setembro 8, 2022

Comunicação Interna ganha protagonismo estratégico e apoia novos desafios organizacionais

Por Dialog - Time de Conteúdo| 5 minutos
Comunicação Interna ganha protagonismo estratégico e apoia novos desafios organizacionais

Setembro é marcado pelo Dia Internacional da Comunicação Interna, comemorado no dia 30. A área, que cresceu e amadureceu consideravelmente nos últimos anos, tem muito a comemorar: sua atuação no planejamento, estratégia e resultados das empresas tem sido cada vez mais reconhecida.

Hoje, vamos dedicar este conteúdo a todos os CI lovers. Com carinho, vamos falar um pouco mais sobre a evolução da área e dos profissionais. 

A era do suporte da Comunicação Interna passou

Cerca de 40 anos atrás, a Comunicação Interna começou sua jornada como coadjuvante nas empresas. Destinada a ser suporte, o trabalho da área acabou deixando de ter seu potencial e valor reconhecidos por muitas organizações.

Isso com certeza contribuiu para a desvalorização do trabalho de comunicadores internos, que aqui chamaremos carinhosamente de CI lovers. Eles passaram a ser vistos como executores, com atuação operacional e pouco estratégica.

Entretanto, esse cenário tem mudado. O suporte ainda existe, mas o papel da Comunicação Interna vai além, se tornando (e se apropriando) protagonista no engajamento e experiência do colaborador, além de fortalecer a cultura organizacional e o employer branding.

Essa evolução vem acontecendo em ritmos diferentes nas empresas. Muitas delas ainda trabalham com modelos ultrapassados de CI, com o uso substancial de canais offline e a falta de permissão para que colaboradores sejam agentes ativos de comunicação.

Se a CI da sua empresa ainda se apoia nesse modelo ou não investe no potencial da área, é hora de mudar. Do contrário, a tendência é que ela fique para trás e não colha resultados transformadores.

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Profissional de Comunicação Interna não é mais o “patinho feio”

O estigma de “patinho feio” acompanhou o profissional de CI por muito tempo justamente pela visão simplista que as pessoas tinham sobre o trabalho desempenhado pela área. Outro ponto que contribuiu para a construção dessa imagem foi a de olhares externos que julgam que fazer comunicação é simples e fácil.

Todos podem (e devem) ser agentes da comunicação, com voz e produção ativa de conteúdo. Entretanto, a área demanda um planejamento e estratégias para corroborar com os planos do negócio como um todo e até mesmo o trabalho de outros departamentos… e isso apenas o time de Comunicação Interna pode fazer.

O profissional de CI se tornou um grande estrategista dentro das empresas e, para desempenhar esse papel, é necessário adotar canais que otimizem seu tempo e trabalho. Assim, é possível direcionar esforços para voos mais altos em Comunicação Interna e seguir rumo a um posto de grande relevância e impacto.

Em entrevista ao Dialog Talks, Cynthia Provedel (professora na ESPM e Aberje) citou algumas das competências e habilidades que a pessoa que quer ou já trabalha na área de Comunicação Interna deve ter: adaptabilidade, empatia e postura consultiva.

“O profissional de comunicação vai ter mais alcance, mais consistência, mais elementos para contribuir com os desafios organizacionais na medida que ele articular, transitar e ter uma desenvoltura em relação em como ele se relaciona no dia a dia”, afirma.

Gostou? Escute ao episódio na íntegra, só clicar no play:

O futuro é transformador

A Comunicação Interna está em constante evolução e seu profissional também deve buscar se atualizar: seja em novos tipos de canais, de tipo de linguagem ou discurso. A tecnologia tem de ser considerada nos passos dados por todo CI lover, daqui em diante. Ao escolher ferramentas que otimizem seu trabalho e tempo, é possível investir mais esforços em outras iniciativas e ações que ofereçam, ao mesmo tempo, mais desenvolvimento profissional e impacto nos negócios.

Daqui para frente, a Comunicação Interna vai dar suporte aos seguintes desafios:

  1. novos modelos de trabalho;
  2. diversidade;
  3. modelos de negócios que exigem outro nível de engajamento;
  4. transformação digital;
  5. transformação da cultura organizacional;
  6. ESG;
  7. novas gerações no ambiente de trabalho.

“Não só as temáticas, mas o cunho estratégico que norteia essas temáticas vão demandar o nosso protagonismo e uma atuação cada vez mais consistente e robusta nas organizações”, aponta Cynthia Provedel.

Saber como trabalhar com Comunicação Interna pode resultar em maior engajamento e menor turnover (rotatividade). Usamos o termo “pode” porque CI não é a única responsável por isso, mas tem grande parcela no assunto. Isso porque a área é a ponte mais curta entre empresa e colaborador.

 

A Dialog festeja o mês da Comunicação Interna e acredita no potencial da área em transformar histórias, empresas, resultados e carreiras. Parabéns, CI lover! 🥳

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