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A Comunicação Interna no Varejo brasileiro vive um momento de transformação profunda. Para falar sobre as necessidades e os desafios do setor, a Dialog promoveu, em parceria com o Grupo Casas Bahia, a primeira edição do Dialog Perspectivas, evento setorial.

O tema da estreia foi “O poder do engajamento de colaboradores no Varejo”, e o encontro concluiu o seguinte: a Comunicação Interna no Varejo não é apenas uma área de apoio, mas um pilar estratégico para reduzir o turnover, fortalecer a cultura e impactar outros pilares da organização. 

A programação contou com a participação de Adriano Zanni (Grupo Casas Bahia), Andréia Nunes (Grupo Casas Bahia), Caio Rodrigues (Great Place to Work Brasil), Elizeo Karkoski (P3K Comunicação) e Marcelo Rouco (Dale).

Neste texto, compartilharemos os principais insights do evento. Boa leitura!

Comunicação Interna no Varejo: como chegar às lojas

O primeiro debate do evento sobre a Comunicação Interna no Varejo, que contou com Caio Rodrigues e Marcelo Rouco, trouxe uma provocação sobre a distância entre o escritório central e o ponto de venda (PDV). 

Esse é um diagnóstico sobre um dos maiores “gargalos” do setor: o descompasso entre as campanhas criadas no escritório e a execução real nas lojas. Para Caio e Marcelo, a Comunicação Interna no Varejo é o trilho que garante que essa jornada não se perca.

Caio Rodrigues apresentou dados que reforçam o papel do gerente de loja como o “embaixador da confiança”. No Varejo, o colaborador da ponta muitas vezes enxerga a empresa através do seu líder direto.

  • O desafio: Se o gerente não compreende o propósito de uma campanha ou se sente sobrecarregado, ele não a comunica com clareza.
  • A solução: A Comunicação Interna deve capacitar o líder para que ele não apenas repasse informações, mas traduza a estratégia em benefícios práticos para o time de vendas.

Marcelo Rouco trouxe uma visão crítica sobre a saturação de mensagens. No dia a dia frenético da loja, o vendedor ignora o que não é imediato.

  • Tradução da mensagem: antes da campanha chegar ao cliente, ela precisa ser vendida para o colaborador.
  • Foco na utilidade: uma Comunicação Interna eficaz responde rapidamente a três perguntas do colaborador: 1. O que eu preciso fazer? 2. Por que estamos fazendo isso? 3. Como isso me ajuda a vender mais e melhor?

Sem essa camada de contexto, a campanha externa torna-se apenas mais um cartaz na parede, sem o engajamento necessário para converter em resultados.

Cultura em todo lugar: o desafio da capilaridade

Como manter uma cultura forte em uma empresa com mais de 30 mil profissionais e centenas de lojas? Andréia Nunes, diretora de Gente, Gestão e Assuntos Corporativos no Grupo Casas Bahia, contou como uma das maiores varejistas do país gerencia a cultura e o engajamento de milhares de colaboradores.

Para o grupo, a Comunicação Interna no Varejo é a ferramenta que sustenta a governança e a transição para uma cultura orientada a resultados.

  • Omnicanalidade Interna: Assim como o cliente é multicanal, o colaborador também é. O uso de TVs internas, aplicativo de CI e rituais presenciais garante que a mensagem chegue a todos, independentemente da localização geográfica.
  • Protagonismo e storytelling: Por meio do projeto “Da Loja Pro Mundo”, a empresa passou a dar visibilidade a histórias reais de quem faz o Varejo acontecer. Isso humaniza a marca e cria um senso de pertencimento que é vital para o engajamento no setor.

A diretora reforçou que a capilaridade do Varejo exige rituais rígidos para que a estratégia não se perca; e que a Comunicação Interna não deve apenas “informar”, mas sim “sustentar rituais”.

CI como estratégia de retenção e performance

O terceiro painel trouxe uma visão técnica sobre como uma tecnologia, como a Inteligência Artificial, e uma Comunicação Interna eficiente impactam os KPIs de negócio, especialmente o turnover.

Adriano Zanni e Elizeo Karkoski discutiram como a IA está sendo aplicada para facilitar o dia a dia da operação. No Varejo, o tempo é escasso. O uso de agentes de IA para responder a dúvidas rápidas sobre normas, benefícios e cultura organizacional permite que o colaborador foque no que realmente importa: o cliente.

O turnover é um dos maiores desafios do setor. Adriano Zanni foi enfático: “o turnover no Varejo é um reflexo direto da desconexão entre o colaborador e o propósito da empresa”.

  • Escuta ativa diária: Diferentemente das pesquisas de clima anuais, a comunicação moderna permite termômetros diários.
  • Fortalecimento da cultura: Quando a CI comunica de forma transparente os rituais de governança e os resultados (como as reuniões semanais de performance), o colaborador entende seu papel no todo, o que reduz a fricção e aumenta a retenção.

Elizeo reforçou que o turnover no Varejo é frequentemente um sintoma de falta de propósito e escuta. A CI atua aqui para criar canais de feedback contínuos, transformando a empresa em um lugar em que o colaborador se sente visto.

Por fim, Adriano trouxe um olhar humano sobre a realidade do varejista: muitos colaboradores vêm de classes C e D e buscam no ali sua primeira grande oportunidade. A Comunicação Interna no Varejo deve, portanto, produzir um senso de orgulho e mobilidade social. Quando o colaborador entende que seu trabalho ajuda outras famílias a realizar sonhos (como a compra de um eletrodoméstico), o engajamento deixa de ser métrica e vira cotidiano.

Por Marcela Freitas Paes, analista de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) sênior e editora do Dialog Blog.

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Lançar uma plataforma de Comunicação Interna em um cenário predominantemente operacional é desafiador, mas manter e engajar esse público no canal é ainda mais!

O Grupo Piracanjuba conta com mais de 4.600 colaboradores e lançou o Fala Ju — plataforma de Comunicação Interna desenvolvida pela Dialog — em julho de 2025. Em menos de 10 meses, a ferramenta registra 86% de usuários cadastrados e quase 60% de engajados.

Para falar sobre como alcançar resultados tão expressivos e compartilhar boas práticas de Comunicação Interna e engajamento, Rafaela Soares, coordenadora de Comunicação e Atendimento do Grupo Piracanjuba, foi a convidada do 53º episódio do #DialogTalks.

Assista ao episódio completo clicando no player abaixo ou escute a versão podcast aqui.

Cenário pré-plataforma de Comunicação Interna

Antes de falar detalhes do case da plataforma de Comunicação Interna “Fala Ju”, Rafaela Soares compartilhou o contexto do Grupo Piracanjuba, que conta com uma sede em Goiânia (GO), 10 fábricas espalhadas em diversos estados (GO, MG, PR, RJ, RS, SC, SE e SP) e 16 postos de resfriamento de leite.

O grupo conta com marcas próprias, como a própria Piracanjuba, e licenciadas, como Molico e Ninho. 

O time de Comunicação do Grupo Piracanjuba tem 8 profissionais, além de receber o apoio da equipe de Gente e Gestão nas unidades operacionais.

Antes do “Fala Ju”, o e-mail, o mural,o informativo semanal e o jornal trimestral eram os canais de Comunicação Interna utilizados pela empresa para alcançar diferentes públicos. Com o crescimento do grupo, se mostrou necessário adotar uma nova estratégia.

O grande desafio enfrentado pela área era alcançar os times operacionais, que não tinham acesso a e-mail. Ao mesmo tempo, não era viável atualizar os murais físicos na mesma velocidade das informações digitais.

A profissional, que está há 6 anos na empresa, contou que o sonho da área de CI era contar com uma intranet e com TVs corporativas, algo que foi conquistado com a plataforma da Dialog (nos formatos desktop/intranet e aplicativo, além do módulo especial de TV).

“Se era uma informação urgente, ele [colaborador operacional] não conseguia ler ali no mural. Então, precisamos desse canal [plataforma Dialog] para nos comunicar com eles. Para a gente, isso é muito importante”, pontuou.

Rafaela conta que, com a chegada da plataforma de Comunicação Interna, os times da operação passaram a usar a ferramenta durante o horário de almoço e até mesmo pós-expediente para ficar por dentro do que está acontecendo no grupo.

Estratégias do Fala Ju

A estratégia de lançamento do Fala Ju começou com a escolha da data: em julho de 2025, a Piracanjuba (uma das marcas do grupo) completava 70 anos, e a área de CI decidiu usar esse momento tão festivo para o nascimento do novo canal.

Inclusive, o nome da plataforma foi decidido pelos próprios colaboradores, que puderam fazer sugestões e votar. Rafaela explicou que Ju era uma persona digital existente e presente nas redes sociais do grupo e que era hora de trazê-la para o ambiente interno.

“Percebemos que os colaboradores se identificam com a Ju. Ela fala e nós escutamos: ‘a Ju me respondeu, a Ju está participando’”, conta.

O passo seguinte foi gerar curiosidade e ansiedade para o lançamento com teasers, trazendo vídeos de diretores falando sobre a concretização do sonho de contar com um canal de Comunicação Interna como esse.

O Fala Ju foi lançado uma semana antes do aniversário da marca, permitindo que os colaboradores pudessem ter acesso ao canal com antecedência e acompanhar uma live comemorativa sobre as sete décadas da Piracanjuba. A TV corporativa foi lançada na mesma data.

O pós-lançamento

A coordenadora ressalta que, além do lançamento, estratégias para continuar atraindo os colaboradores são necessárias. Todos os meses, o time de CI investe em ações para aumentar o engajamento no Fala Ju. Alguns exemplos compartilhados por Rafaela foram:

  • Criação de grupos de interesse (vida fitness, leitura, produtos, receitas etc.);
  • Sorteios e concursos;
  • Recurso de banners para destacar alguma informação, anúncio e/ou campanha;
  • Visita presencial de uma representante de CI nas unidades operacionais para tirar dúvidas sobre a plataforma e incentivar o download (média de 30 a 40% de aumento nas unidades visitadas);
  • Apoio da área de Gente e Gestão para incentivar colaboradores operacionais a aderirem à plataforma;
  • Processo de integração de novos colaboradores.

“Temos essa parceria com as áreas e supervisores, fazemos muitas comunicações mostrando o que tem no Fala Ju. Lá terão acesso a informações, benefícios, links úteis, aviso de férias e folha de ponto. Buscamos mostrar cada vez mais o que temos na plataforma para que os colaboradores acessem”.

Atualmente, colaboradores podem postar e comentar somente em grupos. A timeline é exclusiva para publicações feitas pela persona Ju, que podem ser curtidas e compartilhadas pelos profissionais.

Métricas

Os dados analisados atualmente pelo Grupo Piracanjuba são: curtidas, comentários e visualizações. Além disso, pesquisas contínuas com os colaboradores também são feitas para analisar a perspectiva deles sobre o novo canal.

