outubro 6, 2021

Digitalização do RH “tem menos de brilhantismo e mais de suor”, diz diretor da Mercer

Por Dialog - Time de Conteúdo| 5 minutos
Digitalização do RH “tem menos de brilhantismo e mais de suor”, diz diretor da Mercer

Tudo é digital. É inegável o fato de que a tecnologia está cada vez mais presente em nossa rotina. Um crescimento da digitalização do RH é facilmente notado em processos e projetos, junto com um forte movimento de inovação.

Como nem tudo são flores, existem os desafios em começar e se manter em um mundo tecnológico. Para jogar luz nesse assunto, Antonio Salvador, diretor-executivo da Mercer, participou do 11º episódio do Dialog Talks “Tecnologia e inovação – Quais são os desafios da digitalização do RH?”. Ele é autor do livro “Transformação Digital: Uma jornada que vai muito além da tecnologia”.

Você pode assistir a entrevista completa clicando abaixo.

Digitalização do RH: um desafio de estratégia e pessoas

O profissional de Recursos Humanos tem vivido várias crises ao mesmo tempo. A pandemia, que colocou pressão para a área reagir rapidamente, a digitalização e a ressignificação do trabalho.

“Imagina esse caldeirão de mudanças e o RH ali no meio tendo que dar contexto dentro das empresas para esse mundo caótico, incerto e volátil”, observa Antonio.

Falando especificamente sobre os desafios enfrentados durante o processo de digitalização, ele cita dois: pensar diferente e estar preparado para trabalhar diferente, ou seja, estratégia e as pessoas.

  • Estratégia: Muitos RHs focam tanto na necessidade de digitalizar a área, mas esquecem de criar uma estratégia para que, então, a tecnologia ajude a cumprir.

 “Se você não tiver essas perguntas (Por que estou fazendo isso? Aonde quero chegar? Qual meu objetivo?) bem resolvidas, a tendência de gastar dinheiro bom com tecnologia ruim é muito grande. Uma empresa velha com tecnologia nova é uma empresa velha muito cara, ela não vai se tornar uma empresa nova”.

  • Pessoas: A mudança é abrir mão do passado e fazer coisas diferentes, trabalhar de forma mais colaborativa e inclusiva, olhando o erro de outra maneira. É necessário preparar as pessoas para a tecnologia.

Para resolver esses pontos, ele cita a necessidade do teste, de pequenos pilotos, de permitir errar (e aprender). Inclusive, é importante o RH testar o que pretende propor de inovação para o restante da companhia. Isso porque a área deve ser um exemplo a ser seguido pelos demais departamentos.

“Se estamos falando de futuro do trabalho, trabalhos por squad e digitalização, o RH deve liderar isso. Deve ser aquele que usa, que se aproxima de startups, que deve ser a grande porta de entrada da inovação”.

Comunicação e diversidade suportam a inovação

O diretor-executivo da Mercer é categórico: a inovação é importante há tempos e é da natureza humana. A forma como é feita é o que mudou nos dias de hoje, com a tecnologia como fator exponencial de ideias que, até então, não eram realizáveis de maneira mais rápida.

“O momento que estamos vivendo é que as pessoas às vezes associam inovação ao brilhantismo. E acho que inovação tem menos de brilhantismo e mais de suor. É método. Você cria uma cultura na qual as pessoas falam o que pensam, podem criticar o status quo. (…) Esses são fatores que permitem inovar em qualquer cenário”.

Nesse sentido, a cultura organizacional deve ter uma comunicação fluida (não só de cima para baixo), pois ela tem o papel de ajudar o colaborador a entender qual o propósito e a estratégia da empresa.

“Para você manter as pessoas alinhadas, entendendo seus anseios, você cria canais de comunicação dentro de organizações para que essa comunicação seja constante. Acho que é um fator estratégico, muito importante para as empresas terem sucesso nesse novo mundo”, diz Antonio.

Somando a isso, os profissionais de RH precisam olhar pela diversidade, assunto que vem ganhando cada vez mais espaço dentro das organizações e com relação direta com a inovação.

“A diversidade é o pilar de qualquer processo de inovação, porque se for feito apenas por homens brancos, heterossexuais e de meia idade, a gente já sabe qual é o resultado”.

Como começar a trilhar um caminho digital e inovador?

“Começar”. Essa é a dica de Antonio. Para um processo digital, existem algumas competências necessárias: hiperatenção, decisão inclusiva baseada em dados e agilidade.

Trazendo para a realidade do Dialog, que oferece um SuperApp de Comunicação Interna e Recursos Humanos – muitas vezes usado para dar o pontapé inicial na digitalização no RH – Antonio lista três pontos que determinam seu sucesso.

  1. Apoio da liderança: Líderes são influenciadores, então se esse público usar e apoiar a ferramenta, a adesão do resto é mais fácil de acontecer.
  2. Relevância: É necessário escolher recursos que atraiam os usuários e gerem o hábito do uso por parte dos colaboradores.
  3. Curadoria: Entender qual o conteúdo da rede é importante para atrair e manter os colaboradores e tornar o aplicativo relevante.

 

PS: Conheça recursos indispensáveis para times de Comunicação e RH. Com o Dialog você agenda conteúdos, segmenta comunicados em poucos passos, analisa rapidamente os resultados e muito mais. Tudo em um único lugar! Fale com nossos consultores e entenda como melhorar o nível de engajamento do colaborador.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Scroll to top