gestão de crise Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/tag/gestao-de-crise/ O primeiro portal de Comunicação Interna do Brasil Tue, 30 Sep 2025 15:49:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7.8 https://blog.dialog.ci/wp-content/uploads/2022/04/cropped-favicon-32x32.png gestão de crise Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/tag/gestao-de-crise/ 32 32 Gestão de crise: a Comunicação Interna como estratégia principal https://blog.dialog.ci/gestao-de-crise-a-comunicacao-interna-como-estrategia-principal/ https://blog.dialog.ci/gestao-de-crise-a-comunicacao-interna-como-estrategia-principal/#respond Mon, 10 Nov 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6223 Em um mercado competitivo e diante de um cenário corporativo cada vez mais atento às necessidades do capital humano, a gestão de crise é uma habilidade imprescindível no fluxo de contenção de danos. Afinal, a organização não pode deixar que questões financeiras, reputacionais, operacionais ou de outra natureza abalem negativamente a imagem que a marca […]

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Em um mercado competitivo e diante de um cenário corporativo cada vez mais atento às necessidades do capital humano, a gestão de crise é uma habilidade imprescindível no fluxo de contenção de danos. Afinal, a organização não pode deixar que questões financeiras, reputacionais, operacionais ou de outra natureza abalem negativamente a imagem que a marca construiu ao longo dos anos.

A forma como a empresa lida com desafios de adversidade é um reflexo direto de como seus valores e sua cultura estão enraizados no dia a dia. Ou seja: a gestão de crise, sendo bem feita ou não, impacta diretamente a percepção que os colaboradores têm do ambiente em que trabalham.

É nesse contexto que a Comunicação Interna se estabelece tanto como um suporte vital quanto como a estratégia principal para superar momentos de turbulência, garantindo não apenas a integridade do negócio, mas também a confiança do time.

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Antes de olhar para fora, é preciso olhar para dentro

É natural que a pressão imediata em cenários de gestão de crise direcione o foco para a comunicação externa a fim de controlar a percepção pública junto à imprensa, a clientes e a investidores. A urgência de proteger a reputação e as relações comerciais leva a essa priorização. No entanto, é precisamente nesse momento que a negligência ao público interno se torna um erro com consequências severas.

Ao ignorar ou subestimar a necessidade de uma comunicação transparente e constante com os colaboradores, as empresas correm o risco de amplificar o problema internamente. A falta de um posicionamento oficial abre espaço para a proliferação de rumores e um clima de ansiedade que pode rapidamente prejudicar a produtividade da equipe. 

Colaboradores desinformados não apenas se sentem desrespeitados, mas também perdem a capacidade de atuar como verdadeiros embaixadores da marca. Isso significa que diante de um problema é possível que essa desconexão com a empresa faça com que o profissional transmita inconsistências e contradiga a credibilidade da marca como um todo.

E mais: diante do desencontro de informações em um momento de instabilidade, é esperado que a relação de confiança entre colaborador, liderança e empresa seja abalada. Nesse sentido, em uma era na qual o bem-estar e o senso de pertencimento são cada vez mais valorizados no mundo do trabalho, uma gestão de crise que falha em cuidar do próprio time pode prejudicar a retenção de talentos e a cultura organizacional.

Na gestão de crise, a comunicação é a linha de defesa

Quando a gestão de crise se apresenta como necessária, uma Comunicação Interna estratégica, ágil e empática se revela não apenas como um diferencial, mas como uma âncora entre o caos e a estabilidade. Entenda o porquê: 

  • Sendo estratégica, a Comunicação Interna antecipa as necessidades de informação dos colaboradores e alinha a narrativa interna com os valores da empresa. 
  • Sendo ágil, ela entrega informações precisas no momento certo, combatendo ruídos e oferecendo clareza. 
  • E por fim, sendo empática, a CI reconhece as preocupações dos indivíduos, oferece suporte e demonstra que a empresa valoriza e cuida do seu maior ativo: as pessoas. 