“Preciso ver se as pessoas estão realmente participando. Apresentamos os dados para a nossa diretoria, que repassa para a presidência”, diz Rafaela.

A escolha pela Dialog

O que levou o Grupo Piracanjuba a escolher a plataforma de Comunicação Interna da Dialog? Rafaela comentou que a empresa buscou uma ferramenta sólida no mercado, utilizada por outras grandes empresas e que atendessem às necessidades do grupo.

“Fizemos, junto ao TI, uma análise das ferramentas [de CI no mercado] e vimos que a empresa que conseguiria nos atender da forma que gostaríamos seria a Dialog justamente pela expertise, pelas possibilidades da ferramenta, como a segmentação de público e unidade, grupos (…) e módulos. Estamos muito felizes!”, finalizou.

Conheça a plataforma usada pelo Grupo Piracanjuba e mais de 200 empresas.

FAQ

Qual era o maior desafio no Grupo Piracanjuba antes da implementação da plataforma de Comunicação Interna? 

O desafio central era alcançar os colaboradores operacionais que não possuíam e-mail corporativo e dependiam de murais físicos, que não podiam ser atualizados com a mesma velocidade das informações digitais.

Como os colaboradores participaram da criação do Fala Ju? 

Os próprios colaboradores foram responsáveis por sugerir e votar no nome da ferramenta, ajudando a humanizar o canal ao trazer para o ambiente interno a persona “Ju”, já conhecida nas redes sociais externas do grupo.

Quais resultados de adesão o Grupo Piracanjuba obteve com a Plataforma de Comunicação Interna em menos de 10 meses? 

A empresa alcançou marcas expressivas, registrando 86% de usuários cadastrados e quase 60% de colaboradores ativamente engajados na ferramenta.

Quais estratégias foram adotadas para manter o engajamento na plataforma de Comunicação Interna após o lançamento? 

Foram criados grupos de interesse (como culinária e fitness), realizados sorteios, feitas visitas presenciais às unidades para tirar dúvidas e a integração de serviços úteis, como folha de ponto.

Por que a Dialog foi a solução escolhida para ser a plataforma de Comunicação Interna do grupo? 

A escolha se deu pela solidez da ferramenta no mercado e por sua capacidade técnica de atender às necessidades específicas do grupo, como a segmentação de público por unidade e a oferta de múltiplos módulos (desktop, aplicativo e TV).

Por Marcela Freitas Paes, analista de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) sênior e editora do Dialog Blog.

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Como a Claro transformou Comunicação Interna em produtividade com o Bora! https://blog.dialog.ci/como-a-claro-transformou-comunicacao-interna-em-produtividade-com-o-bora/ https://blog.dialog.ci/como-a-claro-transformou-comunicacao-interna-em-produtividade-com-o-bora/#respond Fri, 24 Apr 2026 19:48:50 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6568 Quando falamos em Comunicação Interna, é comum pensar primeiro em canais, comunicados, campanhas e conteúdos. Tudo isso importa (e muito!). Mas, na Claro, a construção do Bora!, plataforma criada pela Dialog para a companhia, partiu de uma provocação ainda maior: como transformar a comunicação em uma experiência capaz de gerar produtividade para o colaborador e […]

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Quando falamos em Comunicação Interna, é comum pensar primeiro em canais, comunicados, campanhas e conteúdos. Tudo isso importa (e muito!). Mas, na Claro, a construção do Bora!, plataforma criada pela Dialog para a companhia, partiu de uma provocação ainda maior: como transformar a comunicação em uma experiência capaz de gerar produtividade para o colaborador e valor para o negócio?

Foi esse o ponto central da palestra de Thiago Procopio, gerente de Comunicação da Claro, durante o encontro promovido pela Dialog em São Paulo, no mês de abril.

Logo no início da conversa, ele deixou claro que o Bora! não nasceu para ser “apenas” uma plataforma de Comunicação Interna. Ele nasceu para ser um convite à conexão, à simplicidade e à eficiência.

Em uma empresa com cerca de 40 mil colaboradores, múltiplas frentes de atuação, públicos muito diferentes e uma operação espalhada pelo Brasil inteiro, esse desafio ganha outra dimensão.

A Claro não é só o celular que está na mão do consumidor. É também TV, internet, soluções empresariais, atendimento a grandes clientes, governo, infraestrutura, lojas, técnicos de campo, times digitais, equipes comerciais e muitos outros universos convivendo dentro de uma mesma organização.

E comunicar bem para todos esses públicos exige mais do que enviar informação. Exige entender as jornadas.

Comunicação Interna e propósito

Em sua palestra sobre Comunicação Interna e produtividade, Thiago destacou como a Claro encarou o processo de construção da plataforma. O desafio nunca foi simplesmente implementar uma ferramenta. A pergunta era outra: o que o colaborador precisa para trabalhar melhor?

Essa virada muda tudo: em vez de pensar primeiro na plataforma e depois tentar encaixar as pessoas nela, a Claro fez o caminho inverso. Olhou para os públicos, para as dores, para as rotinas e para os pontos de fricção do dia a dia.

A partir daí, o Bora! foi desenhado como um ponto de encontro na palma da mão. Um ambiente capaz de reunir comunicação, serviços, informações úteis, integrações e funcionalidades que simplificam a vida de quem trabalha na empresa.

E isso é especialmente importante quando falamos do público operacional.

Na Claro, uma grande parte dos colaboradores está em campo, atendendo clientes, fazendo manutenção, cuidando de infraestrutura ou atuando em lojas. Muitos não têm o e-mail como principal canal de acesso. Outros têm uma rotina em movimento, na rua, no atendimento ou em deslocamento.

Então, a questão não era apenas “como fazer a mensagem chegar?”, era: como fazer a empresa estar mais próxima da rotina real dessas pessoas?

Comunicação como efeito colateral de uma experiência útil

Uma frase da palestra resume muito bem a estratégia: comunicação é também um efeito da plataforma.

Isso não diminui a importância da Comunicação Interna. Pelo contrário. Mostra que, quando a comunicação está integrada à experiência do colaborador, ela deixa de ser percebida como algo separado da rotina e passa a fazer parte do fluxo natural de trabalho.

O Bora! concentra informações, serviços e caminhos que o colaborador já precisa acessar no dia a dia. Marcação de ponto, holerite, declaração de trabalho, histórico e saldo de férias, busca por informações, eventos, colegas, serviços de RH e conteúdos relevantes passam a estar em um mesmo ambiente.

Na prática, a plataforma reduz deslocamentos digitais.

Em vez de o colaborador precisar descobrir onde está cada coisa, acessar sistemas diferentes, procurar links antigos ou pedir ajuda para outra área, ele encontra o caminho em poucos cliques. E é aí que a Comunicação Interna passa a gerar produtividade.

Menos e-mail, mais eficiência

Um dos dados mais relevantes apresentados por Thiago foi a redução de quase 40% no volume de e-mails disparados no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Quando uma empresa reduz o excesso de mensagens, ela também reduz o tempo que as pessoas gastam tentando entender o que é importante, o que precisa ser lido, o que exige ação e o que poderia estar centralizado em outro lugar.

Menos e-mail não significa menos comunicação. Significa mais estratégia.

Na Claro, o Bora! ajuda a organizar esse fluxo. Os canais continuam existindo, mas a plataforma passa a ser o destino central da jornada. Se a pessoa não sabe exatamente de onde veio a informação, ela sabe onde pode encontrá-la.

Isso reduz o ruído, melhora a experiência e ajuda a comunicação a conversar de igual para igual com o negócio.

Afinal, quando a área consegue mostrar que reduziu volume de mensagens, economizou tempo do colaborador e simplificou jornadas, a conversa deixa de ser apenas sobre engajamento e passa a ser também sobre eficiência.

Thiago Procopio – Claro

Produtividade também se mede em segundos

Outro exemplo prático apresentado foi o acesso ao holerite: Antes do Bora!, a Claro mediu quanto tempo uma pessoa gastava para chegar até esse documento. O processo levava cerca de 55 segundos. Com a ferramenta, esse tempo caiu para aproximadamente 20 segundos no aplicativo e 17 segundos no desktop.

Pode parecer pouco quando olhamos para uma única pessoa. Mas, quando esse tempo é multiplicado por milhares de colaboradores, a conta muda completamente. Estamos falando de tempo economizado em escala.

E tempo, dentro de uma empresa, também é dinheiro. É produtividade. É fluidez. É percepção de uma companhia menos burocrática e mais simples de navegar.

Essa é uma discussão muito importante para Comunicação Interna e RH: quando a experiência do colaborador melhora, o impacto não fica restrito ao clima ou ao engajamento. Ele também aparece na operação.

Um colaborador que encontra o que precisa com facilidade perde menos tempo, se frustra menos e consegue focar mais no que realmente precisa fazer.

Um hub para resolver problemas reais

Um dos cases mais interessantes compartilhados por Thiago foi o “Claro que eu resolvo”, uma solução interna voltada para demandas de clientes que chegam até colaboradores.

Funciona assim: um colaborador pode ouvir de um cliente, amigo ou familiar que existe algum problema com um serviço da Claro. Antes, esse colaborador precisava acionar a área responsável por e-mail ou por outro caminho depois, carregando aquele “backlog” informal para resolver.

Com o Bora!, essa jornada ficou mais simples. Dentro da área de acesso fácil, o colaborador encontra o serviço, registra a demanda e ela já chega à célula de atendimento responsável.

Todo mundo ganha: o cliente tem sua solicitação encaminhada, o colaborador consegue ajudar de forma prática e a empresa reduz fricções no atendimento.

Esse exemplo mostra bem como uma plataforma de Comunicação Interna pode ir além do conteúdo. Ela pode se tornar uma ponte entre pessoas, áreas, serviços e soluções.

A base de conhecimento precisa fazer sentido para quem usa

Outro ponto importante da palestra foi a construção da base de conhecimento do Bora!, chamada internamente de “Acesso Fácil”.

Aqui, a Claro tomou uma decisão estratégica: organizar a informação pelo ponto de vista do colaborador, não pelo organograma das áreas. Esse é um cuidado fundamental.

Quando a base de conhecimento reflete apenas a estrutura interna da empresa, ela pode fazer sentido para quem produz a informação, mas não necessariamente para quem precisa encontrá-la.

Por isso, a Claro estruturou os conteúdos a partir de três grandes frentes:

  • Pra você, com temas que fazem diferença direta na jornada do colaborador, como benefícios, carreira, reconhecimento, voluntariado e treinamentos.
  • Sobre a Claro, com conteúdos relacionados à cultura, conduta, redes sociais e informações institucionais.
  • Atendimento, com serviços da Claro, serviços de RH, autoatendimento e suporte de TI.

A lógica foi priorizar o que realmente ajuda o colaborador no dia a dia e, principalmente, o que pode ser resolvido também pelo mobile.

