rh Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/tag/rh/ O primeiro portal de Comunicação Interna do Brasil Wed, 10 Jun 2026 22:26:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7.8 https://blog.dialog.ci/wp-content/uploads/2022/04/cropped-favicon-32x32.png rh Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/tag/rh/ 32 32 NR-1 e políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão: entenda a relação https://blog.dialog.ci/nr-1-e-politicas-de-diversidade-equidade-e-inclusao-entenda-a-relacao/ https://blog.dialog.ci/nr-1-e-politicas-de-diversidade-equidade-e-inclusao-entenda-a-relacao/#respond Thu, 18 Jun 2026 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6642 Nas últimas semanas, muito tem se falado sobre a NR-1. Em um outro texto publicado no Dialog Blog, abordamos o papel da Comunicação Interna na aplicação da nova norma. Agora, acompanhando as ações previstas no calendário institucional de muitas empresas, entendemos que é propício relacionar o tema com uma pauta muito presente no mês de […]

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Nas últimas semanas, muito tem se falado sobre a NR-1. Em um outro texto publicado no Dialog Blog, abordamos o papel da Comunicação Interna na aplicação da nova norma. Agora, acompanhando as ações previstas no calendário institucional de muitas empresas, entendemos que é propício relacionar o tema com uma pauta muito presente no mês de junho: o fortalecimento de políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão. 

Reconhecido mundialmente como o mês do orgulho LGBTQIAPN+, junho é um período no qual as discussões sobre respeito e representatividade — dentro e fora das empresas — ganham espaço nas iniciativas de Comunicação Interna. Em 2026, esse debate traz uma nova camada de importância para o ambiente corporativo brasileiro: a atualização da NR-1 e a necessidade de monitorar os riscos psicossociais no trabalho.

Mais do que uma obrigação legal, a nova NR-1 é um convite às organizações a repensar práticas com foco em cultura, liderança, relações interpessoais e saúde emocional. E é justamente nesse ponto que as áreas de RH e Comunicação Interna se tornam estratégicas para transformar políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão em experiências reais para as pessoas colaboradoras.

Afinal, não existe segurança psicológica em lugares onde o preconceito, os vieses inconscientes e a exclusão continuam presentes, mesmo que de forma silenciosa. Neste texto, vamos mergulhar nesse assunto. 

O que a nova NR-1 tem a ver com DE&I?

A atualização da NR-1 ampliou o olhar das empresas sobre saúde e segurança no trabalho ao incluir fatores psicossociais na gestão de riscos ocupacionais. Isso significa considerar elementos como assédio, discriminação, pressão excessiva, conflitos interpessoais e ambientes emocionalmente inseguros.

Na prática, as empresas devem avaliar e monitorar atentamente experiências que impactam o dia a dia de todos os colaboradores. Porém, pensando em políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão, é necessário um olhar especial a pautas que afetam os grupos minorizados.

Afinal, microagressões, piadas preconceituosas, sentimento de exclusão, invisibilização de carreiras e medo de se expressar autenticamente são fatores que afetam o engajamento e a saúde mental. Quando ignorados, esses comportamentos se transformam em um problema de cultura organizacional e gestão de pessoas.

Não é à toa que, segundo um estudo publicado pela Deloitte em 2025, 41% das empresas aumentaram seus investimentos em DE&I; enquanto 49% mantiveram os níveis anteriores. No caso das organizações com uma área exclusiva dedicada ao tema, esse percentual de ampliação subiu para 52%.

Comunicação Interna entre discurso e prática

Muitas empresas já possuem políticas de DE&I estruturadas no papel. O desafio está em transformar essas diretrizes em comportamentos cotidianos. É nesse cenário que a Comunicação Interna ganha protagonismo. 

O primeiro passo é sempre desconstruir estereótipos, ampliar representações e promover ações de conscientização contínuas. Isso é especialmente importante para pessoas da comunidade LGBTQIAPN+, que frequentemente enfrentam barreiras invisíveis no ambiente corporativo, evitando falar sobre a própria vida e encontrando limitações de crescimento profissional causadas por preconceitos estruturais.

Quando as áreas de Recursos Humanos e Comunicação Interna atuam juntas, a empresa consegue:

  • sustentar campanhas educativas;
  • orientar lideranças sobre linguagem e comportamento;
  • fortalecer canais seguros de escuta;
  • divulgar indicadores e compromissos com políticas de DE&I;
  • ampliar representatividade nas narrativas institucionais;
  • promover ações de conscientização durante todo o ano, e não apenas em datas comemorativas.

Para o Institute Of Internal Communication, a qualidade da comunicação é crucial para a experiência do colaborador. Porém, de acordo com dados do ano passado, apenas 13% dos entrevistados avaliaram a comunicação corporativa como excelente. 

É importante destacar o seguinte: mais do que informar, o RH e a CI precisam construir confiança e estabelecer conexões genuínas com as pessoas. Isso só é possível quando o colaborador vive dentro da empresa o discurso que é vendido lá fora. 

Observação: quando falamos em DE&I, estamos nos referindo não apenas ao público LGBTQIAPN+, mas também a profissionais que enfrentam barreiras por questões de gênero, raça, deficiência ou faixa etária.

Campanhas superficiais não se sustentam

Infelizmente, é bastante comum observar que, em algumas empresas, a pauta de Diversidade, Equidade e Inclusão aparece de forma pontual no calendário de Comunicação Interna. Ou seja: a organização até toca no assunto, mas não desenvolve projetos que, de fato, transformam esse tema em um componente da cultura. 

Cada vez mais, o mercado mostra que profissionais valorizam ações consistentes — e não apenas posicionamentos sazonais. Segundo um relatório publicado pela Catalyst em 2024, 76% das pessoas afirmam que ambientes diversos, equitativos e inclusivos são importantes para elas. Além disso, 93% dizem que as organizações deveriam detalhar como estão aplicando isso internamente.

Por isso, o mês do orgulho LGBTQIAPN+ pode funcionar como ponto de partida para reflexões mais profundas. Empresas que desejam fortalecer a saúde organizacional precisam garantir coerência entre discurso e prática. Isso envolve desde políticas inclusivas até uma comunicação mais acessível, representativa e acolhedora.

Segurança psicológica faz parte da estratégia

A nova NR-1 reforça a importância de ambientes emocionalmente seguros. Nas empresas, a segurança psicológica não acontece apenas por meio de normas ou campanhas institucionais, ela é construída diariamente nas relações entre pares e lideranças.

Acolher diferenças, combater comportamentos discriminatórios, incentivar o diálogo e criar espaços nos quais as pessoas possam existir sem medo de julgamento são responsabilidades que devem ser atribuídas aos líderes.

Nesse contexto, a Comunicação Interna atua como apoio estratégico ao traduzir valores organizacionais em experiências concretas, aproximando cultura e comportamento.

A escolha do canal de comunicação muda tudo

Para que todas essas iniciativas saiam do discurso e façam parte da rotina das empresas, é fundamental contar com canais de comunicação capazes de aproximar as pessoas da cultura organizacional.

Nesse cenário, plataformas de Comunicação Interna se tornam aliadas estratégicas na execução de ações relacionadas à NR-1 e às políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão. Afinal, além de centralizar informações, esses canais ajudam a promover escuta ativa, ampliar o alcance das mensagens e garantir que temas importantes sejam trabalhados de forma contínua, acessível e segmentada.

Além disso, os canais digitais são imprescindíveis para o monitoramento de dados, a construção de relatórios robustos e a realização de análises preditivas do comportamento dos usuários na plataforma. Com o apoio da tecnologia, empresas conseguem promover espaços seguros de diálogo e acompanhar indicadores relacionados à experiência dos colaboradores.

Quer ver a nossa plataforma em ação? Clique aqui e agende uma demonstração gratuita. 

Por Amanda Simpson, Líder de Conteúdo na Dialog e editora do Dialog Blog.

FAQ

1. O que mudou na NR-1 em relação à saúde no trabalho?
A norma passou a incluir fatores psicossociais, como assédio, discriminação, pressão excessiva e ambientes emocionalmente inseguros na gestão de riscos ocupacionais.

2. Qual a relação entre NR-1 e Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I)?
Práticas de DE&I ajudam a prevenir riscos psicossociais ao promover respeito, pertencimento, segurança psicológica e igualdade de oportunidades.

3. Como a Comunicação Interna contribui para políticas de DE&I?
Ela fortalece campanhas educativas, amplia a escuta dos colaboradores e ajuda a transformar políticas inclusivas em comportamentos do dia a dia.

4. Por que campanhas pontuais de DE&I não são suficientes?
Porque inclusão exige ações contínuas e coerentes com a cultura organizacional, e não apenas iniciativas ligadas a datas comemorativas.

5. Como a tecnologia pode apoiar ações de NR-1 e DE&I?
Plataformas de Comunicação Interna facilitam a disseminação de informações, a escuta ativa e o acompanhamento de indicadores relacionados à experiência dos colaboradores.

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A relação entre NR-1, Comunicação Interna e RH https://blog.dialog.ci/a-relacao-entre-nr-1-comunicacao-interna-e-rh/ https://blog.dialog.ci/a-relacao-entre-nr-1-comunicacao-interna-e-rh/#respond Wed, 10 Jun 2026 20:22:08 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6655 Entrou em vigor a reformulação da NR-1 e a Comunicação Interna e RH devem atuar como pilares de sustentação nessa mudança. A nova versão da norma regulamentadora passou a incluir fatores psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos. Essa mudança reforça a relevância da saúde mental no trabalho e exige melhorias em treinamentos para a […]

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Entrou em vigor a reformulação da NR-1 e a Comunicação Interna e RH devem atuar como pilares de sustentação nessa mudança.

A nova versão da norma regulamentadora passou a incluir fatores psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos. Essa mudança reforça a relevância da saúde mental no trabalho e exige melhorias em treinamentos para a identificação de alertas.

