setembro 27, 2021

Como incluir terceirizados na estratégia de Comunicação Interna sem medo

Por Dialog - Time de Conteúdo| 4 minutos
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Quem é o cliente da área de comunicação interna? O funcionário. Entretanto, o mercado de trabalho passou por mudanças significativas ao longo dos anos e a terceirização se tornou mais presente dentro das organizações. 

Diante disso, surgiu o desafio de ampliar o leque da comunicação para aqueles que, a rigor, não compõem o quadro da empresa, uma vez que é preciso evitar situações delicadas e que possam comprometer a relação entre esse profissional (ou a empresa terceirizada) e a organização.

Primeiros passos para incluir terceirizados na estratégia de Comunicação

Antes de mais nada, é necessário reconhecer a importância desses profissionais para os resultados da empresa, já que eles também têm metas para atingir, deveres para cumprir e trabalho para entregar, como qualquer outro colaborador.

A empresa terceirizada, responsável pelo contratado, tem o dever de compartilhar informações relevantes com o profissional, mas é possível criar e/ou adaptar a estratégia de CI pensando nas particularidades e necessidades desse grupo.

Proporcionar uma boa experiência ao terceirizado é positivo para todos os lados, afinal, se esse profissional não se sentir discriminado por sua forma de contratação e ver que seu trabalho é reconhecido, o engajamento e bons resultados são consequências naturais.

Com um bom planejamento, é possível incluir os diferentes públicos no planejamento de CI.

“Agir de forma estratégica e focada é o diferencial e o segredo de uma comunicação interna eficaz que envolva e engaje todos os públicos. CI não é mais sobre informar ou apenas divulgar. Ela tem papel fundamental em criar relacionamento. Construir embaixadores da marca, sejam efetivos ou terceirizados”, afirma Milena Lins, especialista em Marketing, Endomarketing e CI. 

Influência no clima organizacional

A especialista ainda endossa o que já mencionamos no começo deste artigo: a experiência desse colaborador importa (e muito!).

“Eu me recordo de uma conhecida que trabalhava como terceirizada de uma agência dentro de uma determinada empresa e ela contava casos de discriminação por ser terceirizada. Os terceirizados tinham até um apelido bem pejorativo. Isso não contribui para um clima saudável dentro da empresa”. 

As empresas que já incluem terceirizados e até mesmo fornecedores em ações específicas de CI e Endomarketing, segundo Milena, são aquelas que entendem que “o relacionamento está presente em todos os públicos”.

Afinal, como incluir terceirizados na estratégia de CI?

Promova a inclusão com campanhas e ajuda da liderança

A comunicação interna tem o poder de sustentar uma mensagem de acolhido e orgulho em pertencer para todos. Mas antes disso, dê um passo em direção à conscientização da liderança, que deve dar o exemplo e não promover (mas repudiar) qualquer tipo de discriminação contra os terceirizados.

Monte uma estratégia com segmentação

Construa uma estratégia que tenha segmentação de conteúdo. O que o colaborador terceirizado não precisa saber? Geralmente, o pacote de benefícios não é parte da contratação do terceiro, então não direcione a ele informações relacionadas a reajustes, por exemplo. Já aquilo que impacta a rotina e/ou o trabalho desse profissional deve ser comunicado.

“É aí que entra a importância de ter um planejamento estratégico de comunicação interna que irá definir a segmentação de público, as estratégias, integração deste público sem que se sintam excluídos e mensuração de resultados”, diz Milena.

Com canais digitais, essa segmentação é mais fácil. Seja por grupos de e-mail ou até mesmo filtros em um aplicativo de comunicação interna como o Dialog.

Defina ações de engajamento

Não é uma opção viável para todas as organizações, porque depende diretamente de orçamento e quantidade de colaboradores terceirizados, mas – se possível – é interessante reservar certo valor para incluir esses funcionários nas ações de engajamento, principalmente se eles passam boa parte do tempo alocados na empresa.

Se o orçamento não permitir, vale pensar em algo simbólico, mas sem deixar de incluí-los como parte do todo. “É muito comum as empresas criarem ações apenas pensando em seus colaboradores. Exemplo: os terceirizados que estão lá todos os dias vivenciando aquela comunicação e no dia da Páscoa não recebem o mimo que a empresa preparou para a data. Acho que as iniciativas de Comunicação devem prezar sempre a inclusão e integração de todos que estão naquele ambiente”, finaliza a especialista.

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