abril 26, 2022

Felicidade corporativa gera eficiência e inovação; veja o que CI pode fazer

Por Dialog - Time de Conteúdo| 8 minutos
Felicidade corporativa gera eficiência e inovação; veja o que CI pode fazer

A felicidade corporativa é, como já falamos por aqui, um dos temas que vem ganhando cada vez mais espaço dentro das organizações. De acordo com a Harvard Business Review, profissionais mais felizes são 31% mais produtivos, 85% mais eficientes e 300% mais inovadores.

Agora que o conceito que aborda a felicidade dos profissionais no trabalho se popularizou, chegou a hora de botar em prática e entender como criar e sustentar ações e programas que trabalham o tema.

Quais são os pilares da felicidade corporativa? Como a digitalização de RH e CI podem ajudar? Essas e outras perguntas foram respondidas no novo episódio do Dialog Talks, que contou com a participação da Chief Happiness Officer, fundadora e diretora da Reconnect | Happiness at Work, Renata Rivetti.

Você pode assistir o programa na íntegra clicando no player abaixo.

Caso prefira, também é possível ouvi-lo como podcast no Spotify.

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Pilares da felicidade corporativa

Renata explica que não há fórmula mágica, mas seguir o método PERMA é um ótimo caminho. Criado por Martin Seligman, um dos fundadores da psicologia positiva, o método abrange pontos que – quando bem trabalhados – resultam no bem-estar. 

PERMA significa Positive emotion (emoção positiva), Engagement (engajamento), Relationships (relações positivas), Meaning (significado), Achievement (realizações).

A fundadora da Reconnect | Happiness At Work explica como trabalhar cada um deles no ambiente de trabalho (e as reflexões necessárias para isso).

  1. Emoção positiva: Como criar dentro da empresa ações que gerem essas emoções? Ela cita como exemplo a Microsoft, que faz pausas de 10 minutos entre as reuniões, resultando na felicidade e alta performance dos funcionários.
  2. Engajamento: As pessoas não querem uma vida pacata, sem desafios, o que leva ao tédio. Renata explica que os desafios são sim necessários, mas dentro da capacidade de cada um. Caso contrário, gera ansiedade. Na prática, a liderança deve conversar com os colaboradores, entender o que gostam de fazer, suas paixões e talentos para então criar metas.
  3. Relações positivas: Não é possível ser feliz no trabalho com uma liderança tóxica. Colaboradores precisam de ambiente com segurança psicológica, com reconhecimento e valorização. 
  4. Significado: Um pilar íntimo e pessoal, no qual pessoas precisam entender seu propósito na vida. No trabalho, as empresas devem fazer com que funcionários vejam esse “porquê” e identifiquem sua missão de ajudar a organização e a sociedade em geral (esse último é muito necessário, principalmente, para a geração Z). Uma forma de fazer isso é job crafting (redesenhar a função do profissional).
  5. Realizações: Muitas vezes, as empresas esperam o último mês do ano para celebrar os resultados. É necessário viver (e comemorar) o agora. Renata comenta sobre a necessidade em criar metas mais curtas e simples para sempre ter o sentimento de realização. Ela compartilha uma experiência própria, na qual lista 3 boas coisas que aconteceram na semana anterior.

“A gente costuma olhar as metas que a gente não bateu, os clientes que a gente não fechou, os projetos que deram errado. Por que não inverter essa lógica? Sair do viés negativo e olhar o que está funcionando e o que temos para celebrar?”.

Benefícios da felicidade corporativa

Renata começa a entrevista desmistificando o pensamento de que a felicidade se resume às conquistas materiais e a empresas acreditarem que “dar benefícios, fazer um ambiente colorido e dar um brinde para o colaborador” basta. Ela esclarece que, sim, esses pontos são importantes, mas não garantem a felicidade no trabalho.

Então, o que faz alguém feliz em uma empresa? A diretora explica que existem dois aspectos: 

  1. Trabalho: Pessoas precisam se sentir desafiadas, motivadas, ter senso de realização.
  2. Relações: Ter conexões mais empáticas, reconhecimento e valorização, ambiente com segurança psicológica e confiança.

“A gente gosta dos benefícios, eles são essenciais. Mas a felicidade corporativa tem mais a ver com esses dois pontos”.

