maio 9, 2022

4 dicas para melhorar a experiência do colaborador operacional

Por Dialog - Time de Conteúdo| 7 minutos
4 dicas para melhorar a experiência do colaborador operacional

Um dos temas mais abordados durante o CONARH 2022 foi a experiência do colaborador, como mostramos por aqui durante nossa cobertura em tempo real do evento. Uma boa experiência é considerada por 96% dos profissionais como fator relevante para se manter na empresa, segundo pesquisa do LinkedIn. Entretanto, as conversas sobre o assunto priorizam profissionais administrativos, geralmente. No meio disso, como fica o público operacional?

Investir em iniciativas que tenham como foco times operacionais é importante para o engajamento desse público e, consequentemente, para uma experiência mais positiva que resulte em melhores resultados e performance.

Neste artigo, mostraremos como a tecnologia é uma aliada nesse assunto. Confira!

A experiência do colaborador conta (e muito)!

Uma das maiores consequências da pandemia foi o empoderamento do colaborador, que passou a ser menos tolerante com experiências medianas ou até mesmo ruins dentro das organizações.

E isso já pode ser notado: a grande resignação, por exemplo, mostra como motivos que antes eram determinantes para a permanência de talentos, como salários e benefícios, hoje não tem tanta influência no poder de decisão.

Sendo assim, empresas precisam correr para quebrar paradigmas e oferecer uma experiência cada vez melhor para seu público interno, caso contrário, eles não vão ficar para esperar por isso.

Esse movimento é puxado principalmente pelas gerações mais novas, que entendem que – para construir uma boa carreira – não é preciso ficar apenas em um só lugar.

De acordo com estudo da Deloitte de 2017, 80% dos executivos acreditam que a experiência do colaborador é essencial, mas, ao mesmo tempo, só 22% classificam suas estratégias de Employee Experience (EX) como bem-sucedidas. Muito mudou desde então.

E como saber se sua EX é boa? Existem algumas formas, como pesquisa de clima ou de pulso. Além disso, a IBM e o Workhuman Research Institute criaram um indicador para o tema: o Employee Experience Index. O índice usa 5 critérios para definir a qualidade da experiência:

  1. Pertencimento
  2. Propósito
  3. Conquistas
  4. Felicidade
  5. Vigor

Voltando o olhar para o operacional

Mostramos em outro artigo do Blog Dialog que o engajamento é o maior desafio das organizações. E a experiência conta muito para engajar profissionais. A situação se agrava quando olhamos para equipes operacionais, que ainda enfrentam obstáculos para receber o mesmo tipo de informação e tratamento em muitas empresas.

Não é segredo que esses times não são alcançados com a mesma facilidade do que as administrativas, seja por planejamentos ou estratégias obsoletos, o que acaba dificultando o sentimento de “uma só empresa” nesse público, que se sente prejudicado ou ignorado pela liderança e por áreas estratégicas, como RH e Comunicação Interna.

Essa diferença de tratamento, intencional ou não, causa uma experiência negativa aos colaboradores operacionais, podendo causar o aumento do turnover e impactos no clima organizacional como um todo.

Outro fator que prejudica (e muito) a EX das equipes na operação é a adoção de ferramentas ou estratégias que não contemplem as necessidades desse público. Por exemplo: se uma empresa usar o e-mail como canal de comunicação interna principal, aqueles que não trabalham com computador não vão ficar a par da informação tão facilmente.

Indo além, mesmo contando com murais impressos ou a liderança como replicadores dessa informação, a disparidade segue forte. E a comunicação tem papel direto na EX, já que a falta de clareza e alinhamento por parte de CI com esse público atrapalha e até mesmo inviabiliza o sentimento de pertencimento dessas pessoas, assim como a confiança que elas têm na empresa. 

Entra aí a tecnologia, que pode (e deve) ser usada como forma de quebrar silos e barreiras, sejam elas geográficas ou de tempo. 

Mão na massa!

Durante seu painel no CONARH, o gerente de Employer Branding e D&I na OLX Brasil, Genesson Honorato, afirmou: “Para mexer na experiência (do colaborador), precisa mexer na estrutura”.

Agora que você já entendeu que é preciso redobrar a atenção com a experiência do colaborador operacional, conheça algumas dicas que podem ajudar no processo de criar, melhorar e/ou sustentar uma estratégia robusta e efetiva para esse público (e também para profissionais administrativos).

É importante salientar que a experiência do colaborador é formada por 6 fatores, de acordo com a State of the Sector (Gallagher): 

  1. cultura organizacional; 
  2. comunicação; 
  3. reconhecimento, prêmios e benefícios; 
  4. ambiente de trabalho; 
  5. bem estar;
  6. carreira. 

As áreas de Comunicação Interna e RH são responsáveis (de forma parcial ou integral) por todos esses pontos, então as dicas que compartilhamos abaixo são direcionadas aos profissionais desses departamentos.

1 – Antes de tudo, conheça seu público

Você conhece as características dos seus públicos operacionais? Sabe quais são suas necessidades, desejos e desafios? Antes de qualquer estratégia de EX, as organizações precisam entender a realidade dessas equipes.

Como eles enxergam o clima da empresa? Sentem que há oportunidade de desenvolvimento de carreira? E o bem-estar está sendo cuidado devidamente? Essas são algumas perguntas que podem estar em uma pesquisa feita com os públicos operacionais, por exemplo.

Dê voz e espaço para pessoas do operacional e, além disso, tenha interesse em conhecê-las.

2 – Envolva a liderança

A liderança, como falamos anteriormente, tem grande papel e influência na experiência do colaborador. Afinal de contas, mesmo com uma boa cultura, clima e comunicação, se a relação com o líder não for positiva, muito dificilmente a EX será.

Líderes precisam gostar de gente, precisam entender pessoas. E a empresa deve capacitar esse público para que isso aconteça. No ambiente operacional, muitas vezes a liderança é o que liga profissionais ao resto da organização, aumentando ainda mais a importância dessa capacitação.

Além disso, líderes precisam se esforçar para proporcionar (e fazer tudo que está ao seu alcance) a melhor experiência para seus liderados.

3 – Foco no propósito

Outro ponto importante levantado durante o CONARH, o propósito tem ganhado cada vez mais espaço e importância na experiência do colaborador e agora, mais do que nunca, está conectado pelo valor percebido pelas pessoas nas organizações.

Isso significa que: para ter uma EX melhor, é preciso pensar no propósito, no porquê as pessoas devem se sentir parte do todo. Vale a revisão da visão, missão e valores organizacionais.

4 – Comunicação fácil e democrática

Investir em uma ferramenta que promova a democratização da informação é de extrema importância para a experiência do colaborador operacional. A rede social corporativa ou aplicativo de CI, por exemplo, é uma solução criada justamente para atender as diferentes necessidades dos profissionais em geral, principalmente de quem fica na operação.

Inclusive já falamos como um super app como o Dialog pode servir de apoio na EX, vale a leitura.

 

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