escuta ativa Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/tag/escuta-ativa/ O primeiro portal de Comunicação Interna do Brasil Mon, 29 Jan 2024 14:33:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7.8 https://blog.dialog.ci/wp-content/uploads/2022/04/cropped-favicon-32x32.png escuta ativa Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/tag/escuta-ativa/ 32 32 Comunicação Interna é sobre informar e ouvir o que o colaborador tem a dizer https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-e-sobre-informar-e-ouvir-o-que-o-colaborador-tem-a-dizer/ https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-e-sobre-informar-e-ouvir-o-que-o-colaborador-tem-a-dizer/#respond Wed, 28 Feb 2024 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4633 A Comunicação Interna existe para informar tudo o que acontece na empresa, certo? Você recebe a demanda da área cliente, desenvolve uma estratégia de divulgação e apresenta soluções de comunicação. Mas quando é que vamos, de verdade, ouvir o que o colaborador tem a dizer e trazer respostas para suas perguntas? Pode parecer algo muito […]

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A Comunicação Interna existe para informar tudo o que acontece na empresa, certo? Você recebe a demanda da área cliente, desenvolve uma estratégia de divulgação e apresenta soluções de comunicação. Mas quando é que vamos, de verdade, ouvir o que o colaborador tem a dizer e trazer respostas para suas perguntas?

Pode parecer algo muito simples, mas uma coisa é fato: toda divulgação sobre benefícios tem mais engajamento do que um assunto de segurança da informação – com todo respeito ao time de Compliance. Isso acontece porque o colaborador está totalmente conectado ao tema de interesse. Ele quer saber aquela informação! Ele tem a sensação de que foi ouvido em algum momento e vai receber uma resposta, mesmo que negativa, em casos de aumento do plano de saúde, por exemplo.

No final, a lógica de ouvir as dúvidas primeiro e, na sequência, comunicar as respostas que o colaborador deseja saber é seguida. De quebra, a área de Comunicação Interna consegue colocar em prática uma demanda da área de Benefícios, por exemplo, e ainda engajar na comunicação junto dos colaboradores. É o match perfeito!

Mas e os outros assuntos?

Saber ouvir é uma dádiva. Saber comunicar também. E claro, temos que sempre trabalhar com o cenário mais realista possível: todas as áreas procuram a Comunicação Interna para divulgar o seu projeto. É compreensível, já que as equipes trabalham arduamente em suas demandas e querem trazer luz e divulgação para elas. Mas como é possível conciliar determinados temas ao interesse genuíno dos colaboradores? Com estratégias de comunicação e ganchos de atratividade!

Vamos voltar ao assunto de segurança da informação. Todos (ou quase todos) sabemos o básico: é importante ter cuidado com o que divulgamos nas redes sociais; não devemos abrir e-mails com remetentes suspeitos; não é ideal deixar anotado senhas no papel etc. Então, o que mais é necessário saber? Para obter essa resposta, que tal perguntar aos colaboradores quais são as principais dúvidas? 

Veja alguns caminhos:

  • Elabore uma pesquisa rápida via Google Forms sobre o assunto e envie para um determinado grupo de pessoas, como embaixadores da comunicação ou colaboradores naturalmente mais engajados;
  • Peça aos líderes para que, em um DDS ou uma reunião rápida com o time, questione os colaboradores sobre as principais dúvidas em relação ao assunto;
  • Para aqueles que possuem redes sociais corporativas, como a Dialog, use o recurso de enquete para mapear os temas de maior interesse.

A ideia é sempre incluir o colaborador no processo de divulgação e ouvi-lo, mesmo que informalmente. Assim, a Comunicação Interna gera mais proximidade, conectividade e engajamento com as equipes, pois é sempre importante trazer o colaborador para o centro do assunto que você deseja comunicar.

