Dicas para otimizar a construção do planejamento de comunicação

por | 23/01/2023 | Comunicação Interna, Dale, Parceiros

Sempre que pensamos em planejamento de comunicação, tenho certeza que a primeira impressão de muita gente do time de comunicação é: por que devemos fazer um planejamento se sabemos que nenhuma pessoa ou área vai seguir?

Eu entendo bem esse sentimento e, trabalhando com estratégia há mais de 10 anos em diferentes mercados, aprendi algumas formas e jeitos que podem ajudar a otimizar todo o processo de planejamento de comunicação.

1. O planejamento anual de comunicação é o norteador do ano

Vejo muitas pessoas às vezes se preocupando com um detalhe absurdo de planejamento de ações táticas anuais, mas sabemos que quase sempre elas acabam não saindo muito dos papéis. Por isso, o planejamento anual deve funcionar mais como um norteador da marca do que um plano complexo. 

Aqui sugiro trazer: contexto global da empresa, definição dos principais problemas de comunicação, pilares de comunicação e um calendário macro sinalizando principais datas de oportunidade. Tudo além disso vai gerar bastante esforço e, muitas vezes, pouco resultado.

2. Um planejamento tático pensado em trimestres

Muitas vezes a verba do departamento ou da empresa muda conforme o trimestre passa. Por isso, vale se concentrar em um plano de ações mais rico e detalhado a cada trimestre, garantindo saudabilidade financeira e, principalmente, a atenção e urgência de todos os decisores no momento correto. 

A ideia que fica é se organizar sempre com um trimestre de antecedência a fim de não antecipar nem prejudicar a tomada de decisão.

3. Tudo que não é mensurável é descartável

Aqui a gente enxerga um dos erros mais comuns em qualquer planejamento de comunicação, seja ele digital, de Comunicação Interna ou de eventos. Se você está desenvolvendo um planejamento tático com ações que não poderão ser mensuradas futuramente após o final da campanha, você está desperdiçando investimento.

Muitas vezes o plano acaba saindo mais caro que o esperado, então as pessoas decidem não rodar uma pesquisa pós-campanha ou não mensurar o tráfego gerado após aquela comunicação. O problema é que, depois disso, dificilmente você consegue justificar um crescimento ou um motivo para dar continuidade à campanha.

Assim, o que poderia estar dando certo fica invisível. Então, campanhas são descontinuadas, plataformas são desligadas, etc. Nunca esqueça de garantir a mensuração de todas as métricas de campanha.

4. Em criação de conteúdo, pense mais como territórios e formatos abertos e menos como editorias de conteúdo fechadas

Aqui a lição é 100% voltada para estratégias de conteúdo. Eu costumava enxergar planos de comunicação de digital & social com pilares: territórios e editorias de conteúdo imutáveis de comunicação. Afinal, se fizemos uma grande pesquisa de concorrentes, conteúdos, formatos e público-alvo, devemos seguir à risca os resultados, correto? ERRADO.

Quem consome internet e, principalmente, social media sabe que dia e noite estão surgindo novos memes, threads e pautas quentes dos mais diversos assuntos. Alguns são previsíveis e outros não. E o ponto mais importante: o grande desafio é ter a capacidade de se adaptar aos formatos e às pautas mais atuais do momento, sem perder a conexão com o objetivo de comunicação. 

Aqui a dica é trabalhar mais territórios e formatos de forma mais livre, adaptando-se conforme os resultados e as threads em alta na internet. Claro que podemos ter pilares que estão alinhados aos objetivos de comunicação, mas essa liberdade ajuda não só você e sua equipe no processo criativo, como também mantém sua marca atualizada nas redes (ou no hype, hehe).

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