Sobre os benefícios em investir no assunto, a convidada fala que a relação entre felicidade e produtividade já foi provada por estudos da Deloitte, Gallup, entre outros. E que é quase instintivo e óbvio: pessoas felizes produzem mais.

“Se eu gosto do meu trabalho, se tenho boas relações, vou acordar mais motivado para entregar, para me desafiar. Pessoas felizes contribuem para a sustentabilidade do negócio: é difícil falar da felicidade do cliente se a gente não começa pelo colaborador”. 

Chief Happiness Officer não é super-herói

O profissional que possui essa certificação é o embaixador ou gestão do projeto de felicidade corporativa. Seu papel é diagnosticar o cenário, ouvindo pessoas (via pesquisa e entrevistas), entendendo como se sentem. Depois disso, o CHO (Chief Happines Officer) participa do planejamento do plano de felicidade corporativa. 

E com quem esse profissional mais interage? Com o RH (normalmente o CHO já é da área), a Comunicação Interna (que vai auxiliar na divulgação do plano) e a liderança (já que parte significativa do seu trabalho consiste na conscientização de mudança na mentalidade).

“O plano de felicidade ajuda na dor da empresa, normalmente. O CHO precisa entender o motivo do plano: alto turnover, baixa produtividade, baixo engajamento, baixa satisfação?”. E é a partir daí que o plano deve surgir.

Papel do RH e da CI 

Se aprofundando no papel das áreas no tema, Renata explica que o RH é aquele que leva o tema para a empresa, faz a estratégia e implantação das ações e programas.

E a Comunicação Interna precisa estar “totalmente casada” com Recursos Humanos. Ela precisa ser envolvida no passo a passo: conscientizando colaboradores, envolvendo pessoas na construção e celebrando as conquistas, até mesmo as pequenas. 

Além disso, a tecnologia também ajuda no tema. Para Rivetti, a digitalização pode deixar a comunicação mais clara, mas é preciso usar da melhor forma. Ela cita como exemplos aplicativos ou funcionalidades de apps que buscam celebrar e reconhecer as pessoas, que influenciam na felicidade corporativa.

“A gente pega a comunicação que era feita só no presencial, olha pro digital e complementa. Por que não facilitar um programa de reconhecimento que eu possa mandar mensagem para o outro valorizando, falando de coisas boas?”

PS: O super app Dialog possui um recurso que permite o reconhecimento e agradecimento para colaboradores, seja de um colega ou da própria liderança. Conheça outros recursos indispensáveis para times de Comunicação e RH. Tudo em um único lugar! Fale com representantes Dialog.

Dicas práticas

Quando perguntada sobre quais são os conselhos para profissionais que querem construir uma agenda que lide com a felicidade corporativa, Renata lista 6 dicas.

  1. Ouvir pessoas: É preciso entender se os planos que impactam as pessoas na organização fazem sentido e se são prioritários para elas. Crie rodas de conversa para discutir o tema da felicidade.
  2. Conscientize a liderança: A capacitação é essencial, já que líderes têm papel decisivo na saúde da equipe, na sua felicidade (e também adoecimento). Mostre e engaje a liderança com fatos e dados.
  3. Treine e capacite colaboradores: A ideia de sucesso varia de acordo com as gerações, mas o que é comum a todas é a necessidade do autodesenvolvimento. A empresa então precisa fornecer ferramentas e treinamentos que ajudem nisso.
  4. Flexibilidade e autonomia: Não dá para voltar para 2019 e o modelo híbrido, mesmo polêmico, é o futuro. Nem todas as empresas vão adotar esse tipo de trabalho, mas é preciso flexibilizar pelo menos para conversar sobre. Essa abertura resulta na confiança dos colaboradores e no senso de que possuem voz ativa.
  5. Segurança psicológica: Pessoas precisam de espaço para se expressar. Organizações precisam estimular funcionários a falarem, reagirem, compartilharem dúvidas, acertos e erros.
  6. Relações mais empáticas: A liderança precisa estar próxima (independentemente do modelo de trabalho) de sua equipe, ouvir o que eles têm a dizer (seja sobre temas profissionais ou não) e ter empatia.

“Em conjunto, são times, equipes e líderes, criando uma comunicação transparente para construir uma cultura mais positiva”, finaliza.

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