA gerar imagens de 100 médicos. Depois do resultado, começou a filtrar: quando pediu para mostrar somente os mais jovens, o número desceu para 40. Quando o prompt era mulheres mais jovens, sobraram 6 imagens. E quando acrescentou o viés racial, restaram apenas duas ou três opções.

“Isso é só para referenciar que o que praticamos no off-line, o que discutimos na sociedade, está exatamente refletido na construção dos prompts, que é o background que a IA generativa nos dá. Isso também passa por vieses de empatia.”

Inclusive, Adriano convida profissionais de Comunicação Interna para que façam essa análise durante o uso da tecnologia.

“Será que estou gerando um texto, um documento, uma apresentação, um vídeo ou um audiovisual que é acessível para todo mundo? Que é inclusivo? Que tem uma linguagem e um formato que respeite o cluster de personas que tenho na minha Comunicação Interna, que vão consumir aquele conteúdo de uma IA generativa?”, ponderou.

Indo além, ele comenta também sobre a necessidade de informar para a IA o que não quer que ela crie e que esse movimento também passa por empatia e humanização.

Cuidados éticos e legais

Adriano cita 5 pontos como cuidados éticos e legais que os profissionais de Comunicação Interna devem ter ao utilizar IA generativa no ambiente corporativo, respeitando a LGPD e evitando riscos na manipulação de dados internos:

  1. Sempre leia os termos de serviço de cada plataforma de IA que será utilizada.
  2. Quando criar prompts, não cite artistas específicos para evitar plágio/ferir direitos autorais.
  3. Ao criar algo, cheque no Google Research se não há algo parecido. Se houver, não use.
  4. Deixe claro que o conteúdo foi criado com IA.
  5. Mantenha o registro dos prompts para argumentar o raciocínio usado.

Cynthia provoca ao lembrar que muitas pessoas simplesmente usam IA sem levar em consideração esse tipo de cuidado, sem questionar.

Ela compartilhou também uma reflexão feita por um estudo do Instituto de Comunicação Interna do Reino Unido, que apontava que quem cria essas tecnologias de IA nem sempre fornece aos usuários instruções de como utilizá-las de maneira ética. E ela considera que esse movimento pode ser puxado pela área de CI nas organizações.

“A nossa atuação transversal, interagindo com outras áreas, favorece para que a gente protagonize e puxe discussões a respeito de uma governança multidisciplinar estruturada para a condução dessa temática.”

Provedel contou que a ComunIA teve a chance de traduzir um conteúdo do instituto do Reino Unido com diretrizes para o uso ético de IA, são elas:

  • Aplicar IA seguindo valores e cultura organizacional;
  • Atuar de forma legal e segura;
  • Promover uma adesão centrada no ser humano, pensar no impacto do conteúdo no ser humano;
  • Dialogar organizacionalmente para que o uso seja feito com segurança;
  • Defender o compartilhamento de pensamento crítico (incentivar que as pessoas não usem IA de forma automática, sem consciência);
  • Uso inclusivo e acessível;
  • Monitorar e minimizar o impacto da IA na sustentabilidade.

Adriano compartilhou que as empresas vêm se preocupando com a segurança de seus dados quando o assunto é uso de plataformas de IA e que vêm tentando assegurar que as ferramentas usadas e os fornecedores possuam o mesmo cuidado.

Protagonismo dos profissionais de Comunicação Interna

A ComunIA tem defendido uma IA mais consciente, inclusiva e ética. Questionada sobre como os comunicadores internos podem se tornar protagonistas dessa transformação e evitar o uso automático e sem senso crítico das ferramentas, Cynthia menciona a criação de narrativas estruturadas e o apoio a uma cultura que contextualiza o uso de IA.

“Quando a gente dá clareza para as pessoas de que forma a IA dialoga com a cultura organizacional, porque a IA é importante para a cultura, porque a IA é importante para a estratégia do negócio, a gente dá sentido para esse uso. Ajudamos as pessoas a compreender a oportunidade daquela aplicação.”

Segundo ela, essas narrativas, inclusive, podem ser corroboradas pela liderança.

“Como ajudar as pessoas a fazer boas perguntas, não só para o prompt, mas perguntas a respeito dos porquês que nos ajudam a tomar uma decisão para um lado ou para o outro em relação ao uso de IA. E a liderança comunicadora pode contribuir nisso, ajudando os times a pensar nas dores do negócio, nas suas áreas e em como a IA pode atuar nesses temas.”

Resumindo, as oportunidades de protagonismo têm foco no uso crítico e menos orgânico e automático. Isso protagoniza discussões em termos de governança, constrói narrativas que justificam e contextualizam o uso da IA conectada à cultura organizacional e à estratégia do negócio e, com o apoio da liderança, fomenta discussões sobre competências que vão sustentar essa jornada.

Adriano aponta que, se a área está automatizando processos que vão possibilitar que profissionais tenham tempo para conectar pensamentos estratégicos, olhar para os OKRs do negócio, metas e KPIs de cultura, planejar, diagnosticar e mensurar, que o setor use cada vez mais prompts estratégicos, Inteligência Artificial para produção de conteúdo e pequenos planos táticos.