Mas como desenhar essa atuação e, mais importante, o que pode ser feito para trabalhar de forma estratégica essa atualização?

Para responder essas e outras perguntas, o 54º episódio do #DialogTalks recebeu Monique Martins (Especialista em Clima Organizacional & Employee Experience no Great Place to Work® Brasil), Thaís Ramos (Coordenadora de Comunicação Institucional e Interna, Cultura e Diversidade na Rede Santa Catarina) e Evandro Sousa (Coordenador de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho na Rede Santa Catarina).

Assista ao episódio na íntegra clicando no player abaixo ou clique aqui para conferir a versão podcast.

NR-1, Comunicação Interna e RH: tradução da estratégia

A live sobre NR-1, Comunicação Interna e RH começou com representantes do GPTW e Rede Santa Catarina explicando como as duas áreas podem colaborar estrategicamente para traduzir a exigência técnica da normal em uma linguagem acessível, garantindo que os colaboradores compreendam os canais de alerta sem gerar ruídos de compliance.

Thaís Ramos explica que CI tem como papel principal justamente essa capacidade de transformar informações técnicas em conteúdo palatável. No caso da NR-1, a área não foca apenas na norma, mas usa como narrativa todo o ecossistema de programas e benefícios voltados para o bem-estar e saúde do colaborador.

“O que isso significa na prática para a Comunicação Interna? A gente traduz os conceitos, que são técnicos, explicar os canais de apoio que os colaboradores podem contar no dia a dia e orientá-los, e o principal: construir esse ambiente de confiança, para que eles se sintam seguros de buscar ajuda, quando necessário.”

Na Rede Santa Catarina, CI e Segurança do Trabalho respondem para uma mesma diretoria (RH e ESG), o que facilita no entrosamento e compartilhamento de planejamentos estratégicos, apontou a coordenadora. Entretanto, ela ressalta que a parceria entre colaboradores e diferentes áreas/unidades é o que torna possível trabalhar bem o tema. 

Pela perspectiva de consultoria que acompanha empresas de variados segmentos, Monique Martins explica que os colaboradores não vivem os termos técnicos da NR-1, como PGR e inventário de risco, mas sim sobrecarga, falta de clareza na comunicação, falta de apoio da liderança etc.

Sendo assim, é responsabilidade do RH e CI serem a ponte entre a experiência do colaborador e o que precisa ser atendido pelo viés da norma regulamentadora. Para fazer uma tradução que vá além do mero cumprimento legal, é importante que a empresa entenda o quão necessário é oferecer um ambiente seguro e que se importe com o bem-estar dos profissionais.

A especialista considera que as empresas não devem encarar adequação à nova NR-1 não apenas como um checklist para evitar multas, mas sim como uma alavanca para fortalecer a cultura de confiança e segurança psicológica.

“Quando fazemos uma análise das nossas pesquisas [de clima GPTW] lá de 2022 ou até antes disso, olhando para as Melhores Empresas para se Trabalhar, a gente viu que a nossa declaração, que fala de um ambiente psicologicamente e emocionalmente saudável, vem caindo. Ou seja, as pessoas estão percebendo os espaços de trabalho como menos saudáveis e isso já era um indicador de riscos psicossociais aparecendo.”

Thaís considera como positiva a reformulação da normal, pois força as empresas que antes não olhavam para o bem-estar de seus talentos a mudarem esse comportamento.

O case Rede Santa Catarina

A Rede Santa Catarina, que é responsável pela administração de 19 entidades com atuação social em duas frentes de negócio (Saúde e Educação), tem a saúde e o bem-estar como alguns dos pilares da sua pesquisa de clima e usa esses insumos desde 2024.

“Esse trabalho tem que acontecer de forma integrada e em tempo real. Não adianta só ter uma pesquisa de engajamento uma ou duas vezes ao ano e não ter uma devolutiva em uma ação ou tratativa. Nós criamos uma expectativa ao ouvir, mas precisamos estar abertos ali a dar ali alguma devolutiva, seja no sentido de ‘vamos fazer algo neste momento’, ‘vamos fazer, mas não neste momento’ ou ‘não vamos fazer agora pois temos uma outra oportunidade’.” 

Esse retorno, segundo ela, é crucial para criar confiança das pessoas na organização. 

Evandro Sousa explicou que, na empresa, o trabalho é em torno do ecossistema de saúde e tudo começou em meados de 2024 com rabiscos dos riscos psicossociais da jornada do colaborador e um primeiro censo foi feito.

No primeiro inventário, que usou como escala de 1 (excelente) a 4 (péssimo), o resultado foi de 1.13, ou seja, um excelente lugar para se trabalhar. Ele explica que, por saber com antecedência os riscos e agentes, a empresa consegue se planejar para cuidar das pessoas.

Uma das boas práticas compartilhadas pelos representantes da Rede Santa Catarina foi o ASA (Agentes de suporte e acolhimento), programa que surgiu a partir do mapeamento dos riscos psicossociais e que buscava identificar sinais de adoecimento dos profissionais.

No início, 40 colaboradores foram treinados para se tornarem agentes. Como critério de definição, foram escolhidos aqueles que atendiam outros profissionais durante o seu trabalho. Esses representantes estão presentes em todas as unidades nos 7 estados onde a RSC está.

O treinamento consiste em primeiros socorros de saúde mental, que busca perceber sinais de adoecimento, fortalecer a rede de escuta, aumentar a rede de apoio, reduzir o estigma sobre o tema, estimular a cultura e trazer as pessoas ao centro do negócio.

O ecossistema de saúde pela empresa também inclui o Programa Viva Bem, dividido em 4 pilares do estilo de vida 

  • Alimentar – com apoio de nutricionista
  • Saúde emocional – aplicativo com meditação e acolhimento
  • Saúde física – benefícios que incentivam/facilitam a atividade física e o cuidado sem coparticipação
  • Trilhas de cuidado para cada diagnóstico (hipertensão, diabetes etc.), grupo de apoio para pacientes oncológicos e outro grupo de acolhimento/apoio de pais com crianças em processo ou já com diagnóstico confirmado de transtorno do espectro autista.

“Dentro do nosso ecossistema de saúde, nós já temos muitas soluções que construímos ao longo desses anos com base nas nossas dores, no que os nossos colaboradores trazem, o que faz sentido para eles”, comentou Thaís.

Ela contou que a Comunicação Interna esteve presente desde a concepção do projeto [do ecossistema], trabalhando junto com a área de Segurança do Trabalho, entendendo a melhor forma de como traduzir as mensagens-chave para os colaboradores.

A coordenadora pontuou que a área monitora para avaliar se as informações estão sendo entregues e se estão sendo assimiladas. Além disso, a liderança é capacitada para identificar indícios de riscos psicossociais em suas equipes e também são os primeiros a serem impactados pelas campanhas de CI, para que possam apoiar no cascateamento dos conteúdos.

Dicas sobre NR-1, Comunicação Interna e RH

Para finalizar, os convidados compartilharam dicas para os profissionais de RH e Comunicação Interna que precisam dar o primeiro passo hoje na estruturação deste plano de ação para a nova NR-1.

Monique recomendou começar com o que tem: olhe seus dados, informações e iniciativas para entender o que pode ser organizado e ligado com os princípios e pilares da NR-1. Esses insumos podem ser usados como base como possíveis planos de ação para melhorias.

Thaís pondera que é necessário que profissionais de CI e RH conheçam a realidade da sua organização e seu público interno, seja por diagnóstico, mapeamento ou pesquisa recente, para então saber qual é o problema a ser enfrentado, quais são os riscos presentes.

Evandro complementou com as seguintes considerações: mapeie (escolha uma metodologia que faça sentido com o seu cenário e objetivos) e, com o resultado/diagnóstico em mãos, procure iniciativas da organização que podem ser conectadas com ele, que possam melhorá-lo.

“A NR-1 não veio trazer nada novo, tudo já era existente e agora precisamos apenas conectar o que temos.”

Por fim, o coordenador de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho ressaltou a importância da criação de um grupo multidepartamental para garantir o bem-estar dos colaboradores e também projetos de qualidade de vida integrados (como o Viva Bem, por exemplo).

“A gente não vai conseguir fazer isso [implementar a nova NR-1] só com RH, só com a Saúde, só com a Segurança do Trabalho, só com o time de Comunicação Interna. Nós vamos precisar conectar com o ecossistema.”

FAQ

1. O que mudou na nova NR-1 em relação à saúde do colaborador? A reformulação passou a incluir obrigatoriamente os fatores psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), elevando a importância da saúde mental e da segurança psicológica no ambiente de trabalho.

2. Qual é o papel estratégico da Comunicação Interna (CI) nesta mudança? A CI atua na tradução da norma técnica para uma linguagem acessível. Seu objetivo é garantir que os colaboradores compreendam os canais de alerta e apoio sem os ruídos causados pelo “juridiquês” ou termos estritamente técnicos.

3. Como o RH deve encarar a adequação à nova norma? O RH não deve ver a NR-1 apenas como um checklist para evitar multas, mas como uma alavanca para fortalecer a cultura de confiança. A área serve de ponte entre a experiência real do colaborador e as exigências legais.

4. Por que a integração entre as áreas (RH, CI e Segurança) é fundamental? Porque os riscos psicossociais (como sobrecarga e falta de clareza) são transversais. A atuação integrada permite que a empresa identifique sinais de adoecimento em tempo real e ofereça respostas rápidas e eficazes.

5. Qual o primeiro passo para estruturar um plano de ação para a nova NR-1? O primeiro passo é realizar um diagnóstico da realidade organizacional, utilizando dados de pesquisas de clima ou mapeamentos recentes. Com esses insumos, deve-se criar um grupo multidepartamental (RH, CI, Saúde e Segurança) para conectar as iniciativas de bem-estar já existentes aos novos pilares da norma. 