Essa abordagem não só minimiza os impactos negativos da crise, como transforma os colaboradores em aliados engajados e prontos para contribuir ativamente para a superação do desafio, o fortalecimento da marca empregadora e o equilíbrio da companhia a longo prazo.

Para que possa transmitir a sensação e a ideia de que tudo está sob controle, a Comunicação Interna precisa ser a área que desenvolve e executa importantes estratégias de sustentação da mensagem e do bem-estar coletivo. Veja algumas delas:

Combater rumores para manter a produtividade em alta

A Comunicação Interna se consolida como um pilar insubstituível para a manutenção do fluxo de trabalho. A área é responsável por combater ativamente a desinformação e os rumores que podem surgir de sintomas como ansiedade e incerteza, garantindo que a verdade seja comunicada de forma rápida e transparente pela fonte oficial da companhia. Isso é crucial não apenas para evitar especulações que prejudicam a produtividade, mas também para manter o engajamento dos colaboradores.

Disseminar instruções para garantir o alinhamento

Uma comunicação clara e empática reforça o senso de pertencimento e o cuidado da empresa com sua equipe — postura essencial para atravessar momentos difíceis. Além disso, a Comunicação Interna é responsável por conduzir o alinhamento operacional e ser porta-voz da sensação de segurança, disseminando instruções e novas diretrizes para que todos saibam exatamente como agir e a empresa possa assegurar a continuidade dos serviços essenciais. 

Dar suporte à liderança para fortalecer o elo com as equipes

Em meio a uma gestão de crise, a liderança é outro ponto focal que garante a estabilidade das equipes. A Comunicação Interna desempenha um papel estratégico ao dar suporte e capacitar esses líderes, transformando-os em multiplicadores das mensagens da empresa e, ao mesmo tempo, em ouvintes ativos das preocupações dos colaboradores. Esse alinhamento é fundamental para que as informações fluam de forma coesa, reforçando o elo entre a equipe e fortalecendo a assimilação do conteúdo compartilhado.

Integrar canais para comunicar com eficiência

A eficácia da Comunicação Interna em momentos críticos depende diretamente da integração e do uso estratégico de canais. Ter um hub de informações confiável, que centralize FAQs, diretrizes atualizadas e o posicionamento oficial da empresa, é essencial durante uma gestão de crise. Além disso, é interessante que a área de CI possa enviar alertas e comunicados urgentes via notificações push ou mensagens diretas (que podem ser segmentadas ou não), garantindo que as informações cheguem rapidamente a quem precisa recebê-las. Essa orquestração multicanal assegura que o discurso alcance o público certo e no momento exato. 

A Dialog é a solução para uma gestão de crise

Em situações nas quais agilidade, clareza e alcance são decisivos, a Dialog emerge como a plataforma de Comunicação Interna ideal por sua capacidade de integrar diversos canais e estratégias. Com uma única ferramenta, conseguimos entregar mensagens de forma segmentada ou massiva a quem precisa recebê-las, do público administrativo ao operacional, evitando ruídos e centralizando discursos oficiais. 

Além de simplificar — com tecnologia e eficiência —  o fluxo de informações, nossa solução facilita a comunicação bidirecional, essencial para engajar equipes, sanar dúvidas e coletar feedbacks valiosos. Quer conhecer nossa plataforma em detalhes e entender, na prática, como ela pode te ajudar a vencer os desafios de Comunicação Interna? Clique aqui e receba uma demonstração gratuita

Por Amanda Simpson, Líder de Conteúdo na Dialog e editora do Dialog Blog.