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Por Marcela Freitas Paes, analista de conteúdo e editora do Dialog Blog.

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Dias de luta, dias de glória: a criatividade e seus desafios https://blog.dialog.ci/dias-de-luta-dias-de-gloria-a-criatividade-e-seus-desafios/ https://blog.dialog.ci/dias-de-luta-dias-de-gloria-a-criatividade-e-seus-desafios/#respond Thu, 15 May 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5824 Trabalhar com criatividade e comunicação é desafiador. Todos os dias, somos provocados a buscar uma ideia original e inovadora que vai solucionar o caso do dia, mas óbvio que isso não acontece na prática. Seria como se um chef de cozinha tivesse que inventar uma receita nova a cada jantar — sendo que a fome, […]

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Trabalhar com criatividade e comunicação é desafiador. Todos os dias, somos provocados a buscar uma ideia original e inovadora que vai solucionar o caso do dia, mas óbvio que isso não acontece na prática. Seria como se um chef de cozinha tivesse que inventar uma receita nova a cada jantar — sendo que a fome, às vezes, é resolvida com um bom prato de arroz e feijão.

Mas temos que entregar boas ideias, mesmo em meio a diversos obstáculos que o ambiente corporativo nos impõe. Prazos “pra ontem”, guias de marca restritos, temas que nem sempre são interessantes para o colaborador: como fazer com que o job não se torne “mais um e-mail da comunicação” para o público final? 

Se você veio atrás de respostas, sinto muito em desapontá-lo, eu não as tenho agora, mas podemos refletir sobre alguns fatores.

“O tempo, olha, Sueli, ele está passando” 

Quando Fernanda Torres disse essa frase no seriado Tapas & Beijos, não imaginou que ela se tornaria um dos grandes virais dos últimos anos. Talvez a comoção em torno desse recorte de 30 segundos da série seja porque o tempo, na era de mensagens tão fugazes, tem se tornado cada vez mais valioso. 

Dentro desse contexto, os prazos nas áreas de comunicação e agências têm ficado cada vez mais condensados, sem considerar que a criatividade precisa de respiro. Uma boa ideia nem sempre vem dentro daquelas 3 horas estipuladas pelo prazo, às vezes ela resolve dar as caras durante aquela louça que ficou para o fim do dia ou no meio daquele filminho do final de semana. Mas aí já era, o conceito já foi entregue.

Também não quero tornar o prazo o grande vilão da criatividade, ele é importante no processo de concentração e priorização das urgências. Sem ele, muitos projetos não sairiam do papel. 

Então, como conciliar prazo e criatividade? Dois fatores podem ajudar:

  • Organização: cada um tem a sua maneira de organizar a rotina durante o expediente, mas manter um certo padrão e ter algumas etapas definidas é muito importante. Quanto tempo é necessário para pesquisar referências? E durante a mão na massa, quanto tempo vou levar para construir aquela peça? Por onde começo: definindo fontes ou pesquisando uma paleta de cores interessante para esse caso? São pequenos combinados que auxiliam no processo.
  • Repertório: esse aqui é o mais importante. Pesquisar durante o processo é necessário, mas construir uma bagagem ao longo do tempo é essencial para que boas ideias fluam no momento certo, mesmo com prazos mais justos. 

Quem se restringe se limita?

Sabemos o quanto a identidade visual de uma empresa é importante para a construção de uma marca sólida. Contamos com cores, fontes, fotografias, grafismos, entre outros elementos, que constroem um conjunto de regras e norteiam como a marca se apresenta visualmente para o mundo. Será que trabalhar dentro dessas restrições torna a criatividade mais limitada?

Nem sempre. Trabalhar com criação, às vezes, é brincar de advogado e procurar por brechas na lei para defender o nosso réu. Assim como num tribunal, é necessário seguir as ordens de um brandbook, mas será que usar uma fonte especial num título, principalmente quando estamos trabalhando em uma campanha temática, vai prejudicar a percepção de toda identidade visual da marca? 

Um exemplo muito comum é o dos meses coloridos. Nem todo guide prevê o uso da cor amarela, por exemplo, mas não é por isso que, em setembro, a empresa não poderá criar uma campanha em prol da saúde mental. Dentro do possível, é preciso construir uma relação de flexibilidade com a marca.

Mensagens desinteressantes: um trabalho feito a muitas mãos 

No dia a dia da Comunicação Interna, não há como falar de boas notícias sempre. Existem alguns temas mais fáceis de ser engajados, como PLR ou benefícios em geral, mas há mensagens que precisam de “um tchan a mais” para fisgar o colaborador. Nesses casos, criação e conteúdo precisam estar ainda mais alinhados.

Quando estamos falando de um assunto leve, ainda há a possibilidade de trabalhar com cores ou ilustrações que deixam a peça mais atrativa para o público final, mas há momentos em que a conversa precisa ser séria. Ainda é possível ser criativo nesse caso, mas o trabalho junto com conteúdo é fundamental para estabelecer o tom do discurso e do visual.

