junho 28, 2022

Entenda a relação entre comunicação interna e diversidade, equidade e inclusão

Por Dialog - Time de Conteúdo| 5 minutos
Entenda a relação entre comunicação interna e diversidade, equidade e inclusão

A agenda de diversidade, equidade e inclusão (DEI) é uma das que mais ganhou espaço dentro das organizações nos últimos tempos. Inclusive, o termo “equidade”, que antes não era lembrado, passou a ganhar destaque. E a Comunicação Interna deve ser aliada nessa conquista de espaços.

Dito isso, é importante salientar que diversidade, equidade e inclusão não é “só” uma tendência passageira nas empresas. Entra aí o papel crucial da área de Comunicação Interna, que sempre deve ter iniciativas, ações e campanhas relacionadas à agenda de DEI em seu planejamento.

Neste artigo, falaremos sobre o cenário da diversidade, equidade e inclusão nas empresas no Brasil e como CI pode potencializar resultados.

Cenário da Diversidade, Equidade e Inclusão

A porcentagem de empresas que consideram o tema como assunto prioritário caiu de 32% para 17,9% entre 2021 e 2022, de acordo com o relatório de Tendências de Gestão de Pessoas 2022, feito pelo Great Place to Work.

Essa queda é algo negativo? Não necessariamente, desde que ações estejam sendo tiradas do papel e, justamente por isso, não se configura como uma prioridade. Entretanto, não é isso que vem acontecendo.

O mesmo estudo mostrou que apenas 12,1% consideram que a organização em que trabalham têm alta maturidade no tema. Como explicar esse conflito?

Em entrevista à CNN Brasil, o CEO da consultoria Mais Diversidade, Ricardo Salles, comenta sobre uma “falsa impressão” de que o assunto já está encaminhado dentro das organizações e que, por esse motivo, voltaram seus olhares para outros temas, como a saúde mental.

“Nunca se falou tanto sobre diversidade e inclusão. O desafio é ir além do discurso e transformar as intenções em medidas efetivas, concretas e mensuráveis”, afirmou o executivo.

A Harvard Business Review apontou que líderes devem avaliar como a justiça e equidade nas diferentes experiências profissionais estão sendo endereçadas. Além disso, a HBR considera que essa deve ser a prioridade das lideranças de RH em 2022.

Desafios da agenda DEI

Quais são então os desafios enfrentados para aplicar ações e iniciativas de diversidade, equidade e inclusão? De acordo com o estudo do GPTW, os dois maiores têm relação direta com RH e Comunicação Interna. São:

  1. Engajamento da liderança;
  2. Tornar os processos de recrutamento e seleção mais inclusivos.

E o que conversa diretamente com esses dois problemas? Vieses inconscientes, que são criados a partir de estereótipos ou até mesmo preconceitos. Sendo assim, o primeiro passo rumo a uma empresa mais diversa e inclusiva é romper vieses e quebrar paradigmas.

A cultura organizacional também tem grande papel aqui: se ela foi construída de forma que não há espaço para DEI, é preciso mudá-la. Inclusive, já falamos por aqui como a cultura corporativa ganha força quando há apoio genuíno à causa LGBT+. E isso é válido para qualquer outro grupo minorizado. 

E como a Comunicação Interna pode ajudar nessa mudança? A área serve como ponte entre empresa e colaborador, então nada mais justo do que usar essa ponte como forma de estabelecer e falar sempre a cultura.

Isso não exclui ações e projetos que tenham como base e/ou reforcem a cultura, mas é preciso estar presente no cotidiano e nas comunicações, para que haja identificação do público interno.

Comunicação Interna e DEI

Em entrevista ao Dialog Talks, João Torres (sócio da Mais Diversidade) considera que as áreas de CI e RH são as que “mais fomentam a transformação cultural dentro da empresa”. Por esse motivo, são essenciais para colocar em prática ações de diversidade, equidade e inclusão.

Ele ainda fala sobre o papel da área no primeiro ano de projeto de DEI nas organizações:

“No primeiro ano, o time de comunicação vai ser muito mais demandado, porque o programa vai precisar criar uma identidade, (…) precisa educar as pessoas para a diversidade, tanto a liderança quanto os colaboradores”.

Depois disso, a Comunicação Interna tem como dever manter o assunto vivo nas organizações. Para isso, DEI precisa ter espaço (e destaque) no planejamento estratégico da área. 

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Isso é corroborado pelo crescimento das discussões sobre ESG nas empresas e como a diversidade, equidade e inclusão foram um dos pontos mais relevantes do pilar social dessa agenda.

É interessante avaliar como a relação entre DEI e CI é benéfica para ambas as partes. Pensar em uma estratégia de comunicação que conta com a voz ativa dos colaboradores precisa, para resultar em ações de real impacto, de opiniões plurais.

Por isso, contar com pessoas de diferentes gêneros, orientação sexual, cor etc. determina um diagnóstico real da organização e, consequentemente, do que precisa ser feito para potencializar resultados e identificar oportunidades de melhoria.

Na comunicação, contar com tantas vozes é importante para um discurso que seja compatível com o público interno, que permita que essas pessoas se sintam representadas pelo conteúdo, linguagem e canais usados por CI.

Portanto, podemos concluir que a diversidade, equidade e inclusão alimentam e potencializam a Comunicação Interna e vice-versa. E essa união resulta em menor rotatividade de talentos e aumento de performance.

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