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A importância da Comunicação Interna durante a gestão de crise https://blog.dialog.ci/a-importancia-da-comunicacao-interna-durante-a-gestao-de-crise/ https://blog.dialog.ci/a-importancia-da-comunicacao-interna-durante-a-gestao-de-crise/#respond Fri, 01 Aug 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6026 Diariamente, assistimos a diversos tipos de crises, seja no setor público ou privado, mas todas elas possuem uma característica em comum: exigem respostas rápidas e precisas. Em um mundo cada vez mais digital, onde crises nem sempre podem ser previstas, a Comunicação Interna possui um papel fundamental em um contexto de instabilidade institucional. Para garantir […]

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Diariamente, assistimos a diversos tipos de crises, seja no setor público ou privado, mas todas elas possuem uma característica em comum: exigem respostas rápidas e precisas. Em um mundo cada vez mais digital, onde crises nem sempre podem ser previstas, a Comunicação Interna possui um papel fundamental em um contexto de instabilidade institucional. Para garantir um fluxo de informações sem ruídos e um discurso alinhado entre todos os graus hierárquicos, os colaboradores devem ser as primeiras pessoas a serem informadas sobre os impactos negativos desse tipo de evento na imagem da empresa.

Da mesma forma que as empresas se preocupam com a opinião dos seus clientes e do público externo, devem também entender que os empregados possuem o mesmo grau de importância durante a gestão de uma crise. Deixar que os colaboradores sejam informados pela mídia pode abalar a autoestima dos profissionais, causar choques desnecessários e ainda mais insatisfação. Por isso, incluir os funcionários no centro das tomadas de decisões e informá-los antes da divulgação de qualquer comunicado para o público externo precisa ser uma das principais ações durante a gestão de crise.

Planejamento de comunicação em ação

Apesar do planejamento de comunicação ser, na maioria das vezes, utilizado apenas quando as crises são instauradas, ele também deve ser uma ferramenta utilizada para evitar que esses eventos ocorram e se propaguem de forma rápida. Quanto mais preparada a empresa estiver, menores são as chances de uma crise impactar a sua imagem a longo prazo. Para que isso ocorra, os colaboradores precisam ser continuamente treinados sobre assuntos relacionados a possíveis crises em campanhas internas periódicas.

Colaboradores como agentes ativos

Numa era dominada por vídeos e imagens divulgadas nas redes sociais, os empregados não podem mais ser apenas espectadores da situação, mas agentes que refletem a imagem positiva da empresa e que desejam solucionar dúvidas e apresentar soluções. Nesse cenário, os colaboradores devem ser participantes ativos na gestão da crise, sendo escutados e tendo suas ideias acolhidas. Um posicionamento oficial da empresa sobre a questão também deve ser compartilhado entre todas as pessoas, para que “falem a mesma língua” e o discurso seja unificado, sem contradições. 

Canais de comunicação imediatamente atualizados

Após uma crise instaurada, é de suma importância que os canais de comunicação sejam atualizados imediatamente, com todas as informações que a empresa possui e quais medidas estão sendo tomadas. Assim, os colaboradores ficarão atualizados sobre os pontos mais importantes e, caso seja necessário, poderão atuar como porta-vozes da empresa em ambientes internos e externos.

Lideranças acessíveis para acolher 

A escolha de um porta-voz para falar em nome da empresa é essencial, mas as lideranças internas precisam também atuar para que sejam os porta-vozes de suas equipes. Além disso, os profissionais em cargos de chefia precisam estar disponíveis para tirar dúvidas, desfazer mal-entendidos e acolher as ideias dos colaboradores. Eles precisam agir como um canal de comunicação entre o porta-voz e todos os funcionários da empresa e, assim, reduzir ruídos e aproximar o público interno da alta gestão.

Simulação de momentos de crise

Uma tática pouco convencional é o de simular crises para testar se os colaboradores conhecem o plano de comunicação e entender o que precisa ser ajustado. Nesse momento, é importante entender as pessoas que se destacam como embaixadoras da marca e capacitá-las de forma contínua para as situações de instabilidade.

Reavaliar o clima organizacional após a crise

Após a resolução da crise, o trabalho da Comunicação Interna precisa continuar para analisar quais foram os impactos negativos no clima organizacional e criar respostas rápidas para contorná-los de uma forma eficiente. Primeiramente, a equipe responsável precisa atualizar o plano de comunicação, propor mudanças e, por fim, pautar os comunicados internos na transparência, empatia e acolhimento. Os empregados precisam se sentir parte da solução, não do problema. 