Os desafios de trabalhar com criatividade em meio a condições nem sempre favoráveis são muitos. Haverá falhas e refações algumas vezes, mas contar com a técnica, com a organização e, principalmente, com o apoio de uma equipe alinhada pode contribuir muito para que boas ideias apareçam no momento certo.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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5 recursos Dialog que te ajudam a vencer a infoxicação https://blog.dialog.ci/5-recursos-dialog-que-te-ajudam-a-vencer-a-infoxicacao/ https://blog.dialog.ci/5-recursos-dialog-que-te-ajudam-a-vencer-a-infoxicacao/#respond Mon, 14 Apr 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5776 Você já deve ter ouvido falar de infoxicação. Afinal, estamos vivendo uma era na qual essa palavrinha é a grande protagonista do mundo digital. O termo, que foi cunhado pelo físico espanhol Alfons Cornella na última década do século XX, diz respeito ao excesso de informação que recebemos diariamente — de forma consciente ou não.  […]

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Você já deve ter ouvido falar de infoxicação. Afinal, estamos vivendo uma era na qual essa palavrinha é a grande protagonista do mundo digital. O termo, que foi cunhado pelo físico espanhol Alfons Cornella na última década do século XX, diz respeito ao excesso de informação que recebemos diariamente — de forma consciente ou não. 

Vivemos conectados e, por isso, consumimos conteúdo o tempo inteiro. São vídeos nas redes sociais, notícias em tempo real, informações vindas por aplicativos de mensagem instantânea e vários e-mails corporativos por dia. Fica difícil absorver tudo diante de um volume tão grande! 

É aí que começam a se manifestar os efeitos dessa sobrecarga de informação. Quem é vítima da infoxicação pode sentir exaustão com frequência, perder habilidades criativas e até sofrer com a intensificação de condições como estresse e ansiedade. Como mudar isso?

Vencer a infoxicação no âmbito pessoal diz mais respeito ao comportamento de cada indivíduo. Porém, no âmbito profissional há muito a ser feito. As empresas que se preocupam com a saúde e a performance do colaborador devem estar atentas a esse tema a fim de colocar em prática algumas ações que podem combater esse mal no trabalho. 

A melhor forma de fazer isso é investindo em um canal de Comunicação Interna preparado para suportar qualquer estratégia — como a Dialog. Quer saber mais? Continue por aqui. 

ecossistema dialog AI

A Comunicação Interna como protagonista

Segundo a Gallup, 46% dos colaboradores no Brasil registravam estresse diário em 2024. Esse é um número expressivo e que merece a atenção das empresas, principalmente porque 53% dos profissionais estão mais propensos a priorizar a saúde e o bem-estar acima do trabalho, de acordo com a Microsoft. 

Infoxicação tem tudo a ver com experiência. Uma pesquisa da Gallagher, inclusive, mostrou que a Comunicação Interna é vista por 82% das pessoas como um dos principais impulsionadores da experiência do colaborador nas empresas. Ou seja: a CI pode ser a vilã ou a heroína da história, tudo depende da estratégia adotada

Ser a vilã é mais simples do que parece: basta enviar vários e-mails por dia, sobrecarregar os canais de comunicação corporativa com informações fragmentadas e acionar os colaboradores a todo momento via aplicativo de mensagem. Pronto! Por outro lado, para ser a heroína é preciso planejar a comunicação e contar com uma plataforma que ofereça recursos para a gestão da informação. 

Essa plataforma é a Dialog

Utilizada por mais de 200 empresas e 800 mil colaboradores, a Dialog tem diversas funcionalidades que ajudam as organizações a desenvolver e a executar um plano de comunicação coeso e estratégico. 

No que diz respeito à infoxicação, nossa plataforma traz vários recursos que simplificam a Comunicação Interna e agregam valor à experiência do colaborador. Que tal conhecer melhor 5 deles? 

1. Segmentação

O primeiro passo para não contribuir para a infoxicação na empresa é segmentar a Comunicação Interna. Isso significa avaliar o teor do conteúdo antes de dispará-lo para toda a base de colaboradores. “Será que essa informação é realmente importante para todo mundo?”, essa é uma reflexão primordial.  

De acordo com a pesquisa de tendências divulgada pela Aberje e a Ação Integrada neste ano, apenas 20% dos respondentes afirmam sempre segmentar a Comunicação Interna. O mesmo relatório ainda trouxe o seguinte: segundo 9% dos entrevistados, a segmentação não acontece por falta de recurso; enquanto 43% afirmam que conseguem segmentar a comunicação às vezes, principalmente quando as mensagens são muito específicas. 

Com a Dialog, a segmentação é descomplicada. Nossa plataforma reúne diversos filtros que permitem que a mensagem seja entregue a determinadas pessoas de acordo com cargo, localidade ou departamento, por exemplo. Com isso, fica muito mais fácil direcionar a informação para quem realmente precisa recebê-la

segmentação infoxicação
Crédito: Dialog.

2. Grupos

Para quem adora criar grupos nos aplicativos de mensagem instantânea, a Dialog tem o recurso perfeito. Nossa plataforma permite a criação de grupos no seu canal de comunicação, e o melhor: eles podem ser abertos ou fechados, tudo depende da estratégia que a área de CI quer adotar. 