Por Marcela Freitas Paes, Analista de Marketing Sênior (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

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Como aplicar gamificação na Comunicação Interna e RH https://blog.dialog.ci/como-aplicar-gamificacao-na-comunicacao-interna-e-rh/ https://blog.dialog.ci/como-aplicar-gamificacao-na-comunicacao-interna-e-rh/#respond Wed, 27 May 2026 15:20:26 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6635 A gamificação na Comunicação Interna e no RH não deve ser encarada como entretenimento corporativo ou como um “joguinho”.  Este recurso, que vem ganhando espaço nas táticas das duas áreas, incentiva comportamentos alinhados à cultura e aos objetivos estratégicos do negócio por meio de mecanismos de reconhecimento, progressão e participação ativa dos colaboradores. Mas como […]

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A gamificação na Comunicação Interna e no RH não deve ser encarada como entretenimento corporativo ou como um “joguinho”. 

Este recurso, que vem ganhando espaço nas táticas das duas áreas, incentiva comportamentos alinhados à cultura e aos objetivos estratégicos do negócio por meio de mecanismos de reconhecimento, progressão e participação ativa dos colaboradores.

Mas como aplicá-la de maneira estratégica? E qual ferramenta é a mais adequada? Essas perguntas foram respondidas no 8º episódio do #DialogExperts, projeto criado em 2025 que convida especialistas para debater sobre temas de interesse de profissionais de CI e RH, que contou com a participação de Ana Rimoli (Sócia-diretora na Comfoco Endomarketing, nossa agência parceira) e Vinícius Ventura (Diretor de Marketing e Vendas na Dialog).

Assista ao conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou clique aqui para conferir a versão podcast.

O potencial da gamificação na Comunicação Interna e RH

Muita gente ainda associa gamificação na Comunicação Interna e RH apenas a ‘joguinhos’ ou diversão, mas na verdade, ela se relaciona mais com comportamento e produtividade.

Ana Rimoli explica que a gamificação conversa diretamente com o comportamento humano pois as pessoas buscam recompensas e reconhecimento. Além disso, a iniciativa faz com que colaboradores saiam da rotina.

“Quando a gente usa a gamificação, ela funciona porque ajuda a fracionar grandes metas, trabalhar temas mais densos, gerar picos de envolvimento a cada etapa que a pessoa vai concluindo e isso faz com que a gente consiga motivar muito mais e reduzir a procrastinação.”

Ela compartilha que, na Comfoco, a adesão da gamificação faz com que a Comunicação Interna “mude de esteira”, saindo do tradicional e indo para uma posição mais dinâmica.

Créditos: Comfoco Endomarketing

“[Uso estratégico da gamificação] é o encurtamento do tempo, é o estímulo da participação, é o consumo de conhecimento rápido. Usar a gamificação não é sinônimo de gerar entretenimento, é sinônimo de gerar resultado.”

Vinícius considera que a gamificação é uma ferramenta de reconhecimento, que impacta na cultura organizacional e nos resultados do negócio como um todo.

E como manter a gamificação na Comunicação Interna e RH viva e interessante?

No cenário atual com estratégias de áreas de CI pecando pelo excesso de informação, como desenhar uma mecânica de jogo que incentive a participação ativa sem se tornar um fardo ou uma distração para o colaborador? E o que esse profissional deve fazer para garantir que o projeto tenha adesão e não morra no primeiro mês?

Ana Rimoli aponta que não existe uma fórmula padrão, porque cada público reage a estímulos de formas diferentes, mas pontua algumas premissas básicas para que a gamificação funcione:

  1. Tenha regras claras
  2. Seja simples, didático e dinâmico
  3. Ofereça reconhecimento
  4. Mostre o progresso para as pessoas (níveis, medalhas, ranking etc.)
  5. Estimule a colaboração

Para garantir que o projeto não acabe, a sócia-diretora da Comfoco Endomarketing compartilhou 4 dicas valiosas:

Créditos: Comfoco Endomarketing

Vinícius reforçar a importância da definição de contexto ao usar gamificação na Comunicação Interna e RH: qual é o resultado desejado? Para que o projeto siga vivo, ele recomenda conectar iniciativas gamificadas aos objetos de negócio.

Tudo deve ser gamificado?

Tecnicamente, tudo pode ser gamificado. Mas isso não significa que deve. Rimoli explica que, ao gamificar demais, a atratividade se perde.

Para definir o que deve ser gamificado, ela explica que um bom filtro é entender quais temas ou dinâmicas a organização precisa acelerar e/ou ter maior participação dos colaboradores.

Pelo lado dos colaboradores, quando há muitas ações gamificadas, a atenção e o interesse se perdem.

“Eu não posso competir com o trabalho, preciso potencializá-lo, facilitar essa entrega”

Sua empresa está pronta para gamificar?

Ao ser questionada sobre qual é o diagnóstico necessário para saber se a empresa está madura para um sistema de recompensas e como evitar que a gamificação pareça “infantilizada”, Ana pondera que não existe uma resposta universal, mas que, ao entender o público interno e convencer a liderança sobre a viabilidade, é possível concluir se a organização está pronta para testar a estratégia.

“Quando tenho canais internos que me dão indicadores, que mostram o engajamento das pessoas, isso facilita para entender se estão mais aderentes ou não a esse estímulo [gamificação].”

Dialog e a gamificação na Comunicação Interna e RH

Em maio, a Dialog lançou um novo módulo gamificado, baseado em IA. Mas como essa tecnologia visa contribuir diretamente para um melhor desempenho das mecânicas, garantindo que o engajamento se transforme em produtividade real para a empresa?

Vinícius explicou que a novidade foi criada para ajudar profissionais de CI a conectar suas estratégias aos objetivos e metas organizacionais. Em termos comportamentais, a ideia era usar o movimento dos colaboradores já estruturado para aplicar a gamificação.

“A IA consegue varrer toda a plataforma da Dialog e identificar um padrão de comportamento para um time. Por exemplo, se eu precisar fazer uma gamificação direcionada para um time de fábrica por um período específico, a própria ferramenta constroi um ranking para engajar esse público. É o primeiro agente autônomo de Comunicação Interna.”

Conheça agora o lançamento.

FAQ: Gamificação de Comunicação Interna e RH

  1. O que é e qual o verdadeiro objetivo da gamificação de Comunicação Interna e RH? A gamificação de Comunicação Interna e RH não deve ser vista como um “joguinho” ou mero entretenimento corporativo. O seu verdadeiro objetivo é incentivar comportamentos alinhados à cultura e às metas estratégicas da empresa. Ela funciona como uma ferramenta de produtividade que fraciona grandes metas, facilita o trabalho com temas densos e gera picos de envolvimento para reduzir a procrastinação.
  2. Como garantir que a gamificação de Comunicação Interna e RH tenha adesão e não perca o interesse rapidamente? Para manter a estratégia viva e interessante, a mecânica do jogo deve seguir premissas básicas: ter regras claras, ser simples, didática e dinâmica, oferecer reconhecimento e mostrar visualmente o progresso das pessoas. Além disso, é fundamental conectar as iniciativas gamificadas diretamente aos objetivos de negócio da empresa.
  3. Tudo dentro de uma organização deve passar pela gamificação de Comunicação Interna e RH? Não. Embora tecnicamente tudo possa ser gamificado, fazer isso em excesso satura os colaboradores e destrói a atratividade da ação. O filtro ideal para a gamificação de Comunicação Interna e RH é focar exclusivamente nos temas, processos ou dinâmicas que a organização precisa acelerar ou que demandam maior participação ativa dos colaboradores no momento.
  4. Como saber se a empresa está madura para adotar a gamificação de Comunicação Interna e RH? A maturidade para um sistema de recompensas é avaliada ao compreender profundamente o público interno e ao convencer a liderança sobre a viabilidade da estratégia. Na prática, ter canais de comunicação que forneçam indicadores claros de engajamento ajuda a diagnosticar se os colaboradores estão prontos e aderentes a esse tipo de estímulo.
  5. Como a Inteligência Artificial contribui para a gamificação de Comunicação Interna e RH da Dialog? A IA atua como um agente autônomo que varre a plataforma de comunicação para identificar padrões de comportamento das equipes. Com esses dados, a tecnologia consegue construir rankings automatizados e direcionados para públicos específicos (como equipes de fábrica) em períodos determinados, garantindo que o engajamento gerado se transforme em produtividade real.

Por Marcela Freitas Paes, analista de Marketing Sênior (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

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Employer Branding orientado a dados: como transformar criatividade em resultado https://blog.dialog.ci/employer-branding-orientado-a-dados-como-transformar-criatividade-em-resultado/ https://blog.dialog.ci/employer-branding-orientado-a-dados-como-transformar-criatividade-em-resultado/#respond Thu, 14 May 2026 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6581 Employer branding sustentado só por percepção não sobrevive em reunião de orçamento  Sem números, qualquer iniciativa criativa vira achismo e achismo não justifica investimento, não defende orçamento, não prova nada. A boa notícia é que dados e criatividade não disputam espaço: um define o território e mostra se funcionou, o outro constrói a conexão. Essa […]

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Employer branding sustentado só por percepção não sobrevive em reunião de orçamento 

Sem números, qualquer iniciativa criativa vira achismo e achismo não justifica investimento, não defende orçamento, não prova nada. A boa notícia é que dados e criatividade não disputam espaço: um define o território e mostra se funcionou, o outro constrói a conexão.

Essa lógica vale para além da atração de talentos. A marca empregadora precisa ser consistente de fora para dentro, no processo seletivo, no onboarding, na comunicação interna, na experiência do colaborador. Quando há quebra entre o que a empresa comunica para candidatos e o que os colaboradores vivem no dia a dia, o early turnover aparece lá na frente como consequência direta.

O que os dados fazem e o que a criatividade faz

Dados dizem o que a audiência valoriza, onde a marca está falhando e se a comunicação está funcionando. Criatividade traduz isso em mensagens que conectam, experiências memoráveis e identidade reconhecível.

2 exemplos concretos:

Crédito: makelove.

