setembro 5, 2022

Comunicação com colaboradores é uma das forças do employer branding

Por Dialog - Time de Conteúdo| 7 minutos
Comunicação com colaboradores é uma das forças do employer branding

Employer branding e comunicação interna formam a combinação que deve ser prioridade em toda empresa que quer ter sucesso no engajamento com os colaboradores. Mas você sabe como essa relação funciona na prática? Para esclarecer essa e outras dúvidas, convidamos Suzie Clavery, co-fundadora do Employer Branding Brasil e gerente-sênior de Employer Branding e People Experience e Comunicação Interna na United Health Group.

“No início das conversas sobre marca empregadora, o foco era na atração de talentos. Hoje, a retenção também se tornou prioridade. Isso porque employer branding é formado de dentro para fora”. 

Fique por dentro de tudo, assista a entrevista completa neste episódio do dialog talks. Basta clicar nos players abaixo.

Definindo employer branding

Suzie explica o que é e o que não é employer branding (EB), definindo o conceito. “É a forma como uma empresa se coloca para ser vista como marca empregadora pelo mercado, pelos clientes, pelos candidatos, pelos colaboradores. Quando a gente está falando de reputação”.

Ela ainda explica que ainda há uma confusão gigante no mercado sobre o assunto e que muitas coisas que áreas como RH e Comunicação Interna já faziam são lidas como ações de employer branding quando na verdade não são, como: endomarketing, uso de dress code despojado e ambientes com bebida liberada.

E como saber se uma ação pode ou não ser considerada employer branding? Suzie compartilha uma dica de ouro: entender se aquilo é fundamental para que uma pessoa escolha a sua empresa para trabalhar. Se a resposta for não, então não é EB.

“Por exemplo, distribuir um kit onboarding (…) é super bacana, mas pode existir ou pode não existir e isso não influencia tão diretamente na escolha da pessoa como marca empregadora. Muito provavelmente a pessoa não escolheu aquela empresa para ganhar o kit onboarding ou pensando nisso. Deve ter escolhido por oportunidades de carreira, desenvolvimento, possibilidades de promoção e outras coisas”.

Papéis de employer branding e comunicação interna

Antes de tudo, é preciso entender que employer branding e comunicação interna não são a mesma coisa. E a gente explica o porquê.

A gerente da United Health Group ressalta que no início das conversas sobre marca empregadora, o foco era na atração de talentos. Hoje, entretanto, a retenção também se tornou prioridade. Isso porque employer branding é formado “de dentro para fora”, levando em conta a experiência do colaborador.

Esse “de dentro para fora” faz com que comunicação interna seja muito confundida com employer branding, quando na verdade são estratégias complementares. 

Para exemplificar, Suzie relata o caso da United Health Group. “Eu tinha as áreas de employer branding e people experience. Recentemente, a gente juntou Comunicação Interna nesses pilares por entender que muito da força da nossa marca empregadora está justamente naquilo que a gente oferece para os nossos colaboradores, na forma que nos comunicamos com eles”.

Ela acrescenta que os colaboradores – que devem ser impactados por CI – são os maiores projetores da marca empregadora, seja para a atração ou retenção de talentos.

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Digitalização é fundamental

A co-fundadora do Employer Branding Brasil aponta que o cenário offline sempre vai existir e ser importante, mas é o “online que conecta” nos dias de hoje, principalmente no cenário pós-pandêmico.

“As empresas, assim como a Comunicação Interna, tiveram que se reinventar muito para conversar com os colaboradores, para informar, para produzir novos conteúdos, inclusive para fortalecer a cultura e deixar esses colaboradores também conectados com a marca empregadora, já que fisicamente estávamos distantes uns dos outros. E é um processo que não vai mudar”.

Ela encara a digitalização de processos, incluindo canais de Comunicação Interna, como uma grande propulsora de cenários inviáveis no passado. Suzie se lembra que antes a predominância era de ações offline, que são custosas e locais, excluindo colaboradores que não trabalhavam em determinado ponto.

“A digitalização proporciona acessibilidade, facilidade, inclusão, que é um ponto fundamental quando a gente fala de marca empregadora. Selecionar pessoas para receber informações de marca empregadora não é inclusivo. Hoje, quando falamos de digitalização, a gente inclui. A informação chega mais rápido, mais fácil”.

Um ponto levantado pela executiva é que o mundo fora das empresas já é digital, que já estamos acostumados a usar a tecnologia como facilitadora e aliada e as organizações estão começando a fazer essa transformação e virada de chave.

Nível de maturidade em EB: qual é o da sua empresa?

A entrevistada aponta que as empresas precisam entender qual é o seu nível de maturidade em employer branding e não apenas querer trabalhar com o tema porque o concorrente está fazendo isso.

Suzie comenta que compreender em que pé a organização está sobre o assunto ajuda a construir uma estratégia de marca empregadora estruturada, que deve envolver a liderança e contar com um planejamento de longo prazo.

“Não é em 3 meses que você vai conseguir formar uma reputação de marca empregadora. Pensa em qualquer marca que você conheça, não precisa ser empregadora. Essas marcas foram construídas com esforço de orçamento, de tempo, de pessoas. Com a marca empregadora é o mesmo tipo de esforço, mas com o foco um pouco diferente”.

Ao optar por não entender seu nível de maturidade e querer apenas “copiar” a concorrência, a empresa “morre na praia”, segundo Clavery.

O Employer Branding Brasil e a Dialog tem um convite para você! Criamos um quiz especial para te ajudar a entender qual é o nível de maturidade da sua empresa sobre a marca empregadora. Se interessou? Basta clicar no link e responder!

Profissionais de CI: anotem aí!

Suzie tem uma ótima notícia para profissionais de Comunicação Interna que querem contribuir com a estratégia de employer branding da empresa: você está no caminho certo e mais fácil possível.

“É muito mais difícil pegar profissionais de RH que precisam entender de comunicação interna, de marketing. Quando a pessoa já está dentro de CI, fica mais fácil entender sobre canais, mensuração, tom de voz e tudo que é necessário para comunicar sua marca empregadora.”

Para ajudar, ela compartilha 3 dicas para profissionais de CI ajudarem na gestão de marca empregadora.

  1. Aprenda de maneira efetiva sobre employer branding, faça cursos sobre o assunto;
  2. Mostre para a liderança o valor em investir em EB;
  3. Esteja preparado para saber o que é employer branding e como colocar isso em prática.

 

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