Se o conteúdo levava a uma jornada que não funcionava bem no celular, ele não era prioridade para aquele ambiente. Essa escolha mostra uma preocupação importante: não basta disponibilizar informação. É preciso garantir que a experiência seja fluida até o fim.

Adoção vem quando a plataforma entra na rotina

A Claro lançou o Bora! em 13 de dezembro e tinha uma meta bastante clara: chegar a 60% de adoção até março. O resultado superou o objetivo, alcançando 62% de adoção no público geral.

Entre o público técnico, um dos mais desafiadores, a adoção ficou próxima de 50%. Esse resultado não veio apenas de uma campanha de lançamento. Veio de um esforço para conectar o Bora à rotina das pessoas.

Thiago trouxe uma reflexão muito interessante: o que faz alguém pedir comida de novo pelo app, chamar um carro pelo aplicativo ou voltar a usar uma plataforma? A resposta não está só na comunicação de lançamento. Está na utilidade: a pessoa volta quando aquilo resolve um problema real.

Por isso, a Claro tem buscado integrar o Bora! às jornadas dos públicos. No caso dos técnicos, por exemplo, a plataforma se conecta a aplicativos e processos que já fazem parte da rotina, como gestão de chamados e treinamentos rápidos sobre mudanças técnicas.

A pergunta que guia essa estratégia é simples e poderosa: o que faria esse colaborador entrar no Bora?

Conteúdo também nasce de orgulho e pertencimento

Além da parte de serviços e produtividade, o Bora! também tem um papel importante na construção de vínculos.

Um dos exemplos compartilhados foi uma ação próxima ao Dia do Trabalhador, em que a Claro convidou colaboradores a responderem: em que momento você sentiu mais orgulho de trabalhar aqui?

O resultado foi uma grande quantidade de comentários com relatos reais, fotos, histórias de campo, momentos de pandemia, conquistas pessoais e lembranças marcantes envolvendo a empresa.

Esse tipo de conteúdo mostra uma potência que muitas vezes só aparece quando existe um ambiente preparado para escuta, troca e participação.

Não é apenas a empresa falando com o colaborador. São colaboradores contando suas histórias, reconhecendo a própria jornada e ajudando a construir uma narrativa coletiva de pertencimento. E isso também é Comunicação Interna.

Governança para organizar o excesso de informação

Em uma empresa do tamanho da Claro, o desafio não é só produzir conteúdo. É organizar prioridades.

Para isso, a companhia conta com um comitê de comunicação formado por executivos de diferentes áreas. Mensalmente, esse grupo discute temas, prioridades, necessidades de comunicação e públicos envolvidos.

Essa dinâmica ajuda a evitar que tudo vire urgente, tudo seja enviado para todos e todos os canais sejam usados ao mesmo tempo.

Com uma visão mais clara do calendário e dos públicos, a Comunicação Interna consegue mediar conversas, defender segmentações, equilibrar campanhas e garantir que as informações mais relevantes tenham espaço.

Esse modelo também tira a área de Comunicação do papel de “dona do não”. A priorização passa a ser uma decisão mais compartilhada, com base em estratégia, impacto e necessidade real do negócio.

O Bora! mostra um novo papel para a Comunicação Interna

A experiência da Claro mostra uma evolução importante no mercado.

Comunicação Interna continua sendo sobre informar, engajar e conectar pessoas. Mas também é sobre simplificar jornadas, reduzir ruídos, economizar tempo, aproximar áreas e melhorar a experiência de trabalho.

Com o Bora!, a Claro transformou sua plataforma em um hub de comunicação e produtividade. Um lugar onde o colaborador acessa informação, resolve demandas, encontra serviços, participa de conversas e se conecta com a empresa de um jeito mais simples.

E talvez esse seja o grande aprendizado: a melhor plataforma não é aquela que apenas concentra conteúdos. É aquela que passa a fazer sentido na rotina das pessoas.

Quando isso acontece, a comunicação deixa de disputar atenção como mais uma obrigação corporativa e passa a ser percebida como parte da solução.

No fim, o Bora! é exatamente isso: um convite para conectar pessoas, informação, serviços e produtividade em uma experiência mais fluida para o colaborador — e mais eficiente para o negócio.

FAQ

Qual foi a provocação central da Claro ao criar a plataforma Bora!? A Claro buscou transformar a Comunicação Interna em uma experiência geradora de produtividade e valor para o negócio, indo além do envio de informações para entender as jornadas reais dos seus 40 mil colaboradores.

Como a plataforma Bora! auxilia a rotina dos colaboradores operacionais e de campo? O Bora! funciona como um ponto de encontro na palma da mão, eliminando a dependência do e-mail e centralizando serviços essenciais, como marcação de ponto e holerite, o que reduz o ruído e aproxima a empresa da rotina de quem está na rua ou nas lojas.

Qual impacto a plataforma gerou no volume de e-mails da companhia? A estratégia resultou em uma redução de quase 40% no volume de e-mails disparados no primeiro trimestre em comparação ao ano anterior, permitindo uma comunicação mais estratégica, organizada e com menos sobrecarga de mensagens para as equipes.

De que maneira a Comunicação Interna da Claro passou a medir produtividade em segundos? A empresa otimizou processos burocráticos, como o acesso ao holerite, que passou de 55 segundos para apenas 20 segundos no app, gerando uma economia de tempo em escala que impacta diretamente na eficiência operacional da organização.

O que é o “Claro que eu resolvo” e como ele integra comunicação e atendimento? É um hub dentro da plataforma que simplifica a resolução de demandas de clientes recebidas por colaboradores, permitindo o registro rápido da solicitação via mobile e o encaminhamento imediato para a célula responsável, o que reduz fricções no atendimento.

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Comunicação Interna na Copa do Mundo e eleições; como trabalhar datas https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-na-copa-do-mundo-e-eleicoes-como-trabalhar-datas/ https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-na-copa-do-mundo-e-eleicoes-como-trabalhar-datas/#respond Thu, 26 Mar 2026 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6541 De quatro em quatro anos, acontece o encontro de uma tríade importante nas organizações: Comunicação Interna, Copa do Mundo e eleições. Se disputar a atenção dos colaboradores com atividades do cotidiano e informações de outras áreas já torna o trabalho da Comunicação Interna difícil, engajar esse público em tempos de grandes eventos externos é ainda […]

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De quatro em quatro anos, acontece o encontro de uma tríade importante nas organizações: Comunicação Interna, Copa do Mundo e eleições.

Se disputar a atenção dos colaboradores com atividades do cotidiano e informações de outras áreas já torna o trabalho da Comunicação Interna difícil, engajar esse público em tempos de grandes eventos externos é ainda mais desafiador.

Faltando poucos meses para ambos os casos, como a Comunicação Interna pode se preparar para lidar com temas sensíveis e não deixar de engajar os colaboradores?

Para responder a essas perguntas e compartilhar dicas e boas práticas, o 7º episódio do Dialog Experts recebeu Marcelo Rouco, CEO na DALE, e Roberto Ângelo, gerente de Comunicação no Grupo In Press, ambas agências parceiras da Dialog.

Para assistir ao conteúdo na íntegra, clique no player abaixo. Se preferir escutar a versão podcast, clique aqui.

Comunicação Interna, Copa do Mundo e eleições: o que muda?

A Comunicação Interna em tempos de Copa do Mundo e eleições, assim como em outros grandes eventos externos, precisa garantir que as mensagens institucionais sejam entregues e realmente assimiladas. Para isso, será que é preciso mudar algo na estratégia de canais?

Marcelo Rouco analisa que a distração por parte dos colaboradores não acontece apenas em grandes eventos, visto que no último ano muitas pesquisas mostraram quedas significativas nos índices de engajamento de profissionais dentro das organizações.

Pelo fato do Brasil ser um país apaixonado por futebol, ele explica que é praticamente impossível uma empresa sair ilesa na época do campeonato, pois as pessoas falarão sobre os jogos durante o trabalho. Nesse sentido, a Comunicação Interna deve entender como conseguir entrar no momento certo na conversa.

Ele compartilha duas dicas práticas: entender os horários dos jogos para evitar soltar comunicações nesses momentos e apostar em formatos mais curtos, levando em consideração que ambas as épocas chamam a atenção das pessoas, mesmo em horário de trabalho, sendo necessário que a CI assuma uma postura mais direta e objetiva para garantir que a eficiência da mensagem.

Para Roberto Ângelo, é preciso ter cuidado com a frequência de mensagens, pois a estratégia de comunicar mais visando aumentar o engajamento costuma ter efeito oposto.

“O que funciona melhor é sempre priorizar o que é essencial, reduzir o ruído e trabalhar com precisão. Isso passa por 3 coisas muito importantes: segmentação, timing e formato”, diz.

Engajamento em grandes eventos

Como a Comunicação Interna pode aproveitar os momentos de Copa do Mundo e eleições para engajar sem perder o foco do negócio?

O gerente de Comunicação no Grupo In Press acredita que é importante sempre conectar o evento ao propósito da organização.

Como dicas práticas, ele recomenda dinâmicas para destacar o trabalho em equipe a fim de aproveitar o clima de competição e o espírito de grupo, natural na época dos jogos. O RH pode ser um importante aliado nesse projeto.

Roberto também compartilhou um case de uma empresa que criou um álbum de figurinhas, no qual os times eram as áreas da empresa. Iniciativas como essa fazem com que colaboradores se sintam representados e permitem que as equipes se conheçam. 

Já no caso de eleições, ele ressalta que o clima é diferente e que as empresas precisam adotar uma postura neutra para autopreservação em tempos de polarização, tomando cuidado com o assédio eleitoral, algo que cresceu nos últimos anos.

Como formas de engajar colaboradores nessa época, o profissional indicou iniciativas de voluntariado e de incentivo à inovação, que gerem transformações sociais.

Em adição, o CEO na Dale explica que não é possível ignorar o fato de que, fora das organizações, conversas sobre política acontecem e que empresas podem oferecer um espaço seguro para isso, delimitando limites e fomentando uma cultura de respeito.

Ele também ressalta que CI pode usar esses momentos como pontes para mensagens e valores que precisam ser repassados aos colaboradores, e não como uma quebra de atenção.

“É aproveitar o que cada um deles traz para trabalharmos algo em paralelo”, ressalta.

Bolão

Marcelo explica que algumas empresas evitam fazer iniciativas durante o período por medo de queda na produtividade, mas, mais uma vez, por se tratar de um país com futebol como parte da cultura, isso acontece de qualquer forma. Sendo assim, a Comunicação Interna pode usar artifícios para colocar a empresa no meio da conversa.

Pensando nisso, a DALE criou um bolão para construir mais um ponto de contato entre CI e colaboradores nesse período e reforçar comportamentos desejados, como acessar determinado canal.