Equifax BoaVista

Desafio: Reposicionar sua marca empregadora como inovadora e tech-oriented para universitários. A meta era captar 500 leads.
Solução: Com dados sobre o perfil-alvo (estudantes de SP nas áreas de tech, negócios e engenharia com formatura entre 2025 e 2027), criamos uma missão digital gamificada de 15 minutos que levava os estudantes a 2029 para resolver dilemas corporativos reais.
Resultados:

  • mais de 1.000 cadastros (200% da meta);
  • 40 universidades participantes;
  • custo por lead de R$ 4,12 ;
  • perfil atingido que bateu exatamente o target  (40% tech, 30% negócios, 15% engenharia).

[Ver dados + criatividade completos]

Crédito: makelove.

OMK

Desafio: Metalúrgica que enfrentava o estereótipo de “fábrica fora de moda” entre jovens.
Solução: A pesquisa revelou que esse público se expressa via roupas e estilo. O insight virou execução: uma collab fashion com coleção cápsula na qual cada peça representava uma etapa da produção, com os próprios jovens dando nome a cada item.
Resultados: 

  • + de 14 milhões de pessoas alcançadas;
  • brand lift de atratividade da área produtiva saltando de 13% para 29%;
  • coleção esgotou em poucos dias.

[Ver dados + criatividade completos]

Quais métricas medir e para quê

Você não precisa medir tudo, precisa medir o que faz sentido para onde você quer chegar. Como resumiu bem Whiny Fernandes (nossa Country Manager), não existe métrica universal de employer branding. Apenas comparar seu NPS de candidatos com o da empresa ao lado não te diz nada útil, o contexto da sua empresa importa bem mais.

Dito isso, há uma forma prática de organizar o que acompanhar por objetivo:

Se o seu objetivo éVocê pode medirComo usar
Provar valor para o negócio
ROI de EB
Aceitação de ofertas
Recusa
Apresente em reunião de budget mostrando quanto EB economiza vs quanto custa não investir
Validar se sua comunicação funciona
Relevância de candidatos
Time-to-hire
Brand Health Check (6-12 meses)
Antes de qualquer mudança, registre o ponto de partida e acompanhe
Identificar onde sua marca quebra
Rotatividade antecipada
eNPS
Quiet quitting 
Cruzar early turnover com exit interviews revela onde a experiência quebra
Crédito: makelove

Como começar agora, mesmo sem estrutura gigante

Passo 1 — Defina um ponto de partida
Pegue os últimos 3 meses de dados de recrutamento: time-to-hire médio, % de candidatos relevantes por vaga, turnover nos primeiros 6 meses e eNPS, esse é o seu ponto zero.

Passo 2 — Escolha de 3 a 5 KPIs alinhados aos seus objetivos de 2026
Se a prioridade é expansão rápida, foque em time-to-hire e qualidade de candidatos, se é reduzir rotatividade, acompanhe early turnover e eNPS. Defina meta trimestral para cada indicador e revise a cada 90 dias.

Passo 3 — Conecte dado com ação
Um dado ruim é um convite para investigar, não para desesperar. Early turnover alto nos primeiros 30 dias, por exemplo, costuma revelar que o onboarding não entrega o que o employer branding prometeu. A ação criativa sai daí: redesenhar a experiência do primeiro mês, criar rituais, check-ins, mentoria.

Passo 4 — Fale a língua do negócio
CEO pensa em crescimento, margem e eficiência. Sua apresentação precisa mostrar como as pessoas influenciam diretamente esses resultados. Dados de EB que chegam até a liderança só como métricas de RH ficam presos no departamento, traduzidos em impacto financeiro, entram na conversa estratégica.

Criatividade que performa tem endereço certo

Employer branding orientado a dados não significa engessar a criatividade, significa dar a ela um destino claro. Estratégia define o que a empresa é de verdade, já a criatividade traduz isso de forma que as pessoas lembram quando as duas trabalham juntas, o resultado não é só uma campanha bonita: é uma marca que atrai quem ela de fato quer, retém quem ela precisa e prova para o negócio que o investimento valeu.

Se você quer ver isso acontecendo na prática, com cases reais que mostram desafio, solução e o número que prova que funcionou, o Sem Tempo a Perder — Conferência de EB da makelove agency acontece em 2 de junho em São Paulo, um dia inteiro dedicado a provar que criatividade e dados trabalham juntos.

Por Mauricio Moura, Gerente Estratégico de RH e Employer Branding na makelove agency Brasil.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Benefícios nas empresas: qual é a melhor divulgação? https://blog.dialog.ci/beneficios-nas-empresas-qual-e-a-melhor-divulgacao/ https://blog.dialog.ci/beneficios-nas-empresas-qual-e-a-melhor-divulgacao/#respond Thu, 05 Mar 2026 11:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6491 Oferecer benefícios relevantes é importante. Mas garantir que eles sejam compreendidos, valorizados e efetivamente utilizados pelos colaboradores é o que, de fato, gera impacto. Em outras palavras: não basta oferecer — é preciso comunicar. E comunicar bem, porque só assim ele vai viver boas experiências com o uso desse diferencial.  Do lado do negócio, é […]

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Oferecer benefícios relevantes é importante. Mas garantir que eles sejam compreendidos, valorizados e efetivamente utilizados pelos colaboradores é o que, de fato, gera impacto.

Em outras palavras: não basta oferecer — é preciso comunicar. E comunicar bem, porque só assim ele vai viver boas experiências com o uso desse diferencial. 

Do lado do negócio, é essa efetividade que faz esse recurso fidelizar talentos à sua marca empregadora. Se não tem comunicação, não tem uso. E se não tem uso, o benefício é em vão como estratégia de EB. 

Por isso, neste artigo, vamos mostrar como construir um plano de divulgação de benefícios que engaje de verdade, a partir da metodologia de seis passos táticos da Portal, que transformam benefícios corporativos em algo que vai além de um “direito contratado” — se torna parte viva da cultura da empresa.

Inspirada no conceito de Flywheel do autor Jim Collins — que propõe a construção de movimentos contínuos e sustentáveis dentro das organizações — e na visão de Community Flywheel — criado pela McKinsey —, a Mari* criou o nosso próprio método, que são justamente esses 6 passos que iremos trazer.

benefícios nas empresas
Crédito: Portal. | *Mariana Figueiredo, Diretora da B.U. especializada em Employee Experience na Portal.

O chamamos de Total Rewards Flywheel: um ciclo estratégico de comunicação de benefícios que conecta:

  • Propósito;
  • Clareza;
  • Conexão emocional;
  • Presença;
  • Liderança;
  • E evolução constante.

Vamos para o passo a passo?

1. Envolver a Comunicação Interna desde o início

A comunicação de benefícios não começa quando o plano está pronto — começa junto com a construção da proposta de valor por trás dele.

Quando a CI entra apenas na fase final, perdemos a chance de alinhar contexto, cultura e timing. E, com isso, a estratégia perde força logo na largada.

Envolver a Comunicação Interna desde o início permite que a linguagem, os canais e os formatos usados estejam alinhados com a realidade das pessoas. Assim, o colaborador entende o benefício como algo pensado para ele — e não só “lançado” por e-mail.

E isso vira resultado real: de acordo com a Klarinet, há um aumento de 25% de produtividade quando há conexão entre áreas e mensagens consistentes.

Dica prática: traga a CI para a mesa de decisão. Construa o plano de comunicação junto com o RH e com quem está estruturando o benefício.

2. Traduzir e simplificar a proposta de valor

Se os benefícios forem apresentados com nomes técnicos, siglas indecifráveis ou uma lista de termos burocráticos, o colaborador simplesmente vai se desconectar — e talvez nem ler o que foi preparado.

Comunicar benefícios com efetividade é traduzir, agrupar e dar sentido ao que está sendo oferecido. Mostrar o impacto real que cada opção pode ter na vida da pessoa, de forma simples, prática e alinhada com cada cluster.

benefícios nas empresas
Crédito: Portal.

3. Dar vida à mensagem com conexão emocional

O que engaja não é o benefício em si. É a sensação que ele desperta.

Uma comunicação que se conecta com a pessoa do outro lado vai além da informação. Ela envolve, emociona, inspira. E isso acontece quando o colaborador vê seu colega usando aquele benefício, compartilha experiências reais, sente que aquilo foi pensado com cuidado.

Tática prática: use storytelling. Vídeos curtos com depoimentos, mensagens em primeira pessoa, exemplos reais de transformação. Mostre o benefício em uso.

4. Sustentar a comunicação com consistência e presença

Comunicar uma única vez não resolve. Um plano de divulgação eficiente prevê lançamento, reforço e sustentação para manter o engajamento sempre ativo — principalmente considerando que empresas com alto nível de colaboradores engajados têm 51% menos rotatividade e 17% mais produtividade (de acordo com a Gallup).

Para fazer isso acontecer, é necessário trabalhar o tema em diferentes canais, formatos e momentos. Lembrar, revisitar, manter vivo.

É assim que trabalhamos com os diversos benefícios implantados por nossos clientes — como o case que temos com Wellhub e Grupo Petrópolis (clique e veja).

Crédito: Portal.

Tática prática: crie um planejamento bem estruturado. Live de lançamento, cards com dicas, lembretes em canais internos, espaço dedicado na intranet. Sempre pensando em cada canal de forma complementar, com todos convergindo para o mesmo lugar de consulta.

5. Mobilizar as lideranças como embaixadoras

Os líderes são a ponte entre a empresa e os colaboradores. Segundo a Deloitte, 72% dos colaboradores confiam mais em informações vindas de seus gestores imediatos do que de qualquer outro canal corporativo.

Por isso, preparar as lideranças para explicar, reforçar e incentivar o uso dos benefícios é essencial.

Dica prática: crie um kit para os líderes. Com guias, frases-chave, perguntas frequentes, instruções resumidas e até sugestões de como abordar o tema nas conversas de equipe.