Além de deixar o canal organizado, evitando que conteúdos importantes se percam ou que a timeline fique sobrecarregada por pautas diversas, os grupos são ótimos para centralizar um assunto ou criar um espaço seguro para a troca de mensagens. Eles podem, por exemplo, ser usados para reunir lideranças ou influenciadores internos com o objetivo de compartilhar informações em primeira mão. 

Segundo a Aberje e a Ação Integrada, 16% das empresas prometem aumentar o orçamento para programas de influenciadores internos em 2025. A pesquisa também destaca que, pelo nono ano consecutivo, engajar as lideranças como comunicadores permanece sendo o principal desafio enfrentado pela Comunicação Interna. A Dialog pode te ajudar!

Crédito: Dialog.

3. Hiperpersonalização

Engajamento e conexão andam de mãos dadas na Comunicação Interna. Afinal, a gente só se engaja com aquilo que faz sentido para o nosso dia a dia. Não é à toa que investir em personalização vem se tornando cada vez mais uma necessidade. 

Segundo a Workshop, personalizar o conteúdo com base na preferência dos colaboradores é um desafio para 42,3% dos profissionais de Comunicação Interna. E se existisse uma ferramenta exclusiva para isso? Existe! 

O Power AI Creator é um recurso da Dialog que te ajuda a:

  • produzir conteúdos para a Comunicação Interna;
  • personalizar a mensagem de acordo com personas pré-definidas;
  • ajustar o tom de voz e o objetivo da comunicação;
  • aprimorar a estratégia do conteúdo;
  • conquistar o engajamento das pessoas;
  • ganhar agilidade nas tarefas do dia a dia;
  • otimizar o tempo da equipe de CI.

Tudo isso contribui muito para combater a infoxicação, pois facilita a absorção da mensagem e aproxima o discurso do colaborador — sem o uso de termos complicados ou incompreensíveis para boa parte das pessoas. 

power ai dialog infoxicação
Crédito: Dialog.

4. Dados e insights

E por falar em personalização de conteúdo, a Gallagher informou que tem sido observado um aumento de mais de 20% no número de comunicadores que usam dados de medição com essa finalidade. Mas não para por aí!

O uso de dados na Comunicação Interna também é importante para compreender se a mensagem alcançou quem deveria alcançar, se foi compreendida pelo público-alvo e se despertou o engajamento esperado. 

A melhor forma de descobrir essas respostas é por meio do dashboard da Dialog, que reúne mais de 50 indicadores para você avaliar minuciosamente o desempenho da sua CI. Inclusive, melhorar a escolha de indicadores e métricas é o principal investimento em mensuração para 48% dos comunicadores em 2025, segundo a Aberje e a Ação Integrada.

E mais: nossa plataforma também conta com um exclusivo índice de engajamento e com uma ferramenta que utiliza Inteligência Artificial generativa para fornecer insights em tempo real. Estar munido de dados é fundamental para combater a infoxicação, e com a Dialog é muito mais fácil ter acesso a eles.

dashboard dialog
Crédito: Dialog.

5. Integração de canais

Uma das características da infoxicação é que ela tende a ser projetada por diferentes dispositivos no decorrer do dia. Dessa forma, a adoção de vários canais de comunicação deve ser feita com cuidado.

Se a sua empresa decide utilizar mural, e-mail e TV corporativa além do canal principal, é crucial que a mensagem seja compartilhada de forma estratégica. A Tegma Gestão Logística, por exemplo, direciona todos os canais complementares para a Dialog, onde o colaborador consegue consultar a informação completa se houver interesse ou necessidade. 

Ou seja: o uso de vários canais simultaneamente pode ser benéfico se eles estiverem integrados. A Dialog permite essa integração e ainda simplifica a gestão de alguns deles, como a TV corporativa. Também disponibilizamos o Dialog Smart E-mail, um recurso capaz de impulsionar sua estratégia para o público administrativo.

Crédito: Dialog.

Vença a infoxicação de um jeito estratégico

O segredo para informar os colaboradores sem sobrecarregá-los com um volume expressivo de conteúdo é apostar em um canal de comunicação que forneça as ferramentas necessárias para uma boa gestão da informação. 

A Dialog é a sua melhor escolha! Para conhecer o nosso produto em detalhes, clique aqui e agende uma demonstração gratuita. 

demo cases

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Rodrigo Cogo fala sobre a evolução da Comunicação Interna https://blog.dialog.ci/curador-da-sinapse-conteudos-fala-sobre-comunicacao-interna-com-exclusividade/ https://blog.dialog.ci/curador-da-sinapse-conteudos-fala-sobre-comunicacao-interna-com-exclusividade/#respond Thu, 13 Mar 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5654 A Comunicação Interna se reinventou nos últimos anos. Esse movimento, impulsionado pela pandemia, foi liderado por profissionais da área que adotaram uma postura mais estratégica. Pensando em dar voz aos #CILovers, o time de conteúdo da Dialog criou uma nova editoria, a Dialog Entrevista, que consiste em entrevistas feitas com pessoas relevantes no mercado. Serão […]

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A Comunicação Interna se reinventou nos últimos anos. Esse movimento, impulsionado pela pandemia, foi liderado por profissionais da área que adotaram uma postura mais estratégica.