A Comunicação Interna precisa assumir o papel de protagonista

O setor deve atuar para direcionar os colaboradores da melhor forma possível antes, durante e após a crise. A Comunicação Interna precisa ser vista como uma importante ferramenta de gestão no planejamento estratégico , atuando não apenas para mitigar os impactos negativos, mas também para evitar que as crises sejam desencadeadas. 

Com funcionários preparados, munidos de informações precisas e atualizadas em tempo real, a empresa terá muito mais do que porta-vozes do seu discurso, mas pessoas que acreditam nos valores e propósito da empresa. O uso estratégico da Comunicação Interna em momentos de crise pode impactar positivamente a marca empregadora, fortalecendo ainda mais a cultura organizacional e tornando as equipes mais unidas. 

Afinal, a gestão de crise é uma responsabilidade coletiva, e o papel da Comunicação Interna precisa ser não apenas o de informar, mas também de capacitar as pessoas para esse momento. Os colaboradores precisam estar próximos uns dos outros, unidos em busca da resolução dos problemas e do bem-estar de todos. 

Por Talita Barbosa, Redatora na Dale.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Com uma Comunicação Interna estratégica e sólida, gestão de crise pode desdobrar oportunidades https://blog.dialog.ci/com-uma-comunicacao-interna-estrategica-e-solida-gestao-de-crise-pode-desdobrar-oportunidades/ https://blog.dialog.ci/com-uma-comunicacao-interna-estrategica-e-solida-gestao-de-crise-pode-desdobrar-oportunidades/#respond Thu, 07 Dec 2023 12:55:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4479 Novas ameaças às corporações, sejam de cunho tecnológico, político, cultural, climático ou financeiro, tornam o gerenciamento de crise um dos desafios mais importantes para a operação do negócio. Situações críticas estão mais imprevisíveis e recorrentes, o que exige das empresas maior preparo, antecipação de riscos e uma governança consistente.  Já pensou na instabilidade na qual […]

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Novas ameaças às corporações, sejam de cunho tecnológico, político, cultural, climático ou financeiro, tornam o gerenciamento de crise um dos desafios mais importantes para a operação do negócio. Situações críticas estão mais imprevisíveis e recorrentes, o que exige das empresas maior preparo, antecipação de riscos e uma governança consistente. 

Já pensou na instabilidade na qual estamos (sobre)vivendo nos últimos anos, com uma crise sanitária devastadora que impactou o mundo todo, mudanças climáticas aceleradas, ataques cibernéticos, exposição – e vulnerabilidade – nas redes sociais, guerras e conflitos em diversas partes do globo? 

E o que isso tudo tem a ver com a comunicação e saúde de seu negócio? Posso dizer, sem medo de errar, que direta ou indiretamente somos todos impactados. 

O problema maior é que não estamos preparados para saber de que lado a crise pode vir, em que proporção, que impactos ela pode causar e quais públicos de interesse serão afetados. O universo desafiador do VUCA ficou ainda mais complexo com o mundo BANI: frágil, ansioso, não linear e incompreensível.

O que, no entanto, pouca gente dá atenção é para o ambiente interno das organizações, preferindo olhar para stakeholders como imprensa, governo, clientes ou investidores. Claro, eles são muito importantes. Mas você tem ideia da força de seus colaboradores (e a potência de suas vozes) no momento em que a empresa está enfrentando uma crise reputacional, até mesmo antes ou depois dela? E mais: já pensou que ela pode ter origem interna, vir de dentro e não de fora? 

Uma postagem inadequada de um funcionário nas redes sociais, colocando a reputação e imagem da empresa em risco, o vazamento de dados confidenciais ou sensíveis, uma atitude de racismo que extrapola as fronteiras da organização, casos de assédio moral ou sexual: esses são apenas alguns exemplos de riscos que precisam ser monitorados, avaliados e constantemente debatidos.

