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Profissionais de Comunicação Interna em 2026 precisam se preparar para uma atuação mais estratégica e relevante nas organizações, mesmo enfrentando um cenário no qual a área não tem seu valor reconhecido.

Dito isso, o que comunicadores internos devem saber e o que devem desenvolver para mudar essa realidade em 2026?

Para falar sobre o assunto, Mariana Figueiredo, diretora da Business Unit de Employee Experience na Portal Publicidade (agência parceira da Dialog), foi a convidada do encerramento da 5ª temporada do Dialog Talks. 

Assista ao episódio completo clicando no player abaixo ou escute a versão podcast aqui.

Papel da Comunicação Interna em 2026

O papel da Comunicação Interna em 2026, segundo Mariana, é o de criar importância, tendo uma atuação mais estratégica e menos operacional.

“Essa área [CI] é uma das únicas que consegue conectar a cultura com o negócio e as pessoas. Vejo que é uma área muito estratégica para as empresas, pois tem um olhar de negócio e, ao mesmo tempo, pode calibrar como conversar melhor com o público interno e criar um elo cultural e de engajamento com as pessoas.”

Para 2026, a especialista lista alguns desafios a serem enfrentados de um modo geral pelas organizações, incluindo Comunicação Interna e RH. São eles: mudanças aceleradas por tecnologia e Inteligência Artificial, múltiplas gerações trabalhando juntas, pressão por efetividade e produtividade, inteligência emocional e alinhamento de negócio e cultura.

Olhando para esses pontos e para o fato de que o engajamento move ponteiros em qualquer empresa, Mariana cita 3 papéis que a área pode desempenhar:

  1. Traduzir a estratégia organizacional para os colaboradores;
  2. Dar clareza às mudanças e trazer diálogos entre empresa e profissionais para evitar boatos e insegurança;
  3. Construir vivência e pertencimento.

Habilidades e competências

Tendo em mente esse cenário, quais são as competências e habilidades indispensáveis para um profissional de CI? Figueiredo citou algumas:

  • Ser um bom comunicador;
  • Ter um olhar estratégico, claro e facilitador da cultura organizacional;
  • Ler as pessoas;
  • Possuir visão de negócio;
  • Usar dados para apoiar decisões;
  • Ter empatia e escuta;
  • Investir em capacitação contínua; 
  • Transformar informação em experiência e vivência;
  • Dominar de canais de CI;
  • Assumir uma postura de liderança e protagonismo.

O que impede o reconhecimento da Comunicação Interna?

Alguns fatores podem impedir o reconhecimento do viés estratégico do trabalho da área de Comunicação Interna, perpetuando o estigma de mero suporte operacional. Alguns exemplos são:

  • Falta de métricas e dados do trabalho de CI;
  • Comunicação que acontece em via de mão única, com muitos comunicados saindo e pouca escuta ou troca;
  • Desconexão entre discurso e prática.

“É um problema não só de Comunicação Interna, porque vemos culturas lindas no papel, mas nem sempre é o que vemos na prática. Então os colaboradores não se identificam com aquela mensagem.”

Trazer o colaborador para o centro das decisões ajuda na missão de mostrar o quão estratégica a CI é, entendendo os diferentes perfis internos e como se conectar com eles, impactando no nível de engajamento da organização.

Tecnologia e Inteligência Artificial

Segundo Mariana, a tecnologia, aliada a ferramentas com IA, possibilita que a “Comunicação Interna aconteça com uma escala muito maior”, possibilitando a segmentação e personalização de conteúdos, o que aumenta a identificação do público interno com o trabalho da área.

Esses pilares permitem que a área chegue nos colaboradores, onde quer que estejam, sem infoxicação (excesso de informações) e direcionando mensagens relevantes para cada público-alvo.

Além disso, adotar esse tipo de plataforma apoia diretamente a mensuração do trabalho da área, ponto citado diversas vezes pela especialista como crucial para a mudança de percepção e do próprio trabalho da Comunicação Interna.

Já sobre a IA, o grande ganho é otimizar tempo e trabalho para que profissionais direcionem esforços para conversas e projetos mais estratégicos.

Anota a dica!

Para finalizar, Mariana Figueiredo compartilhou dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem começar o ano já adotando uma postura mais estratégica:

  • Pare de pensar em campanhas pontuais e passe a pensar em experiências para o colaborador (continuidade);
  • Conheça de verdade os públicos internos;
  • Meça tudo que pode;
  • Use e abuse de tecnologia e IA;
  • Crie espaços reais de escuta;
  • Assuma a postura de um agente de estratégia.

FAQ: Comunicação Interna em 2026

  1. Qual é o principal papel para a Comunicação Interna em 2026?
    A área deve assumir um papel mais estratégico, focando em experiências contínuas para o colaborador.
  2. Quais competências serão essenciais?
    Conhecimento profundo do público, uso intenso de dados, tecnologia e IA.
  3. O que deve ser evitado na Comunicação Interna em 2026?
    Campanhas pontuais e comunicação unilateral; o ideal é criar diálogo e escuta ativa.
  4. Como mensurar resultados?
    Medindo tudo o que for possível para comprovar valor e ajustar as estratégias.
  5. Por que a Comunicação Interna em 2026 precisa inovar?
    Para ser reconhecida como agente de estratégia, promovendo engajamento real.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo) e editora e Dialog Blog.

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Dicas e case de segmentação e personalização na Comunicação Interna https://blog.dialog.ci/dicas-e-case-de-segmentacao-e-personalizacao-na-comunicacao-interna/ https://blog.dialog.ci/dicas-e-case-de-segmentacao-e-personalizacao-na-comunicacao-interna/#respond Wed, 05 Nov 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6280 A segmentação e a personalização de narrativas e mensagens da Comunicação Interna foi a tendência mais importante para 47% dos respondentes que participaram do estudo anual realizado pela Aberje e pela Ação Integrada. Entretanto, ainda existem muitas dúvidas sobre como começar, de fato, a segmentar e personalizar as comunicações.  Para falar sobre o assunto, convidamos […]

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A segmentação e a personalização de narrativas e mensagens da Comunicação Interna foi a tendência mais importante para 47% dos respondentes que participaram do estudo anual realizado pela Aberje e pela Ação Integrada.

Entretanto, ainda existem muitas dúvidas sobre como começar, de fato, a segmentar e personalizar as comunicações. 

Para falar sobre o assunto, convidamos Elizeo Karkoski, diretor-executivo na P3K Comunicação, agência parceira da Dialog, e Luciana Benteo, coordenadora de Comunicação Corporativa na Coop, empresa cliente da Dialog e da P3K. Eles conduziram uma masterclass especial na 3ª edição da Semana do Planejamento da Comunicação Interna. 

Você pode assistir ao conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

Segmentação e personalização: como começar

A primeira parte da masterclass sobre segmentação e personalização na Comunicação Interna começou com uma provocação de Elizeo Karkoski: os colaboradores recebem o conteúdo que eles querem ou que precisam?

O diretor considera que a Comunicação Interna é uma grande capitalizadora dos pilares de negócio (EVP, cultura e estratégia) e que, ao conseguir segmentar e personalizar conteúdos, é possível adotar outras tendências, como:

  • Investir em maior uso de linguagem audiovisual; 
  • Promover maior transparência;
  • Intensificar a valorização das emoções e relações;
  • Ampliar a produção de conteúdo em cocriação.

Voltando à provocação inicial, ele explica que existe uma dissonância da informação: nas redes sociais, as pessoas consomem o que querem; nas empresas, recebem o que precisam.

Ele recomenda que profissionais de CI criem um algoritmo interno para então construir essas narrativas segmentadas e personalizadas.

“Esse algoritmo dentro das organizações é pautado muito pelo contexto. Qual é o contexto que temos dentro da organização? E como ela está estruturada para podermos olhar para outras áreas?”

Elizeo afirma que o líder é o algoritmo humano da organização: se há alguém capaz de personalizar de verdade, esse alguém é a liderança — que conhece o time, suas dores e conquistas.

Mas, por fim, como começar a evoluir a segmentação e a personalização da Comunicação Interna? O primeiro passo é entender em qual estágio de maturidade a área se encontra. Confira os 5 níveis abaixo:

Fonte: P3K

Ele explica que a maioria das empresas está no nível 2. Nesse caso, a dica que ele dá para quem está nas fases iniciais é: comece pequeno, mas comece certo. Personalização é sobre intenção e escuta.

Karkoski compartilhou 5 pontos a serem considerados para o processo de segmentação e personalização na Comunicação Interna:

  1. Conexão com a audiência;
  2. Conteúdo assertivo;
  3. Transmissão de confiança e credibilidade;
  4. Facilidade de acesso e consumo;
  5. Equilíbrio na frequência e no volume.

Case Coop

A Coop é uma cooperativa de consumo que conta com mais de 5 mil colaboradores. A empresa é a principal operação de Varejo no ABC paulista, contando com 36 unidades de varejo alimentar e 69 drogarias.

Luciana Benteo contou que o conteúdo produzido na Coop é dividido em 4 editorias:

  • Essência: cultura, branding, cooperativismo e responsabilidade social;
  • Estratégia: planejamento estratégico, projetos, metas, PPR e resultados;
  • Pessoas: RH, eventos destinados aos colaboradores, cargos e salários, treinamento e capacitação, relações trabalhistas e sindicais, sistemas como intranet e folha de ponto;
  • Dia a dia: campanhas de incentivo, lançamentos de produtos, campanhas promocionais, festivais, produtos e serviços oferecidos, inaugurações e sistemas para desenvolvimento de atividades cotidianas.

A coordenadora explica que existem 2 grandes públicos dentro da organização: a liderança, que recebe informações detalhadas e contexto (para que possam passar a comunicação adiante), e a operação, que recebe informações objetivas e com chamada para ação.

Falando sobre canais, a Coop conta com uma estratégia multicanal segmentada, visando alcançar e engajar cada público interno.

Fonte: Coop

Por mais que existam vários pontos de contato, o canal principal de Comunicação Interna é a Coop Conecta, plataforma desenvolvida pela Dialog. Antes, a empresa contava com outra rede social corporativa, que registrava apenas 11% de adesão e só tinha publicações feitas pela a área de CI. Com a chegada da nova solução, o percentual subiu para 74%.

“A gente tinha uma dor muito grande, que era a seguinte: só a Comunicação Interna falava e transmitia as informações da empresa. Quando trouxemos a Coop Conecta, a nova rede social corporativa, a gente passou a ter 74% dos colaboradores cadastrados. E também conseguimos trazer essa comunicação em via de mão dupla: o colaborador também fala com a gente, também expõe as atividades que está fazendo, e isso constrói um ambiente muito interessante”, celebrou.

Os Influs, programa de influenciadores internos, apoiaram o crescimento da Coop Conecta.

“Eles nos ajudaram a trazer as pessoas, fazer com que se cadastrassem e se tornassem mais ativas no Conecta. Então, quando temos uma ação ou um evento para postar, a gente traz os Influs para que eles fomentem a ideia no Conecta e nos ajudem a divulgar.”

Falando sobre personalização, Luciana compartilhou um case recente: o aniversário Coop. Para celebrar os 71 anos, a empresa investiu em ações e campanhas comemorativas, incluindo desafios na plataforma de Comunicação Interna.

Um deles foi aumentar o número de colaboradores ativos na plataforma. Inclusive, o colaborador mais ativo (segundo o recurso de ranking que a Dialog tem) ganhará uma moto 0 km.

A iniciativa foi um grande sucesso, registrando 21% no aumento do índice de colaboradores ativos.

Para chegar nesse resultado tão expressivo, a Comunicação Interna desenhou uma campanha, incluindo seus diversos canais e segmentações de público, e começou a alcançá-los a partir dali, entendendo qual ponto de contato era o mais eficaz para que todos estivessem por dentro do que estava acontecendo.

Dito isso, todas as comunicações eram redirecionadas para a Coop Conecta, local onde as informações completas estavam disponíveis. A empresa usa o recurso “base de conhecimento” para centralizar esses dados importantes.