6. Mensurar, aprender e ajustar

Comunicação de benefícios também é estratégia. E estratégia boa se mede — afinal, é medindo a efetividade que conseguimos lapidar qualquer rota para continuar rumo ao objetivo que temos e manter relevância e engajamento.

Crédito: Portal.

Dica prática: após a campanha de lançamento, aplique pesquisas rápidas de feedback, e monitore adesões, dúvidas e acessos aos canais. Depois, use esses dados para evoluir o plano e até para ter estratégias mais sólidas em lançamentos futuros.

Conclusão: um benefício só é bom quando é percebido como tal

De nada adianta um benefício incrível se ele for mal comunicado.

Um bom plano de divulgação faz com que o colaborador entenda o que ele ganha, como usar, por que aquilo importa — e, principalmente, sinta que aquilo foi pensado para ele.

Porque no fim, como a Mari sempre diz, inclusive na sua palestra própria para benefícios: não é o número de benefícios que importa, mas a forma como o colaborador percebe, entende e usa o que está disponível.

Por Rafaela Moreira, Redatora na Portal.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Comunicação Interna e Gestão de Pessoas em 2026; confira dados inéditos https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-e-gestao-de-pessoas-em-2026-confira-dados-ineditos/ https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-e-gestao-de-pessoas-em-2026-confira-dados-ineditos/#respond Mon, 23 Feb 2026 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6475 A Comunicação Interna é desafio ou prioridade para a área de Gestão de Pessoas (ou RH) na sua empresa? A 8ª edição do relatório Tendências em Gestão de Pessoas, realizado pela Great Place To Work Brasil, mostrou que a Comunicação Interna segue sendo uma grande dor e uma das maiores prioridades para a área, tanto […]

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A Comunicação Interna é desafio ou prioridade para a área de Gestão de Pessoas (ou RH) na sua empresa?

A 8ª edição do relatório Tendências em Gestão de Pessoas, realizado pela Great Place To Work Brasil, mostrou que a Comunicação Interna segue sendo uma grande dor e uma das maiores prioridades para a área, tanto no nosso país quanto na América Latina.

Neste texto, traremos os principais insights da pesquisa para você, profissional de CI, entender melhor a perspectiva do time de RH e conseguir desenhar estratégias mais eficazes em conjunto com a área. Boa leitura!

Comunicação Interna não é mais tão desafiadora?

O primeiro dado relevante sobre Comunicação Interna é que o tema ocupa o 3º lugar no ranking de maiores desafios de Gestão de Pessoas em 2026, empatado com o engajamento dos colaboradores. Ambos os pontos registraram 28,2% das respostas.

Na edição de 2025, CI ocupava o 1º lugar. Isso mostra que profissionais de RH não possuem o mesmo nível de preocupação com o tema neste ano, o que pode ser um bom sinal ou sinalizar o alerta vermelho. Entenda:

  • É um dado que pode ser positivo caso as empresas tenham investido na área de Comunicação Interna no último ano e/ou tenham amarrado os planejamentos e estratégias das duas áreas;
  • Por outro lado, pode ser negativo se nada disso foi feito e, devido à preocupação com temas como capacitação da liderança e contratação de profissionais (que ficaram em 1º e 2º lugar no ranking, respectivamente), a CI perde espaço e corre o risco de ser deixada de lado.

O estudo contou com respostas de profissionais de Gestão de Pessoas de 11 estados (Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo). Somente CE, MG e PR têm a Comunicação Interna no top 3 desafios.

Filtrando por setor, os que consideram a CI um dos 3 grandes desafios do ano são: Educação, Financeiro, Jurídico, Saúde e Serviços.

Ao analisar respondentes da América Latina, a Comunicação Interna é citada como o grande desafio da área de Gestão de Pessoas, com 32,3%. Fechando o pódio, temos desenvolvimento/capacitação da liderança e a transformação da cultura organizacional, diferindo um pouco do top 3 brasileiro.

Na lista de prioridades

O estudo da GPTW também questionou seus respondentes sobre as prioridades de Gestão de Pessoas em 2026. No Brasil, a Comunicação Interna ficou em 4º lugar na lista, com 24,6%, atrás de:

  1. Desenvolvimento/capacitação da liderança (57,4%);
  2. Transformação e/ou evolução da cultura organizacional (33,1%);
  3. Engajamento/comprometimento das pessoas (31,3%).

Pelo filtro de estados, somente o Espírito Santo tem a CI nas 3 principais prioridades. Entre os setores, Educação, Jurídico, Saúde, Serviços e Turismo são os que têm a área como uma das principais prioridades.

Na América Latina, a CI é a 3ª maior prioridade (30,4%), ficando atrás apenas de desenvolvimento/capacitação da liderança (46,7%) e transformação e/ou evolução da cultura organizacional (37,4%).

E o engajamento?

Um ponto que liga as áreas de Gestão de Pessoas e Comunicação Interna é o engajamento dos colaboradores. Como mencionado anteriormente, esse é o 3º maior desafio, junto com CI.

Na análise por estados, o engajamento está no top 3 desafios dos profissionais no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Por setores, o tema foi citado por: Agências, Atacado e Varejo, Consultoria e Treinamentos, Indústria, Tecnologia, Turismo e Lazer.

O cenário, ao analisar a América Latina, é bem diferente: o engajamento é apenas o 12º na lista de desafios, com 12,6%.

Em termos de prioridade, como já mencionamos, engajar colaboradores está no 3º lugar na lista brasileira. Nos estados Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo têm o engajamento no top 3.

Filtrando por setor, Agência, Agronegócio, Atacado e Varejo, Construção e Infraestrutura, Consultoria e Treinamentos, Financeiro, Indústria, Saúde e Tecnologia são aqueles que enxergam o engajamento como  uma das 3 principais prioridades do ano.

Na América Latina, o engajamento ocupa o 9º lugar na lista de prioridades, atrás de: 

  • Desenvolvimento/capacitação da liderança;
  • Transformação/evolução da cultura organizacional;
  • Comunicação Interna;
  • Inteligência Artificial;
  • Experiência do colaborador;
  • Contratação de profissionais qualificados;
  • Saúde mental;
  • Adoção de novas políticas/novos formatos de trabalho.

2 dicas práticas para usar esses dados de forma estratégica

Chegue no RH com um “mapa de foco” (e não com um pedido genérico)

Use os recortes do estudo (Brasil x América Latina; setores que colocam a Comunicação Interna no top 3; estados mais atuantes) para construir um diagnóstico rápido: “Onde a CI é uma dor real para o nosso contexto?”.

Na prática: leve para uma reunião com RH uma apresentação com 3 blocos:

  • O que o dado diz (ranking e percentuais que você já tem no texto);
  • O que isso pode significar aqui (hipóteses: o investimento da CI caiu?);
  • O que vamos testar em 90 dias (2–3 ações mensuráveis).

Resultado: você se posiciona como parceiro de planejamento, não como “área de canal”.

Costure CI as 3 prioridades do RH (liderança, cultura, engajamento) com entregáveis conjuntos

Coloque a Comunicação Interna como infraestrutura para as prioridades do RH.

  • Liderança: apoio de capacitação de comunicação de líderes por meio de canais de CI.
  • Cultura: narrativas e comportamentos esperados traduzidos em exemplos e histórias internas (cases, reconhecimento, símbolos).
  • Engajamento: campanhas e escuta para trabalhar senso de pertencimento. 

Combine com o RH um calendário único (pautas, rituais, públicos, canais) e uma matriz RACI (Responsável, Aprovador, Consultado, Informado) simples.

FAQ: Comunicação Interna e Gestão de Pessoas 2026

  1. A Comunicação Interna é um desafio para o RH em 2026?
    Sim. No Brasil, Comunicação Interna é o 3º maior desafio (28,2%), empatada com engajamento.
  2. O fato de CI ter caído do 1º (2025) para o 3º (2026) é bom ou ruim?
    Pode ser bom (houve investimento e integração CI+RH) ou representar um alerta (a CI perdeu espaço para outras prioridades e pode ser deixada de lado).
  3. Onde a Comunicação Interna aparece mais como desafio?
    Nos estados do Ceará, Minas Gerais e Paraná e nos setores Educação, Financeiro, Jurídico, Saúde e Serviços.
  4. Comunicação Interna é prioridade para Gestão de Pessoas?
    No Brasil, a CI é a 4ª prioridade (24,6%). Na América Latina, é a 3ª (30,4%).
  5. Qual é a ponte mais direta entre Comunicação Interna e RH, segundo o texto? Engajamento: ele aparece junto de CI como desafio no Brasil e é uma das principais prioridades do RH.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

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NR-1 e Comunicação Interna: o segredo da segurança no trabalho https://blog.dialog.ci/nr-1-e-comunicacao-interna-o-segredo-da-seguranca-no-trabalho/ https://blog.dialog.ci/nr-1-e-comunicacao-interna-o-segredo-da-seguranca-no-trabalho/#respond Mon, 09 Feb 2026 11:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6468 Relacionar temas como NR-1 e Comunicação Interna precisa estar no radar de empresas que enxergam a conformidade legal e o bem-estar dos colaboradores como prioridades inegociáveis. Afinal, é na interseção dessas duas esferas que reside a chave para a construção de ambientes de trabalho verdadeiramente seguros e produtivos. Neste artigo, explicaremos o porquê.  Começando pelo […]

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Relacionar temas como NR-1 e Comunicação Interna precisa estar no radar de empresas que enxergam a conformidade legal e o bem-estar dos colaboradores como prioridades inegociáveis. Afinal, é na interseção dessas duas esferas que reside a chave para a construção de ambientes de trabalho verdadeiramente seguros e produtivos. Neste artigo, explicaremos o porquê. 

ecossistema dialog AI

Começando pelo básico: o que é a NR-1

A NR-1 (Norma Regulamentadora 1) é conhecida como a “norma-mãe” das regulamentações de trabalho no que diz respeito a pautas de segurança e saúde. Ela estabelece diretrizes gerais para a gestão de riscos ocupacionais, direciona responsabilidades, define competências das autoridades fiscalizadoras e estrutura o fluxo de elaboração e revisão das normas vigentes na legislação brasileira.