A liderança tem um papel primordial de conduzir a embarcação em mares cada vez mais turbulentos e manter a tripulação unida, motivada e consciente de seus papéis e responsabilidades.  

Por que a Comunicação Interna é importante no gerenciamento de crises

Vejo com frequência, nos trabalhos de gerenciamento de crises em que estou envolvido, os clientes preocupados somente com o que está sendo publicado sobre o seu negócio nos portais de notícias, veículos de imprensa e redes sociais. Dá para entender: há um receio de que algo nocivo cause impacto à imagem e reputação da empresa, danos irreversíveis ao seu ativo de marca, tamanha a velocidade com que podem se propagar.

A maioria dos clientes direciona o radar para fora – mas esquece do que está acontecendo da porta para dentro. Desconsideram pontos importantes como:

  • Uma crise pode ter origem no ambiente interno, é comum nascer dentro da empresa e ganhar corpo para fora. Quando temos um ambiente vulnerável, vazamentos de informações confidenciais ou práticas inadequadas podem parar nas manchetes dos principais veículos.  
  • As fronteiras entre uma comunicação interna e externa hoje em dia são praticamente inexistentes. Esse foi um dos temas de destaque do Aberje Trends, que aponta para tendências de comunicação em 2023. Um comunicado interno, por exemplo, rapidamente chega às mãos de investidores, imprensa e acionistas. Com isso, os colaboradores precisam ser educados para ter uma visão mais estratégica e política do negócio.  
  • Uma cultura organizacional saudável, transparente e consciente de seus valores faz com que a empresa esteja mais pronta e sólida diante de situações adversas. Os colaboradores se tornam naturalmente defensores da marca e de sua reputação.   
  • Uma rede de embaixadores internos pode ser uma força vital para dar tração e transparência aos valores da empresa, tornando-se disseminadores relevantes das mensagens corporativas. A comunicação com empregados deve investir em ações e narrativas que sejam construídas coletivamente para eles e com eles, estabelecendo confiança mútua e diálogo constante sobre o negócio. 

De olho nos gatilhos: como preparar os empregados para crises de imagem

Crises geram insegurança e desconfiança. É normal esse sentimento acometer o quadro de empregados de uma empresa quando ela é alvo de acusações, responde a processos ou passa por algum tipo de instabilidade. 

Nesse momento, os públicos internos deveriam estar na dianteira do mapa de stakeholders – sendo tratados com prioridade, transparência e respeito. 

Afinal, como falamos acima, eles também zelam pela reputação da marca e possuem (ou ao menos deveriam possuir) voz ativa na propagação de mensagens corporativas. Sob riscos, sentem a necessidade de se manifestar, ir atrás de informações, buscar respostas, assim como outros públicos, como investidores, clientes, comunidades etc. 

Nesse cenário, a empresa estar preparada, munida de uma estratégia de antecipação de riscos e amparada por líderes treinados para esse tipo de situação faz toda a diferença. 

Na InPress Porter Novelli, desenvolvemos o método próprio ÍMPAR que, em vez de agir de forma reativa quando a crise estoura, focamos nas etapas de pré-crise como forma de antecipar a mitigação de riscos e conscientizar todo o público interno em relação à importância de ter um manual de crise com uma governança estabelecida do que ou não fazer.

O modelo consiste em uma visão sistêmica e integrada dividida em quatro grandes etapas:

  1. Imersão: alta compreensão do cenário.
  2. Preparação: definição de diretrizes estratégicas. 
  3. Ação: resposta rápida com base nas estratégias estabelecidas. 
  4. Reparação: análise de impactos, resultados e aprendizados.   

Dentro desse framework circular, a Comunicação Interna tem o mesmo peso da externa. Nos manuais e políticas de crise, os colaboradores e líderes são treinados a como agir, participando do comitê de crise como integrantes ativos das decisões, contribuindo e conscientizando as equipes sobre a relevância de uma matriz de riscos e do monitoramento constante do clima interno.

No fim das contas, o objetivo é que a gestão de crises faça parte da cultura organizacional, sendo um elemento inerente à operação do negócio. 