Luciana afirmou que, levando em consideração os 5 níveis de maturidade de Comunicação Interna compartilhados por Elizeo, a Coop se encontra no estágio 2, segmentada por grandes públicos e na adaptação inicial de linguagem e formato.

Os planos da empresa para avançar nessa escala de maturidade é apostar na personalização via Coop Conecta, com a construção de personas e perfis de público, definir tom de voz para cada um deles e coletar feedbacks e dados de consumo.

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Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

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Liderança comunicadora na Manserv: 80% de engajamento dos 1.500 líderes https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-na-manserv-80-de-engajamento-dos-1-500-lideres/ https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-na-manserv-80-de-engajamento-dos-1-500-lideres/#respond Thu, 16 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6232 A liderança comunicadora é o maior desafio da Comunicação Interna, como provam os últimos 9 estudos feitos pela Aberje e Ação Integrada sobre tendências e desafios na área. Seria então possível engajar as lideranças como comunicadores? A Manserv é a prova viva que sim. São 1.500 líderes, sendo eles pulverizados em diferentes localidades.  A empresa, […]

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A liderança comunicadora é o maior desafio da Comunicação Interna, como provam os últimos 9 estudos feitos pela Aberje e Ação Integrada sobre tendências e desafios na área.

Seria então possível engajar as lideranças como comunicadores? A Manserv é a prova viva que sim. São 1.500 líderes, sendo eles pulverizados em diferentes localidades.  A empresa, que usa o Manserv Comunica, plataforma de Comunicação Interna desenvolvida pela Dialog, desde 2024, conta com boas práticas e exemplos da participação e do apoio da liderança às ações e iniciativas da área.

Para contar mais detalhes sobre esse case de sucesso, a convidada especial do 50º episódio do Dialog Talks é Verônica Lambais, especialista de Comunicação Interna na Manserv.

Você pode assistir o conteúdo na íntegra clicando aqui ou escutar a versão podcast aqui.

Liderança comunicadora: Conheça a Manserv

Antes de falar propriamente sobre o case de liderança comunicadora, a especialista falou sobre o cenário enfrentado pela área de Comunicação Interna na Manserv.

A empresa oferece serviços técnicos especializados de manutenção de ativos, operação de processos, intralogística e locação de equipamentos pesados para todos os setores da economia e conta com mais de 36 mil colaboradores espalhados em pontos corporativos (cerca de 500 profissionais) e em 7 mil pontos de atendimento.

Verônica compartilhou que, ao chegar na companhia em 2023, promoveu uma pesquisa junto à liderança para entender os desafios relacionados à comunicação, pois seu foco era transformá-los em líderes comunicadores, para que eles passassem adiante as diretrizes e mensagens da companhia.

Junto com a pesquisa, ela contou que foi feito também um mapeamento dos canais usados pela Comunicação Interna.

Na época, os 10 maiores desafios de comunicação citados pela liderança na Manserv foram:

Créditos: Manserv

Lambais afirmou que, desde então, vários desses pontos foram solucionados, inclusive com a chegada da Dialog.

“Fazendo todo esse mapeamento com os líderes e canais, a solução da Dialog foi efetiva e eficiente para a gente, porque ela sana muitos desses desafios. Ela sana, por exemplo, a comunicação com agilidade e constância. Então, se a gente manda só um e-mail ou se apoia num mural de papel para a operação, leva tempo para a mensagem chegar. Ter uma plataforma digital, que dá suporte para uma comunicação mais ágil, é muito importante para a gente.”

Estratégia no canal de comunicação “Manserv Comunica”

A partir dos desafios citados, foi construída uma estratégia para definir os canais de Comunicação Interna que chegariam nesses líderes e os pilares que seriam trabalhados ali para dar insumos para transformá-los em uma liderança comunicadora. São eles: cultura, estratégia, compliance, bem-estar, segurança e ESG.

“Porque se o líder não sabe, ele não comunica”, afirmou.

Lambais explica que além do saber, é preciso que a liderança interprete a informação recebida e que isso vem com a capacitação. Segundo ela, é parte do trabalho de CI e RH capacitar esse público na habilidade de se comunicar.

Ela conta que o trabalho de aproximação da área de Comunicação Interna com a liderança foi muito importante para manter a cultura Manserv viva, pois apenas 500 colaboradores trabalham em escritórios próprios, sendo os demais alocados em diferentes empresas — que possuem diferentes culturas — para a prestação de serviços. 

Antes do Manserv Comunica, os canais de CI usados eram: jornal eletrônico (newsletter), e-mail e intranet. Além disso, o DDS (Diálogo Diário de Segurança), Teams, clipping, lives e até o uso informal do WhatsApp eram outros pontos de comunicação (não necessariamente tocados por CI).

Com a chegada do Manserv Comunica, a área de CI passou a contar com métricas e aumentou os formatos e possibilidades de comunicação, graças aos recursos e módulos adicionais que a plataforma oferece.

Créditos: Manserv

Verônica considera as métricas da plataforma os insumos do planejamento da Comunicação Interna na Manserv e analisa continuamente os indicadores da ferramenta para entender quem utiliza e quem precisa ser incentivado.

A integração de sistemas na plataforma é outro recurso importante para a adesão de líderes e demais colaboradores: a especialista contou que a empresa conta com mais de 100 sistemas e o Manserv Comunica centraliza tudo.

Com a chegada da ferramenta, os líderes passaram a receber apenas um resumo semanal, que conta com chamadas que os direcionam para a plataforma.

Essa estratégia faz com que o Manserv Comunica passe a fazer parte da rotina da liderança e oferece também a possibilidade de conexões com outros líderes, algo que os antigos canais não possibilitaram.

Inclusive, a plataforma foi lançada primeiro para os líderes, justamente para aproximá-los. Em um segundo momento, colaboradores administrativos passaram a usar o Manserv Comunica e isso fez com que suas lideranças se engajaram ainda mais, contou Lambais. Atualmente, 80% dos líderes são ativos.

“Notamos que os líderes que tinham suas equipes na Manserv Comunica ficaram mais engajados depois que seus times entraram, porque nenhum líder quer saber menos que sua equipe”.

Ela contou que há planos para expandir o uso para toda a organização no futuro. Com isso, os canais de CI usados atualmente são:

  • Manserv Comunica (aplicativo e desktop/intranet)
  • TVs corporativas (módulo especial Dialog)
  • E-mail marketing 
  • Gestão à vista (Mural impresso)

Definição de personas

Como mencionado anteriormente, a Manserv conta com 1.500 líderes. Mas qual é a persona que melhor representa esse público?

Verônica compartilhou que a área de CI fez um estudo para responder essa pergunta. Para isso, analisou 3 fatores: 

  1. Perfil do público para determinar linguagem
  2. Desafios e motivações para guiar conteúdo
  3. Modelo de trabalho para definir formatos

A análise mostrou 4 personas diferentes: Líder de campo, de UT (atuam diariamente no cliente), corporativo (sede ou escritório regional) e alta liderança (tomadores de decisão).

Créditos: Manserv

Dicas para trabalhar a liderança comunicadora

Verônica Lambais compartilhou 7 dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem engajar líderes como comunicadores, alcançando assim a sonhada liderança comunicadora.

  1. Conquiste pela escuta, não pelo discurso

Antes de pedir, entenda o que líderes temem, valorizam e precisam comunicar. Na Manserv, CI mapeou as percepções da liderança nas fases iniciais de campanhas, aumentando o senso de participação e assertividade nas comunicações.

  1. Transforme líderes em protagonistas, não mensageiros

Ao invés de tratá-los como meros replicadores de mensagens, posicione a liderança como influenciadores de cultura. A empresa usa o Manserv Comunica para dar voz a esse público, fazendo com que tenham voz ativa na narrativa.

  1. Fale a língua do negócio

Aproximar a Comunicação Interna da liderança passa por traduzir impacto em indicadores tangíveis (engajamento, produtividade, clima e até resultados financeiros). Na Manserv, usam a adaptação de conteúdo, canal e linguagem para cada parte do negócio.

  1. Dê visibilidade positiva

Nada engaja mais do que reconhecer, segundo Verônica. A Manserv usa o recurso de ranking da plataforma da Dialog para o reconhecimento dos mais engajados.

  1. Mantenha constância e previsibilidade

Líderes gostam de clareza. Na Manserv, a Comunicação Interna cria, com antecedência, um calendário anual com trilhas, campanhas e programas e compartilha em primeira mão com a liderança, para ajudá-los na preparação para repassar para suas equipes. Além disso, trabalham com reforços constantes com esse público via WhatsApp.

  1. Adote postura de consultoria

Para a especialista, o comunicador interno moderno precisa ser visto como parceiro de gestão, não apenas executor de demandas. Na empresa, a área compartilha mensalmente com cada líder dados sobre assiduidade das equipes na plataforma, juntamente com dicas para aumentar a adesão e melhorar a comunicação com os times.

  1. Assiduidade como marca de liderança exemplar

A liderança que se mantém informada, participa ativamente do canal e motiva o time é vista como referência em comunicação e engajamento. A frequência e participação dos líderes no Manserv Comunica são vistas como reflexos do seu nível de conexão com a empresa e o time. Essa postura é considerada como um critério qualitativo de líder exemplar, contribuindo para possíveis promoções e reconhecimentos.

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Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) na Dialog.

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Dados inéditos sobre a média liderança comunicadora no Brasil https://blog.dialog.ci/dados-ineditos-sobre-a-media-lideranca-comunicadora-no-brasil/ https://blog.dialog.ci/dados-ineditos-sobre-a-media-lideranca-comunicadora-no-brasil/#respond Thu, 25 Sep 2025 13:30:12 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6198 Um dos grandes desafios e objetivos da Comunicação Interna é a liderança comunicadora, ou seja, o engajamento dos líderes como apoiadores das iniciativas promovidas pela área. Nesse sentido, é importante entender o verdadeiro panorama da visão desse público sobre o assunto.  Pensando nisso, o grande destaque da 2ª edição da CI Lover Week foi a […]

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Um dos grandes desafios e objetivos da Comunicação Interna é a liderança comunicadora, ou seja, o engajamento dos líderes como apoiadores das iniciativas promovidas pela área. Nesse sentido, é importante entender o verdadeiro panorama da visão desse público sobre o assunto. 

Pensando nisso, o grande destaque da 2ª edição da CI Lover Week foi a apresentação, em primeira mão, dos resultados da 3ª edição da Pesquisa Nacional de Comunicação com a Média Liderança, realizada pela Ação Integrada, uma das agências parceiras da Dialog. 

O estudo inédito tem como objetivo levantar a percepção e opinião da média liderança (gerentes de área, coordenadores e supervisores) sobre os processos de Comunicação Interna em suas empresas.

Os dados foram apresentados por Adevani Rotter, que é a criadora do conceito Comunicação Interna 4.0 e do termo “liderança comunicadora”, além de fundadora e presidente da Ação Integrada. Você pode acessar o estudo na íntegra clicando aqui.

Assista ao conteúdo completo ou escute a versão podcast.

Liderança comunicadora no Brasil: conheça os dados

O estudo sobre liderança comunicadora e Comunicação Interna feito pela Ação Integrada contou com a participação de mais de 2.300 líderes, sendo 59% dos respondentes do sexo masculino e 77% com até 44 anos. As respostas foram coletadas entre 2024 e 2025.

Quando perguntados sobre o principal canal de comunicação da empresa com o colaborador, 70% dos participantes citaram o gestor imediato. Em segundo lugar, aparece o e-mail (62%, 13 pontos a mais em comparação à última edição, feita em 2018) e o WhatsApp (49%).

Créditos: Ação Integrada

“Há muitos anos, escuto que o e-mail [como canal de Comunicação Interna] vai acabar, mas ele continua cada vez mais forte”, refletiu.

