agosto 22, 2022

Descubra como é a experiência do colaborador na OLX Brasil

Por Dialog - Time de Conteúdo| 6 minutos
Descubra como é a experiência do colaborador na OLX Brasil

A experiência do colaborador sempre foi importante… ou pelo menos deveria ser em toda empresa. O tema, que conversa diretamente com o engajamento, vem ganhando cada vez mais espaço dentro das organizações, que aprenderam que a falta de investimento nessa pauta resulta na perda de talentos e alta rotatividade – ou seja, no cofre!

Referência no assunto, a OLX Brasil serve de pano de fundo para falarmos sobre a urgência de uma boa estratégia de experiência do colaborador (também chamada de employee experience ou pela sigla EX). Quem nos guia nesse papo é Genesson Honorato, gerente de HR Innovation, Employer Branding e Diversidade, Equidade & Inclusão.

Você pode assistir ou escutar a entrevista de Genesson ao dialog talks clicando nos players abaixo.

Ecossistema e comunicação

O gerente da OLX explica que não é possível pensar hoje em dia em experiência do colaborador sem pensar em ecossistema, porque ela passa por “múltiplos aspectos”. Genesson compartilha dados de um livro de Jim Kalbach, que cita três aspectos centrais da experiência:

  1. Individual: É preciso pensar os aspectos da pessoa individualmente;
  2. Holística: Pensando nos aspectos da pessoa tanto dentro como fora do trabalho;
  3. Situacional: A experiência não é única nem linear, podendo mudar radicalmente.

Como exemplo, Genesson comenta como a pandemia afetou a parte situacional da experiência do colaborador: pessoas passaram a receber kit onboarding em casa, empresas precisaram se preocupar com condições de trabalho fora do escritório (internet, cadeira adequada etc.).

E a comunicação, para Genesson, se configura como elemento central. “Tudo é comunicação porque no final do dia a gente está falando de relacionamento, é sobre relações. E as relações se dão na comunicação”.

Ele ainda reforça sobre a importância de alinhar os conteúdos das comunicações interna e externa para a experiência do colaborador. Isso contribui para a diminuição ou eliminação de ruídos, resultando na transparência e confiança do profissional na empresa.

EX na OLX

Genesson reforça o papel da transparência na experiência do colaborador na OLX. Ele compartilhou o que a empresa fez no Dia do Orgulho Nerd 2022: postagens nas redes sociais com o personagem Yoda, de Star Wars.

A escolha, entretanto, não foi ao acaso: ao entrar na empresa, o novo colaborador é acompanhado por um colega, que é chamado internamente de Yoda. Ele conta que esse “mentor” recebe um material com os dizeres: “Como o Yoda, você foi escolhido” e fica incumbido de acompanhar o início da jornada do profissional que está ingressando na companhia.

Uma boa recepção é essencial para a construção de uma boa EX. O gerente conta que quando ele entrou na organização, recebeu na véspera do seu primeiro dia um vídeo da “sua Yoda” desejando boas-vindas.

“Aquilo foi tão transformador para mim. Uma experiência não necessariamente precisa ser um science rocket, fazer uma coisa super complexa. Um vídeo selfie da pessoa que trabalharia comigo, seria minha Yoda, mudou totalmente”.

Ele explica que atualmente o time de Gente da OLX está analisando qual jornada quer oferecer aos colaboradores, tendo como base as novas tecnologias e gerações, buscando pontos de melhorias.

Um ponto levantado por Genesson, e que muitas vezes é esquecido pelas empresas, é que parte considerável dos profissionais trabalha para sobreviver apenas, mas que pessoas também sonham e que o trabalho deve apoiar a realização desses sonhos. A revisão da EX na OLX está levando isso em consideração, segundo o entrevistado.

Pilares da experiência do colaborador

Além dos aspectos citados no início do texto (individual, holística e situacional), considerados pilares macro, Genesson cita os micro, que são práticos e/ou técnicos.

1 – Preboarding

Antes mesmo do primeiro dia de trabalho do colaborador, é preciso usar estratégias para mostrar, da forma mais significativa possível, a sua cultura, que – segundo o gerente da OLX – não será bacana para todo mundo, porque as pessoas são diferentes.

“Mostrar para as pessoas que elas podem, na OLX Brasil por exemplo, trilhar sua jornada e a gente busca garantir que ela tenha uma boa chegada, que ela tenha uma boa alavancagem para o nível de contribuição, porque a pessoa quando entra, quer contribuir. Então quanto mais ela contribui, mais pertencente, mais feliz ela vai se sentir”.

2 – Onboarding

Na entrada do profissional na empresa, Genesson cita como necessário:

  • Bom processo de onboarding
  • Conexão com as pessoas certas na organização…
  • … E com as ferramentas certas, principalmente no cenário remoto
  • Sentimento de pertencimento, mesmo estando em casa.

3 – Offboarding

Algo que ainda não é explorado por muitas empresas, o cuidado com a experiência do colaborador quando ele deixa de ser funcionário também deve acontecer.

“Não estou dizendo que a gente faz isso na OLX Brasil, mas a gente tem interesse significativo de fazer esse mapping, porque se passou uma parte da jornada com a gente, que seja bom enquanto a pessoa esteja, que seja bom para ambas as partes”, afirma.

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Humanização e tecnologia

E como usar a digitalização de processos no RH e CI como potencializador da experiência do colaborador sem perder a humanização?

Genesson acredita que toda digitalização é bem-vinda, desde que ela não perca de vista o fator humano e como a experiência vai se dar.

“Se você vai implementar um processo de digitalização de interação com as pessoas, principalmente quem ainda não entrou na organização, é bastante desafiador”. 

Dicas 

Pedimos ao especialista algumas dicas para profissionais de RH e Comunicação Interna que querem construir uma boa experiência do colaborador. Confira:

  1. Fortaleça soft skills da organização.
  2. Navegue entre paradoxos sem perder de vista as pessoas (aumentar a eficiência sem ‘burnoutar’ as pessoas, promover transformação organizacional e não esquecer as tarefas do dia a dia).
  3. Veja pessoas como pessoas.

“As organizações que vão navegar neste momento histórico que nós estamos passando, que é extremamente complexo em vários níveis, são as organizações que sabem ouvir, lidar com as suas fragilidades, botar a sua cultura no divã e entender que felicidade dá lucro. (…) Se as pessoas estão felizes, o resultado vem”, finaliza.

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