É um caminho inevitável diante de um mundo em erupção e cada vez mais instável. O estudo Cinco Pilares de Riscos Empresariais de 2022, realizado pela consultoria Deloitte, mostra que 66% dos entrevistados da pesquisa apontam como maior desafio na gestão de riscos a cultura organizacional e o engajamento da liderança.

Chegou a hora de encarar o tema não apenas como uma forma de remediar impactos negativos, mas como uma oportunidade de engajar a organização e ver a crise como ponto de inflexão de melhorias e aprendizados.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Demissões em massa: a importância da Comunicação Interna na gestão de crises https://blog.dialog.ci/demissoes-em-massa-a-importancia-da-comunicacao-interna-na-gestao-de-crises/ https://blog.dialog.ci/demissoes-em-massa-a-importancia-da-comunicacao-interna-na-gestao-de-crises/#respond Mon, 08 May 2023 13:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=3896 Desde 2020, o mercado vem acompanhando uma onda de demissões em massa em diferentes setores da economia. A nível global, um dos mais afetados tem sido o de Tecnologia. Segundo dados da plataforma Layoffs.fyi, o setor já contabiliza mais de 500 empresas impactadas só neste ano, deixando centenas de milhares de pessoas desempregadas. De acordo […]

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Desde 2020, o mercado vem acompanhando uma onda de demissões em massa em diferentes setores da economia. A nível global, um dos mais afetados tem sido o de Tecnologia. Segundo dados da plataforma Layoffs.fyi, o setor já contabiliza mais de 500 empresas impactadas só neste ano, deixando centenas de milhares de pessoas desempregadas.

De acordo com o IBGE, o Brasil fechou o quarto trimestre de 2022 com uma taxa de desemprego de 7,9%. Nesse cenário, é fundamental que as empresas se organizem para amenizar os efeitos da crise internamente. Afinal, apesar das demissões, outros colaboradores continuam na companhia e precisam se sentir seguros para que mantenham a produtividade esperada.

A Comunicação Interna é uma área bastante estratégica diante dessa realidade, pois, se bem estruturada, é responsável por direcionar esforços a fim de evitar que o trabalho de outros profissionais seja desestimulado por tal instabilidade. Diversos sintomas internos, como falta de confiança, queda no desempenho, aumento de turnover e desmotivação, precisam ser diagnosticados para que não agravem ainda mais a reputação da marca.

Afinal, em épocas de demissões em massa, não é apenas a imagem externa da empresa que está em jogo. Para dar a volta por cima e conseguir manter suas equipes integradas ao propósito da marca, a organização precisa explorar o potencial da Comunicação Interna e dedicar atenção a alguns pontos importantes. Confira quais são eles:

Colaboradores como protagonistas

Para que as pessoas que permaneceram não se sintam tão afetadas pelo desligamento de outros profissionais, os ambientes corporativos precisam proporcionar acolhimento e segurança psicológica – algo que deve ser trabalhado com antecedência e de forma contínua como parte da cultura. 

Dados divulgados por uma pesquisa do SPC Brasil em 2018 apontam que o desemprego está associado à ansiedade (69,8%), à insegurança (67,2%), ao estresse (64%), à angústia (63,5%) e à depressão (60,5%). Ou seja, a forma como esse sentimento coletivo de instabilidade é tratado pela companhia pode impactar significativamente a saúde do colaborador.

Segundo Roberta Machado, CEO da InPress Porter Novelli, agência parceira da Dialog, mais do que simplesmente comunicar os fatos com veracidade, a empresa deve estar preparada para a escuta ativa. “É preciso refletir que o colaborador é o principal embaixador de uma marca empregadora, dentro e fora da organização, no on e no off-line”, diz.

De acordo com a CEO, a visão analítica do colaborador é importante em momentos de gestão de crise, pois esses profissionais podem ajudar a identificar possíveis cenários e seus desdobramentos. Roberta ressalta que, se bem capacitados e seguros de seus papéis de protagonismo, esses colaboradores podem se tornar multiplicadores de mensagens reputacionais positivas.