Ele também indica que a iniciativa pode funcionar como reforço de cultura e valores organizacionais, além de contribuir para um clima de trabalho mais leve.

O bolão é mensurável e os dados se tornam informações valiosas para entender o hábito e as preferências de consumo de informação por parte dos profissionais nas empresas.

Cuidado nas eleições

Ao contrário da Copa do Mundo, em período eleitoral o ambiente fica mais sensível. Roberto reforça a necessidade da empresa se proteger e que isso pode ser feito com governança: delimitando limites e políticas, bem como proibindo usar dependências da organização para propaganda eleitoral.

Ele explica que a liderança possui papel importante nesse cenário como aliada da Comunicação Interna, visto que o número de denúncias de coação e assédio eleitoral aumentou, e que cabe a esse público evitar compartilhar suas opiniões políticas no local de trabalho para evitar mal entendidos. 

Marcelo posiciona a Comunicação Interna como a guardiã dessas regras e informações, garantindo a transparência e a posição de neutralidade.

“A Comunicação Interna passa a ter esse papel importante de mediadora, de falar ‘olha, o ambiente aqui é dessa maneira’. É importante que a liderança traga esse mesmo direcionamento, para que não haja conflito entre o que a empresa está passando e o que o líder está falando”, pontuou.

Para finalizar, Roberto complementa dizendo que neutralidade não é omissão, mas sim uma escolha ativa da empresa em criar um lugar seguro.

Comunicação Interna na Copa do Mundo e eleições: parceria com liderança

Como contar com o apoio da liderança em ações de Comunicação Interna na Copa do Mundo e eleições (e em outros momentos, claro!)?

Marcelo explica que é necessário mostrar para esse público a importância e o impacto em termos de resultados de negócio: pessoas informadas por canais de CI e por seus líderes tendem a performar melhor e, consequentemente, não saem da empresa. 

A segunda dica é contar com o apoio dos dados para se aproximar de líderes e poder apresentar essas métricas correlacionadas com o negócio.

“Se eu [líder] estou ajudando meus colaboradores a performar melhor, naturalmente meu time está entregando mais e eu também. Então, (…) quanto mais a gente consegue provar para o líder, mais ele tende a estar engajado e próximo da CI com a gente”, comentou.

Roberto finalizou lembrando que a liderança pode até ter boa vontade para ajudar a Comunicação Interna a engajar colaboradores, mas precisa ser treinada e capacitada para tal.

“O uso de dados é fundamental. É preciso mostrar para eles o resultado que não veem no dia a dia, mostrar que a comunicação é uma parceira”, afirmou.

FAQ: Comunicação Interna em época de Copa do Mundo e eleições

1. O que muda na Comunicação Interna durante Copa do Mundo e eleições?
A Comunicação Interna precisa priorizar mensagens essenciais, segmentação, timing e formatos curtos para reduzir ruído e garantir assimilação. Evite horários de jogos e frequência excessiva de envios.

2. Como engajar colaboradores na Copa do Mundo sem perder o foco no negócio?
Conecte o evento ao propósito da organização com dinâmicas em parceria com RH, como álbuns de figurinhas com times representando áreas da empresa, reforçando trabalho em equipe.

3. O bolão é uma boa iniciativa para Comunicação Interna na Copa do Mundo?
Sim. Bolões criam pontos de contato, reforçam canais como redes sociais corporativas, promovem cultura organizacional e geram dados mensuráveis sobre hábitos de consumo de informação.

4. Como lidar com eleições na Comunicação Interna?
Adote neutralidade ativa com governança clara: proíba propaganda eleitoral, delimite limites e treine líderes para evitar assédio. Crie espaços seguros fomentando respeito e transparência.

5. Como envolver a liderança em ações de Comunicação Interna na Copa do Mundo e eleições?
Mostre impacto nos resultados de negócio com dados: uma comunicação eficaz melhora performance e retenção. Capacite líderes com métricas para provar que são parceiros estratégicos.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

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Comunicação Interna e engajamento operacional; conheça o case Leão https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-e-engajamento-operacional-conheca-o-case-leao/ https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-e-engajamento-operacional-conheca-o-case-leao/#respond Wed, 25 Feb 2026 18:49:59 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6502 A relação entre Comunicação Interna e engajamento operacional é complexa, visto que engajar esse público segue sendo um dos grandes desafios da área.  Canais que não alcançam, mensagens ou linguagem que não conversam com a realidade do público interno, estratégias que não fazem sentido… Esses são apenas alguns dos erros comuns cometidos pela área. Mas […]

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A relação entre Comunicação Interna e engajamento operacional é complexa, visto que engajar esse público segue sendo um dos grandes desafios da área. 

Canais que não alcançam, mensagens ou linguagem que não conversam com a realidade do público interno, estratégias que não fazem sentido… Esses são apenas alguns dos erros comuns cometidos pela área. Mas é possível superá-los!

A Leão encontrou na rede social corporativa desenvolvida pela Dialog a solução para se aproximar dos colaboradores, sejam eles administrativos ou operacionais. A empresa registrou 88% de engajamento em janeiro de 2026.

Para falar sobre como conseguir números tão expressivos e trazer dicas práticas de como alcançar o público da operação, convidamos Mayara Trevisan, supervisora de Comunicação na Leão, para um bate-papo enriquecedor.

Assista ao episódio na íntegra clicando no player abaixo ou escute a versão podcast aqui.

Comunicação Interna e engajamento operacional na Leão: o cenário

A sonhada dinâmica entre Comunicação Interna e engajamento operacional na Leão tinha um cenário desafiador: 630 colaboradores, sendo que 70% desse público trabalha nas operações da empresa.

Os profissionais estão espalhados nos diversos pontos da companhia, que possui um escritório em São Paulo, duas fábricas no Paraná, três centros de distribuição (SP, RJ e MG) e um time comercial que atua em pontos de venda em todo o território nacional.

Antes da adoção do LeOn — plataforma de Comunicação Interna desenvolvida pela Dialog usada pela empresa — a Leão contava com outra rede social corporativa e usava canais como e-mail, mural offline e TV corporativa. Porém, ainda assim a área enfrentava dificuldades em mensurar e analisar resultados, não conseguindo trabalhar de forma estratégica.

“A mensagem chegou? A mensagem foi compreendida? As nossas dificuldades estavam muito nesse sentido, da gente ter uma capilaridade muito grande, um time distribuído por todo o território nacional e não conseguirmos estar em todos os lugares e em todos os momentos falando com essas pessoas”, relatou Mayara.

Em 2023, assim que o LeOn completou um ano de lançamento, visitamos o escritório e um dos centros de distribuição da Leão para contar mais detalhes desse case. Assista agora.

Como alcançar o público operacional?

Essa é a pergunta de um milhão de reais para qualquer profissional de Comunicação Interna.

Atualmente, a empresa conta com 99% de colaboradores cadastrados (ou seja, já acessaram o sistema pelo menos uma vez) na plataforma e um índice de usuários ativos que ultrapassa 80%. Para alcançar esses números e, consequentemente, passar a contar com um canal digital que se conecte de verdade com o time operacional, Mayara compartilhou pontos da estratégia criada pela empresa:

  • Agregar valor à plataforma: O LeOn é mais do que um canal de CI, ele é usado como um hub de trabalho. Além disso, a ferramenta deve ser usada de forma que reconheça pessoas e dê visibilidade aos projetos.

“Hoje, o LeOn é uma ferramenta que conseguimos encontrar todos os nossos sistemas, portais, documento e informações necessárias para o nosso dia a dia de trabalho. As pessoas acessam justamente como uma ferramenta de trabalho. (…) Se o colaborador percebe valor, ele volta. E é isso que precisamos trabalhar nas estratégias de Comunicação Interna.”

  • Entender a jornada do colaborador: Pensando no público operacional, profissionais de CI devem refletir sobre os horários em que esses colaboradores entrariam na plataforma, se poderiam usar celular no ambiente de trabalho e qual é o ritmo da operação. A partir dessas informações, é possível desenhar ou ajustar a programação de publicações, linguagem, tipo de conteúdo etc.
  • Conteúdo que fale com a realidade: Menos top down, mais dia a dia. Aborde temas como segurança, reconhecimento, visibilidade, histórias reais etc.
  • Proximidade com a liderança: Líderes precisam usar e entender a plataforma, em termos de usabilidade e de valor agregado.

“Quando o líder legitima, o colaborador acessa. Quando o colaborador da operação se vê na comunicação, ele se enxerga e se conecta com a nossa jornada.”

Recursos para a Comunicação Interna

A solução da Dialog conta com recursos que podem apoiar equipes de Comunicação Interna nos grandes desafios enfrentados pela área, como transformar líderes em comunicadores e alcançar e engajar colaboradores operacionais. Mayara cita como a plataforma ajuda a Leão:

Multicanalidade 

A ferramenta, em sua essência, tem o formato desktop (intranet) e mobile (aplicativo). Além disso, é possível contratar módulos integrados, como e-mail, TV corporativa e WhatsApp.

“Eu consigo conversar com essas pessoas [colaboradores operacionais] pelo meio do celular no trajeto, dentro do fretado, em um horário de pausa… Eu consigo ter esse contato próximo.”

Ela cita como exemplo mudanças em indicadores relevantes para o negócio graças à multicanalidade. Antes do LeOn, a adesão na pesquisa de clima era um grande desafio, pois era necessário tirar os colaboradores da operação e remanejar profissionais para que pudessem participar, o que resultava em baixa participação, em média 30%.

Com a plataforma, a edição de 2025 registrou 100% de adesão de colaboradores ativos. Mayara explicou que isso só foi possível graças ao engajamento e à parceria da liderança com a área de Comunicação Interna.

Segmentação inteligente

Segmentar a comunicação permite que a Comunicação Interna direcione mensagens personalizadas de acordo com as diferentes realidades e necessidades dentro da organização.

“Isso evita ruído, aumenta relevância (…) e consequentemente gera engajamento.”

Recursos como pesquisa e quiz ajudam a transformar a comunicação em diálogo, segundo a supervisora da Leão, criando senso de pertencimento nos colaboradores. 

Timeline

A timeline da ferramenta faz com que colaboradores saibam o que acontece na empresa como um todo e possam interagir com colegas. Além disso, ela também oferece visibilidade para os projetos, reforçando também esse senso de pertencimento.

“A ferramenta, quando bem usada e estruturada, feita com bastante planejamento, dá escala e inteligência para a área de Comunicação, que deixa de ser uma área de apoio e operacional e passa a ser uma área extremamente estratégica quando falamos de clima e cultura dentro das organizações.”

Uso de dados e colaboradores operacionais

Mayara afirma que a Comunicação Interna deixou de ser área de suporte há muito tempo, tornando-se responsável pelo ativo mais importante das empresas: as pessoas. Ao não mensurar, profissionais da área ficam presos em percepções, que não sustentam estratégia.