Pensando em dar voz aos #CILovers, o time de conteúdo da Dialog criou uma nova editoria, a Dialog Entrevista, que consiste em entrevistas feitas com pessoas relevantes no mercado. Serão insights valiosos e imperdíveis para profissionais de Comunicação Interna que querem aprender e se desenvolver.

A Comunicação Interna por Rodrigo Cogo

Sendo um dos grandes nomes do mercado de Comunicação Interna atualmente, o entrevistado desta segunda edição é Rodrigo Cogo, curador do Sinapse Conteúdos de Comunicação em Rede e responsável pela distribuição digital no ecossistema de canais

Rodrigo Cogo é o curador do Sinapse Conteúdos de Comunicação em Rede e responsável pela distribuição digital no ecossistema de canais. Formado em Relações Públicas pela Universidade Federal de Santa Maria (RS), é especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional e Mestre em Ciências da Comunicação, com estudos voltados para a Memória Empresarial e Storytelling, ambos pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (SP). 

Desenvolveu carreira com forte experiência em consultoria e diagnósticos de comunicação e relacionamento para clientes como Goodyear, HP, Rhodia, Schincariol, Embraer, Telefonica, Caixa, Basf, Sanofi e Mapfre, através da Ideafix Pesquisas Corporativas. Atuou na Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial por 14 anos, passando pelas áreas de Conteúdo, Marketing e Desenvolvimento Associativo. No MBA em Gestão da Comunicação Empresarial mantido pela entidade, e também em sua programação de cursos livres e in company, atuou como professor por mais de 10 anos. É autor do livro “Storytelling: as narrativas da memória na estratégia da comunicação”, lançado pela Aberje Editorial.

Blog Dialog (BD): Pode contar um pouco sobre sua trajetória no mundo da Comunicação Corporativa? Como começou, o que te fez ir por esse caminho e quais foram os maiores desafios.

Rodrigo Cogo (RC): É uma missão complicada fazer a escolha profissional com 17 anos. Ainda mais em uma estrutura de ensino que não está direcionada ao desenvolvimento pragmático de aptidões de trabalho, mas em apenas dar uma panorâmica das disciplinas possíveis de estudo e aprendizagem, para uma futura e eventual carreira a ser delineada. Nesse sentido, já quero dizer que sou fã das ofertas de ensino técnico e profissionalizante. Mas como não foi esse o meu caso, um teste vocacional me levou para a área de Ciências Humanas, algo que, de fato, já comprovava conter as minhas melhores habilidades. O resultado recaiu sobre a Psicologia, que não estava disponível nas instituições de onde eu morava na época.

Analisando os conteúdos das disciplinas, percebi e arrisquei que Relações Públicas era uma atividade de entendimento humano a partir da Comunicação, que fala, mas que também escuta e articula. RP foi o encaixe mais exato, e só tenho satisfações e confirmações com a opção feita — que é abrangente, contextual, baseada na inteligência e no relacionamento intensivo e inclusivo.

Por outro lado, como área complexa que envolve gestão e reputação, não somente o manuseio de ferramentas de relacionamento e informação, RP tinha lá suas dificuldades de entendimento dos contratantes e de absorção. Isto melhorou muito nos últimos anos, mas foi um obstáculo de realização profissional no início da carreira. Trabalhei em assessoria de imprensa, organização de eventos, cerimonial e protocolo, edição de publicações impressas, produção de conteúdo digital, formulação de concursos e premiações e planejamento de patrocínio cultural nos primeiros 15 anos. Isto aconteceu sobremaneira em entidades empresariais (comércio, indústria, construção civil), que me ajudaram num repertório de negócios que vai além da comunicação. Foi também um embrião das minhas convicções da importância do movimento associativo para onde acabaria indo depois.

Se eu tivesse que apontar qualidades de desempenho que foram decisivas para minha trajetória geral, eu diria criatividade e prontidão. Ou seja, ter agilidade para dar respostas às demandas dos clientes, com capacidade para discutir caminhos e boas ideias para atingir os objetivos.

E então aconteceu o deslocamento para São Paulo em 2008, que me levou para diagnósticos e planejamento de comunicação e gestão de relacionamentos (que requisitam uma postura mais contextual, estratégica e aconselhadora, que vem com a experiência). Cheguei na Aberje, que ocupou um longo tempo da minha dedicação – e para onde retornei recentemente como prestador de serviços. Hoje sou um empreendedor da comunicação.

BD: Você atuou na Aberje por 14 anos e acompanhou o crescimento e o reconhecimento da área de Comunicação Interna. Nos últimos anos, quais foram as maiores conquistas e principais mudanças para o profissional de CI e a área em si?

RC: Interessante observar que a Aberje nasceu em uma convenção de profissionais de comunicação que discutiam publicações empresariais voltadas para empregados e onde houve uma premiação, no final dos anos 1960. E lá os participantes pensaram na relevância da constituição de um grupo de colegas que pudessem dividir suas dúvidas, seus talentos e seus êxitos. Acho isso bastante simbólico sobre esta existência valorosa de organizar, capacitar e reconhecer o nosso mercado de atuação, validando nosso escopo e capacidade frente a outras áreas internas nas organizações. Nós precisamos disto, é quase terapêutico!