Criada em 1978, a NR-1 passa por constantes atualizações. Inclusive, em 2024 a Portaria MTE nº 1.419 trouxe novidades para a norma. Trata-se da inclusão de fatores psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), reforçando a relevância da saúde mental no trabalho e exigindo melhorias em treinamentos para a identificação de alertas. A previsão é que o texto integral entre em vigor no mês de maio de 2026.

Os riscos psicossociais são associados a condições que podem provocar ansiedade, estresse, burnout ou depressão. Entende-se que uma exposição frequente a cargas de trabalho excessivas, pressão constante por resultado, ambiente de trabalho hostil, desigualdade nas relações laborais, falta de políticas internas claras ou clima organizacional negativo são motivos para desencadear o desequilíbrio da saúde mental e emocional do colaborador. 

Além da NR-1, existem outras 37 normas vigentes no Brasil com o objetivo de atender às especificidades de cada setor, garantir conformidade e proteger os trabalhadores atuantes em diferentes funções e segmentos de mercado. O descumprimento do que está previsto nas Normas Regulamentadoras pode acarretar multas e interdições à empresa. 

NR-1 e Comunicação Interna

Devido à sua tamanha importância nas relações de trabalho, a efetividade das Normas Regulamentadoras depende, intrinsecamente, da capacidade que a organização tem em comunicar, engajar e educar seus times. É desse ponto de partida que nasce a profunda relação entre a NR-1 e a Comunicação Interna. Afinal, de que adianta identificar um risco potencial se o colaborador não é conscientizado sobre ele e a informação não chega de forma clara e compreensível a quem mais precisa dela?

Nesse cenário, a CI é a ponte que transforma a linguagem técnica e legal em mensagens acessíveis, garantindo que todas as pessoas compreendam os riscos inerentes às suas funções, as medidas de prevenção adotadas e os procedimentos de emergência. A Comunicação Interna, portanto, é a ferramenta que promove transparência, constrói relações de confiança e demonstra o compromisso que a empresa tem com a segurança das equipes.

Determinando a participação ativa dos colaboradores na prevenção de acidentes e situações com potencial agravante, a NR-1 depende de canais de comunicação abertos e preparados para o diálogo constante. Mais importante do que o envio de informações em um formato unilateral é o estímulo a uma atuação cada vez mais ativa dos colaboradores em campanhas de conscientização — o que só é possível por meio de uma Comunicação Interna estruturada e estratégica. 

Boas práticas e mão na massa

Construir narrativas engajadoras que conectem temas de saúde e segurança à cultura organizacional é um desafio que precisa ser superado. Para isso, em vez de apenas comunicar normas técnicas, a área de Comunicação Interna deve criar canais bidirecionais nos quais as mensagens sejam traduzidas em uma linguagem acessível e próxima da realidade dos colaboradores.

A comunicação deve ir além do cumprimento documental para construir consciência coletiva sobre prevenção, integrando segurança aos valores da empresa e demonstrando como cada pessoa contribui para um ambiente mais seguro e produtivo. A seguir, listamos algumas estratégias para colocar a mão na massa:

  1. Explore o potencial visual dos conteúdos

A mesma mensagem pode ser compartilhada de diferentes formas, algumas mais atrativas do que outras. Transforme informações densas em infográficos dinâmicos, produza vídeos curtos e aposte em conteúdos que tragam leveza ao discurso, como memes, gifs, glossários e outras peças visuais. 

  1. Promova canais participativos e estimule o feedback

Sem um canal de Comunicação Interna flexível e estratégico, fica difícil executar essa dica. As empresas que contam com a Dialog, por exemplo, podem investir em quizzes e pesquisas, estimular a troca em grupos segmentados e convidar as pessoas a compartilhar ideias e sugestões de iniciativas que podem ser implementadas.

  1. Insira pautas de saúde e segurança na rotina

Normalmente, as empresas deixam para trabalhar essas temáticas em momentos específicos, como a SIPATMA (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente). No entanto, é bem mais estratégico e eficiente incluir pílulas sobre saúde e segurança em comunicações cotidianas. Isso faz com que a pauta permaneça presente no dia a dia das pessoas e, assim, não caia no esquecimento. 

4. Construa formas de gamificação e reconhecimento

Falar sobre saúde, bem-estar e segurança de forma lúdica é muito mais eficiente no processo de assimilação da mensagem. Estruturar projetos que visem desafiar a equipe e premiar aqueles com melhor desempenho ou maior participação nos projetos (como treinamentos, webinars e campanhas diversas) é um bom jeito de estimular o engajamento dos colaboradores. 

5. Transforme a liderança em uma multiplicadora de bons exemplos

Seja qual for a plataforma de CI que a sua empresa usa, a liderança continua sendo o maior veículo de comunicação corporativa. São os líderes que podem inspirar as equipes a executar boas práticas de segurança por meio do exemplo. Capacite esses profissionais para que saibam repassar adequadamente o conhecimento a seus respectivos times. Também é recomendado que as lideranças tenham acesso a dados que mostrem a evolução das áreas no quesito segurança. Isso ajuda a monitorar o desempenho do setor.

banner dialog cases

A Dialog é a maior aliada da segurança no trabalho

Sem uma plataforma de Comunicação Interna preparada para manter os colaboradores informados e engajados a respeito dos mais variados temas, sua empresa dificilmente conseguirá executar com sucesso boas práticas de saúde e segurança no ambiente de trabalho. Afinal, grandes mudanças começam sempre pela conscientização!

O que acha de conhecer a nossa ferramenta em detalhes e descobrir como a Dialog pode te ajudar? Clique aqui e solicite uma apresentação exclusiva. 

Por Amanda Simpson, Líder de Conteúdo na Dialog e editora do Dialog Blog.

FAQ

1. O que é a NR-1 e por que ela é fundamental?
Conhecida como “norma-mãe”, ela define as diretrizes gerais para a gestão de riscos ocupacionais e a saúde dos trabalhadores.

2. Que mudanças a NR-1 trouxe para a saúde mental?
As atualizações incluíram fatores psicossociais, exigindo que as empresas monitorem riscos como estresse, ansiedade e burnout.

3. Qual é o papel da Comunicação Interna na segurança?
A CI atua como ponte, traduzindo a linguagem técnica das normas em mensagens claras e acessíveis para todos os níveis da empresa.

4. Como engajar os colaboradores em pautas de segurança?
Por meio de canais bidirecionais, conteúdos visuais e gamificação, transformando a prevenção em uma consciência coletiva e diária.

5. Por que a tecnologia é essencial para a conformidade da NR-1?
Plataformas digitais permitem a segmentação de avisos e a coleta de dados, garantindo que a informação certa chegue a quem corre riscos.

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A Comunicação Interna deve ficar no RH ou no Marketing? https://blog.dialog.ci/a-comunicacao-interna-deve-ficar-no-rh-ou-no-marketing/ https://blog.dialog.ci/a-comunicacao-interna-deve-ficar-no-rh-ou-no-marketing/#respond Thu, 29 Jan 2026 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6342 Essa é uma daquelas perguntas que nunca envelhecem. Pode passar o tempo, mudar a liderança, refazer o organograma… E ela continua aparecendo: a Comunicação Interna deve responder a qual área? RH ou Marketing? De cara, vale dizer: essa dúvida é legítima. Afinal, tanto o RH quanto o Marketing têm estruturas, repertórios e objetivos que podem […]

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Essa é uma daquelas perguntas que nunca envelhecem. Pode passar o tempo, mudar a liderança, refazer o organograma… E ela continua aparecendo: a Comunicação Interna deve responder a qual área? RH ou Marketing?

De cara, vale dizer: essa dúvida é legítima. Afinal, tanto o RH quanto o Marketing têm estruturas, repertórios e objetivos que podem impulsionar (ou limitar) o papel estratégico da CI dentro das empresas.

Mas talvez a pergunta mais relevante não seja “onde colocar?”, e sim “como posicionar?”. Porque, no fim das contas, não adianta escolher um guarda-chuva bonito se a CI continua tomando chuva, mesmo debaixo dele.

Crédito: Portal.

Neste artigo, você entende os prós e contras de cada modelo, e acompanha uma reflexão sobre o que realmente importa para que a CI cumpra seu papel: gerar valor, engajar pessoas e manter a cultura viva.

Quando a Comunicação Interna está no RH

Muitas empresas optam por deixar a Comunicação Interna sob a liderança do RH — e há bons motivos para isso. Essa escolha permite uma atuação mais próxima dos temas que envolvem gente, cultura e clima organizacional.

Veja algumas vantagens desse modelo:

Proximidade com EVP, clima e cultura

Estando no RH, a CI acompanha de perto ações estratégicas de gestão de pessoas, como:

  • Programas de desenvolvimento
  • Pesquisas de clima
  • Rituais culturais 
  • Políticas de benefícios

Isso permite que a comunicação esteja alinhada à realidade e ao sentimento das equipes.

Acesso direto às lideranças

Ao conviver com quem cuida da gestão de pessoas, a CI fortalece sua escuta ativa e o relacionamento com líderes. Esse elo é fundamental para traduzir estratégias em mensagens que façam sentido no dia a dia dos colaboradores, contando com a voz que mais faz a diferença: a da liderança.

Mais espaço para o reconhecimento e o pertencimento

Por estar perto de quem cuida das pessoas, a CI pode ir além do “comunicado padrão” e atuar como agente de valorização interna — usando a comunicação como ferramenta de conexão e até estratégica, por meio da criação de influenciadores internos, por exemplo (leia mais sobre eles aqui).