Ao analisar os canais mais lidos pela liderança, 92% dos entrevistados dizem ler, sempre e na maioria das vezes, as informações que chegam pelo WhatsApp em seus grupos de gestores. Além disso, 85% leem as informações recebidas pelo WhatsApp no grupo geral da empresa.

Outros canais citados foram: e-mail (88%) e pautas direcionadas para a liderança (87%). Sobre o último, Adevani comentou:

“É um índice bom, mas eu me pergunto: se as pautas são para eles [liderança] desdobrarem a informação para os seus times, [esse índice] deveria ser 100%”.

Frequência

O estudo também perguntou qual é a melhor frequência para receber as comunicações, e o resultado surpreendeu até mesmo a presidente da Ação Integrada: 48% consideram ideal receber informações diariamente para desdobrar para suas equipes, 4% a mais comparando com a última edição e 26% a mais com a primeira, realizada em 2016.

Esse crescimento é um reflexo das mudanças ocorridas nas empresas nos últimos anos, considerou Adevani, além de um cenário no qual as pessoas estão hiperconectadas.

Em relação à mesma questão, 39% dos respondentes declararam preferir receber informações semanalmente. A pesquisa também indagou sobre canais de preferência para receber esses conteúdos a serem desdobrados, cujo ranking também foi liderado por e-mail e WhatsApp.

Créditos: Ação Integrada

Percepções da média liderança

Os entrevistados foram perguntados sobre sua percepção a respeito da visão que a alta liderança (na figura do presidente/CEO) tem da comunicação e também sobre a cobrança da habilidade comunicacional por parte da empresa.

A primeira afirmação foi: “O presidente da minha empresa considera essencial que os gestores invistam na comunicação com colaboradores”. Sobre isso:

  • 75% concordam ou concordam plenamente;
  • 18% não concordam, nem discordam;
  • 7% discordam ou discordam plenamente.

O primeiro percentual registrou uma queda de 13% em comparação à última edição. Isso significa que a média liderança tem a percepção que os presidentes têm investido menos na comunicação.

Já a segunda afirmação apresentada aos líderes foi: “A comunicação dos gestores com os seus subordinados é uma competência cobrada na avaliação de desempenho da minha empresa”. Sobre isso, os dados foram similares ao cenário de 2018:

  • 76% concordam ou concordam plenamente;
  • 14% não concordam, nem discordam;
  • 10% discordam ou discordam plenamente.

Ou seja, 3 entre 4 líderes são cobrados para que tenham a habilidade de se comunicar com os seus times.

Média liderança e comunicação

Em mais uma leva de dados valiosos para profissionais de Comunicação Interna, os entrevistados foram questionados sobre a própria comunicação, as rotinas e os direcionamentos da empresa com a média liderança.

Enquanto 76% consideram úteis as informações que recebem, apenas 63% concordam que há clareza de quais informações são apenas para o seu conhecimento e quais são para desdobrar às suas equipes.

E mais: 95% dos líderes entendem os conteúdos enviados por CI, porém 63% afirmam que dois dos pontos que mais atrapalham a atuação da liderança comunicadora são a informação que chega em cima da hora e o conteúdo que vem incompleto.

Adevani considera que esses dados vão ao encontro das escutas promovidas pela agência com gestores de empresas.

Entretanto, mesmo com essas dificuldades, 56% discordam de um possível cenário no qual todas as informações sejam divulgadas sem qualquer envolvimento dos gestores. Isso mostra que a média liderança enxerga a necessidade e a importância da sua participação no processo de comunicação, o que abre espaço para o estreitamento da relação entre eles e o time de CI.

“Eu não vejo que isso seja comando e controle, mas sim que ele [líder] entende que é um facilitador de conversas e o porta-voz da empresa para o seu time.”

Créditos: Ação Integrada

Uma pergunta inédita feita nesta edição buscou entender como a comunicação permeia o dia a dia do gestor, já que ele precisa também dedicar tempo para as atividades técnicas e administrativas da sua função.

Os resultados mostraram um equilíbrio: 37% do tempo é usado para a comunicação (reuniões, e-mails, conversas face a face com seu time, seu líder e outros públicos), 35% para atividades técnicas e 28% para atividades administrativas.

Em busca de apoio

Pensando no ponto anterior, será que os líderes sentem a necessidade de um apoio para desempenhar seu papel de porta-voz junto à equipe? A respeito disso, 35% afirmaram que sim. Esse percentual teve um aumento expressivo em relação à edição de 2018 (15%).

“Ou seja, mais gestores estão entendendo que precisam de ajuda. Aqui está muito claro e dá os caminhos para a área de Comunicação [Interna] sobre o que os líderes precisam”.

Esses 35% também citaram o que poderiam ajudá-los na missão de se tornar (e permanecer) uma liderança comunicadora. 

Créditos: Ação Integrada

O estudo também mostrou para qual tipo de informação os colaboradores procuram a média liderança. O top 3 é formado por: 

  • 83% – Informações operacionais (seja da própria área, financeiro etc.);
  • 66% – Práticas e políticas de RH;
  • 52% – Estratégias da empresa.

A autoavaliação da liderança comunicadora

Os líderes também fizeram uma autoavaliação sobre como se enxergam no papel de comunicador com suas equipes.

Créditos: Ação Integrada

Como sugestões de melhorias para o desempenho desse papel, 35% sentem que a falta de tempo e a sobrecarga de tarefas e reuniões impedem uma comunicação de qualidade. A pesquisa revelou que eles sugerem a criação de rotinas e agendas específicas para interagir com a equipe.

Logo em seguida, 34% citaram a qualidade da informação, sendo a clareza e o envio antecipado como pontos de atenção. Os respondentes desejam receber mensagens claras, objetivas e completas, permitindo assim um repasse mais eficiente para os colaboradores.

Os entrevistados também citaram quais comportamentos consideram mais importantes em uma liderança comunicadora. “Aberto ao diálogo” e “bom ouvinte” estão no topo da lista, com 99% e 74% respectivamente. Porém, Adevani destacou dois pontos, também presentes no ranking, relevantes em termos de comunicação:

  • Dá foco ao que é prioritário (52%);
  • Promove um melhor desenvolvimento na equipe (32%).

“A liderança comunicadora integrada tem que, ao mesmo tempo, dar foco no negócio e no que precisa ser feito, por isso destaco o ‘dá foco ao que é prioritário’ e ‘promove um melhor desenvolvimento na equipe’, junto com escuta e empatia, para promover um ambiente de segurança psicológica , um ambiente de alto desempenho”.

Confira abaixo a lista completa:

Créditos: Ação Integrada

Por fim, os líderes que participaram da pesquisa avaliaram 6 pontos relacionados a clima organizacional, Comunicação Interna e liderança comunicadora. A média das mais de 2 mil respostas ficou da seguinte forma:

  • Comunicação Interna na sua empresa: 7.5;
  • Comunicação do seu superior imediato com você: 8.1;
  • Suporte que recebe da empresa para conduzir os desdobramentos de infos com o seu time: 7.1;
  • Clima organizacional na sua equipe: 8;
  • Importância da comunicação como habilidade de liderança: 9.2;
  • Sua habilidade para ser um líder comunicador junto à sua equipe: 8.3.

Mais insights para #CILovers

Depois da apresentação, Adevani ainda respondeu sobre estratégias, uso de IA em Comunicação Interna e canais, relacionando com a temática de liderança comunicadora.

Estratégia

Para ela, o movimento de liderança comunicadora é algo que não tem fim. Como estratégia, ela considera importante relacionar o viés comunicacional dos líderes com os pilares da cultura da organização. A segunda sugestão é investir em ferramentas para apoiar esse público.

“Estamos em uma era de muita complexidade e nós, profissionais de Comunicação, precisamos simplificar a vida das pessoas. Principalmente desses líderes, tanto a alta administração quanto a média liderança.”

A terceira dica de estratégia dada por Rotter é: treinar as habilidades de comunicação da liderança.

“Não é simples [desenvolver e trabalhar a liderança comunicadora], é um trabalho de formiguinha, de médio a longo prazo, para vermos o resultado. E mensurar, é claro! Eu tenho que monitorar se as conversas estão acontecendo, se estão impactando as pessoas e os negócios.”

IA e canais

Como a implementação de soluções de Inteligência Artificial nos canais de Comunicação Interna pode ajudar a média liderança a superar desafios de alinhamento e clareza identificados na pesquisa?

Para responder a essa questão, Adevani lembra que as equipes de CI são enxutas e que as ferramentas de IA permitem que esses times trabalhem a segmentação e a personalização de mensagens.

“Esse líder vai receber uma informação que tem a ver com ele, com o time dele. Não uma informação genérica, porque o que acontece hoje é uma pauta de comunicação que vai para todos os líderes da organização, e a gente sabe que as pessoas têm necessidades diferentes”.

A presidente da Ação integrada finalizou sua participação ressaltando a importância de integrar e, quando possível, diminuir o número de canais usados pela Comunicação Interna para evitar a infoxicação e também garantir que as informações cheguem até a liderança.

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Por Marcela Freitas Paes, analista de conteúdo e editora do Dialog Blog.

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Inteligência Artificial na Comunicação Interna: entenda como aplicar https://blog.dialog.ci/saiba-como-usar-inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna/ https://blog.dialog.ci/saiba-como-usar-inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna/#respond Fri, 21 Feb 2025 12:59:43 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5669 Sem dúvida, o uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna é um dos temas mais debatidos pelos profissionais da área nos últimos tempos. Por esse motivo, criamos a Dialog AI Week, semana temática sobre o uso de IA em CI.  Inclusive, somos a primeira empresa brasileira do mercado de Comunicação Interna a contar com um […]

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Sem dúvida, o uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna é um dos temas mais debatidos pelos profissionais da área nos últimos tempos. Por esse motivo, criamos a Dialog AI Week, semana temática sobre o uso de IA em CI. 

Inclusive, somos a primeira empresa brasileira do mercado de Comunicação Interna a contar com um ecossistema de Inteligência Artificial para Engajamento. O Dialog AI apoia na produção de conteúdo, na inteligência de dados e no ganho de produtividade, sendo composto por três módulos:

Agende uma demonstração gratuita da nossa plataforma e conheça também o nosso ecossistema.

O segundo dia do evento abordou como a Comunicação Interna pode se beneficiar do uso da Inteligência Artificial; mas, para isso, o recurso precisa ser aplicado no dia a dia de um jeito estratégico.

Para falar sobre como colocar isso em prática, convidamos Flávia Marianno, analista pleno de DHO na Livelo, o maior programa de recompensas do Brasil. Atualmente, a empresa utiliza a solução e o módulo de produção de conteúdo da Dialog.

Convidamos também Kelly Cufone, diretora de Projetos na United Minds. Ela compôs a equipe que venceu o Prêmio Jatobá na categoria Pesquisa de Comunicação Interna por dois anos consecutivos, com projetos desenvolvidos para o Hapvida em 2017 e a Special Dog em 2018.

Você pode assistir ao webinar ou escutar o bate-papo na íntegra.

Inteligência Artificial na Comunicação Interna: vivências

As entrevistadas deram início ao webinar sobre o uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna compartilhando quando e como começaram a utilizar a tecnologia.

Flávia contou que concentrou o uso de IA na criação de textos simples. Ela citou como exemplo a época de Black Friday, período em que a empresa trabalhava ofertas mais agressivas, e era necessário reforçar para os colaboradores que as campanhas eram sigilosas e não deveriam ser compartilhadas antes do lançamento.

“Eu experimentei colocar um breve briefing na IA e inserir palavras-chave da cultura Livelo, pois a gente costuma reforçar muito a cultura em todas as comunicações que fazemos. E aí, com isso, percebi que consegui entregar um texto amigável, criativo e alinhado com a necessidade sem perder tanto tempo desenvolvendo uma ideia.”

A analista também gosta de usar Inteligência Artificial para ter insights capazes de engajar pessoas e propor ideias em estratégias de campanhas. Ela faz isso perguntando para a tecnologia quais são as possibilidades caso adote caminho A ou caminho B.

