fevereiro 18, 2021

Mitos e verdades sobre o uso de dados na Comunicação Interna

Por Dialog - Time de Conteúdo| 5 minutos

A era dos dados veio para mostrar o impacto positivo das informações para a gestão das empresas. Já abordamos aqui no Blog Dialog como as métricas se tornam uma verdadeira vitrine do trabalho da CI e quais podem ser utilizadas na sua empresa, porém ainda existem alguns mitos sobre a incorporação da análise de dados na Comunicação Interna.

Alguns deles são:

  • Benefícios da geração e análise de dados demoram a aparecer;
  • Ser profissional da área de humanas dificulta trabalhar com números;
  • É preciso ter uma ferramenta superpotente para começar esse trabalho.

Se você (ou algum conhecido) acredita nesses pontos é preciso ficar atento, pois o uso de dados na Comunicação Interna é cada vez mais necessário para melhorar os resultados da área e também para gerar insights poderosos de negócio.

Para desmistificar o tema, Gabriel Kessler (CGO do Dialog) e Ana Thesing (CMO da BIMachine) trocaram experiências em um webinar promovido em parceria entre as duas startups. Acompanhe o resumo do encontro. 

 

1)    Sou de humanas e não tenho perfil analítico, logo não sou capaz de trabalhar com análise de dados.

Mito! Existem diversas ferramentas que ajudam o usuário a metrificar e analisar dados. O mais importante para trabalhar com esse tipo de análise é saber qual pergunta precisa ser respondida com os dados.

Reduzir turnover? Aumentar engajamento? Alcançar mais funcionários? Crescer o envolvimento com a cultura organizacional e valores corporativos? 

2)    Intuição é importante, mas é preciso ter uma base de dados para confirmar.

Verdade! A intuição é um compilado de referências e sentimentos que nós criamos ao longo da vida. Ela tem sua importância, porque é baseada em nossa experiência e história. Entretanto, pode ser confundida com achismo, o que a impede de comprovar um caminho a ser seguido rumo a um objetivo corporativo. 

É um tanto improvável aumentar o orçamento da comunicação interna com base em suposições, por exemplo. Nessa hora que os dados aparecem como um complemento ou como um contraponto, já que métricas podem ser utilizadas para revelar o comportamento dos colaboradores que merecem atenção. Por consequência, servir de justificativa para manutenção ou aumento de investimentos.

3)    É preciso ser cientista de dados e ter uma ferramenta superpotente para começar.

Mito! Assim como mencionado no primeiro mito, o segredo para trabalhar com a análise de dados é saber o que deseja responder.

Quando você quer chegar a um resultado, precisa saber o que quer puxar de dados. Por exemplo, se você quer saber se os colaboradores estão lendo os informativos, uma métrica que pode ser utilizada é a taxa de abertura de e-mails.

Claro que isso não significa, necessariamente, que a mensagem foi assimilada e/ou compreendida, e aí podemos incluir uma métrica de pesquisa de entendimento sobre determinado tema. Cruzar esses dois dados, por meio de uma planilha mesmo (é preciso dar o primeiro passo!), mostrará ao profissional de CI uma fotografia um pouco mais clara sobre a eficácia do trabalho.

4)    Ferramentas vêm para ajudar, mas não fazem o trabalho todo.

Verdade! Nesse ponto, é preciso pontuar algo importante: ainda que você tenha uma poderosa ferramenta, pouco irá adiantar se você não souber o que fazer com os dados gerados pela Comunicação Interna.

Eles servem como um norte na companhia à medida em que ajudam a entender o comportamento dos colaboradores, servindo como prova (ou refutação) de teorias.

Um exemplo simples, mas de muita relevância nos dias atuais: a partir dos dados é possível descobrir quem são os influenciadores e detratores internos.

Com a descoberta, a empresa pode trabalhar com os colaboradores que se encaixam na primeira categoria como embaixadores da marca, resultando no maior engajamento interno. Já saber quem são os detratores é meio caminho andado para o RH, que pode trabalhar junto a eles para entender o que pode ser melhorado.

Entende? No fim, os dados são a porta de entrada, mas o que é feito com eles é o que realmente importa.

5)    Coleta e análise de dados é responsabilidade de apenas um departamento da empresa.

Mito! A cultura de uso de dados deve ser parte da empresa como um todo, não só de um departamento. O que pode mudar, entretanto, é a quantidade de métricas utilizadas por área.

6)    Uso de dados gera retorno para negócios.

Verdade! A análise de dados deve ser vista como uma jornada. Com o que é descoberto por meio das métricas, é possível identificar o que tem dado certo e o que precisa ser melhorado. E, assim, reforçar, eliminar ou criar estratégias que impactam diretamente nos resultados do negócio.

 

Se você perdeu ou quer assistir novamente o bate-papo sobre o uso de dados na comunicação interna e seu impacto (positivo) na gestão de pessoas, basta clicar aqui.

Gostou do conteúdo? Comente e compartilhe! Acompanhe o Blog Dialog para saber sobre as novidades sobre CI e RH.

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