Mas há riscos também

Em muitas empresas, o time de CI dentro do RH acaba sendo absorvido por uma rotina de execuções pontuais: recados, lembretes, campanhas operacionais, demandas de última hora. O volume engole a estratégia — e a área perde a chance de construir narrativas mais consistentes.

Quando a Comunicação Interna está no Marketing

Em outros contextos, a CI está mais próxima do Marketing. E esse modelo também traz benefícios importantes, especialmente do ponto de vista criativo e institucional. Confira alguns exemplos:

Conexão com a narrativa da marca

A área de Marketing vive o posicionamento da empresa. Estar nesse ambiente pode ajudar a CI a manter uma comunicação alinhada à voz da marca, ampliando a reputação de forma consistente — dentro e fora.

Acesso a repertório, ferramentas e talentos criativos

Quando a CI está no marketing, ela compartilha o dia a dia com áreas como:

  • Branding
  • Estratégia digital
  • Design e Conteúdo

Isso facilita a criação de campanhas mais atrativas, modernas e coerentes com as tendências de comunicação.

Mais velocidade e capacidade de storytelling

A lógica criativa do Marketing favorece a exploração de temas internos com narrativas mais visuais, envolventes e estratégicas — o que pode melhorar o alcance e o engajamento.

Mas aqui também existe um alerta

Quando a Comunicação Interna está no Marketing, ela corre o risco de virar “a área esquecida” com as prioridades externas. As entregas de marca, campanhas de mídia e metas de conversão acabam tomando todo o espaço — e a CI perde conexão com o que realmente importa para o público interno.

Então… qual o modelo ideal?

Spoiler: nenhum. Ou melhor, os dois.

Crédito: Portal.

O que define o sucesso da Comunicação Interna não é onde ela está no organograma, mas como ela é tratada dentro da estratégia da empresa. RH e Marketing podem (e devem) ser aliados da CI, não apenas guardiões.

A CI sempre tem clareza de seu papel, que é influenciar comportamentos, fortalecer cultura e engajar pessoas. Mas pra conseguir conectar gente e negócio isso não basta, ela precisa que outras áreas entendam, valorizem e priorizem isso também — principalmente a área “guarda-chuva” sob a qual ela está.

E pra saber se o Marketing ou o RH está valorizando tudo isso, basta fazer algumas perguntas sobre o que o cenário que a CI se encontra no momento:

  • Ela participa das decisões?
  • Tem voz nos comitês estratégicos?
  • Recebe informações com antecedência ou só na hora do “sobe e avisa”?
  • Tem liberdade para sugerir narrativas estratégicas ou apenas executa comunicados?

Conclusão: o guarda-chuva certo é o que permite a CI fazer o que ela nasceu para fazer

A Comunicação Interna precisa de posicionamento, protagonismo e parceria. Se estiver no RH, que tenha liberdade criativa. Se estiver no Marketing, que possa manter o olhar voltado às pessoas.

E se estiver no meio do caminho — como acontece em muitas empresas — que tenha suas entregas vistas com clareza, estratégia e valor para o negócio.

No fim, a pergunta não é só “onde a CI deve estar?”, mas “o que a empresa espera da CI?” — e, mais importante: está dando condições reais e visibilidade para ela entregar tudo isso?

Por Rafaela Moreira, Redatora na Portal.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Segurança da Informação na Comunicação Interna: 3 dicas para colocar em prática https://blog.dialog.ci/seguranca-da-informacao-na-comunicacao-interna-3-dicas-para-colocar-em-pratica/ https://blog.dialog.ci/seguranca-da-informacao-na-comunicacao-interna-3-dicas-para-colocar-em-pratica/#respond Mon, 26 Jan 2026 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6361 Quando falamos de Segurança da Informação, dificilmente conectamos o tema à Comunicação Interna. Isso porque a CI costuma ser associada a engajamento, alinhamento de cultura, experiência do colaborador e marca empregadora. Porém, na prática, o dia a dia da área também envolve um outro ativo valioso: informação.  À medida que a Comunicação Interna e o […]

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Quando falamos de Segurança da Informação, dificilmente conectamos o tema à Comunicação Interna. Isso porque a CI costuma ser associada a engajamento, alinhamento de cultura, experiência do colaborador e marca empregadora. Porém, na prática, o dia a dia da área também envolve um outro ativo valioso: informação. 

À medida que a Comunicação Interna e o RH se digitalizam, as plataformas deixam de ser apenas canais e passam a funcionar como repositórios de dados, concentrando conteúdos, interações e registros dos mais variados tipos a partir de informações extraídas de planilhas, formulários, enquetes, pesquisas, posts, organogramas, materiais de onboarding, políticas internas e outros. 

Quanto mais a empresa usa esses ambientes digitais para estruturar o fluxo da CI, maior é a responsabilidade de garantir que esse acervo esteja protegido contra acessos indevidos, vazamentos e usos inadequados. Por isso, a Segurança da Informação não pode ser tratada como assunto exclusivo da área de Tecnologia.

Para os departamentos de Comunicação Interna e Recursos Humanos, o tema precisa entrar no planejamento do ecossistema como um requisito estratégico, porque é a segurança que sustenta a confiança dos colaboradores e a integridade dos dados que circulam dentro dos sistemas utilizados pela organização.

Neste artigo, vamos compartilhar 3 dicas que podem ajudar as empresas a proteger melhor os dados armazenados nas plataformas de Comunicação Interna. Confira!

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1. Defina governança no fluxo da CI

Para a primeira camada de segurança, é importante definir, de forma objetiva, que tipo de conteúdo e dado pode ser publicado ou solicitado, bem como onde, por quem e com qual nível de restrição. Quando a plataforma de Comunicação Interna vira um repositório vivo, é fundamental que haja criticidade na escolha das informações que serão compartilhadas e armazenadas na ferramenta.

Criar uma política interna que classifique a segmentação de cada conteúdo é um bom jeito de começar. Por exemplo: determinados materiais podem ser consumidos pelo público interno, enquanto outros são considerados restritos e têm o acesso liberado apenas para gestores ou profissionais de RH. Essa definição é importante para evitar desencontros e improvisos na hora de construir a estratégia de CI.

Mas tem um detalhe: para transformar governança em rotina, de forma que não seja apenas um documento esquecido, o ideal é estabelecer um um processo claro e descomplicado. Aqui vai uma sugestão de passo a passo:

  • Estabeleça segmentações objetivas para cada conteúdo;
  • Crie regras de publicação para os canais digitais utilizados;
  • Peça suporte ao time jurídico, que tem uma atuação essencial no tratamento de dados sensíveis;
  • Identifique áreas responsáveis pela gestão dos dados, mostrando o papel de cada um na manutenção da Segurança da Informação;
  • Realize um treinamento didático com todo o público interno, conscientizando as pessoas a respeito do tema. 

2. Tenha uma equipe preparada para gerenciar problemas

A segunda dica é reconhecer um ponto-chave: muitos incidentes não começam com uma falha tecnológica complexa, mas com comportamentos cotidianos. Plataformas de Comunicação Interna concentram atenção, credibilidade e alcance — exatamente por isso podem ser palco em casos de vazamentos acidentais, como anexar um arquivo errado, confundir a segmentação adequada, compartilhar informação sensível, expor dados publicamente etc.

Nesse sentido, a CI e o RH têm um papel estratégico: traduzir as diretrizes de segurança em uma linguagem prática e conectada a situações reais. É crucial que todos os colaboradores tenham ciência da importância da Segurança da Informação e compreendam que processos bem estruturados representam maturidade organizacional e cuidado com as pessoas.

Na prática, a empresa precisa de um programa contínuo de conscientização, construído a partir de treinamentos, lembretes e campanhas específicas. Inclusive, além de definir boas práticas de uso da plataforma, isso também é importante para impulsionar ações quando algo parecer suspeito. O colaborador deve saber exatamente o que fazer em situações de risco. Para isso, os times de CI e RH devem: 

  • Transformar a Segurança da Informação em tema recorrente na comunicação;
  • Trazer exemplos práticos e próximos do dia a dia dos colaboradores;
  • Criar um plano de ação sucinto (exemplo: se acontecer X, faça Y);
  • Instruir o colaborador a reportar situações de risco (como, por qual canal, que informação enviar e o que evitar);
  • Manter alinhamento com o setor de TI e o time Jurídico;
  • Atualizar treinamentos conforme mudanças na legislação vigente. 

Por mais que a gestão da Segurança da Informação esteja sob o guarda-chuva da área de Tecnologia, o envolvimento de outras pessoas no tema é necessário para que a empresa consiga conter, corrigir e construir um ambiente (físico e virtual) com transparência e responsabilidade. 

3. Contrate uma plataforma que siga padrões internacionais de segurança

A terceira e última dica é estrutural. Se a estratégia de Comunicação Interna depende de um ambiente digital onde ficam armazenados conteúdos, interações e dados, a plataforma precisa ser escolhida com critério de segurança, tecnologia e privacidade — e não apenas por indicação, preço ou usabilidade. 

Na hora de contratar a melhor ferramenta, as certificações e os padrões internacionais ajudam a tirar a decisão do campo da promessa e levar para o campo da gestão. A Dialog, por exemplo, está em conformidade com os requisitos das normas ISO/IEC 27001:2022 e ISO/IEC 27701:2019. Priorizar uma plataforma alinhada a essas diretrizes, como a nossa, é um caminho prático para garantir que exista método, processos e controles consistentes.

Para você entender, essas certificações atestam que a Dialog segue um rigoroso padrão internacional de segurança, o que traz ainda mais tranquilidade para os nossos clientes e mantém o nosso produto em posição de liderança no mercado brasileiro. 

A Dialog é uma plataforma de Comunicação Interna que não apenas protege as informações cadastradas no nossos sistema, mas também atua como um pilar fundamental para a conformidade da sua organização com as regulamentações de privacidade de dados no país e, por extensão, com as melhores práticas globais.