Kelly compartilha a visão de profissional de comunicação que trabalha em uma consultoria, ou seja, que atende diferentes clientes. 

Ela contou que a matriz global da United Minds criou uma plataforma exclusiva de IA (estilo ChatGPT) para os colaboradores das empresas do grupo usarem, assegurando a segurança da informação dos dados dos clientes atendidos.

A ferramenta apoia na produção de conteúdo, na criação e na busca de imagens, além de trazer prós e contras de determinado projeto e também oferecer uma outra perspectiva a partir da ideia compartilhada.

A automatização de processos e criações

A diretora na United Minds pondera que, antes de automatizar, profissionais de Comunicação Interna devem entender a finalidade de adotar a Inteligência Artificial, como uma maior agilidade para a produção dos conteúdos. Ela também comentou sobre o estigma de substituição do trabalho humano que a IA carrega. 

“Será que a IA vai substituir o profissional de Comunicação Interna? Na verdade não, ela vem complementar a nossa atuação no dia a dia. Então, você fazendo algo com mais agilidade, como a entrega de um texto, imagem ou projeto, você também ganha mais tempo para atuar de forma mais estratégica.”

Ela considera que, com a Inteligência Artificial, o trabalho na área deixa de ser mais rotineiro e operacional para contar com pessoas que tenham competências para trabalhar com inteligência emocional e soluções de problemas complexos.

O equilíbrio

Como equilibrar a automação da produção de conteúdo com a necessidade de manter a voz autêntica e personalizada da empresa?

Para responder essa questão, Flávia pondera que a IA acelera a criação de texto, mas a linguagem da empresa é única e não deve ser esquecida tanto na hora de criar o prompt quanto na revisão do que foi produzido pela tecnologia.

“A automação é uma ferramenta, não é uma substituta da criatividade humana. Não podemos esquecer disso!”

Lembrar para quais públicos o profissional está criando as comunicações também é uma etapa para promover esse equilíbrio.

A importância da elaboração do prompt foi reforçada por Kelly, que afirma que um briefing quadrado será adaptado em uma criação igualmente quadrada. 

“A Inteligência Artificial é muito menos um gerador automático de texto e muito mais um facilitador do processo de criação. Eu tenho o trabalho de colocar ali a informação mais completa possível.”

Inteligência Artificial na Comunicação Interna da Livelo

A Livelo, que usa a plataforma da Dialog para se comunicar e engajar seus colaboradores desde 2019 (conheça o case de lançamento aqui), utiliza o Power AI Creator — nosso módulo de produção de conteúdo a partir de IA — para otimizar o trabalho da área.

Flávia conta que a ferramenta é usada para criar textos não só que serão utilizados no VC em Cada Ponto, plataforma de CI da empresa, mas também para publicações no LinkedIn da organização.

“Eu gosto de trabalhar de duas formas: na primeira eu escrevo um briefing, incluo palavras-chave da cultura da Livelo e aí eu reviso o conteúdo que a IA me entrega, justamente para não faltar a humanização. Já a segunda forma é escrevendo uma versão desse texto. Eu subo [o conteúdo] na plataforma e peço para fazer uma nova versão, escolho o tom de voz e o tamanho desse texto. Gosto dessa segunda opção porque consigo ter uma visão diferente e uma linha criativa que eu não tinha explorado antes.”

Ela afirma que, com o Power AI Creator, ela consegue conciliar o que há de melhor na versão humana com a versão tecnológica, mantendo as entregas alinhadas com o tom de voz organizacional de forma acolhedora, reforçando a cultura com um prazo muito menor.

Kelly lembra que o módulo permite que as empresas cadastrem as personas usadas na plataforma de CI e seus respectivos tons de voz, outro fator que otimiza o tempo da área.

Dicas!

Para finalizar o painel, Flávia e Kelly compartilharam dicas para profissionais de Comunicação Interna que desejam adotar a Inteligência Artificial na sua rotina de trabalho e de que forma podem fazer a tecnologia trabalhar com eficiência para a área.

A analista da Livelo lembra que todos estão no mesmo barco e que a IA chega para otimizar o tempo e criar boas estratégias. Aos que vão começar a utilizá-la, ela recomenda testar em pequenas ações e, para isso, compartilhou um passo a passo:

  1. Entenda as dores da área e como a IA pode ajudar;
  2. Analise seus processos de trabalho, tarefas repetitivas e o que toma muito o seu tempo;
  3. Pesquise ferramentas e filtre o que somaria no seu cenário;
  4. Mensurar o que foi feito.

“O sucesso da mensagem depende de 3 coisas: alinhar os objetivos da empresa com a cultura e o público.”

Além disso, Kelly levanta a necessidade de considerar as implicações legais do uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna (e dentro do ambiente de trabalho geral) para se resguardar de qualquer risco. 

Ela recomenda envolver o jurídico para esse cuidado e redobrar a atenção com o uso de dados sensíveis em plataformas de uso público, como o ChatGPT.

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Inteligência Artificial na Comunicação Interna; especialistas comentam essa tendência https://blog.dialog.ci/inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna-especialistas-comentam-essa-tendencia/ https://blog.dialog.ci/inteligencia-artificial-na-comunicacao-interna-especialistas-comentam-essa-tendencia/#respond Wed, 19 Feb 2025 14:57:18 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5660 As conversas sobre o uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna vêm se intensificando. Por esse motivo, criamos a Dialog AI Week, semana temática sobre o uso de IA na área.  Inclusive, somos a primeira empresa brasileira do mercado de Comunicação Interna a contar com um ecossistema de Inteligência Artificial para Engajamento. O Dialog AI […]

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As conversas sobre o uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna vêm se intensificando. Por esse motivo, criamos a Dialog AI Week, semana temática sobre o uso de IA na área. 

Inclusive, somos a primeira empresa brasileira do mercado de Comunicação Interna a contar com um ecossistema de Inteligência Artificial para Engajamento. O Dialog AI apoia na produção de conteúdo, na inteligência de dados e no ganho de produtividade, sendo composto por três módulos:

Agende uma demonstração gratuita da nossa plataforma e conheça também o nosso ecossistema.

O primeiro dia da AI Week abordou o fato de que a Inteligência Artificial veio para ficar e, diante desse cenário, os profissionais de Comunicação Interna precisam se adaptar e saber como utilizar essa tecnologia em suas rotinas. 

Para falar por que dar uma chance para a Inteligência Artificial na Comunicação Interna, o webinar contou com a participação de Claudia Zanuso, fundadora da Duecom e cofundadora da ComunIA, a primeira comunidade brasileira que estuda o uso de IA na área, e Rozália Del Gaudio, eleita Comunicadora do Ano pela Aberje em 2015 e 2021, fundadora da Inspiria3 e conselheira no Instituto Ronald McDonald.

Você pode assistir ao webinar ou escutar o bate-papo na íntegra.

Inteligência Artificial na Comunicação Interna: as possibilidades

Quando perguntada sobre as possibilidades da Inteligência Artificial na Comunicação Interna, Rozália apontou que a primeira delas é fazer com que a própria tecnologia e o letramento de como utilizá-la sejam pautas nos processos da área — ressaltando, inclusive, a importância de ter o assunto sendo discutido dentro das organizações.

A segunda oportunidade, é claro, é a automatização de processos e a criação de conteúdo a partir de Inteligência Artificial generativa.

Claudia ressaltou que a possibilidade do uso de IA na área de Comunicação Interna está “ao alcance de todos”, mas além do interesse, é preciso preparo para essa transformação.

A fundadora da Duecom também refletiu sobre a necessidade do pensamento crítico e de trazer o conhecimento como profissional de CI para entender as vantagens da adoção da tecnologia.

“As possibilidades são imensas! A gente já vê usos em chatbots, em personalização de conteúdo, na gestão de projetos e de times, e a gente também vê nas operações, que acabam economizando tempo e também nos entregando mais precisão em traduções automáticas, em monitoramento de redes sociais, na automatização de alguma comunicação que você queira deixar preparada para disparar e em recursos de acessibilidade, como legendas em tempo real.”

Ela ainda afirmou que considera “complicado” quando pessoas se consideram especialistas em Inteligência Artificial pois, por se tratar de uma tecnologia nova, todos estão em fase de curva de aprendizado.

Profissionais serão substituídos?

Muitos profissionais de Comunicação Interna ainda relutam em dar uma chance para a Inteligência Artificial por medo de serem substituídos pela tecnologia. Claudia explicou que os comunicadores precisam lembrar que não é a primeira vez que a área passa por transformações.

“A gente já viveu tantas [mudanças tecnológicas] na área de Comunicação Interna. Tivemos a editoração eletrônica, as intranets, os e-mails, as redes sociais internas, os aplicativos…. Vivemos nesse ambiente de muita transformação e, se você é profissional de CI, tire esse medo, porque isso faz parte do seu dia a dia!”

Zanuso ainda ressaltou a importância da capacitação por parte dos profissionais de Comunicação Interna, que devem buscar conhecimento e desenvolver habilidades para o uso de IA no cotidiano.

“A questão não é essa de ‘A Inteligência Artificial vai nos substituir’, porque ela não substitui o humano, ela complementa as habilidades humanas e passa a existir um ganho de assertividade.”

A fundadora da Inspíria3 também enxerga a tecnologia como parceira da Comunicação Interna, justamente levando em consideração o fato de que as equipes normalmente são enxutas (o estudo de 2024 da Aberje e da Ação Integrada mostrou que 55% dos times possuem até 3 membros) e os investimentos feitos na área não são suficientes.

“Sabemos que mesmo em momentos e contextos em que há um pouco mais de investimento e equipes estruturadas, muitas vezes não é possível dar conta da demanda. Você [profissional de CI] está fazendo atendimento, desdobramento da estratégia e fortalecimento da cultura, mas sempre com aquela sensação de ‘é menos gente do que deveria’. E quando vem uma tecnologia que conseguimos entender como ela se aplica em nosso contexto, como ela pode auxiliar em nosso dia a dia… Se há esse letramento e essa curiosidade, talvez ela possa ser uma grande aliada.”

Claudia complementou com uma reflexão: o fato de contar com equipes enxutas e usar a IA não significa que o fator humano da estratégia e das ações de Comunicação Interna deve diminuir.

“[IA] não é um fenômeno de redução, e sim de expansão.”

Rozália lembra que, para um bom uso de IA generativa, a criação do prompt é crucial. Segundo ela, você precisa ter informações, repertório e entendimento do contexto. Além disso, Rozália recomenda não usar o material gerado pela tecnologia sem qualquer tipo de revisão.

“A Inteligência Artificial não é um oráculo, é um facilitador para você desenvolver um trabalho. Escrever um bom prompt dá um trabalhão!”

Oportunidades

Além das possibilidades do uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna, existem também oportunidades. 

Como uma delas, Claudia considera que a área de Comunicação Interna pode tomar a frente e liderar o processo de implementação de IA na organização.

“Eu vejo o profissional de Comunicação Interna como um grande agente de protagonismo e de apoio nessa implementação de processos de IA. Somos profissionais que trafegamos bem dentro das organizações, temos uma atividade transversal, temos contato com muitas áreas dentro da empresa. Esse relacionamento é nossa força para introduzir o uso de Inteligência Artificial.”

As entrevistadas também refletiram sobre o fato de que os fundamentos da comunicação não devem ser deixados de lado ao adotar o uso de IA na área.

A personalização

A IA pode ajudar a personalizar a Comunicação Interna para diferentes públicos dentro da empresa, mas quais são as melhores estratégias para usar esse recurso na segmentação de mensagens e campanhas internas?

Para Claudia, a estratégia faz parte de entender os públicos e suas diferenças, quais são os objetivos desejados com cada mensagem, quem deve ser atingido por ela e quais canais têm maior aderência entre os colaboradores.

Rozália considera que o uso de IA pode apoiar na produção massiva de informações relevantes ao colaborador e que isso aproxima o público interno do canal usado por CI.