Ela reflete sobre a grande variedade de indicadores que permite que a área entenda o que performa melhor, qual formato engaja, se aquela informação ou a cultura da empresa está sendo vivida etc.

Como vantagens do uso de dados na área, Trevisan cita a possibilidade de alcançar os colaboradores e os insights valiosos que essa análise proporciona.

“Conseguimos entender o que está bom e melhorar ainda mais ou recalcular a rota com base desses dados reais.”

Dicas para engajar colaboradores operacionais

Pensando em oferecer dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem o sonhado engajamento dos colaboradores operacionais, a transmissão contou com uma participação especial da gerente de Relacionamento Estratégico em Comunicação Interna na Dialog, Nicole Martini.

Nicole e Mayara deixaram como conselhos:

  1. Usar a plataforma de Comunicação Interna como hub, não apenas como canal, agregando valor;
  2. Apostar em hiperpersonalização e revisão de matriz de canais para gerar interesse por parte dos colaboradores operacionais;
  3. Perder o medo do uso de tecnologia para se comunicar com o público operacional;
  4. Investir em líderes comunicadores e comunicações que tragam o colaborador como protagonista;
  5. Considerar a reciclagem, já que times operacionais podem ter alta rotatividade em muitas organizações. Sendo assim, é preciso criar ações para garantir que os novos colaboradores entrem na plataforma;
  6. Criar uma comunicação precisa ser transversal. Não é apenas disparo de comunicação, mas sim construção coletiva;
  7. Desenvolver uma escuta ativa real, entendendo o que faz sentido para a organização e para cada público;
  8. Simplificar a mensagem para fácil entendimento;
  9. Ter consistência para gerar engajamento verdadeiro e construir confiança.

FAQ: Comunicação Interna e engajamento operacional

  1. Por que a Comunicação Interna falha no engajamento operacional?

Porque muitos canais não alcançam o público, a linguagem não conversa com a rotina da operação e faltam métricas para ajustar a estratégia com base em dados reais.

  1. Como a Leão alcançou o engajamento operacional?

A Leão adotou uma rede social corporativa como canal principal e transformou a plataforma em hub de trabalho, aumentando acesso, relevância do conteúdo e capacidade de medir resultados.

  1. Quais estratégias aumentam o engajamento operacional na Comunicação Interna?

Foque em: valor prático (hub de trabalho), jornada do colaborador (horários, acesso ao celular, ritmo), conteúdo do dia a dia (segurança, reconhecimento, histórias reais) e liderança legitimando o uso.

  1. Como a segmentação inteligente melhora o engajamento operacional?

Ela permite enviar mensagens por unidade, função, região ou rotina, reduzindo ruído e aumentando relevância. Quanto mais personalizada a comunicação, maior a chance de atenção e interação do time operacional.

  1. Quais conteúdos mais funcionam para engajamento operacional na Comunicação Interna?

Conteúdos “menos top down e mais dia a dia”: segurança, reconhecimento, visibilidade de projetos, histórias reais e temas que o colaborador operacional vê como úteis e próximos da realidade.

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Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) na Dialog e editora do Dialog Blog.

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Saiba como melhorar sua Comunicação Interna em 2026 https://blog.dialog.ci/saiba-como-melhorar-sua-comunicacao-interna-em-2026/ https://blog.dialog.ci/saiba-como-melhorar-sua-comunicacao-interna-em-2026/#respond Fri, 12 Dec 2025 13:38:29 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6324 Profissionais de Comunicação Interna em 2026 precisam se preparar para uma atuação mais estratégica e relevante nas organizações, mesmo enfrentando um cenário no qual a área não tem seu valor reconhecido. Dito isso, o que comunicadores internos devem saber e o que devem desenvolver para mudar essa realidade em 2026? Para falar sobre o assunto, […]

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Profissionais de Comunicação Interna em 2026 precisam se preparar para uma atuação mais estratégica e relevante nas organizações, mesmo enfrentando um cenário no qual a área não tem seu valor reconhecido.

Dito isso, o que comunicadores internos devem saber e o que devem desenvolver para mudar essa realidade em 2026?

Para falar sobre o assunto, Mariana Figueiredo, diretora da Business Unit de Employee Experience na Portal Publicidade (agência parceira da Dialog), foi a convidada do encerramento da 5ª temporada do Dialog Talks. 

Assista ao episódio completo clicando no player abaixo ou escute a versão podcast aqui.

Papel da Comunicação Interna em 2026

O papel da Comunicação Interna em 2026, segundo Mariana, é o de criar importância, tendo uma atuação mais estratégica e menos operacional.

“Essa área [CI] é uma das únicas que consegue conectar a cultura com o negócio e as pessoas. Vejo que é uma área muito estratégica para as empresas, pois tem um olhar de negócio e, ao mesmo tempo, pode calibrar como conversar melhor com o público interno e criar um elo cultural e de engajamento com as pessoas.”

Para 2026, a especialista lista alguns desafios a serem enfrentados de um modo geral pelas organizações, incluindo Comunicação Interna e RH. São eles: mudanças aceleradas por tecnologia e Inteligência Artificial, múltiplas gerações trabalhando juntas, pressão por efetividade e produtividade, inteligência emocional e alinhamento de negócio e cultura.

Olhando para esses pontos e para o fato de que o engajamento move ponteiros em qualquer empresa, Mariana cita 3 papéis que a área pode desempenhar:

  1. Traduzir a estratégia organizacional para os colaboradores;
  2. Dar clareza às mudanças e trazer diálogos entre empresa e profissionais para evitar boatos e insegurança;
  3. Construir vivência e pertencimento.

Habilidades e competências

Tendo em mente esse cenário, quais são as competências e habilidades indispensáveis para um profissional de CI? Figueiredo citou algumas:

  • Ser um bom comunicador;
  • Ter um olhar estratégico, claro e facilitador da cultura organizacional;
  • Ler as pessoas;
  • Possuir visão de negócio;
  • Usar dados para apoiar decisões;
  • Ter empatia e escuta;
  • Investir em capacitação contínua; 
  • Transformar informação em experiência e vivência;
  • Dominar de canais de CI;
  • Assumir uma postura de liderança e protagonismo.

O que impede o reconhecimento da Comunicação Interna?

Alguns fatores podem impedir o reconhecimento do viés estratégico do trabalho da área de Comunicação Interna, perpetuando o estigma de mero suporte operacional. Alguns exemplos são:

  • Falta de métricas e dados do trabalho de CI;
  • Comunicação que acontece em via de mão única, com muitos comunicados saindo e pouca escuta ou troca;
  • Desconexão entre discurso e prática.

“É um problema não só de Comunicação Interna, porque vemos culturas lindas no papel, mas nem sempre é o que vemos na prática. Então os colaboradores não se identificam com aquela mensagem.”

Trazer o colaborador para o centro das decisões ajuda na missão de mostrar o quão estratégica a CI é, entendendo os diferentes perfis internos e como se conectar com eles, impactando no nível de engajamento da organização.

Tecnologia e Inteligência Artificial

Segundo Mariana, a tecnologia, aliada a ferramentas com IA, possibilita que a “Comunicação Interna aconteça com uma escala muito maior”, possibilitando a segmentação e personalização de conteúdos, o que aumenta a identificação do público interno com o trabalho da área.

Esses pilares permitem que a área chegue nos colaboradores, onde quer que estejam, sem infoxicação (excesso de informações) e direcionando mensagens relevantes para cada público-alvo.

Além disso, adotar esse tipo de plataforma apoia diretamente a mensuração do trabalho da área, ponto citado diversas vezes pela especialista como crucial para a mudança de percepção e do próprio trabalho da Comunicação Interna.

Já sobre a IA, o grande ganho é otimizar tempo e trabalho para que profissionais direcionem esforços para conversas e projetos mais estratégicos.

Anota a dica!

Para finalizar, Mariana Figueiredo compartilhou dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem começar o ano já adotando uma postura mais estratégica:

  • Pare de pensar em campanhas pontuais e passe a pensar em experiências para o colaborador (continuidade);
  • Conheça de verdade os públicos internos;
  • Meça tudo que pode;
  • Use e abuse de tecnologia e IA;
  • Crie espaços reais de escuta;
  • Assuma a postura de um agente de estratégia.

FAQ: Comunicação Interna em 2026

  1. Qual é o principal papel para a Comunicação Interna em 2026?
    A área deve assumir um papel mais estratégico, focando em experiências contínuas para o colaborador.
  2. Quais competências serão essenciais?
    Conhecimento profundo do público, uso intenso de dados, tecnologia e IA.
  3. O que deve ser evitado na Comunicação Interna em 2026?
    Campanhas pontuais e comunicação unilateral; o ideal é criar diálogo e escuta ativa.
  4. Como mensurar resultados?
    Medindo tudo o que for possível para comprovar valor e ajustar as estratégias.
  5. Por que a Comunicação Interna em 2026 precisa inovar?
    Para ser reconhecida como agente de estratégia, promovendo engajamento real.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo) e editora e Dialog Blog.

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Dicas e case de segmentação e personalização na Comunicação Interna https://blog.dialog.ci/dicas-e-case-de-segmentacao-e-personalizacao-na-comunicacao-interna/ https://blog.dialog.ci/dicas-e-case-de-segmentacao-e-personalizacao-na-comunicacao-interna/#respond Wed, 05 Nov 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6280 A segmentação e a personalização de narrativas e mensagens da Comunicação Interna foi a tendência mais importante para 47% dos respondentes que participaram do estudo anual realizado pela Aberje e pela Ação Integrada. Entretanto, ainda existem muitas dúvidas sobre como começar, de fato, a segmentar e personalizar as comunicações.  Para falar sobre o assunto, convidamos […]

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A segmentação e a personalização de narrativas e mensagens da Comunicação Interna foi a tendência mais importante para 47% dos respondentes que participaram do estudo anual realizado pela Aberje e pela Ação Integrada.

Entretanto, ainda existem muitas dúvidas sobre como começar, de fato, a segmentar e personalizar as comunicações. 

Para falar sobre o assunto, convidamos Elizeo Karkoski, diretor-executivo na P3K Comunicação, agência parceira da Dialog, e Luciana Benteo, coordenadora de Comunicação Corporativa na Coop, empresa cliente da Dialog e da P3K. Eles conduziram uma masterclass especial na 3ª edição da Semana do Planejamento da Comunicação Interna. 

Você pode assistir ao conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

Segmentação e personalização: como começar

A primeira parte da masterclass sobre segmentação e personalização na Comunicação Interna começou com uma provocação de Elizeo Karkoski: os colaboradores recebem o conteúdo que eles querem ou que precisam?

O diretor considera que a Comunicação Interna é uma grande capitalizadora dos pilares de negócio (EVP, cultura e estratégia) e que, ao conseguir segmentar e personalizar conteúdos, é possível adotar outras tendências, como:

  • Investir em maior uso de linguagem audiovisual; 
  • Promover maior transparência;
  • Intensificar a valorização das emoções e relações;
  • Ampliar a produção de conteúdo em cocriação.