Depois de ouvir e incluir, é hora de comunicar

Ainda no exemplo da segurança da informação: é claro que existe uma gama de assuntos relacionados ao tema que a área de Compliance deseja divulgar – LGPD que o diga. Aqui, cabe à Comunicação Interna criar ganhos de atratividade na divulgação! Uma vez que o processo de ouvir e incluir já aconteceu, no cenário ideal, temos que costurar temas de interesse e temas prioritários em uma comunicação mais atrativa, sem medo de inserir novos contextos na divulgação

  • Etapa 1
    Após ouvir os colaboradores sobre as principais dúvidas do assunto em questão, faça uma lista daquilo que aparece com mais frequência e apresente esse relatório à área cliente. Junto dela, selecione os assuntos que dão match: aquilo que a área deseja comunicar com aquilo que os colaboradores desejam saber. Inicie a divulgação por esse caminho.
  • Etapa 2
    Com essa parte da divulgação resolvida, tente trazer os demais assuntos prioritários para a realidade dos colaboradores. Entendemos que a área cliente pode ser muito técnica, mas traga na sua estratégia a possibilidade de simplificar os assuntos para gerar mais proximidade.
  • Etapa 3
    Aposte em uma comunicação centrada no colaborador. Em vez de explicar simplesmente o que é LGPD, por exemplo, mostre como a lei interfere na vida do colaborador, tanto no ambiente de trabalho quanto na vida pessoal. É necessário gerar conexão e ganchos de atratividade.
  • Etapa bônus
    Segmente a comunicação e, quando possível, direcione-a para os públicos internos de uma forma mais específica. Exemplo: colaboradores administrativos usam o computador na maior parte do tempo e têm mais interesse em saber sobre o recebimento de e-mails com remetente duvidoso do que colaboradores de Vendas, que usam mais o celular e precisam saber sobre notificações push.

O que mais podemos ouvir e comunicar?

Dentro de uma empresa, temos diferentes perfis de colaboradores, com pessoas de diversas gerações e bagagens de conhecimento. Cada um tem uma necessidade específica de saber algo e a companhia também precisa comunicar suas estratégias de negócio. Atrelar tudo isso é como costurar uma colcha de retalhos, que no final precisa fazer sentido!

Atualmente, percebe-se uma tendência em trabalhar com determinados temas em Comunicação Interna, como ESG, marca empregadora e Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). E é claro que esses assuntos estão totalmente ligados ao fato de que precisamos ouvir o que o colaborador tem a dizer. 

Afinal, não é possível desenvolver iniciativas internas de ESG, como um projeto de reúso de água ou o desenvolvimento de ações sociais na comunidade, sem escutar as nossas pessoas e envolvê-las nas atividades. Também não tem como desenhar um programa estruturado de marca empregadora sem ouvir o que os colaboradores estão falando interna e externamente sobre a empresa. E, óbvio, se não tem Diversidade, Equidade e Inclusão no ambiente de trabalho nem adianta vender essa imagem, pois ela não se sustenta!

Em qualquer projeto que vamos divulgar ou construir, ouvir a opinião dos colaboradores pode gerar ideias para uma comunicação mais atrativa e eficiente.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Escutatória é uma das suas hard skills? Deveria ser! https://blog.dialog.ci/escutatoria-e-uma-das-suas-hard-skills-deveria-ser/ https://blog.dialog.ci/escutatoria-e-uma-das-suas-hard-skills-deveria-ser/#respond Tue, 06 Jun 2023 13:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=4032 Ao longo dos meus 25 anos de carreira, tive a sorte de ocupar cargos de liderança em, pelo menos, 70% das posições que galguei. Digo sorte porque amo essa posição de contribuir para que as pessoas possam sempre dar o seu melhor. Brinco dizendo que minha função está ali com a da Nossa Senhora Desatadora […]

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Ao longo dos meus 25 anos de carreira, tive a sorte de ocupar cargos de liderança em, pelo menos, 70% das posições que galguei. Digo sorte porque amo essa posição de contribuir para que as pessoas possam sempre dar o seu melhor. Brinco dizendo que minha função está ali com a da Nossa Senhora Desatadora dos Nós: se tiver algo que eu possa resolver para que você faça a entrega que eu sei que você pode, é onde estarei agindo.