“O colaborador vai lá [no canal] buscar a informação que interessa para ele naquele momento da jornada.”

Anote as dicas!

As especialistas compartilharam dicas práticas para profissionais de Comunicação Interna que desejam adotar ou já estão implementando o uso de IA na área:

  1. Teste possibilidades para entender o que funciona para você;
  2. Use a tecnologia para o bem e com rigor ético;
  3. Construa um diálogo efetivo com Inteligência Artificial por meio de prompts com exemplos e objetivos claros;
  4. Não abra mão da governança e estrutura do processo de implementação (use comitês multifuncionais, defina diretrizes éticas e construa políticas).

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Evolução e futuro da Comunicação Interna foram temas do 7º Dialog Connection https://blog.dialog.ci/evolucao-e-futuro-da-comunicacao-interna-foram-temas-do-7o-dialog-connection/ https://blog.dialog.ci/evolucao-e-futuro-da-comunicacao-interna-foram-temas-do-7o-dialog-connection/#respond Tue, 08 Oct 2024 13:22:45 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5284 A sétima edição do Dialog Connection, um dos eventos mais relevantes para o mercado de Comunicação Interna, aconteceu em São Paulo no início de outubro. O encontro é exclusivo para clientes e convidados. Com o tema “A evolução da Comunicação Interna e o protagonismo do profissional de CI”, a programação foi composta pelos seguintes painéis:  […]

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A sétima edição do Dialog Connection, um dos eventos mais relevantes para o mercado de Comunicação Interna, aconteceu em São Paulo no início de outubro. O encontro é exclusivo para clientes e convidados.

Com o tema “A evolução da Comunicação Interna e o protagonismo do profissional de CI”, a programação foi composta pelos seguintes painéis: 

  • Mais engajamento, menos turnover: Hugo Godinho e João Rego (CEO e CTO da Dialog, respectivamente), apresentaram um estudo inédito;
  • A evolução da CI nos últimos 10 anos: Neto Cerasi (head de Comunicação Interna na Leo Madeiras), Linéia Rodrigues (coordenadora de Comunicação e Engajamento na Melitta) e Rafael de Almeida (consultor de Comunicação na BASF) refletiram juntos sobre os caminhos da profissão;
  • Protagonismo do profissional de CI: Claudia Zanuso (Abracom) e Rafael Oliveira (ESPM e consultoria Rafa is Cool) falaram sobre as atribuições do profissional de Comunicação Interna.

Neste artigo, compartilharemos os principais insights do evento. Confira!

Comunicação Interna como impulsionadora de grandes resultados de negócio

O evento dedicado a profissionais de Comunicação Interna começou com uma apresentação especial da Dialog. Foram expostos os resultados de um estudo inédito, realizado entre janeiro e agosto de 2024, que analisou o comportamento dos colaboradores de empresas do Agronegócio e do Varejo que utilizam a nossa plataforma.

Ao todo, foi analisado o comportamento de 156.530 colaboradores no canal de Comunicação Interna desenvolvido pela Dialog. Os dados foram coletados de maneira anônima e alguns dos indicadores avaliados foram:

  • Tempo de engajamento no conteúdo;
  • Módulos acessados;
  • Retenção do engajamento;
  • Total de interações;
  • Temas de interesse por áreas da empresa;
  • Pautas mais trabalhadas pela organização.

A conclusão do estudo foi a seguinte: levando em consideração o uso da plataforma de CI, um aumento de 10% no tempo de engajamento dos colaboradores representou uma queda de até 5,72% na rotatividade dos profissionais durante o período analisado.

O estudo aponta a relação direta entre o desengajamento na plataforma e a saída dos colaboradores pouco tempo depois, o que traz um importante alerta para as empresas que se preocupam em reter talentos.

“Para a Dialog, engajamento é como o colaborador vivencia a plataforma”, afirmou Hugo Godinho. “Isso significa que avaliamos não apenas curtidas e comentários, mas também os acessos e o tempo de permanência na ferramenta – que indica, por exemplo, o interesse que a comunicação e os conteúdos disponibilizados despertam nos colaboradores”, explicou.

O estudo foi divulgado em primeira mão em uma matéria exclusiva publicada pelo portal da Exame. Em breve, o material na íntegra será compartilhado com clientes e pessoas interessadas.

A evolução da Comunicação Interna

O segundo painel, mediado por Milena Fiori, head de Atendimento e Estratégia de CI na Dialog, abordou as características da Comunicação Interna na última década e buscou prever os próximos 10 anos. 

Rafael de Almeida, consultor de Comunicação na BASF, começou o painel compartilhando sua percepção sobre a mudança de posicionamento da área.

“Eu não vejo a Comunicação Interna como informativa como lá nos primórdios; vejo a CI como mostrada na pesquisa [da Dialog]: conectada com a estratégia do negócio. Acho que isso traz a relevância”, comentou.

A coordenadora de Comunicação e Engajamento na Melitta, Linéia Rodrigues, lembrou dos desafios tão presentes nos canais off-line. Ela citou o exemplo das revistas impressas, que comunicam com atraso e que, em caso de erro (seja de gramática ou de informação), não possibilitam a correção.

“Hoje a comunicação [digital] é assim: é só não apertar o ‘send’, é só não publicar. Olha como está mais fácil! É só corrigir uma palavra hoje, está mais simples. E o impacto [nos colaboradores] está maior”, refletiu.

Transformações: os canais

Quando perguntados quais eram as principais transformações na área, Linéia compartilhou sua vivência na Melitta, empresa em que trabalha há mais de 10 anos. Quando chegou, a área de CI era praticamente inexistente; um dos canais utilizados era justamente a revista impressa, que continha receitas e algumas informações.

Posteriormente, foi entendida a necessidade de incluir histórias dos colaboradores e projetos para tornar o canal interessante, mas a periodicidade da revista era espaçada e o timing se perdia. A partir daí, a empresa começou a adotar outros canais para moldar uma CI mais atrativa.

Com a pandemia, Linéia conseguiu finalmente implementar um canal de Comunicação Interna digital e mobile: o Melitta App (plataforma desenvolvida pela Dialog), que se tornou a principal ferramenta da área.

“[Com o Melitta App,] a gente deixa de ter só uma voz corporativa e passa a ter uma série de vozes a partir de agora”, disse a coordenadora de Comunicação e Engajamento na Melitta.

Rafael de Almeida reforçou também a dificuldade do uso de canais off-line, a pouca atratividade que essas opções oferecem e o excesso de conteúdo veiculado tanto nas TVs corporativas quanto em formatos que não prendem a atenção dos colaboradores.

“A Comunicação Interna passa por uma evolução de 4 momentos: o primeiro vai numa linha muito mais informativa, entendendo que a comunicação tem as informações necessárias para o colaborador. O segundo momento é aquele que a gente vê que o engajamento está caindo e coloca a liderança em um papel de influenciador. A liderança tem que aprender a comunicar, mas esquecemos que o líder também é um colaborador e, por isso, precisa de um tempo para assimilar essas informações. No terceiro momento, começamos a colocar todo mundo em um mesmo bolo: o colaborador fala o que gosta e o que não gosta, participa do diálogo (…) e da construção da Comunicação Interna. E acho que o quarto momento, que se conecta com a Dialog, é o momento da experiência”, comentou o consultor de Comunicação na BASF.

Ainda falando sobre experiência, Rafael mencionou que as áreas vêm sendo desafiadas a criar experiências para os colaboradores como forma de engajar e reter talentos. Assim como a CI vem sendo desafiada a fazer essa conexão entre a empresa e os colaboradores – que deve ser cada vez mais dirigida por dados.

Transformações: a linguagem

A adaptação da linguagem também foi uma grande evolução na área; foi o que apontou o head de Comunicação Interna na Leo Madeiras, Neto Cerasi. Segundo ele, antigamente termos muito formais eram usados e afastavam a Comunicação Interna dos colaboradores.

O comunicador contou que precisou atingir mais de 40 mil colaboradores quando trabalhava em outra empresa. Para isso, a área de Comunicação Interna começou a fazer lives, mas que não tinham adesão.

A solução foi começar a usar os poucos comentários do chat durante a live como forma de expor positivamente o colaborador, dando destaque para a participação do profissional. Essa prática criou um grande atrativo para que outras pessoas também se interessassem em participar.

“Saí de um engajamento de 5% para alcançar 90% do meu público. A Comunicação Interna é simples: eu me coloco no lugar do colaborador. Se há um streamer bombando na TV, eu mando uma mensagem e aparece, eu falo isso para todo mundo!”, pontuou.

Outra mudança enfrentada por profissionais de Comunicação Interna é a necessidade de encurtar as mensagens sem perder a qualidade da informação. Uma boa saída é usar diferentes formatos, identificando sempre o que desperta a atenção das pessoas.

Personalização

Os segredos para alcançar e engajar colaboradores são a segmentação e a personalização, dupla que torna a comunicação mais eficiente e interessante.

Segundo Rafael de Almeida, os dados ajudam a encontrar a resposta. Para ele, é fundamental pensar na forma como a mensagem vai se conectar a quem a recebe. “Você, profissional de CI, deve conectar o conteúdo às pessoas que querem consumi-lo”, resumiu. 

Além disso, o uso de personas também ajuda na construção de uma Comunicação Interna mais atraente e eficaz.

Leia também:

O profissional de Comunicação Interna do futuro

O último painel do evento teve como tema principal os profissionais de Comunicação Interna e foi mediado pela coordenadora de Estratégia em CI na Dialog, Nicole Martini.

Claudia Zanuso (Abracom) e Rafael Oliveira (ESPM Rio), ambos veteranos na área de Comunicação Interna com mais de 20 anos de experiência, foram questionados sobre as mudanças na carreira dos profissionais da área.

Oliveira explicou que no início o foco do profissional estava na redação, mas ressaltou que hoje sua postura precisa ser muito mais estratégica e de impacto.

“A minha definição hoje é que o profissional de Comunicação Interna é um profissional de negócio, ele precisa resolver problemas da empresa. (…) A CI faz o quê? Só divulga festinha? Não, a gente precisa trabalhar no campo estratégico e mudar totalmente o perfil. Quando eu comecei, eu era o redator e o jornalista da empresa. Hoje a Dialog resolve isso, descentraliza [a narrativa] e te dá liberdade para pensar em outras coisas de forma mais estratégica”, comentou Rafael Oliveira.

Ele também falou a respeito da postura de lamentação por parte de profissionais da área sobre falta de recursos, dizendo que esse público precisa entender – dentro das suas limitações – o que pode ser feito para otimizar tempo e então investir esforços em pautas e iniciativas mais estratégicas.

“O profissional de comunicação tem que entender de negócio, de tecnologia, de design thinking e de inovação. A gente é cada vez mais um profissional plural, generalista e com necessidade de aprofundamento em alguns campos de especialidade”, expôs.

Complementando esse ponto, Claudia Zanuso provocou os presentes ao questionar quais profissionais de Comunicação Interna leem os relatórios de sustentabilidade da empresa. Segundo ela, esse tipo de documento traz muitas informações valiosas e conteúdos que podem enriquecer a estratégia de Comunicação Interna. Por isso, todo profissional de CI deveria consultar verdadeiramente esses materiais.

“Nesses 30 anos em que atuo nessa área de comunicação, o processo [de CI] evoluiu bastante, mas ainda vejo um acanhamento do profissional dentro desse cenário. Já está mais do que na hora da gente querer mais da nossa atuação dentro da nossa organização, de ser entendido como uma área que está entregando resultado para o negócio”, opinou Claudia.

Postura estratégica

Já é consenso que profissionais de Comunicação Interna devem deixar para trás o estigma de patinho feio das organizações e assumir uma postura estratégica. Mas como fazer isso?

Rafael Oliveira explica que, mesmo com limitações financeiras, comunicadores devem ter uma postura proativa para buscar escutar colaboradores e entender como o trabalho da área vem sendo percebido pelos demais. 