Voltando à provocação inicial, ele explica que existe uma dissonância da informação: nas redes sociais, as pessoas consomem o que querem; nas empresas, recebem o que precisam.

Ele recomenda que profissionais de CI criem um algoritmo interno para então construir essas narrativas segmentadas e personalizadas.

“Esse algoritmo dentro das organizações é pautado muito pelo contexto. Qual é o contexto que temos dentro da organização? E como ela está estruturada para podermos olhar para outras áreas?”

Elizeo afirma que o líder é o algoritmo humano da organização: se há alguém capaz de personalizar de verdade, esse alguém é a liderança — que conhece o time, suas dores e conquistas.

Mas, por fim, como começar a evoluir a segmentação e a personalização da Comunicação Interna? O primeiro passo é entender em qual estágio de maturidade a área se encontra. Confira os 5 níveis abaixo:

Fonte: P3K

Ele explica que a maioria das empresas está no nível 2. Nesse caso, a dica que ele dá para quem está nas fases iniciais é: comece pequeno, mas comece certo. Personalização é sobre intenção e escuta.

Karkoski compartilhou 5 pontos a serem considerados para o processo de segmentação e personalização na Comunicação Interna:

  1. Conexão com a audiência;
  2. Conteúdo assertivo;
  3. Transmissão de confiança e credibilidade;
  4. Facilidade de acesso e consumo;
  5. Equilíbrio na frequência e no volume.

Case Coop

A Coop é uma cooperativa de consumo que conta com mais de 5 mil colaboradores. A empresa é a principal operação de Varejo no ABC paulista, contando com 36 unidades de varejo alimentar e 69 drogarias.

Luciana Benteo contou que o conteúdo produzido na Coop é dividido em 4 editorias:

  • Essência: cultura, branding, cooperativismo e responsabilidade social;
  • Estratégia: planejamento estratégico, projetos, metas, PPR e resultados;
  • Pessoas: RH, eventos destinados aos colaboradores, cargos e salários, treinamento e capacitação, relações trabalhistas e sindicais, sistemas como intranet e folha de ponto;
  • Dia a dia: campanhas de incentivo, lançamentos de produtos, campanhas promocionais, festivais, produtos e serviços oferecidos, inaugurações e sistemas para desenvolvimento de atividades cotidianas.

A coordenadora explica que existem 2 grandes públicos dentro da organização: a liderança, que recebe informações detalhadas e contexto (para que possam passar a comunicação adiante), e a operação, que recebe informações objetivas e com chamada para ação.

Falando sobre canais, a Coop conta com uma estratégia multicanal segmentada, visando alcançar e engajar cada público interno.

Fonte: Coop

Por mais que existam vários pontos de contato, o canal principal de Comunicação Interna é a Coop Conecta, plataforma desenvolvida pela Dialog. Antes, a empresa contava com outra rede social corporativa, que registrava apenas 11% de adesão e só tinha publicações feitas pela a área de CI. Com a chegada da nova solução, o percentual subiu para 74%.

“A gente tinha uma dor muito grande, que era a seguinte: só a Comunicação Interna falava e transmitia as informações da empresa. Quando trouxemos a Coop Conecta, a nova rede social corporativa, a gente passou a ter 74% dos colaboradores cadastrados. E também conseguimos trazer essa comunicação em via de mão dupla: o colaborador também fala com a gente, também expõe as atividades que está fazendo, e isso constrói um ambiente muito interessante”, celebrou.

Os Influs, programa de influenciadores internos, apoiaram o crescimento da Coop Conecta.

“Eles nos ajudaram a trazer as pessoas, fazer com que se cadastrassem e se tornassem mais ativas no Conecta. Então, quando temos uma ação ou um evento para postar, a gente traz os Influs para que eles fomentem a ideia no Conecta e nos ajudem a divulgar.”

Falando sobre personalização, Luciana compartilhou um case recente: o aniversário Coop. Para celebrar os 71 anos, a empresa investiu em ações e campanhas comemorativas, incluindo desafios na plataforma de Comunicação Interna.

Um deles foi aumentar o número de colaboradores ativos na plataforma. Inclusive, o colaborador mais ativo (segundo o recurso de ranking que a Dialog tem) ganhará uma moto 0 km.

A iniciativa foi um grande sucesso, registrando 21% no aumento do índice de colaboradores ativos.

Para chegar nesse resultado tão expressivo, a Comunicação Interna desenhou uma campanha, incluindo seus diversos canais e segmentações de público, e começou a alcançá-los a partir dali, entendendo qual ponto de contato era o mais eficaz para que todos estivessem por dentro do que estava acontecendo.

Dito isso, todas as comunicações eram redirecionadas para a Coop Conecta, local onde as informações completas estavam disponíveis. A empresa usa o recurso “base de conhecimento” para centralizar esses dados importantes.

Luciana afirmou que, levando em consideração os 5 níveis de maturidade de Comunicação Interna compartilhados por Elizeo, a Coop se encontra no estágio 2, segmentada por grandes públicos e na adaptação inicial de linguagem e formato.

Os planos da empresa para avançar nessa escala de maturidade é apostar na personalização via Coop Conecta, com a construção de personas e perfis de público, definir tom de voz para cada um deles e coletar feedbacks e dados de consumo.

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Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

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Liderança comunicadora na Manserv: 80% de engajamento dos 1.500 líderes https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-na-manserv-80-de-engajamento-dos-1-500-lideres/ https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-na-manserv-80-de-engajamento-dos-1-500-lideres/#respond Thu, 16 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6232 A liderança comunicadora é o maior desafio da Comunicação Interna, como provam os últimos 9 estudos feitos pela Aberje e Ação Integrada sobre tendências e desafios na área. Seria então possível engajar as lideranças como comunicadores? A Manserv é a prova viva que sim. São 1.500 líderes, sendo eles pulverizados em diferentes localidades.  A empresa, […]

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A liderança comunicadora é o maior desafio da Comunicação Interna, como provam os últimos 9 estudos feitos pela Aberje e Ação Integrada sobre tendências e desafios na área.

Seria então possível engajar as lideranças como comunicadores? A Manserv é a prova viva que sim. São 1.500 líderes, sendo eles pulverizados em diferentes localidades.  A empresa, que usa o Manserv Comunica, plataforma de Comunicação Interna desenvolvida pela Dialog, desde 2024, conta com boas práticas e exemplos da participação e do apoio da liderança às ações e iniciativas da área.

Para contar mais detalhes sobre esse case de sucesso, a convidada especial do 50º episódio do Dialog Talks é Verônica Lambais, especialista de Comunicação Interna na Manserv.

Você pode assistir o conteúdo na íntegra clicando aqui ou escutar a versão podcast aqui.

Liderança comunicadora: Conheça a Manserv

Antes de falar propriamente sobre o case de liderança comunicadora, a especialista falou sobre o cenário enfrentado pela área de Comunicação Interna na Manserv.

A empresa oferece serviços técnicos especializados de manutenção de ativos, operação de processos, intralogística e locação de equipamentos pesados para todos os setores da economia e conta com mais de 36 mil colaboradores espalhados em pontos corporativos (cerca de 500 profissionais) e em 7 mil pontos de atendimento.

Verônica compartilhou que, ao chegar na companhia em 2023, promoveu uma pesquisa junto à liderança para entender os desafios relacionados à comunicação, pois seu foco era transformá-los em líderes comunicadores, para que eles passassem adiante as diretrizes e mensagens da companhia.

Junto com a pesquisa, ela contou que foi feito também um mapeamento dos canais usados pela Comunicação Interna.

Na época, os 10 maiores desafios de comunicação citados pela liderança na Manserv foram:

Créditos: Manserv

Lambais afirmou que, desde então, vários desses pontos foram solucionados, inclusive com a chegada da Dialog.

“Fazendo todo esse mapeamento com os líderes e canais, a solução da Dialog foi efetiva e eficiente para a gente, porque ela sana muitos desses desafios. Ela sana, por exemplo, a comunicação com agilidade e constância. Então, se a gente manda só um e-mail ou se apoia num mural de papel para a operação, leva tempo para a mensagem chegar. Ter uma plataforma digital, que dá suporte para uma comunicação mais ágil, é muito importante para a gente.”

Estratégia no canal de comunicação “Manserv Comunica”

A partir dos desafios citados, foi construída uma estratégia para definir os canais de Comunicação Interna que chegariam nesses líderes e os pilares que seriam trabalhados ali para dar insumos para transformá-los em uma liderança comunicadora. São eles: cultura, estratégia, compliance, bem-estar, segurança e ESG.

“Porque se o líder não sabe, ele não comunica”, afirmou.

Lambais explica que além do saber, é preciso que a liderança interprete a informação recebida e que isso vem com a capacitação. Segundo ela, é parte do trabalho de CI e RH capacitar esse público na habilidade de se comunicar.

Ela conta que o trabalho de aproximação da área de Comunicação Interna com a liderança foi muito importante para manter a cultura Manserv viva, pois apenas 500 colaboradores trabalham em escritórios próprios, sendo os demais alocados em diferentes empresas — que possuem diferentes culturas — para a prestação de serviços. 

Antes do Manserv Comunica, os canais de CI usados eram: jornal eletrônico (newsletter), e-mail e intranet. Além disso, o DDS (Diálogo Diário de Segurança), Teams, clipping, lives e até o uso informal do WhatsApp eram outros pontos de comunicação (não necessariamente tocados por CI).

Com a chegada do Manserv Comunica, a área de CI passou a contar com métricas e aumentou os formatos e possibilidades de comunicação, graças aos recursos e módulos adicionais que a plataforma oferece.

Créditos: Manserv

Verônica considera as métricas da plataforma os insumos do planejamento da Comunicação Interna na Manserv e analisa continuamente os indicadores da ferramenta para entender quem utiliza e quem precisa ser incentivado.

A integração de sistemas na plataforma é outro recurso importante para a adesão de líderes e demais colaboradores: a especialista contou que a empresa conta com mais de 100 sistemas e o Manserv Comunica centraliza tudo.

Com a chegada da ferramenta, os líderes passaram a receber apenas um resumo semanal, que conta com chamadas que os direcionam para a plataforma.

Essa estratégia faz com que o Manserv Comunica passe a fazer parte da rotina da liderança e oferece também a possibilidade de conexões com outros líderes, algo que os antigos canais não possibilitaram.

Inclusive, a plataforma foi lançada primeiro para os líderes, justamente para aproximá-los. Em um segundo momento, colaboradores administrativos passaram a usar o Manserv Comunica e isso fez com que suas lideranças se engajaram ainda mais, contou Lambais. Atualmente, 80% dos líderes são ativos.