Como líder, aprendi que devo ter uma comunicação assertiva, uma oratória impecável (algo pouco problemático para quem aos cinco anos de idade se propôs a ser oradora da turma na frente de mil pessoas) e que falar bem seria um grande trunfo. Não discordo. Todos os grandes líderes costumam ter essas características em comum.

Porém, o que nunca me disseram foi que eu seria uma líder ainda melhor se eu soubesse ouvir. Mas ouvir de verdade, sabe? Prestando atenção. Assimilando. Entendendo o que estava sendo dito.

O psiquiatra Rubem Alves, em seu texto “A Escutatória”, discorre sobre o assunto: “sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir”, diz e segue: “[…] a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer”.

Ao longo da minha vida profissional – e pessoal também – percebi o quanto as pessoas quietas ou tímidas eram desencorajadas a serem quietas e tímidas. Acontece há tempos com o meu sobrinho, por exemplo, e ele só tem 6 anos. “Vai lá, fala com o moço”, dizem todos. E eu me pergunto: será mesmo que o melhor que ele tem a fazer é falar com o moço?

Penso que, nos dias de hoje, onde todos querem e são estimulados a falar, onde todos clamam o direito de se expressar, seja nas inúmeras reuniões durante o dia, nos stories do Instagram ou nos “tuítes” da vida, os que sabem também ouvir estão com o pote de ouro nas mãos.

Trabalhei com um ótimo profissional chamado Dermeval. Durante o tempo que estivemos na mesma equipe, vi esse rapaz de pouquíssimas palavras ser convidado para reuniões de cúpula, de compliance, de governança e de projetos ainda sigilosos apesar do cargo de analista (não me levem a mal, mas pela ainda vigente hierarquia das coisas, talvez não fosse ele a pessoa a receber tais convites). 

Vi esse mesmo rapaz em reuniões com 30 pessoas ser capaz de com um único “oi” e atrair a atenção legítima de todas. Era como se todas pensassem: “ele nunca fala, se vai falar é porque deve ser importante”. E assim ele conseguia uma plateia de escuta ativa. Sendo assim, será que nós, gestores, não deveríamos procurar ter nas nossas hard skills, além do curso de oratória, o curso de “escutatória”?

E digo mais, precisamos acabar com a ideia de que ouvir é apenas escutar o outro falando. Também é ouvir com qualidade. É ler aquela mensagem que seu funcionário te escreve dizendo que vai se atrasar porque o filho doente não dormiu a noite toda, e você entender que ele precisa de algumas horas de descanso antes de começar o turno.

Também é ouvir quando percebemos que outro funcionário só consegue encerrar o dia de trabalho dele quatro horas depois do horário combinado, há mais de um mês, e oferecer alguma ajuda. Assim como também é “ouvir” quando você lê o comentário de um colaborador parabenizando uma iniciativa e dizendo que sempre sonhou em trabalhar em um projeto como aquele, e você mapeia projetos em que poderia encaixá-lo.

Se conseguirmos ouvir com qualidade todas essas “falas” dos nossos colaboradores, tenho certeza que seremos líderes melhores para nossas equipes e para nossas empresas. Porque, parafraseando Rubem Alves (que parafraseou o poeta Alberto Caeiro, um heterônimo criado por Fernando Pessoa), “não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; só quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia” e é aí que a mágica acontece!

E você já testou sua escutatória hoje? Comece praticando a chamada Comunicação Não Violenta. Prepare sua liderança sobre essa habilidade. Aqui, na InPress Porter Novelli, temos projetos muito bacanas nesse sentido. Redes de Multiplicadores também contribuem para ambientes de maior segurança psicológica e estímulo à escuta ativa de fato.

Aproveito e deixo aqui uma dica de leitura, o livro “O poder dos quietos: como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar”, de Susan Cain.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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