Os especialistas apontaram quais soft skills esse público deve desenvolver para elevar sua atuação dentro das empresas. Algumas delas são:

  • Proatividade;
  • Resiliência;
  • Criatividade;
  • Escuta ativa.

O futuro e IA

Quais são os caminhos possíveis para o profissional de Comunicação Interna? A Inteligência Artificial foi citada por ambos os convidados.

Claudia se considera uma entusiasta da tecnologia, afirmando que o recurso já mostra seus primeiros frutos positivos para a área. No entanto, ela ressalta que é preciso ter maturidade para entender o que será delegado para a IA.

“Nós não seremos substituídos pela Inteligência Artificial, nós seremos substituídos por pessoas que sabem usar a Inteligência Artificial”, complementou Rafael Oliveira.

Por fim, Rafael anunciou o lançamento de uma masterclass exclusiva sobre planejamento de campanhas de CI; clique aqui para entrar em um grupo exclusivo no WhatsApp.

A Dialog pode ser a grande aliada dos profissionais de Comunicação Interna. Para saber como isso é possível, agende uma demonstração gratuita!

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Os profissionais de Comunicação Interna do futuro, segundo Cynthia Provedel https://blog.dialog.ci/os-profissionais-de-comunicacao-interna-do-futuro-segundo-cynthia-provedel/ https://blog.dialog.ci/os-profissionais-de-comunicacao-interna-do-futuro-segundo-cynthia-provedel/#respond Mon, 30 Sep 2024 13:50:36 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5280 Para acompanhar as mudanças dos últimos anos, os profissionais de Comunicação Interna precisam entender como seu trabalho impacta as empresas e quais são as habilidades necessárias para uma atuação estratégica no presente e no futuro. Pensando nisso, a Dialog idealizou a CI lover Week, uma semana inteira dedicada a comemorar o profissional de Comunicação Interna […]

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Para acompanhar as mudanças dos últimos anos, os profissionais de Comunicação Interna precisam entender como seu trabalho impacta as empresas e quais são as habilidades necessárias para uma atuação estratégica no presente e no futuro.

Pensando nisso, a Dialog idealizou a CI lover Week, uma semana inteira dedicada a comemorar o profissional de Comunicação Interna e a ajudar no desenvolvimento dele, tudo pensado para que a carreira desse público esteja em constante movimento.

O destaque ficou por conta de um webinar exclusivo sobre a evolução da profissão. O encontro on-line foi conduzido Cynthia Provedel, que possui 20 anos de experiência em organizações e está como diretora da Caminho do Meio, consultoria especializada em Comunicação Interna, além de atuar como palestrante e professora de MBA pela Aberje, FGV e ESPM.

Ela concebeu e publicou  – em inglês e português – uma matriz de maturidade em Comunicação Interna, ferramenta de diagnóstico e planejamento que tem apoiado diversos profissionais da área. Também liderou o “Mapa da Profissão de Comunicação Interna: uma adaptação brasileira” (parceria entre Aberje e o Institute of Internal Communication do Reino Unido).  

Assista ao bate-papo na íntegra clicando no player abaixo.

Profissionais de Comunicação Interna: o início e os desafios

Antes de falar sobre a carreira de profissionais de Comunicação Interna, Cynthia compartilhou um pouco da sua experiência e história na área.

Ela contou que percebeu desde o primeiro estágio que gostaria de atuar em Comunicação Interna, algo atípico na época, e que teve o privilégio de trabalhar em uma empresa que já valorizava a área.

Desde 2017, liderou áreas de Comunicação Interna em diferentes segmentos, como Varejo e Telecomunicações. Cynthia afirmou que desde o começo teve o “apetite de estruturar” o setor, buscando excelência organizacional, foco em planejamento estratégico, gestão da mudança, indicadores e mensuração.

Quando questionada sobre as dificuldades enfrentadas na carreira, a especialista disse que ao longo do tempo os profissionais de Comunicação Interna vão desenvolvendo habilidades e que, graças ao fluxo e ao ritmo intenso de trabalho, nem percebem que evoluíram e só se dão conta disso nos momentos de desafios.

Ela citou alguns exemplos próprios, como a diplomacia, o equilíbrio emocional e o fortalecimento em relacionamentos de confiança.

Cynthia ressaltou, entretanto, a importância de uma autoanálise por parte dos profissionais de Comunicação Interna para entender quais habilidades devem ser desenvolvidas (conscientemente) para lidar com momentos difíceis.

Contribuir para ambientes organizacionais mais saudáveis, extrair aprendizados dos desafios para se fortalecer e apoiar no desenvolvimento de outras pessoas foram os fatores que mantiveram (e mantêm) a professora firme no propósito de continuar na área.

Mapa da Profissão de Comunicação Interna

O estudo, feito pela Aberje em parceria com o Institute of Internal Communication do Reino Unido, aponta 6 áreas profissionais dentro da Comunicação Interna: 

  1. Planejamento estratégico;
  2. Influência e aconselhamento;
  3. Gestão de canais, conteúdos e campanhas;
  4. Pesquisa, mensuração e impacto;
  5. Evolução organizacional;
  6. Narrativas e diálogo.

Saiba mais detalhes de cada uma delas aqui.

Líder do projeto, Cynthia explicou que além dos profissionais de Comunicação Interna, gestores de RH também contribuíram com o estudo a fim de trazer outra perspectiva para o material, assim como acadêmicos e especialistas. 

Veja, a seguir, o que Provedel diz a respeito dessas áreas.

Planejamento estratégico

“Uma visão transversal: o quanto a Comunicação Interna também precisa respirar e apoiar iniciativas que acontecem na organização a partir das diferentes perspectivas de negócio.”

Influência e aconselhamento

“Quais são as barreiras que eu identifico para poder comunicar o que preciso comunicar no dia a dia? (…) E como a gente, enquanto profissional de comunicação, (…) faz o nosso aconselhamento? Como a gente influencia? Como articula? Por meio do diálogo, da influência e da negociação para contribuir de fato para o encaminhamento de decisões no dia a dia que sejam realmente alinhadas aos interesses, necessidades e expectativas organizacionais.”

Gestão de canais, conteúdos e campanhas

“Área que a gente navega com mais naturalidade porque, por muito tempo, a Comunicação Interna se resumiu a isso. Hoje a gente sabe que existem as outras competências e tem clareza do nível de complexidade da área de comunicação.”

Esse pilar aborda ainda outro tema importante: o do excesso de informação.

“A gente vivencia um dos principais ofensores na nossa gestão, que é a questão da infoxicação. Quando a gente se depara com isso, a habilidade de curadoria, de garantir priorização e relevância dos nossos conteúdos e canais é algo fundamental.”

Pesquisa, mensuração e impacto

“Muito desafiadora, não é à toa que ela configura entre os principais desafios e tendências da área de Comunicação Interna, que é a maneira que a gente utiliza com sabedoria as nossas estratégias e abordagens para pesquisar, mensurar, entender e demonstrar o impacto que nossa área tem no dia a dia.”

Evolução organizacional

“Em que medida a Comunicação Interna faz uma contribuição significativa para aquilo que chamamos de transformação organizacional? Ou seja, o quanto a gente  – de forma intencional, planejada e estratégica  – se coloca a serviço e apoia o cenário de gestão de mudança, crise interna/externa e transformação cultural? (…) É uma área de competência muito importante, na qual a gente vem sendo cada vez mais demandado a partir do espaço que a gente vem conquistando nos últimos anos.”

Narrativas e diálogo

“Muito além dos canais, a gente tem um papel de facilitar as narrativas organizacionais para buscar diálogo, para garantir que a experiência do colaborador seja proveitosa, para criar espaços humanizados, transformadores e significativos que façam diferença na vida e na carreira das pessoas.”

Competências e atitudes esperadas

Entendidos os seis pilares de atuação, a dúvida que fica é: profissionais de Comunicação Interna devem dominar todos eles?

Cynthia ponderou que o mapa é um material permanente, que deve ser analisado ao longo da carreira dos comunicadores internos. Além disso, segundo ela, antes de entender se o profissional deve dominar todas as habilidades, é preciso analisá-las para saber quais fazem sentido com aquele momento de sua carreira (cargo, nível de experiência, desafios enfrentados etc.).

“O que importa é ter uma referência em termos de habilidades em relação à nossa carreira, como a gente pode – de uma forma estruturada, consciente e clara – organizar os nossos passos [de carreira] por meio desse mapa”, explicou.

Ainda falando sobre o estudo, habilidades e atitudes são vistas como pontos distintos, sendo a primeira referente a “saber fazer” e a segunda a “como fazer”. Ao todo, foram 13 atitudes listadas para profissionais de Comunicação Interna, mas quais são as mais importantes?

Provedel citou algumas:

  1. Adaptabilidade;
  2. Influência construtiva;
  3. Desafiar o status quo;
  4. Relações dialógicas e plurais;
  5. Construir relações de confiança.

A professora ainda comentou sobre o reconhecimento da importância da área que se deu nos últimos anos por conta da pandemia e o que os profissionais de CI devem fazer para manter essa posição.

“As pessoas foram descobrindo a relevância da Comunicação Interna e a nossa contribuição estratégica. Aí vem esse crescimento de demanda, que acaba colocando a gente nesse desafio de planejar de forma mais consistente e robusta, porque senão a gente é atropelado e engolido por ela”, argumentou.

Inteligência Artificial

Atualmente, um dos temas mais discutidos por especialistas e profissionais de Comunicação Interna é o uso da Inteligência Artificial na área. Mas afinal, esse tipo de tecnologia ameaça a profissão? Como torná-la aliada e não inimiga?

Cynthia Provedel, junto com Claudia Zanuso (secretária geral na Associação Brasileira das Agências de Comunicação, a Abracom), fundaram no início de 2024 a ComuniAI, uma comunidade dedicada à troca de conhecimentos e experiências relacionadas à Inteligência Artificial na Comunicação Interna.

Ela considera o tema muito novo, com mudanças semanais, mas entende que a IA pode ser uma aliada a partir de um uso consciente e ético.

“De forma concreta, vejo que temos oportunidades de usar a Inteligência Artificial tanto para fazer um brainstorming quanto para uma campanha interna de Endomarketing. Por meio da IA, é possível ter repertório e diversidade de insights; desde que depois a gente faça uma curadoria cuidadosa e entenda (…) o que faz sentido para a organização. Isso também vale para a produção de conteúdo”, afirmou.

Ela também comentou que deixar explícito que o conteúdo foi feito com IA faz parte do uso consciente da ferramenta.

Cynthia ainda provocou os profissionais de Comunicação Interna ao propor a reflexão sobre quais problemas da área estão sendo resolvidos com o apoio desse tipo de tecnologia, para que o uso tenha um propósito. 

Por fim, ela defendeu que haja uma estratégia de implementação do uso de Inteligência Artificial na área.

O futuro da Comunicação Interna

Quando perguntada sobre o futuro da Comunicação Interna e dos profissionais do setor, a especialista disse ver o cenário com otimismo, pois esse público vem se desenvolvendo e tendo sua importância reconhecida.

As habilidades necessárias para desbravar o futuro são governança, planejamento e entendimento das tendências, de acordo com Cynthia.

“A gente precisa se apropriar e atuar com protagonismo em relação às temáticas atuais, ter consistência e profundidade para articular narrativas no âmbito de ESG, de Diversidade & Inclusão, saúde mental, uso da Inteligência Artificial e se apropriar dessa contribuição para também apoiar a construção de reputação organizacional”, expôs. 

Dicas da especialista

Durante a transmissão, profissionais de Comunicação Interna puderam fazer perguntas para a especialista sobre diversos temas.

Conselhos para quem deseja ingressar ou migrar para a Comunicação Interna

  1. Caso já trabalhe em uma empresa, compreenda o funcionamento da área de CI (estrutura, oportunidades, se aproximar);
  2. Amplie sua rede de profissionais de Comunicação Interna (dentro e fora da empresa);
  3. Busque iniciativas que promovam o compartilhamento de conhecimento e informações sobre a área;
  4. Busque aprofundar conhecimentos de forma acadêmica sobre a Comunicação Interna.