O importante é lembrar que, mais do que compartilhar mensagens e integrar equipes, um canal de Comunicação Interna verdadeiramente estratégico e eficiente cria um ambiente no qual as pessoas se sentem seguras para se informar e interagir. Isso sustenta o que as áreas de CI e RH mais buscam: confiança, participação, cultura forte e marca empregadora coerente com a maturidade digital da empresa.

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FAQ

1. Por que Segurança da Informação deve ser um tema da Comunicação Interna e do RH?

Porque CI e RH lidam com informações valiosas e, hoje, as plataformas de CI armazenam dados. Proteger esse acervo sustenta a confiança e reduz riscos de vazamento e uso indevido.

2. O que significa governança da informação no fluxo da CI?

É definir regras claras de publicação e acesso, indicando o que pode ser compartilhado, para quem, em qual canal e com qual nível de restrição, evitando improvisos e desalinhamentos.

3. Por que incidentes de segurança podem acontecer mesmo sem falhas tecnológicas?

Porque muitos casos vêm de erros comuns (arquivo errado, segmentação incorreta, exposição indevida de dados sensível). Por isso, é essencial que todos os colaboradores recebam treinamento contínuo.

4. O que devo considerar ao escolher uma plataforma de CI pensando em segurança?

Priorize uma plataforma com padrões e certificações reconhecidas, como ISO/IEC 27001:2022 e ISO/IEC 27701:2019, além de foco em segurança, privacidade e controles consistentes. A Dialog é uma delas.

Por Amanda Simpson, Líder de Conteúdo na Dialog e editora do Dialog Blog.

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Ficar por dentro das tendências de Comunicação Interna e de RH é um passo fundamental para uma atuação mais estratégica no novo ciclo.

Mas a teoria não basta: além de saber quais são as tendências, é preciso também analisar o que faz ou não sentido para a organização e entender como colocar cada uma em prática. As áreas, que possuem o colaborador como foco e protagonista, devem unir forças em 2026 e embarcar juntas nessa missão.

Para falar sobre tendências e como filtrar e aplicar o que faz sentido para cada organização, José Luis Ovando, sócio-diretor de Estratégia na Supera Comunicação, e Regina Hostin, presidente da ABRH Itajaí e consultora de comunicação, foram os convidados da estreia da 2ª temporada do Dialog Experts, projeto que recebe especialistas para debater sobre temas relevantes para profissionais de CI e RH.

Você pode conferir o conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

Tendências de Comunicação Interna e RH: mais do mesmo?

Afinal, quais são as principais tendências de Comunicação Interna e RH para 2026?

Regina cita a Inteligência Artificial e o engajamento de várias gerações, tema que vem ganhando espaço nas empresas, visto que hoje existem 4 gerações ativas (baby boomers, X, millennials e Z).

A especialista explica que esses dois pontos têm relação direta com a reputação organizacional e que a transparência é cada vez mais necessária, uma vez que possíveis crises devem ser respondidas com agilidade.

“Para ser ágil, a empresa precisa ter uma cultura de mapear seus riscos junto com a liderança, de fazer matriz de risco e simulações, porque isso vai fortalecer o pensamento sistêmico e preparar esse time [de CI] para riscos que não tenham sido mapeados”, comentou.

Criar e sustentar uma reputação positiva atrai públicos de relacionamento: colaboradores, talentos, acionistas, comunidade e clientes/consumidores. Fazer isso não é uma responsabilidade exclusiva da Comunicação Interna e RH, mas coloca as áreas em posição de destaque perante ao negócio.

Em complemento, José cita 5 tendências baseadas em um estudo recente lançado pela agência, o Relatório Diálogos Supera 2025, que contou com a contribuição de 91 lideranças de comunicação e RH. São elas:

  1. A necessidade de considerar as diferentes gerações e suas expectativas na Comunicação Interna;
  2. Poder do storytelling como ferramenta de conexão e engajamento;
  3. Gestão dos desafios da infoxicação e da comunicação para públicos diversos;
  4. Construção de culturas organizacionais saudáveis;
  5. Olhar apurado do comunicador é insubstituível.

Sobre a construção de culturas, Ovando explicou que a digitalização da década de 2010 consolidou a tecnologia como um pilar estratégico, reforçando a premissa de que “toda empresa é, essencialmente, uma empresa de tecnologia”. Paralelamente, a crescente valorização do desenvolvimento de pessoas evidenciou outra verdade: “toda empresa é uma empresa de aprendizagem”. 

Desafios como o estresse climático e o Burnout colocam a segurança psicológica e a saúde mental no centro das decisões estratégicas, estabelecendo um novo entendimento: “toda empresa é uma empresa de bem-estar”. No entanto, tecnologia, aprendizagem e bem-estar só geram impacto real quando estão alinhados à cultura organizacional, fortalecendo a capacidade da empresa de inovar, evoluir e cuidar das pessoas

Já sobre o olhar apurado do profissional de Comunicação Interna, ele explica:

“O contexto atual exige que profissionais de comunicação desenvolvam uma postura ambidestra, equilibrando precisão técnica com profunda sensibilidade humana. De um lado, é essencial dominar as ferramentas e estratégias que garantem a eficácia das mensagens. De outro — e ainda mais crucial — cultivar a sensibilidade necessária para orientar informações de forma responsável entre diferentes gerações. Essa é uma competência genuinamente humana, capaz de facilitar a mediação de conflitos e fortalecer a segurança psicológica dentro e fora das organizações.”

Além disso, ele afirma que isso se trata de construir relações verdadeiras, conectando-se com as pessoas por meio de narrativas simples e autênticas, que humanizam objetivos estratégicos e impulsionam resultados sustentáveis.

Como filtrar as tendências de Comunicação Interna e RH

O diretor da Supera lembra que tendências podem ou não podem se concretizar e que profissionais de CI e RH devem estar atentos aos movimentos que surgem na sociedade e no mundo, pois “os ambientes organizacionais refletem, em sua essência, as pessoas que os compõem”.

Mas o filtro para saber se a Comunicação Interna e o RH devem investir em determinada tendência está em entender se aquilo faz sentido (ou não) para a cultura organizacional e a estratégia do negócio, pois “tudo é possível, mas nem tudo convém, cada organização é única”.

Regina concorda com esse ponto e complementa com outras reflexões necessárias para esse filtro:

  • Quem vai colocar essa iniciativa/tendência “de pé”? Levando em consideração principalmente empresas e áreas que buscam reduzir seus custos.
  • Essa tendência resolve qual problema da organização?

Da teoria para a prática

Após identificar uma tendência que faz sentido para a empresa, por onde começar para garantir uma implementação eficiente? Que etapas podem ser seguidas para aumentar as chances de sucesso?

A presidente da ABRH Itajaí explica que, ao confirmar que a tendência faz sentido e resolve algum problema da empresa, o próximo passo é entender se existem competências internas para colocar em prática ou se é preciso promover alguma capacitação, trazer parceiros, contratar fornecedores etc.

Definir objetivos e indicadores é outro passo importante, pois sem métricas não há gestão. Ela sugere também promover um projeto piloto para reduzir riscos.

Hostin completou com duas ponderações:

  1. As áreas de CI e RH devem explicar para os colaboradores o porquê determinada tendência está sendo implementada, pois a resistência à mudança acontece quando essa transição não é devidamente explicada.
  2. É preciso envolver a liderança e os colaboradores para garantir uma implementação de sucesso.

Esse último ponto é reforçado por José Luis, pois toda boa ideia ou processo de transformação precisa de patrocinadores. 

“Quanto mais profunda a mudança ou maior a complexidade de implementação, mais essencial é que as lideranças estejam alinhadas — em todos os níveis: alta, média e operacional.”

Ele explica que, muitas vezes, a Comunicação Interna atua nos bastidores: cria a ideia, convence boa parte da organização de que ela é promissora, dedica energia para estruturá-la, conquista a adesão do CEO e, depois disso, os porta-vozes orientados comunicam a novidade e recebem os aplausos. E tudo bem, pois o brilho pertence aos resultados.

“O trabalho de comunicadores e profissionais de RH está sempre conectado a construção de acordos e caminhada conjunta, de braços dados, com apoiadores. É a partir desse alinhamento que a ideia — enquanto tendência — ganha espaço para ser absorvida, incorporada e realmente acontecer.”

Potencial da união entre Comunicação Interna e RH

Regina explica que fora do estado de São Paulo é muito comum que a comunicação fique dentro da área de RH, departamento focado nas pessoas, no clima e em temas como jornada do colaborador, cultura e bem-estar.

Independentemente da CI estar sob a área de RH, Marketing ou respondendo diretamente para a alta liderança, a união entre esses dois departamentos é valiosa para as organizações, pois traduz valores, propósito, cultura e estratégia para os colaboradores.

FAQ: Tendências de Comunicação Interna e RH em 2026

1. Quais são as principais tendências de Comunicação Interna e RH para 2026? 

Inteligência Artificial, engajamento de múltiplas gerações (baby boomers, X, millennials, Z), storytelling como ferramenta de conexão, gestão da infoxicação, construção de culturas organizacionais saudáveis, e o olhar apurado do comunicador.

2. Como filtrar quais tendências adotar na organização? 

Verificar se faz sentido para a cultura organizacional e estratégia do negócio, avaliar quem vai implementar (considerando custos), e identificar qual problema da organização a tendência resolve.

3. Como aplicar uma tendência na prática? 

Confirmar que resolve um problema, verificar competências internas ou promover capacitação, definir objetivos e indicadores, fazer projeto piloto, explicar o “porquê” aos colaboradores, envolver liderança e colaboradores.

4. Por que a união entre Comunicação Interna e RH é importante? 

Porque traduz valores, propósito, cultura e estratégia para os colaboradores, focando nas pessoas, clima, jornada do colaborador e bem-estar.

5. Qual é o papel do profissional de Comunicação Interna hoje? 

Desenvolver postura ambidestra: precisão técnica com sensibilidade humana, dominar ferramentas, orientar informações entre gerações, mediar conflitos e fortalecer segurança psicológica.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

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