“É bom ressaltar que essa atuação só ocorre quando trabalhamos uma Comunicação Interna engajadora, com pertinência e frequência, de forma a fazer com que os colaboradores se sintam corresponsáveis pela estruturação de um pensamento ligado à gestão de riscos e crises de imagem. Empoderamento aqui é fator condicionante de sucesso. E a Comunicação Interna atua fortemente na elaboração desse colchão reputacional”, explica.

Transparência como principal norteador

Qualquer reputação é construída por laços de confiança. No mundo corporativo, essa relação também se aplica. Por mais confidencial que determinado assunto ou decisão seja, sabemos que é muito difícil manter pleno controle sobre como as informações circulam. Dessa forma, atuar com integridade e transparência representa uma excelente oportunidade para trabalhar a imagem da empresa.

Para Roberta Machado, a transparência deve nortear o papel estratégico da Comunicação Interna. “Olhar com humanização para todas as etapas do processo, compreendendo as reais necessidades e inquietudes das pessoas que, de alguma maneira, sentirão os impactos dessa decisão é algo fundamental”, defende a CEO.

Maria Fernanda Almeida, fundadora e diretora da Incanto Comunica, outra agência parceira da Dialog, concorda com essa perspectiva. Segundo ela, a comunicação objetiva, transparente e frequente ajuda a reduzir a ansiedade e o medo, além de fortalecer a confiança e a coesão da equipe. 

“Por isso, investir na Comunicação Interna é essencial para enfrentar crises. É importante criar canais de comunicação efetivos, estabelecer um diálogo aberto e honesto e oferecer suporte aos colaboradores para que possam lidar com as mudanças e os desafios de forma mais decisiva. Assim, a equipe consegue trabalhar de maneira colaborativa e se adaptar rapidamente às novas demandas”, explica.

Canais como aliados à gestão de crise 

Se dar protagonismo ao colaborador e trabalhar as informações com transparência é importante, ter um canal adequado para construir essa ponte é fundamental. Afinal, a matriz de Comunicação Interna precisa ser bem estruturada para que consiga suportar e conduzir as estratégias definidas no planejamento de gestão de crise. 

“A escolha de um canal de comunicação pode influenciar na forma em que uma crise é conduzida internamente, pois cada canal possui suas particularidades e pode ter um alcance e uma efetividade diferentes em determinadas situações”, destaca a fundadora da Incanto.

Nesse sentido, é importante que, além de entregar mensagens de forma eficiente, o canal escolhido consiga também mensurar o desempenho da comunicação naquele momento. Caso contrário, a empresa enfrentará dificuldades para entender se, de fato, a crise está sendo bem gerenciada. 

“Canais que funcionem como espaços colaborativos, de aprendizagem mútua, e com métricas muito bem definidas de engajamento são fundamentais como aliados. Plataformas digitais integradas a um analytics ajudam muito”, reforça a CEO da InPress, enfatizando a importância de definir indicadores de performance.

Roberta ainda destaca a importância de explorar as possibilidades de comunicação. “Podemos trabalhar campanhas de sensibilização sobre o tema, promover rodas de conversa, fóruns de discussão sobre boas práticas em gestão de crise, bem como trazer consulta acerca da governança e da política da empresa a esse respeito, em um diálogo virtuoso, contínuo e de mão dupla”, diz.

No mesmo sentido, Maria Fernanda defende a importância de trazer o colaborador para o centro da Comunicação Interna. Para ela, uma rede social corporativa pode ser uma excelente ferramenta nesses momentos – já que reúne diversas funcionalidades que estimulam a participação das pessoas.

“A grande vantagem é a possibilidade de criar campanhas de sustentação e receber o feedback dos times instantaneamente. Além disso, com a rapidez de uma plataforma multicanal como a Dialog, há uma redução significativa de fake news, gerando mais confiança e promovendo um ambiente de trabalho melhor”, finaliza a fundadora da Incanto.

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