Como formar lideranças comunicadoras em 3 passos

por | 15/03/2024 | Canais, Comunicação Interna, Estratégia

O tema lideranças comunicadoras está presente há muito tempo nas empresas – sendo, inclusive, pauta de um dos maiores desafios da área de Comunicação Interna. Segundo um estudo publicado pela Aberje e pela Ação Integrada neste ano, 64% dos profissionais de CI dizem que engajar lideranças como comunicadores é o principal desafio do setor em 2024. Já é o oitavo ano consecutivo que esse objetivo lidera o ranking.

Uma pesquisa divulgada pela Gallagher recentemente aponta para a mesma direção. De acordo com os resultados, aumentar a visibilidade da liderança é uma das três prioridades dos times de Comunicação Interna. Além disso, a mesma publicação mostrou que, a cada cinco respondentes, três afirmam que os gestores estão abaixo da expectativa quando o assunto é comunicação

comunicadoras

Esses números indicam que a questão merece destaque justamente por exigir esforço coletivo e necessitar de uma estratégia que contemple a atuação de diferentes partes da empresa. Só assim, com alinhamento e uma jornada bem definida, os profissionais em posição de liderança conseguirão se desenvolver e performar enquanto agentes comunicadores.

Contudo, diante de um desafio tão grande, por onde a organização deve começar? Quais são os primeiros passos que a equipe de Comunicação Interna deve dar para conduzir essa trilha de desenvolvimento? Queremos te ajudar a começar essa caminhada! Confira, a seguir, três ações que devem estar no topo do seu planejamento. 

1. Conscientizar as lideranças da importância da Comunicação Interna

Não dá para esperar que um líder apoie a Comunicação Interna ativamente sem que, antes, entenda o que essa área representa para a empresa. Por isso, é fundamental que exista esse processo de conscientização. Todos os colaboradores – principalmente aqueles que estão em posição de liderança – precisam saber para que serve a CI e como ela contribui para o bom funcionamento das atividades cotidianas. 

Uma das responsabilidades da Comunicação Interna é levar a informação adiante. Porém, a área não é apenas uma mera mensageira. As estratégias de Comunicação Interna também impactam diretamente o engajamento dos times, a cultura organizacional, os acidentes de trabalho, a produtividade dos colaboradores, o relacionamento entre as áreas e, é claro, os objetivos estratégicos do negócio. 

Para ter uma ideia, segundo um levantamento feito pela Poppulo em 2022, 67% dos executivos de alto escalão disseram que estratégias ruins ou ausentes de Comunicação Interna tiveram um impacto negativo no sucesso de iniciativas importantes para o negócio. Dessa forma, não é exagero dizer que a Comunicação Interna é a grande condutora das metas que os gestores visam alcançar. 

liderança

2. Desenvolver as habilidades esperadas e mostrar o porquê delas

A comunicação nem sempre é um dom, o que faz com que ela possa e deva ser desenvolvida. Em 2022, um estudo da Aberje e da Ação Integrada mostrou que 86% das empresas alocaram orçamentos para implementar, manter ou intensificar a capacitação de gestores comunicadores. De lá para cá, isso continua sendo uma prioridade entre as organizações que se preocupam com a eficiência das estratégias de Comunicação Interna.

Diversas iniciativas podem ser realizadas para desenvolver as habilidades comunicacionais das lideranças. Veja alguns exemplos.

