Qual o impacto nos negócios das empresas que investem em Comunicação Interna?
O relatório “2026 State of Workplace Communication” da Axios HQ mostrou que existe uma diferença de quase 40 pontos em métricas vitais, como reputação, engajamento, receita, retenção e quota de mercado, entre líderes que investiram em comunicação nos últimos 18 meses e aqueles que não.
Em comparação com o estudo de 2025, essa lacuna cresceu 10 pontos percentuais.
Neste conteúdo, falaremos sobre os principais insights da pesquisa, que estabelece uma relação direta entre a qualidade da comunicação com a performance do negócio. Boa leitura.
A relação entre Comunicação Interna e métricas vitais
Como mencionado anteriormente, empresas que investiram em Comunicação Interna — seja em ferramentas, treinamentos ou ambos — no último um ano e meio tendem a registrar melhores índices em temas cruciais.
Abaixo, compartilhamos a lista completa das diferenças entre essas duas categorias:
- Nova receita de negócio: 68% vs. 31%
- Quota de mercado: 67% vs. 29%
- Reputação no mercado: 76% vs. 34%
- Competitividade e inovação: 68% vs. 29%
- Retenção de clientes: 73% vs. 33%
- Retenção líquida de receita: 62% vs. 27%
- Alinhamento com objetivos organizacionais: 73% vs. 31%
- Engajamento: 71% vs. 23%
- Satisfação (eNPS): 71% vs. 27%
- Cultura / Moral: 67% vs. 27%
- Aderência às políticas: 71% vs. 28%
- Retenção de colaboradores: 69% vs. 40%
Com esses dados, é possível afirmar que o investimento em Comunicação Interna afeta principalmente o nível de engajamento (48 pontos de diferença), a reputação organizacional e o alinhamento com os objetivos de negócio (42 pontos de diferença cada).
A qualidade da comunicação
O estudo também analisou a qualidade da comunicação da liderança dentro das organizações, tanto pela perspectiva dos líderes quanto dos demais colaboradores. A discrepância entre as duas visões ainda existe, mas no menor nível registrado até então.
O questionamento feito foi: “a comunicação enviada pelos líderes aos colaboradores são…” e as respostas:
- Útil e relevante: 75% (líderes) vs. 60% (colaboradores)
- Clara e engajadora: 75% (L) vs. 61% (C)
- Oportuna e confiável: 71% (L) vs. 59% (C)
- Fácil de encontrar, quando necessário: 71% (L) vs. 58% (C)
- Fácil de compartilhar feedback: 76% (L) vs. 59% (C)
Além disso, 28% dos líderes respondentes consideram que a comunicação na organização melhorou significativamente de um ano para o outro e 17% dos colaboradores concordaram com a afirmação.
O State of Workplace Communication concluiu que empresas de alta performance têm 2x mais chances de estarem confiantes na sua qualidade de comunicação.
- 61% sentem-se “muito confiantes” de que têm uma visão precisa do que está sendo comunicado em toda a organização, por quem, onde e com que frequência (vs. 32% das empresas de baixa performance)
- 70% sentem-se “muito confiantes” de que as comunicações importantes são cascateadas aos colaboradores de forma precisa, intacta e com o contexto que é relevante para esse público (vs. 32% das empresas de baixa performance)
A pesquisa apontou que uma Comunicação Interna eficiente depende de alguns fatores: entender o que os colaboradores valorizam, prover isso em um formato útil e entregar em uma cadência confiável.
O custo da falta de ação
Enquanto a qualidade da comunicação avança, a Axios HQ mostrou que empresas ainda lidam com as consequências do desalinhamento: prazos perdidos mais do que dobraram em relação à edição de 2025 e a perda de receita subiu quase 10 pontos percentuais.
As falhas na comunicação são comprovadas por dois dados da pesquisa:
- Apenas 33% dos colaboradores consideram que é “muito fácil” distinguir o que é importante do ruído desnecessário nas comunicações que recebem.
- 31% dizem que as mensagens que recebem de diferentes líderes em variados níveis são “muito consistentes”.
Sendo assim, a infoxicação e a falta de consistência (e coerência) dentro da organização são o início e o acelerador de um cenário com menor produtividade, engajamento e retenção.
A relação entre alinhamento e negócio
Por fim, o estudo mostrou a cadeia de dados que comprova a relação direta entre alinhamento comunicacional e resultados de negócio:
- 79% dos colaboradores dizem que a qualidade da comunicação que recebem dos líderes impacta o quão bem eles entendem seus objetivos.
- 77% dos colaboradores dizem que o quão bem eles entendem os objetivos da organização impacta o quão engajados eles conseguem estar no trabalho.
- 76% dos líderes concordam que, se os colaboradores estão altamente engajados, a qualidade do seu desempenho individual aumenta em toda a organização.
- 82% dos líderes concordam que, se o desempenho individual dos colaboradores melhorar, eles veem o desempenho do negócio melhorar também.
FAQ
1. Qual é a principal diferença de performance entre empresas que investem em comunicação e as que não investem? Existe um gap de quase 40 pontos percentuais em métricas vitais (receita, engajamento e retenção) a favor das empresas que investiram em ferramentas e treinamentos de comunicação nos últimos 18 meses.
2. Quais indicadores de negócio são mais afetados pelo investimento em comunicação? O impacto é mais acentuado no engajamento (48 pontos de diferença), seguido pela reputação no mercado e pelo alinhamento com objetivos de negócio (42 pontos de diferença cada).
3. Como a qualidade da comunicação impacta a produtividade e a receita? A falha na comunicação gera consequências graves: os prazos perdidos mais do que dobraram em relação ao ano anterior, e a perda de receita subiu quase 10 pontos percentuais devido ao desalinhamento.
4. O que caracteriza uma Comunicação Interna eficiente segundo o estudo? Uma comunicação eficiente depende de três pilares: entender o que os colaboradores valorizam, fornecer a informação em um formato útil e manter uma cadência de entrega confiável.
5. Qual é a “cadeia de dados” que liga a comunicação ao resultado financeiro? A qualidade da comunicação dos líderes dita o entendimento das metas (79%); esse entendimento define o nível de engajamento (77%); o engajamento aumenta a performance individual (76%); e a melhora na performance individual eleva o desempenho global do negócio (82%).

Por Marcela Freitas Paes, analista de Marketing Sênior (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.




0 comentários