Entendo que o que sempre travou o desenvolvimento da área de CI era, por diversos motivos, a visão tarefeira que os profissionais eram relegados ou na qual se posicionavam (por falta de capacidade ou de ousadia), como atendedores de pedidos de outras áreas. Eram elas que faziam o diagnóstico e já prescreviam os caminhos de narrativas e canais, chegando na interface com pedidos prontos. Ora, cada setor tem suas formações, perspectivas, articulações, análises de contexto e ferramentas e devem ser respeitados. Mas também precisamos considerar que respeito e confiança são conquistados na prática, pela pertinência de nossas indicações, pelo acréscimo de evidências baseadas em dados e por mecanismos de comprovação da participação positiva de nossas ações na performance geral do negócio. Esta amarração era uma ponte a ser percorrida até há pouco tempo.

Então, o que mudou de antes para agora na Comunicação Interna foi a postura dos profissionais envolvidos, sejam eles ligados a estruturas de RH ou de Comunicação Corporativa. Ainda que eu defenda que só existe alinhamento efetivo de comunicação, que impacte reputação, quando todas as expressões estão sob a mesma estrutura, aqui não cabe polemizar sobre esta é a realidade em alguns casos. Mais do que “para quem reporta”, importante mesmo é ser percebido e acionado como alguém com inteligência para ponderar, interceder e agir com precisão, rapidez e personalização para o alcance dos objetivos organizacionais, sem deixar de lado as aspirações mais humanas dos indivíduos envolvidos.

Como são estruturas enxutas, ainda que por vezes agregadas de fornecedores de excelência, um ponto importante nos últimos cinco anos – bastante empurrado pela pandemia da Covid-19 – foi a aceleração da digitalização. Ou seja, a CI ganhou estratégia pelo olhar reciclado de seus profissionais e escala com a tecnologia. Continuo apostando na força da conversa presencial, mas é inegável que se consegue chegar a mais gente em menos tempo e com potencial de personalização com as ferramentas certas. Sempre é bom lembrar que o aproveitamento completo de novidades tecnológicas só acontece com um letramento dos envolvidos, que passa pelo uso e convívio produtivo e racional em ambientes virtuais e intermediados, o que nem sempre se vê.

BD: Na sua opinião, o que a área de Comunicação Interna — no caso de ainda não ser reconhecida pelas lideranças — pode fazer para mostrar seu potencial estratégico?

RC: Profissionais de comunicação em geral, mas CI em especial, precisam dominar mais os processos de mensuração e avaliação de resultados de seus trabalhos, em direção aos objetivos de negócio para poderem ser considerados estratégicos. Vejo algumas medições irem no caminho da produção: quantos textos, quantas fotos, quantas campanhas, quantas inscrições, quantos likes, quantos eventos, quantas doações… Isto tudo é importante para dar dimensão ao que é feito no cotidiano, mas nenhum destes quantitativos têm validade se não respondem a uma estratégia organizacional. Ou seja, estas atividades foram pensadas e implementadas para quê? Elas contribuíram com que meta direta ou indireta? Elas fizeram diferença no índice de reputação de determinado período, ou então trouxeram credibilidade para a marca e geraram maior simpatia da imprensa, quem sabe elas foram efetivas para diminuir o absenteísmo ou para estimular adesões ao programa de trainees ou de voluntariado? Estes resultados cruzados, que não estão acondicionados em caixinhas em nossos organogramas, também são responsabilidade da Comunicação Interna, e eles nos elevam para outro patamar de confiabilidade e de direito e consideração de voz.

BD: A Comunicação Interna desempenha um papel crucial no engajamento dos empregados. Quais são, na sua opinião, as principais estratégias que uma empresa deve adotar para construir um relacionamento eficaz com as pessoas que trabalham nela? Especialmente em um ambiente onde há grande diversidade de perfis.

A efetividade da Comunicação Interna, seja qual for sua missão em determinadas campanhas ou ações, depende do atendimento em um duplo sentido: estratégias bem alinhadas à cultura da empresa e também às necessidades dos empregados. Penso que é importante dar atenção a:

1. Segmentação e personalização: Nem todos os empregados consomem informação da mesma forma. Empresas devem mapear perfis, preferências e canais de comunicação mais eficazes para diferentes públicos internos e fazer entregas personalizadas aproveitando as tecnologias disponíveis.

2. Comunicação bidirecional e participativa: Criar canais para ouvir os empregados é essencial. Pesquisas de clima, fóruns internos, caixas de sugestões digitais, espaços de comentários e reuniões abertas estimulam a participação ativa e promovem um senso de consideração e, portanto, de pertencimento.

3. Narrativas humanizadas e storytelling: Mensagens institucionais frias não geram engajamento. O storytelling corporativo pode conectar os empregados à missão e aos valores da empresa de forma autêntica. Compartilhar histórias reais de empregados e líderes inspira e reforça a cultura organizacional. Não é só a história institucional que importa.