  • Treinamentos em comunicação: Organize programas que abordem boas práticas e aspectos específicos que podem ser aplicados no dia a dia, como comunicação verbal e não verbal, escuta ativa, diálogo transparente, construção de mensagens claras e objetivas, gestão de conflitos e feedbacks construtivos.
  • Acompanhamento individual: Além dos treinamentos coletivos, o acompanhamento individual pode ser bastante positivo para ajudar um líder a aprimorar suas habilidades de comunicação – isso porque ele usufruirá de um tempo dedicado às próprias necessidades e poderá explorar melhor seus pontos de melhoria.
  • Feedback 360o: É importante permitir que a liderança receba feedbacks não apenas de seus supervisores diretos, mas também de colegas e da equipe subordinada. Isso faz com que ela tenha uma visão mais abrangente do seu desempenho nesse papel. 
  • Simulações práticas: Toda teoria é bem-vinda, mas sabemos que o processo de aprendizagem costuma ser mais efetivo na prática. Nesse sentido, crie situações hipotéticas para que as lideranças pratiquem suas habilidades de comunicação diante de diferentes cenários simulados. Dessa forma, acompanhadas por um instrutor, elas terão a oportunidade de improvisar e identificar a melhor forma de conduzir momentos semelhantes no futuro.
  • Avaliação contínua: O processo de formação de lideranças comunicadoras não pode ser pontual e isolado. É necessário que a área de Comunicação Interna faça avaliações contínuas e monitore o progresso desses profissionais no desenvolvimento de suas habilidades. 

Inclusive, de acordo com dados deste ano, divulgados pela Aberje e pela Ação Integrada, a competência de comunicação pelas lideranças é incluída na avaliação de desempenho de apenas 36% das organizações. Isso mostra como o acompanhamento dessa habilidade ainda não é feito da forma ideal, o que prejudica o fortalecimento dessa pauta dentro das empresas.

Uma outra pesquisa de 2023, também feita pela Aberje, mostra que uma comunicação clara e efetiva é a principal competência entendida como necessária para uma gestão eficaz de pessoas, representando 58% das respostas. Ou seja, comunicação tem tudo a ver com desempenho – seja esse desempenho referente a resultados, processos ou relacionamentos. 

Esse é o entendimento que os líderes precisam ter, tanto da Comunicação Interna quanto da própria habilidade de se comunicar bem no ambiente de trabalho. Para formar líderes comunicadores, a empresa precisa fazê-los compreender que eles têm o poder de alinhar objetivos, engajar colaboradores, resolver conflitos, trazer inovação para o dia a dia, construir relações de confiança, reter talentos e ajudar a marca a fortalecer sua imagem dentro e fora da organização. 

lideranças

3. Oferecer um ferramenta de comunicação que apoie essa jornada

Você sabia que a liderança é uma das formas mais efetivas de Comunicação Interna? Pois é, os dados são deste ano e foram divulgados pela Aberje. De acordo com a publicação, os canais internos estão em primeiro lugar, com 85%. Em seguida, temos os gestores imediatos, com 79%, e a alta liderança, com 61%. É interessante observar que a participação desses profissionais foi mencionada duas vezes, perdendo protagonismo apenas para os canais internos quando o assunto foi eficiência na CI. Esse resultado ilustra bem o potencial que esses líderes têm no fluxo da comunicação. 

Embora a liderança seja uma importante ferramenta de Comunicação Interna, a atuação dela nesse processo fica muito mais fácil se a empresa oferecer plataformas que impulsionem a participação ativa desse líder no processo. Um canal de comunicação digital, por exemplo, pode ser a peça-chave para que a liderança, além de comunicadora, passe a ser também uma influenciadora do engajamento esperado.

Com a ferramenta certa, a entrega da informação acontece de forma rápida e consistente. Além disso, quando o canal de comunicação é aberto, como uma rede social corporativa, a liderança passa a estar mais presente nas discussões que acontecem por lá, podendo interagir com os colaboradores, construir um ambiente mais participativo e acompanhar o comportamento da equipe. Esse tipo de percepção pode complementar a forma como esse líder conduzirá a comunicação com o time.

A Dialog é a plataforma de Comunicação Interna perfeita para engajar as lideranças e transformá-las em agentes comunicadores. Na nossa ferramenta, que permite diversas integrações e pode ser acessada via mobile e desktop, o líder deixa de atuar apenas como um canal ambulante e se torna protagonista da comunicação. Isso sem falar que a Dialog fornece dados em tempo real e permite a conexão com todos os colaboradores, o que ajuda a monitorar o desempenho das interações e enriquece ainda mais o relacionamento entre líderes e liderados. 

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