Como mostrar viés estratégico de CI

Para Cynthia, isso é possível por meio da prática e das recomendações dadas no dia a dia, indo além de atender aos pedidos vindos de outras áreas. Com esse movimento, a Comunicação Interna ganha credibilidade e espaço de maior escuta.

“[É necessário] trazer os impactos daquela comunicação, quais são os riscos, quais são as oportunidades, por quais caminhos a gente pode trilhar, quais são os resultados que a gente pode ter e como demonstramos esses resultados. Quando a gente se coloca nesse lugar mais consultivo, a chance de sermos mais estratégicos é muito maior”, mencionou.

Ela ainda aconselhou o uso da mensuração para mostrar resultados e o impacto do trabalho da área na empresa, além do apoio dado pela CI às lideranças.

Quantidade de demandas e urgência de clientes internos

Como lidar com a alta quantidade de demandas e, ao mesmo tempo, a urgência que clientes internos têm para comunicar?

A entrevistada apontou a necessidade da área de CI contar com um planejamento anual para estabelecer vínculo entre os objetivos da empresa e os de comunicação. Isso é importante para deixar claro às demais áreas que o foco da CI será naquilo que vai favorecer o negócio e o engajamento dos colaboradores.

Um segundo ponto é o de educar as pessoas para que entendam quais são as prioridades da área e da organização, orientando-as para antecipar suas demandas. A terceira dica é disponibilizar uma política para regularizar esse processo.

Reinventar a Comunicação Interna

Questionada sobre como reinventar a forma de fazer CI, Cynthia finalizou dizendo que muitas vezes o que precisa ser feito é voltar para o básico, escutando as pessoas e entendendo o que elas precisam e querem.

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Liderança comunicadora: conheça o case da Unidas https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-conheca-o-case-da-unidas/ https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-conheca-o-case-da-unidas/#respond Mon, 11 Mar 2024 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4739 Sendo uma grande dor da Comunicação Interna, a liderança comunicadora foi o tema central da sexta edição do Dialog Connection, evento exclusivo para clientes, parceiros e convidados da HRTech líder de CI e engajamento no país. Como engajar líderes e transformá-los em comunicadores? A Unidas, empresa que é cliente Dialog, encontrou na Conexão U a […]

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Sendo uma grande dor da Comunicação Interna, a liderança comunicadora foi o tema central da sexta edição do Dialog Connection, evento exclusivo para clientes, parceiros e convidados da HRTech líder de CI e engajamento no país.

Como engajar líderes e transformá-los em comunicadores? A Unidas, empresa que é cliente Dialog, encontrou na Conexão U a resposta. Para contar essa história, Filipe Lucilio, especialista em Comunicação Interna, apresentou um case especial durante o evento. Confira agora os principais insights.

Comunicação Interna e liderança comunicadora: um novo cenário

Antes de falar sobre a Comunicação Interna e a liderança comunicadora na Unidas, Filipe explicou o cenário que antecedeu o lançamento da Conexão U. Em 2022, a empresa vendeu parte dos ativos para a Localiza e o restante para o fundo de investimento Brookfield, que decidiu realizar uma combinação de negócios com outra marca do seu portfólio, a Ouro Verde.

As drásticas mudanças de estrutura acabaram refletindo na liderança: na época, parte significativa dos líderes foi para a concorrência; e os que ficaram somaram aos líderes da antiga Ouro Verde para formar a nova Unidas.

Atualmente, a empresa conta com diferentes ramos de atuação: aluguel de carros, de frotas e máquinas pesadas, além da venda de seminovos. São quase 5 mil colaboradores, mais de 200 lojas, 10 operações, 3 escritórios espalhados pelo território nacional e um público interno bem diversificado (motoristas, mecânicos, agentes de atendimento, consultores de vendas e administrativos).

Foi nesse período que a Conexão U, plataforma desenvolvida pela Dialog, chegou com o objetivo de ajudar na unificação da empresa, na Comunicação Interna e no engajamento de líderes e colaboradores.

Desafios e boas práticas

O especialista listou 5 desafios relacionados à liderança. Segundo ele, esses desafios não são necessariamente responsabilidade da área de Comunicação Interna. Porém, a atuação do setor foi fundamental para que a empresa pudesse superá-los. 

Comunicar o processo de combinação dos negócios

A comunicação do processo da junção da empresa com a Ouro Verde era uma responsabilidade da área e, para isso, os setores de Comunicação Interna e de Marketing foram os primeiros que tiveram suas estruturas integradas (antes mesmo do processo de fusão). Para isso, o apoio e o patrocínio da alta liderança foi fundamental. 

“Nosso diretor de RH, junto com o nosso CEO, chamou as duas áreas. O Marketing tinha que estar por se tratar de uma mudança de marca, e a Comunicação Interna pensando no engajamento dos colaboradores, para não perdermos as pessoas”, afirma.

Segundo Filipe, foi muito importante que a liderança enxergasse o valor da Comunicação Interna nesse processo de transição.

Integrar todos os Unilovers das lojas, áreas administrativas e operações

Lucilio ainda conta que a decisão por uma rede social corporativa veio ainda no processo de fusão, visto que a alta liderança da antiga Ouro Verde desejava uma maneira de se comunicar com todas as pessoas da organização. Na época, a Unidas não enfrentava tantos desafios no alcance pelo fato dos colaboradores terem acesso a e-mail.

“Já havia um desejo da alta liderança e aí, no momento em que a gente estava organizando o grande evento de integração, a gente já pensava na Dialog”, comentou Filipe, dizendo que o processo de implantação aconteceu em tempo recorde.

O lançamento da Conexão U, canal de comunicação desenvolvido pela Dialog, aconteceu em 31 de outubro de 2022 – menos de 30 dias após o Dia U, data que marcou a fusão entre as marcas Unidas e Ouro Verde.

Para aproximar colaboradores e lideranças da plataforma, a Comunicação Interna da empresa decidiu utilizar uma persona que já existia: a Carol, que hoje é considerada parte da equipe de CI.

Créditos: Unidas

Agilidade na integração de canais

Depois do lançamento do novo canal, surgiu um novo desafio: a integração da Conexão U com os demais canais de comunicação existentes. Filipe explica que foi feita uma revisão do cenário e desenhado um novo ecossistema de CI – colocando a rede social corporativa no centro. A estratégia foi adotada para que os colaboradores tivessem a percepção de que, no final, as comunicações se complementam.

“Ela [Conexão U] chega sendo a alma de todas as comunicações que a gente faz. (…) Depois, [a gente] desdobra isso via WhatsApp, e-mail ou Conexão Diálogos, que são eventos de diversidade que a gente acaba pilotando”, comenta.

A primeira campanha lançada na plataforma, chamada de “Valores que nos unem”, buscou promover a integração dos valores das duas empresas. Esse foi um ponto fundamental para que as avaliações de desempenho, que aconteceriam meses depois, pudessem ser feitas pela liderança já com base nessa unificação da cultura.

Créditos: Unidas

Liderança compreender o poder da comunicação

Como fazer a liderança entender o potencial e o poder estratégico da área de Comunicação Interna? E como incentivar esse público a se apropriar do canal? Filipe explica que foi necessário realizar diversas conversas com os líderes e que, hoje, existe um grupo dentro da Conexão U focado nesse público.

“É onde a gente passa orientações, onde a gente [dá] dicas, onde a gente compartilhou o material – logo no começo – de boas práticas: o que você, líder, deve fazer, como deve agir dentro da Conexão U, como reconhecer sua equipe e como estimular os colaboradores a participar da plataforma. A gente fez uma série de movimentos para essa liderança”, conta.

Ele pontua que ainda existem bloqueios por parte de alguns líderes, que não colocaram na rotina o uso da plataforma. Porém, ressalta que o “gap” entre a liderança comunicadora e a Comunicação Interna era maior, o que mostra que o trabalho feito até o momento já reduziu essa distância.

Filipe afirma que as diretorias encontraram na Conexão U o espaço propício para se conectar com seus públicos. Segundo ele, várias iniciativas que fortalecem o viés de liderança comunicadora partiram dos próprios líderes da organização.

“Foi uma necessidade que eles [líderes] identificaram para que pudessem estar dentro da plataforma junto com a gente. Então, eles começam a entender o movimento e começam a se apropriar da própria Conexão U para poder fazer suas próprias estratégias”, diz.

Recado do diretor

Um dos cases da empresa é o quadro “Recado do diretor”, conduzido por Paulo Chequetti, que é diretor-executivo da Rent a Car. Ele tem um dos 3 maiores públicos da companhia: as lojas. São mais de 1.500 colaboradores na estrutura do profissional, que manifestou o interesse de começar a gravar vídeos com resultados e reconhecimentos para todos os funcionários.

“O quadro nasceu dentro da diretoria e ele [Paulo] pediu: ‘Quero estar mais próximo do meu público, quero [estar] na Conexão U para isso!’. Então, a gente conseguiu costurar [a estratégia] e essa série de vídeos foi evoluindo. Antigamente, no primeiro vídeo, era só resultado. No segundo, [o engajamento] aumentou: ‘Ah, quero conhecer as pessoas!’. No terceiro: ‘Ah, vou colocar mais um negócio’. Agora tem até palestrante sendo escolhido dentro da própria rede para evoluir ainda mais o processo de comunicação”, afirma.

Créditos: Unidas

IRIS

Outro exemplo de liderança comunicadora veio com o processo de transformação digital pós-fusão, que demandava a junção de sistemas. Filipe conta que esse foi o tema do encontro de líderes que aconteceu no início de 2023. Para tangibilizar o assunto, a Comunicação Interna fez uma parceria especial com a área de TI, tendo a participação especial da liderança.

“Como as pessoas começam a entender sobre esse tema de transformação digital? Foi um trabalho em conjunto com a área de TI. O Alexei [Korb], que é o nosso diretor-executivo, foi procurar a Comunicação Interna – e eu fiquei especialmente cuidando desse projeto. Aí nasceu o IRIS, que é o nosso grande projeto de transformação digital. Um dos desejos [do diretor] era que as pessoas pudessem ver os status dos projetos e como elas são impactadas por eles. Então, a gente criou uma galeria na Conexão U com os 11 tópicos do projeto, que são as 11 frentes. A gente abastece essa galeria com informações e vídeos, dando status de tudo que a gente está lançando”, menciona.

Uma das prioridades relacionada ao tema era a integração dos sistemas referentes a seminovos. Filipe conta que era necessário agir rápido, já que a realidade contemplava duas empresas com modelos diferentes de venda. A organização via como prioridade garantir que o cliente não sentisse esse impacto no atendimento. 

Por esse motivo, o diretor da área de seminovos também participou do projeto, gravando vídeos para a Conexão U e apresentando as melhorias feitas no sistema. No final, de acordo com Filipe, esse uso estratégico da ferramenta gerou aproximação entre a Comunicação Interna e as lideranças.

“O Alexei é uma pessoa muito próxima da gente, entende a Conexão U e gosta de utilizá-la. Inclusive, ontem estava vasculhando nossa rede social e ele mesmo quis trazer alguns updates de um projeto que é dele. Ele publica as coisas dentro da Conexão U para compartilhar os avanços que o time de TI vem entregando”, complementa.

liderança comunicadora unidas
Créditos: Unidas

Gente em movimento

A parceria entre as áreas de Comunicação Interna e RH representa um outro exemplo de boas práticas em liderança comunicadora. Filipe explica que a área de clima fica dentro de CI e que o time é responsável pela aplicação da pesquisa Great Place to Work. Em 2023, a certificação foi alcançada em meados de março e a empresa aplicou uma pesquisa pulso 6 meses depois, por conta própria.