4. Liderança comunicadora: Os gestores desempenham um papel fundamental na disseminação da Comunicação Interna. Programas de formação em comunicação para líderes garantem que a informação flua de forma clara, inspiradora e alinhada à visão da empresa. Líderes acessíveis e abertos ao diálogo fortalecem a confiança interna.

5. Cultura de inclusão e representatividade: Em um ambiente diverso, a comunicação precisa ser inclusiva. Isso envolve linguagem neutra, respeito a diferentes perfis culturais, religiosos e geracionais, além da representatividade nas peças de comunicação. Criar grupos de afinidade e valorizar datas e iniciativas diversas reforça o compromisso com a equidade.

6. Transparência e consistência: Manter um fluxo de comunicação transparente e consistente evita ruídos e desinformação. Esclarecer mudanças, decisões estratégicas e o impacto de ações da empresa na rotina dos empregados cria um ambiente mais seguro e confiável;

7. Programas de reconhecimento: Programas baseados em desafios, recompensas e reconhecimento público geram motivação. O uso de plataformas interativas pode transformar ações de Comunicação Interna em experiências envolventes e participativas.

BD: Você fundou a Sinapse Conteúdos de Comunicação em Rede em 2022. Em que você se baseou para esta aposta de trabalho? A Comunicação Interna tem espaço neste projeto?

RC: Penso que qualquer oferta de mercado que pretenda entregar material de qualidade, com fontes confiáveis e que economize tempo do profissional tende a ser bem aceita. Então, tem este ponto da “economia da atenção”, em um cotidiano com muitos apelos e distrações que nos tiram do foco e os conteúdos acabam não colaborando para nossa melhor tomada de decisão. Foi aí que resolvi intervir com o Sinapse e já são mais de 400 assinantes em nove países diferentes.

Minha função como curador é analisar o que existe disponível (vindo de consultorias como Bain&Company, PwC, Deloitte, EY, McKinsey, Sparks&Honey; de universidades e laboratórios de pesquisa, de institutos como Ipsos e Kantar, de organismos como OMS e Fórum Econômico Mundial) e deixar à mão dos assinantes. A entrega é feita já com um contexto ou até um resumo dos principais insights, para que esse assinante depois decida quando e como quer ler o restante dos relatórios, ebooks, infográficos, artigos e estudos selecionados e indicados.

Outro ponto é que o ‘Sinapse’ busca demonstrar a transdisciplinaridade exigida para uma atuação produtiva e estratégica em qualquer campo do conhecimento, e mais ainda para Comunicação, Marketing e temas afins. Não dá mais para enclausurar os temas em caixas, e não conseguir fazer as pontes necessárias com outros olhares de conhecimento que só enriquecem nossas conclusões e decisões. Os silos podem existir na rigidez da estrutura curricular dos cursos de graduação, que precisam nomear seus egressos como “formados em” uma única e supostamente bem delineada profissão. E também pode até funcionar para visualizar estruturas organizacionais e seus organogramas e linhas de mando. Contudo, isso não tem mais reflexo no fazer diário transversal e interconectado que envolve reputação de pessoas, causas e organizações.

Para isso, precisa muito mais que um diploma ou uma única área de base. Se envio um material típico de sustentabilidade, também preciso mostrar as incursões disso com Comunicação Interna, Assessoria de Imprensa, campanha de Marketing, ações de engajamento, relações governamentais, regras de compliance ou laboratórios de inovação. 

Mas sim, a Comunicação Interna enquanto categoria de conteúdo – incluindo aí marca empregadora, cultura organizacional, liderança e outros subfocos – acaba tomando um bom espaço nas escolhas mensais. Ela interfere em todas as demais dimensões, com cada vez mais clareza e intensidade – e, portanto, não interessa somente aos gestores da área específica. É a CI que dá propulsão a temas adicionais como diversidade, sustentabilidade, bem-estar, compliance, transformação digital, segurança de informação e tantos outros, o que a torna central numa estratégia de escolha por relevância e transdisciplinaridade.

BD: Em um ambiente tão dinâmico, como o digital, o que você considera essencial para criar conteúdos internos que realmente engajem os empregados? Principalmente os que atuam em áreas operacionais ou no campo.

RC: Penso inicialmente em duas características macro. Primeiro, ter à disposição a tecnologia e não investir que ela entregue mensagens personalizadas é um desperdício de tempo e investimento. Então, este é o primeiro ponto: hiperpersonalização é a maneira de estimular atenção e fruição dos conteúdos enviados, com uma abordagem que faça sentido para cada um, mesmo entre centenas ou milhares. Um segundo ponto é a postura ontime, característica que se requer da empresa que possua uma estrutura tecnológica disponível para distribuição de materiais e convite para interação: ter prontidão e velocidade para repasse de mensagens-chave, diminuindo a possibilidade de boatos, e estando atenta aos feedbacks necessários e imediatos.