“Notamos que os líderes que tinham suas equipes na Manserv Comunica ficaram mais engajados depois que seus times entraram, porque nenhum líder quer saber menos que sua equipe”.

Ela contou que há planos para expandir o uso para toda a organização no futuro. Com isso, os canais de CI usados atualmente são:

  • Manserv Comunica (aplicativo e desktop/intranet)
  • TVs corporativas (módulo especial Dialog)
  • E-mail marketing 
  • Gestão à vista (Mural impresso)

Definição de personas

Como mencionado anteriormente, a Manserv conta com 1.500 líderes. Mas qual é a persona que melhor representa esse público?

Verônica compartilhou que a área de CI fez um estudo para responder essa pergunta. Para isso, analisou 3 fatores: 

  1. Perfil do público para determinar linguagem
  2. Desafios e motivações para guiar conteúdo
  3. Modelo de trabalho para definir formatos

A análise mostrou 4 personas diferentes: Líder de campo, de UT (atuam diariamente no cliente), corporativo (sede ou escritório regional) e alta liderança (tomadores de decisão).

Créditos: Manserv

Dicas para trabalhar a liderança comunicadora

Verônica Lambais compartilhou 7 dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem engajar líderes como comunicadores, alcançando assim a sonhada liderança comunicadora.

  1. Conquiste pela escuta, não pelo discurso

Antes de pedir, entenda o que líderes temem, valorizam e precisam comunicar. Na Manserv, CI mapeou as percepções da liderança nas fases iniciais de campanhas, aumentando o senso de participação e assertividade nas comunicações.

  1. Transforme líderes em protagonistas, não mensageiros

Ao invés de tratá-los como meros replicadores de mensagens, posicione a liderança como influenciadores de cultura. A empresa usa o Manserv Comunica para dar voz a esse público, fazendo com que tenham voz ativa na narrativa.

  1. Fale a língua do negócio

Aproximar a Comunicação Interna da liderança passa por traduzir impacto em indicadores tangíveis (engajamento, produtividade, clima e até resultados financeiros). Na Manserv, usam a adaptação de conteúdo, canal e linguagem para cada parte do negócio.

  1. Dê visibilidade positiva

Nada engaja mais do que reconhecer, segundo Verônica. A Manserv usa o recurso de ranking da plataforma da Dialog para o reconhecimento dos mais engajados.

  1. Mantenha constância e previsibilidade

Líderes gostam de clareza. Na Manserv, a Comunicação Interna cria, com antecedência, um calendário anual com trilhas, campanhas e programas e compartilha em primeira mão com a liderança, para ajudá-los na preparação para repassar para suas equipes. Além disso, trabalham com reforços constantes com esse público via WhatsApp.

  1. Adote postura de consultoria

Para a especialista, o comunicador interno moderno precisa ser visto como parceiro de gestão, não apenas executor de demandas. Na empresa, a área compartilha mensalmente com cada líder dados sobre assiduidade das equipes na plataforma, juntamente com dicas para aumentar a adesão e melhorar a comunicação com os times.

  1. Assiduidade como marca de liderança exemplar

A liderança que se mantém informada, participa ativamente do canal e motiva o time é vista como referência em comunicação e engajamento. A frequência e participação dos líderes no Manserv Comunica são vistas como reflexos do seu nível de conexão com a empresa e o time. Essa postura é considerada como um critério qualitativo de líder exemplar, contribuindo para possíveis promoções e reconhecimentos.

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Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) na Dialog.

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Um dos grandes desafios e objetivos da Comunicação Interna é a liderança comunicadora, ou seja, o engajamento dos líderes como apoiadores das iniciativas promovidas pela área. Nesse sentido, é importante entender o verdadeiro panorama da visão desse público sobre o assunto. 

Pensando nisso, o grande destaque da 2ª edição da CI Lover Week foi a apresentação, em primeira mão, dos resultados da 3ª edição da Pesquisa Nacional de Comunicação com a Média Liderança, realizada pela Ação Integrada, uma das agências parceiras da Dialog. 

O estudo inédito tem como objetivo levantar a percepção e opinião da média liderança (gerentes de área, coordenadores e supervisores) sobre os processos de Comunicação Interna em suas empresas.

Os dados foram apresentados por Adevani Rotter, que é a criadora do conceito Comunicação Interna 4.0 e do termo “liderança comunicadora”, além de fundadora e presidente da Ação Integrada. Você pode acessar o estudo na íntegra clicando aqui.

Assista ao conteúdo completo ou escute a versão podcast.

Liderança comunicadora no Brasil: conheça os dados

O estudo sobre liderança comunicadora e Comunicação Interna feito pela Ação Integrada contou com a participação de mais de 2.300 líderes, sendo 59% dos respondentes do sexo masculino e 77% com até 44 anos. As respostas foram coletadas entre 2024 e 2025.

Quando perguntados sobre o principal canal de comunicação da empresa com o colaborador, 70% dos participantes citaram o gestor imediato. Em segundo lugar, aparece o e-mail (62%, 13 pontos a mais em comparação à última edição, feita em 2018) e o WhatsApp (49%).

Créditos: Ação Integrada

“Há muitos anos, escuto que o e-mail [como canal de Comunicação Interna] vai acabar, mas ele continua cada vez mais forte”, refletiu.

Ao analisar os canais mais lidos pela liderança, 92% dos entrevistados dizem ler, sempre e na maioria das vezes, as informações que chegam pelo WhatsApp em seus grupos de gestores. Além disso, 85% leem as informações recebidas pelo WhatsApp no grupo geral da empresa.

Outros canais citados foram: e-mail (88%) e pautas direcionadas para a liderança (87%). Sobre o último, Adevani comentou:

“É um índice bom, mas eu me pergunto: se as pautas são para eles [liderança] desdobrarem a informação para os seus times, [esse índice] deveria ser 100%”.

Frequência

O estudo também perguntou qual é a melhor frequência para receber as comunicações, e o resultado surpreendeu até mesmo a presidente da Ação Integrada: 48% consideram ideal receber informações diariamente para desdobrar para suas equipes, 4% a mais comparando com a última edição e 26% a mais com a primeira, realizada em 2016.

Esse crescimento é um reflexo das mudanças ocorridas nas empresas nos últimos anos, considerou Adevani, além de um cenário no qual as pessoas estão hiperconectadas.

Em relação à mesma questão, 39% dos respondentes declararam preferir receber informações semanalmente. A pesquisa também indagou sobre canais de preferência para receber esses conteúdos a serem desdobrados, cujo ranking também foi liderado por e-mail e WhatsApp.

Créditos: Ação Integrada

Percepções da média liderança

Os entrevistados foram perguntados sobre sua percepção a respeito da visão que a alta liderança (na figura do presidente/CEO) tem da comunicação e também sobre a cobrança da habilidade comunicacional por parte da empresa.

A primeira afirmação foi: “O presidente da minha empresa considera essencial que os gestores invistam na comunicação com colaboradores”. Sobre isso:

  • 75% concordam ou concordam plenamente;
  • 18% não concordam, nem discordam;
  • 7% discordam ou discordam plenamente.

O primeiro percentual registrou uma queda de 13% em comparação à última edição. Isso significa que a média liderança tem a percepção que os presidentes têm investido menos na comunicação.

Já a segunda afirmação apresentada aos líderes foi: “A comunicação dos gestores com os seus subordinados é uma competência cobrada na avaliação de desempenho da minha empresa”. Sobre isso, os dados foram similares ao cenário de 2018:

  • 76% concordam ou concordam plenamente;
  • 14% não concordam, nem discordam;
  • 10% discordam ou discordam plenamente.

Ou seja, 3 entre 4 líderes são cobrados para que tenham a habilidade de se comunicar com os seus times.

Média liderança e comunicação

Em mais uma leva de dados valiosos para profissionais de Comunicação Interna, os entrevistados foram questionados sobre a própria comunicação, as rotinas e os direcionamentos da empresa com a média liderança.

Enquanto 76% consideram úteis as informações que recebem, apenas 63% concordam que há clareza de quais informações são apenas para o seu conhecimento e quais são para desdobrar às suas equipes.

E mais: 95% dos líderes entendem os conteúdos enviados por CI, porém 63% afirmam que dois dos pontos que mais atrapalham a atuação da liderança comunicadora são a informação que chega em cima da hora e o conteúdo que vem incompleto.

Adevani considera que esses dados vão ao encontro das escutas promovidas pela agência com gestores de empresas.

Entretanto, mesmo com essas dificuldades, 56% discordam de um possível cenário no qual todas as informações sejam divulgadas sem qualquer envolvimento dos gestores. Isso mostra que a média liderança enxerga a necessidade e a importância da sua participação no processo de comunicação, o que abre espaço para o estreitamento da relação entre eles e o time de CI.

“Eu não vejo que isso seja comando e controle, mas sim que ele [líder] entende que é um facilitador de conversas e o porta-voz da empresa para o seu time.”

Créditos: Ação Integrada

Uma pergunta inédita feita nesta edição buscou entender como a comunicação permeia o dia a dia do gestor, já que ele precisa também dedicar tempo para as atividades técnicas e administrativas da sua função.

Os resultados mostraram um equilíbrio: 37% do tempo é usado para a comunicação (reuniões, e-mails, conversas face a face com seu time, seu líder e outros públicos), 35% para atividades técnicas e 28% para atividades administrativas.

Em busca de apoio

Pensando no ponto anterior, será que os líderes sentem a necessidade de um apoio para desempenhar seu papel de porta-voz junto à equipe? A respeito disso, 35% afirmaram que sim. Esse percentual teve um aumento expressivo em relação à edição de 2018 (15%).

“Ou seja, mais gestores estão entendendo que precisam de ajuda. Aqui está muito claro e dá os caminhos para a área de Comunicação [Interna] sobre o que os líderes precisam”.

Esses 35% também citaram o que poderiam ajudá-los na missão de se tornar (e permanecer) uma liderança comunicadora. 

Créditos: Ação Integrada

O estudo também mostrou para qual tipo de informação os colaboradores procuram a média liderança. O top 3 é formado por: 

  • 83% – Informações operacionais (seja da própria área, financeiro etc.);
  • 66% – Práticas e políticas de RH;
  • 52% – Estratégias da empresa.

A autoavaliação da liderança comunicadora

Os líderes também fizeram uma autoavaliação sobre como se enxergam no papel de comunicador com suas equipes.

Créditos: Ação Integrada

Como sugestões de melhorias para o desempenho desse papel, 35% sentem que a falta de tempo e a sobrecarga de tarefas e reuniões impedem uma comunicação de qualidade. A pesquisa revelou que eles sugerem a criação de rotinas e agendas específicas para interagir com a equipe.

Logo em seguida, 34% citaram a qualidade da informação, sendo a clareza e o envio antecipado como pontos de atenção. Os respondentes desejam receber mensagens claras, objetivas e completas, permitindo assim um repasse mais eficiente para os colaboradores.