A partir dos dois estudos, foram identificados macrotemas que geravam dúvidas nos colaboradores e precisavam ter mais visibilidade na organização: remuneração e benefícios. Nesse sentido, foi criada a série “Gente em movimento” visando trazer respostas referentes a esses temas.

liderança comunicadora unidas
Créditos: Unidas

Filipe ressalta que o quadro não é exclusivamente sobre os dois assuntos, pois temas como engajamento, pessoas e treinamentos também são abordados. “Criamos junto com o nosso diretor de RH e gerente-executivo de remuneração essa série de vídeos no decorrer do ano passado”, diz o especialista, comentando que, no final de 2023, o diretor ainda fez um vídeo destacando as principais entregas da área de RH.

Lives

Outra iniciativa da Comunicação Interna que contou com o apoio da liderança foi a realização de lives dentro da Conexão U. De acordo com Filipe, 3 lives foram realizadas no final de 2023 com o objetivo de aumentar o número de colaboradores ativos na plataforma.

“A gente criou uma campanha de comunicação focada em aumentar o número de pessoas dentro da Conexão U. A gente tinha uma média de 60% das pessoas até outubro do ano passado, quando lançamos a campanha. E a gente finalizou com quase 75%. Então, tivemos um acréscimo de 15% de novos usuários”, celebra.

As lives foram feitas para premiar os colaboradores que participaram dos desafios criados para destravar os prêmios. Foram sorteados 4 celulares para o público geral, 1 para um grupo de influenciadores internos e 1 assinatura anual de carro. 

A transmissão ao vivo para anunciar os vencedores foi feita pelo diretor-executivo de RH e por um diretor de negócios da Unidas Livre.

liderança comunicadora unidas
Créditos: Unidas

Liderança como protagonista na Conexão U

O último desafio citado por Filipe é justamente o protagonismo da liderança comunicadora. Para vencê-lo, a resposta é incentivar a participação desse público na ferramenta. Ele conta que a plataforma gerou o nascimento de líderes comunicadores em diversos níveis e setores da empresa. 

O especialista compartilhou alguns posts feitos por líderes na plataforma – inclusive o CEO da empresa, que publicou uma foto participando da campanha feita pela Comunicação Interna sobre a Copa do Mundo Feminina de Futebol.

Filipe conta que no encontro de líderes de 2024, que contou com a presença de mais de 600 profissionais, uma das pautas abordadas foi justamente a importância da liderança compartilhar seu dia a dia na Conexão U.

“A gente teve um painel com toda a nossa liderança executiva e, no fundo, a [persona] Carol convidava os líderes a publicar nas redes, no LinkedIn e na Conexão U como tinha sido o evento. Tivemos um mar de postagens”, comemora.

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Tudo sobre liderança comunicadora; saiba como foi o 6º Dialog Connection https://blog.dialog.ci/tudo-sobre-lideranca-comunicadora-saiba-como-foi-o-6o-dialog-connection/ https://blog.dialog.ci/tudo-sobre-lideranca-comunicadora-saiba-como-foi-o-6o-dialog-connection/#respond Tue, 05 Mar 2024 14:44:23 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4729 A liderança comunicadora e a Comunicação Interna devem andar lado a lado para uma atuação estratégica e capaz de impactar os resultados: 70% do engajamento de uma equipe vem de um ótimo líder, aponta um estudo da Harvard. Com o tema “Liderança comunicadora: gestores no centro do engajamento”, a sexta edição do Dialog Connection – […]

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A liderança comunicadora e a Comunicação Interna devem andar lado a lado para uma atuação estratégica e capaz de impactar os resultados: 70% do engajamento de uma equipe vem de um ótimo líder, aponta um estudo da Harvard.

Com o tema “Liderança comunicadora: gestores no centro do engajamento”, a sexta edição do Dialog Connection – evento exclusivo para clientes, parceiros e convidados – aconteceu em São Paulo, no início de março.

Trazendo na programação um workshop da agência Quintal22 e uma apresentação de case e boas práticas da Unidas, o evento começou com uma fala do CEO na Dialog, Hugo Godinho, que contou sobre as novidades da HRTech líder de Comunicação Interna e engajamento no Brasil.

A primeira delas é o Dialog for Leaders, um podcast liderado pelo executivo que recebe líderes de grandes marcas a fim de promover discussões valiosas para o mercado, compartilhar insights relevantes e inspirar outros profissionais das áreas de Comunicação Interna e RH.

E a outra é o lançamento do Índice Dialog de Engajamento, um novo recurso que garante uma visão ampliada da Comunicação Interna – combinando dados quantitativos e qualitativos, permitindo benchmarking e utilizando Inteligência Artificial para entregar análises preditivas do comportamento dos usuários. Conheça agora.

“É o primeiro índice do mercado (…). Os negócios querem saber de questões [que conectam] engajamento com resultados de negócio. Eu digo sempre que a Dialog começou com Comunicação Interna, em 2016, com a PepsiCo. Depois, ela foi evoluindo para engajamento (…) e, agora, resultado”, comentou o CEO.

Neste artigo, você confere o resumo da última edição. Confira!

Workshop para formar uma liderança comunicadora

Para falar sobre liderança comunicadora, Letícia Tavares, sócia da agência Quintal22, conduziu um workshop especial sobre o tema. Ela começou compartilhando uma pergunta para a qual todos buscam resposta: como fazer com que os líderes se comuniquem? 

A executiva explica que os últimos anos trouxeram mudanças nos canais de Comunicação Interna, que deixaram de ser off-line e passaram a ser digitais. Porém, ela ressalta que o olho no olho segue necessário, inclusive dentro de uma plataforma on-line (por meio de vídeos, transmissões ao vivo etc.).

“Nosso desafio só aumenta, porque os líderes acham que essas ferramentas todas vão substituí-los. (…) O líder enxerga a comunicação como mais uma coisa que pediram para ele fazer; ele ainda não enxerga a comunicação como uma ferramenta para que ele possa ser um líder melhor. E é aí que está o pulo do gato! É aqui que a gente precisa mudar o nosso discurso dentro da empresa”, conta.

quintal22 - liderança comunicadora

Letícia ainda faz uma provocação sobre a necessidade de autocrítica por parte dos times de CI, que muitas vezes acreditam que se comunicam bem, mas que, na verdade, não conseguem influenciar a liderança nem convencê-la sobre o valor da área.

Ela explica que a comunicação exige técnica, habilidade e diferentes tipos de visão. A primeira delas consiste em dados: o que as pesquisas dizem sobre uma boa comunicação da liderança e do impacto que isso tem nos times? 

Fonte: Quintal22

A segunda visão consiste no planejamento. Para sermos bons comunicadores, é preciso planejarmos a comunicação. Letícia, inclusive, que aponta alguns passos que devem ser seguidos: 

  1. Conheça seu público;
  2. Crie roteiros;
  3. Trace metas;
  4. Faça combinados.

A terceira visão gira em torno da empatia e da escuta ativa. Sem esses pontos, de acordo com a sócia da Quintal22, não existe comunicação. Nesse sentido, é preciso vestir o sapato do outro e escutá-lo ativamente.

Por fim, a quarta e última visão fala sobre a importância de contar histórias e criar narrativas. A especialista explica que utilizar a jornada do herói, conceito criado pelo mitólogo Joseph Campbell, é uma poderosa estratégia para planejar a Comunicação Interna.

A agência adaptou o conceito a fim de atender à realidade corporativa dos clientes. Para Letícia, ensinar a jornada do herói para a liderança traz bons resultados para a comunicação.

Ela compartilhou o case da Sodexo, empresa cliente da agência, que investiu em storytelling para disseminar a estratégia 2025 por meio da liderança. O desafio se torna maior ao entender o cenário da organização, que conta com cerca de 46 mil colaboradores, sendo que vários ficam alocados em outras empresas. 

“Por mais que eles tenham um canal de comunicação, o líder é fundamental nesse processo, porque ele é o guardião da cultura da Sodexo naquela outra empresa”, comenta Letícia. A agência então promoveu treinamentos com os C-levels da companhia e, depois disso, capacitou os outros níveis de liderança, totalizando 25 turmas divididas por cargo (diretor, gerente, coordenador e supervisor) e tipo de função.

Para finalizar, Letícia Tavares convidou o público a participar de uma dinâmica e promoveu uma reflexão sobre como é construída a jornada do herói dos profissionais de Comunicação Interna.

Cases e boas práticas

O evento contou com duas apresentações de cases e boas práticas de liderança comunicadora nas plataformas desenvolvidas pela Dialog. 

A primeira delas foi conduzida por Filipe Lucilio, especialista em Comunicação Interna na Unidas, que compartilhou o case da Conexão U, ferramenta lançada no final de 2022. Em breve, publicaremos neste portal um material exclusivo sobre o assunto. Acompanhe e não perca!

Segundo Filipe, a plataforma desenvolvida pela Dialog surgiu em um ano muito importante para a empresa, visto que a organização teve parte dos ativos comprados por uma concorrente e a outra parte adquirida pela Brookfield, que decidiu realizar a combinação de negócios com outra marca do portfólio (Ouro Verde).

Sendo assim, a presença da liderança na ferramenta se tornou ainda mais importante. Filipe conta que a Conexão U é onde diretores encontraram um espaço propício para se conectar com seus públicos internos. Hoje, lideranças de diversos níveis utilizam a plataforma para fortalecer a cultura organizacional, seja por meio de publicações na timeline, vídeos ou até mesmo lives.

Falando ainda sobre boas práticas em canais de comunicação, a coordenadora de Estratégia de Comunicação Interna na Dialog, Nicole Martini, foi a responsável por fechar a sexta edição. Ela compartilhou alguns dados que mostram que engajar lideranças comunicadoras permanece sendo um desafio para a maior parte das empresas.

A dialoger explica a definição de liderança comunicadora e ressalta que esses profissionais são os responsáveis pela comunicação corporativa com o time. Isso significa que eles devem fortalecer a cultura e portar o discurso da organização. O papel da CI nessa jornada é ensinar as lideranças a colocar isso em prática a partir dos valores e propósitos da empresa.

Dito isso, é importante reconhecer que existem líderes que simplesmente não se comunicam. Mas por quê? Nicole aponta algumas possibilidades:

  1. Falta clareza sobre sua atribuição em relação à comunicação;
  2. Esse líder não está envolvido na construção da CI;
  3. A liderança não recebe a comunicação em primeira mão;
  4. Existe insegurança diante da exposição que terá com a comunicação;
  5. A pessoa não recebe incentivo da área e da alta liderança.

Para apoiar as equipes de CI nessa difícil missão de formar e engajar líderes, a Dialog conta com recursos que ajudam a trazer protagonismo a esse público. Alguns deles são:

  • Grupo fechado para a liderança ou posts segmentados na timeline (comunicação em primeira mão);
  • Pasta segmentada na galeria (comunicação em primeira mão);
  • Quiz e pesquisa segmentados (escuta ativa, envolvimento e até engajamento);
  • Eventos segmentáveis (valor agregado na plataforma);
  • Máscara de foto segmentável (protagonismo e destaque).

Para fortalecer o viés comunicador da liderança, Nicole ainda sugere a publicação de posts na timeline (com fotos, vídeos, PDFs, links para podcasts no Spotify etc.), a inclusão de webview com trilha de desenvolvimento e, por fim, a adesão ao EaD – um recurso contratado à parte que permite o cadastro de cursos completos, com vídeos, infográficos, apostilas, testes e certificados.

Além disso, como boas práticas para construir a rotina de uma liderança comunicadora, a coordenadora cita 5 exemplos:

  1. Estimule a participação ativa diariamente;
  2. Reserve na agenda desse líder 15 minutos por dia para acessar e utilizar a ferramenta;
  3. Crie um perfil de persona para a alta gestão (Power AI);
  4. Explique a importância de postar entregas relevantes, reconhecimento de colaboradores, eventos, conteúdos inspiracionais e informações que outras pessoas desconhecem;
  5. Enalteça que esse líder deve ser um bom exemplo e ter consistência entre ação e fala.

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