Agora, em termos de formatos e conteúdos, entendo que o pensamento mobile-first é um ativo irrecusável. Junto a isto, pensar em vídeos curtos e dinâmicos, com linguagem fácil e direta, além de áudios ou podcasts. Uso de ícones, infográficos e bullet points ajudam na assimilação rápida da mensagem, principalmente quando são explicativos e mais próximos do cotidiano das pessoas. Vale considerar a perspectiva trazida pelo conceito “Brevidade Inteligente”, dos fundadores da norte-americana Axios, que traz algumas normativas de extensão de materiais e uma contagem de palavras e tempo que são incentivadores para fruição mais imediata.

Recursos mais dialógicos são otimizados com a tecnologia, viabilizando canais de escuta (pesquisas rápidas, enquetes, fóruns, comentários sistematizados) e gamificação com recompensas, rankings e desafios tornando a apreensão mais envolvente. Num nível mais avançado de inclusão no protagonismo da comunicação, pode ser considerado o conteúdo gerado pelos empregados.

Toda esta reflexão, porém, pode ainda assim não alcançar públicos de áreas operacionais ou no campo, porque para eles nem sempre existem equipamentos para visualização – em alguns casos, sequer o aparelho celular (próprio ou corporativo) é permitido no ambiente de trabalho. Neste nicho específico, eu continuo apostando na comunicação via liderança, potencialmente presencial.

BD: Como você vê o uso de Inteligência Artificial para otimizar a Comunicação Interna e melhorar o engajamento interno?

RC: A Inteligência Artificial (IA) tem um enorme potencial para otimizar a Comunicação Interna e melhorar o engajamento, porque torna a comunicação mais personalizada, eficiente e interativa, além de fortalecer a cultura organizacional e aumentar a percepção de valorização dos empregados.

Vejo que pode ser aplicada na personalização da comunicação. A IA pode analisar dados de preferências e comportamento da equipe para oferecer conteúdos mais relevantes, segmentando mensagens por perfis e interesses. Também podem ser usados chatbots e assistentes virtuais, que respondem dúvidas frequentes sobre políticas da empresa, benefícios e processos internos em tempo real, reduzindo a carga do time de comunicação e aumentando a agilidade na disseminação de informações. Outra vertente seria a análise de sentimento e clima organizacional, com ferramentas para monitorar e analisar feedbacks (e-mails, pesquisas, redes internas), identificando padrões de insatisfação ou engajamento e ajudando a gestão a agir proativamente.

Tem toda uma parte de automação de conteúdos para ser considerada. A IA pode sugerir ou até gerar comunicados internos, newsletters e materiais informativos com base em dados e tendências – sem esquecer que pode ajudar a definir os melhores canais e horários para cada tipo de mensagem, garantindo uma comunicação ágil e alinhada com a cultura organizacional. Há um potencial de melhoria na experiência com sistemas que personalizam jornadas internas (onboarding, treinamentos, carreira) e tornam processos mais fluidos e acessíveis.

BD: Seu livro “Storytelling: as narrativas da memória na estratégia da Comunicação” conta com um capítulo intitulado “A confiança na comunicação sob impacto do multiprotagonismo”. Cresce o número de áreas de Comunicação Interna que atribuem aos empregados o papel de produtor de conteúdo, promovendo um processo de descentralização. Por que isso é tão importante e como esse movimento impacta a organização?

RC: A atuação da Comunicação Interna como estimuladora da produção de conteúdo descentralizado pela comunidade de empregados representa um estágio avançado e ainda pouco usual. Ou seja, ao invés de ficar responsável pela redação de textos e títulos, pela feitura ou escolha de imagens representativas, pelo processo de postagem, os profissionais de CI traçam diretrizes de comunicação, sugerem pautas, fornecem súmulas de orientação de temas e padrões estéticos e toda a equipe pode ser responsável pela produção e distribuição. Isto requer um nível mútuo de confiança bastante alto, com guidelines do que pode ser feito e o que deve ser evitado e como agir diante de eventuais desvios de regras.

Apesar da complexidade, é bom chegar lá. Faz emergir justamente uma maior intimidade e corresponsabilização, em que efetivamente todos sabem que contribuem para a harmonia ou para o ruído da comunicação a partir de seus atos. Só existe diante de uma maturidade plenamente instalada, em que os jogos de polarização “nós e eles” não existem ou não prosperam.

Transformar empregados em produtores de conteúdo é uma forma inteligente de tornar a Comunicação Interna mais humanizada, colaborativa e engajadora. Esse movimento fortalece a cultura organizacional, amplia o alcance da informação e melhora a conexão com a empresa. E não estou falando somente de programas tipo embaixadores, agentes ou influenciadores internos, embora estas instâncias possam ser consideradas positivamente uma fase embrionária do que seria a descentralização ampla.

E isto é importante porque traz autenticidade e credibilidade para a comunicação. Quando as mensagens vêm dos próprios empregados, a comunicação se torna mais genuína e confiável, evitando a percepção de que é apenas um discurso institucional, subserviente ou parcial. Também gera engajamento e sentimento de pertencimento ao dar voz a todos, reforçando a ideia de que eles são protagonistas e não apenas receptores de informação – além de garantir uma diversidade de perspectivas, com visões únicas e complementares sobre trabalho cotidiano, desafios, dúvidas, impasses e realizações. Quem não quer uma comunicação mais plural, representativa e que reverbera organicamente?

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Assinatura Marcela hub nova

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