Os entrevistados também citaram quais comportamentos consideram mais importantes em uma liderança comunicadora. “Aberto ao diálogo” e “bom ouvinte” estão no topo da lista, com 99% e 74% respectivamente. Porém, Adevani destacou dois pontos, também presentes no ranking, relevantes em termos de comunicação:

  • Dá foco ao que é prioritário (52%);
  • Promove um melhor desenvolvimento na equipe (32%).

“A liderança comunicadora integrada tem que, ao mesmo tempo, dar foco no negócio e no que precisa ser feito, por isso destaco o ‘dá foco ao que é prioritário’ e ‘promove um melhor desenvolvimento na equipe’, junto com escuta e empatia, para promover um ambiente de segurança psicológica , um ambiente de alto desempenho”.

Confira abaixo a lista completa:

Créditos: Ação Integrada

Por fim, os líderes que participaram da pesquisa avaliaram 6 pontos relacionados a clima organizacional, Comunicação Interna e liderança comunicadora. A média das mais de 2 mil respostas ficou da seguinte forma:

  • Comunicação Interna na sua empresa: 7.5;
  • Comunicação do seu superior imediato com você: 8.1;
  • Suporte que recebe da empresa para conduzir os desdobramentos de infos com o seu time: 7.1;
  • Clima organizacional na sua equipe: 8;
  • Importância da comunicação como habilidade de liderança: 9.2;
  • Sua habilidade para ser um líder comunicador junto à sua equipe: 8.3.

Mais insights para #CILovers

Depois da apresentação, Adevani ainda respondeu sobre estratégias, uso de IA em Comunicação Interna e canais, relacionando com a temática de liderança comunicadora.

Estratégia

Para ela, o movimento de liderança comunicadora é algo que não tem fim. Como estratégia, ela considera importante relacionar o viés comunicacional dos líderes com os pilares da cultura da organização. A segunda sugestão é investir em ferramentas para apoiar esse público.

“Estamos em uma era de muita complexidade e nós, profissionais de Comunicação, precisamos simplificar a vida das pessoas. Principalmente desses líderes, tanto a alta administração quanto a média liderança.”

A terceira dica de estratégia dada por Rotter é: treinar as habilidades de comunicação da liderança.

“Não é simples [desenvolver e trabalhar a liderança comunicadora], é um trabalho de formiguinha, de médio a longo prazo, para vermos o resultado. E mensurar, é claro! Eu tenho que monitorar se as conversas estão acontecendo, se estão impactando as pessoas e os negócios.”

IA e canais

Como a implementação de soluções de Inteligência Artificial nos canais de Comunicação Interna pode ajudar a média liderança a superar desafios de alinhamento e clareza identificados na pesquisa?

Para responder a essa questão, Adevani lembra que as equipes de CI são enxutas e que as ferramentas de IA permitem que esses times trabalhem a segmentação e a personalização de mensagens.

“Esse líder vai receber uma informação que tem a ver com ele, com o time dele. Não uma informação genérica, porque o que acontece hoje é uma pauta de comunicação que vai para todos os líderes da organização, e a gente sabe que as pessoas têm necessidades diferentes”.

A presidente da Ação integrada finalizou sua participação ressaltando a importância de integrar e, quando possível, diminuir o número de canais usados pela Comunicação Interna para evitar a infoxicação e também garantir que as informações cheguem até a liderança.

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Por Marcela Freitas Paes, analista de conteúdo e editora do Dialog Blog.

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Sem dúvida, o uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna é um dos temas mais debatidos pelos profissionais da área nos últimos tempos. Por esse motivo, criamos a Dialog AI Week, semana temática sobre o uso de IA em CI. 

Inclusive, somos a primeira empresa brasileira do mercado de Comunicação Interna a contar com um ecossistema de Inteligência Artificial para Engajamento. O Dialog AI apoia na produção de conteúdo, na inteligência de dados e no ganho de produtividade, sendo composto por três módulos:

Agende uma demonstração gratuita da nossa plataforma e conheça também o nosso ecossistema.

O segundo dia do evento abordou como a Comunicação Interna pode se beneficiar do uso da Inteligência Artificial; mas, para isso, o recurso precisa ser aplicado no dia a dia de um jeito estratégico.

Para falar sobre como colocar isso em prática, convidamos Flávia Marianno, analista pleno de DHO na Livelo, o maior programa de recompensas do Brasil. Atualmente, a empresa utiliza a solução e o módulo de produção de conteúdo da Dialog.

Convidamos também Kelly Cufone, diretora de Projetos na United Minds. Ela compôs a equipe que venceu o Prêmio Jatobá na categoria Pesquisa de Comunicação Interna por dois anos consecutivos, com projetos desenvolvidos para o Hapvida em 2017 e a Special Dog em 2018.

Você pode assistir ao webinar ou escutar o bate-papo na íntegra.

Inteligência Artificial na Comunicação Interna: vivências

As entrevistadas deram início ao webinar sobre o uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna compartilhando quando e como começaram a utilizar a tecnologia.

Flávia contou que concentrou o uso de IA na criação de textos simples. Ela citou como exemplo a época de Black Friday, período em que a empresa trabalhava ofertas mais agressivas, e era necessário reforçar para os colaboradores que as campanhas eram sigilosas e não deveriam ser compartilhadas antes do lançamento.

“Eu experimentei colocar um breve briefing na IA e inserir palavras-chave da cultura Livelo, pois a gente costuma reforçar muito a cultura em todas as comunicações que fazemos. E aí, com isso, percebi que consegui entregar um texto amigável, criativo e alinhado com a necessidade sem perder tanto tempo desenvolvendo uma ideia.”

A analista também gosta de usar Inteligência Artificial para ter insights capazes de engajar pessoas e propor ideias em estratégias de campanhas. Ela faz isso perguntando para a tecnologia quais são as possibilidades caso adote caminho A ou caminho B.

Kelly compartilha a visão de profissional de comunicação que trabalha em uma consultoria, ou seja, que atende diferentes clientes. 

Ela contou que a matriz global da United Minds criou uma plataforma exclusiva de IA (estilo ChatGPT) para os colaboradores das empresas do grupo usarem, assegurando a segurança da informação dos dados dos clientes atendidos.

A ferramenta apoia na produção de conteúdo, na criação e na busca de imagens, além de trazer prós e contras de determinado projeto e também oferecer uma outra perspectiva a partir da ideia compartilhada.

A automatização de processos e criações

A diretora na United Minds pondera que, antes de automatizar, profissionais de Comunicação Interna devem entender a finalidade de adotar a Inteligência Artificial, como uma maior agilidade para a produção dos conteúdos. Ela também comentou sobre o estigma de substituição do trabalho humano que a IA carrega. 

“Será que a IA vai substituir o profissional de Comunicação Interna? Na verdade não, ela vem complementar a nossa atuação no dia a dia. Então, você fazendo algo com mais agilidade, como a entrega de um texto, imagem ou projeto, você também ganha mais tempo para atuar de forma mais estratégica.”

Ela considera que, com a Inteligência Artificial, o trabalho na área deixa de ser mais rotineiro e operacional para contar com pessoas que tenham competências para trabalhar com inteligência emocional e soluções de problemas complexos.

O equilíbrio

Como equilibrar a automação da produção de conteúdo com a necessidade de manter a voz autêntica e personalizada da empresa?

Para responder essa questão, Flávia pondera que a IA acelera a criação de texto, mas a linguagem da empresa é única e não deve ser esquecida tanto na hora de criar o prompt quanto na revisão do que foi produzido pela tecnologia.

“A automação é uma ferramenta, não é uma substituta da criatividade humana. Não podemos esquecer disso!”

Lembrar para quais públicos o profissional está criando as comunicações também é uma etapa para promover esse equilíbrio.

A importância da elaboração do prompt foi reforçada por Kelly, que afirma que um briefing quadrado será adaptado em uma criação igualmente quadrada. 

“A Inteligência Artificial é muito menos um gerador automático de texto e muito mais um facilitador do processo de criação. Eu tenho o trabalho de colocar ali a informação mais completa possível.”

Inteligência Artificial na Comunicação Interna da Livelo

A Livelo, que usa a plataforma da Dialog para se comunicar e engajar seus colaboradores desde 2019 (conheça o case de lançamento aqui), utiliza o Power AI Creator — nosso módulo de produção de conteúdo a partir de IA — para otimizar o trabalho da área.

Flávia conta que a ferramenta é usada para criar textos não só que serão utilizados no VC em Cada Ponto, plataforma de CI da empresa, mas também para publicações no LinkedIn da organização.

“Eu gosto de trabalhar de duas formas: na primeira eu escrevo um briefing, incluo palavras-chave da cultura da Livelo e aí eu reviso o conteúdo que a IA me entrega, justamente para não faltar a humanização. Já a segunda forma é escrevendo uma versão desse texto. Eu subo [o conteúdo] na plataforma e peço para fazer uma nova versão, escolho o tom de voz e o tamanho desse texto. Gosto dessa segunda opção porque consigo ter uma visão diferente e uma linha criativa que eu não tinha explorado antes.”

Ela afirma que, com o Power AI Creator, ela consegue conciliar o que há de melhor na versão humana com a versão tecnológica, mantendo as entregas alinhadas com o tom de voz organizacional de forma acolhedora, reforçando a cultura com um prazo muito menor.

Kelly lembra que o módulo permite que as empresas cadastrem as personas usadas na plataforma de CI e seus respectivos tons de voz, outro fator que otimiza o tempo da área.

Dicas!

Para finalizar o painel, Flávia e Kelly compartilharam dicas para profissionais de Comunicação Interna que desejam adotar a Inteligência Artificial na sua rotina de trabalho e de que forma podem fazer a tecnologia trabalhar com eficiência para a área.

A analista da Livelo lembra que todos estão no mesmo barco e que a IA chega para otimizar o tempo e criar boas estratégias. Aos que vão começar a utilizá-la, ela recomenda testar em pequenas ações e, para isso, compartilhou um passo a passo:

  1. Entenda as dores da área e como a IA pode ajudar;
  2. Analise seus processos de trabalho, tarefas repetitivas e o que toma muito o seu tempo;
  3. Pesquise ferramentas e filtre o que somaria no seu cenário;
  4. Mensurar o que foi feito.

“O sucesso da mensagem depende de 3 coisas: alinhar os objetivos da empresa com a cultura e o público.”

Além disso, Kelly levanta a necessidade de considerar as implicações legais do uso de Inteligência Artificial na Comunicação Interna (e dentro do ambiente de trabalho geral) para se resguardar de qualquer risco. 

Ela recomenda envolver o jurídico para esse cuidado e redobrar a atenção com o uso de dados sensíveis em plataformas de uso público, como o ChatGPT.

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Assinatura Marcela hub nova

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