Happy Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/category/parceiros/happy/ O primeiro portal de Comunicação Interna do Brasil Mon, 22 Jun 2026 17:14:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7.8 https://blog.dialog.ci/wp-content/uploads/2022/04/cropped-favicon-32x32.png Happy Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/category/parceiros/happy/ 32 32 A comunicação da liderança entrou no radar da NR-1. E agora? https://blog.dialog.ci/a-comunicacao-da-lideranca-entrou-no-radar-da-nr-1-e-agora/ https://blog.dialog.ci/a-comunicacao-da-lideranca-entrou-no-radar-da-nr-1-e-agora/#respond Thu, 02 Jul 2026 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6662 A inclusão dos riscos psicossociais na atualização da NR-1 colocou definitivamente a saúde mental no centro das discussões corporativas.  A mudança provocou debates entre governo, empresas e entidades representativas, incluindo a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que chegou a questionar judicialmente aspectos relacionados à forma de avaliação e fiscalização desses riscos. […]

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A inclusão dos riscos psicossociais na atualização da NR-1 colocou definitivamente a saúde mental no centro das discussões corporativas. 

A mudança provocou debates entre governo, empresas e entidades representativas, incluindo a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que chegou a questionar judicialmente aspectos relacionados à forma de avaliação e fiscalização desses riscos.

Independentemente das discussões jurídicas, um ponto parece cada vez mais consensual: fatores como sobrecarga, pressão excessiva, insegurança psicológica, conflitos interpessoais e relações de trabalho desgastadas impactam diretamente a saúde emocional das pessoas e os resultados das organizações.

Nesse cenário, a forma como líderes se comunicam com seus times deixa de ser apenas uma questão de estilo de gestão para se tornar também um tema relacionado à prevenção de riscos psicossociais.

Falta de informação, pressão constante, excesso de urgência, microgestão, cobranças desproporcionais e feedbacks agressivos podem gerar desgaste emocional, insegurança psicológica e adoecimento. 

Por outro lado, lideranças que praticam uma comunicação clara, empática e baseada na escuta ativa contribuem para ambientes mais seguros, colaborativos e saudáveis.

Mais do que transmitir informações, líderes influenciam emoções, relações e percepções. A comunicação molda a experiência das pessoas dentro das empresas e impacta diretamente fatores como confiança, pertencimento, reconhecimento e segurança psicológica.

Em outras palavras, a forma como a liderança se comunica ajuda a determinar se o ambiente de trabalho será uma fonte de fortalecimento ou de desgaste emocional.

Por isso, diante das exigências da NR-1, a comunicação da liderança também deve ser compreendida como um potencial fator de risco ou de proteção psicossocial.

Quando a comunicação adoece e quando a comunicação protege

A inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 reforça algo que muitos profissionais de comunicação interna já observam há anos: a qualidade das relações influencia diretamente a saúde emocional das equipes.

Nem sempre o sofrimento no trabalho está relacionado apenas ao volume de atividades. Muitas vezes ele surge da forma como as demandas são comunicadas, das relações estabelecidas entre líderes e liderados e da percepção de apoio existente (ou não) no ambiente.

Quando as relações são marcadas por medo, controle excessivo, cobranças permanentes e falta de reconhecimento, os níveis de estresse e ansiedade tendem a aumentar.

As pessoas passam a evitar questionamentos, esconder erros e limitar sua participação por receio de julgamentos ou consequências mais negativas.

Por outro lado, ambientes em que líderes promovem diálogo aberto, demonstram respeito, reconhecem contribuições e acolhem diferentes perspectivas favorecem a segurança psicológica e fortalecem os vínculos de confiança.

Essa diferença é decisiva para a saúde das pessoas e para a sustentabilidade dos resultados organizacionais.

O papel da segurança psicológica

A segurança psicológica é um dos conceitos mais relevantes quando falamos sobre riscos psicossociais.

Ela representa a percepção de que as pessoas podem expressar opiniões, compartilhar dúvidas, admitir erros e apresentar ideias sem medo de constrangimentos ou punições.

Quando existe segurança psicológica, as equipes aprendem mais, inovam mais e colaboram melhor. Quando ela está ausente, surgem o silêncio, a autoproteção e o distanciamento emocional.

A forma como um líder conduz uma reunião, responde a um erro, oferece um feedback ou reage a uma opinião divergente pode fortalecer ou fragilizar a saúde emocional da equipe.

Mas quem cuida da saúde emocional de quem lidera?

Embora a comunicação da liderança tenha impacto direto sobre as equipes, existe uma reflexão que raramente ocupa espaço nas discussões organizacionais: quais são as condições emocionais em que os próprios líderes exercem essa comunicação?

Em meus estudos sobre felicidade no trabalho e liderança, identifiquei um dado importante: os riscos psicossociais não afetam apenas os liderados. Os próprios líderes também apresentam sinais significativos de sobrecarga emocional.

Recentemente, analisei a 8ª Pesquisa sobre Inteligência Emocional e Saúde Mental no Trabalho, realizada pela Robert Half e pela The School of Life Brasil. O estudo mostra que apenas 51% dos líderes consideram que conseguem desempenhar suas atividades sem comprometer a saúde física ou emocional.

Além disso, menos da metade afirma contar com apoio adequado diante de situações de sobrecarga ou desafios emocionais. Também chama atenção o fato de que 22% receberam diagnóstico de estresse, ansiedade ou burnout nos últimos 12 meses.

Esses resultados revelam uma realidade muitas vezes invisível: espera-se que líderes acolham, desenvolvam pessoas, promovam segurança psicológica e apoiem suas equipes, mas nem sempre eles próprios encontram apoio semelhante.

Quando um líder atua sob pressão permanente, com pouca autonomia emocional e escasso suporte organizacional, sua capacidade de exercer uma comunicação empática e equilibrada pode ser comprometida.

Em muitos casos, comportamentos como impaciência, microgestão, baixa escuta e comunicação excessivamente reativa podem ser sintomas de um sistema que também está adoecendo a liderança.

O novo papel da Comunicação Interna diante da NR-1

Diante das exigências da NR-1, a área de Comunicação Interna passa a assumir um papel ainda mais estratégico.

Não basta apenas divulgar campanhas sobre saúde mental ou comunicar iniciativas de bem-estar. É necessário contribuir para a construção de ambientes em que a comunicação seja, efetivamente, um fator de proteção psicossocial.

Isso significa apoiar o desenvolvimento de líderes mais conscientes sobre o impacto de suas palavras, atitudes e comportamentos; fortalecer práticas de escuta; incentivar o reconhecimento; e criar espaços seguros para o diálogo.

Talvez uma das mudanças mais importantes trazidas pela NR-1 seja a compreensão de que liderar também é cuidar. 

Nos últimos meses, temos observado um aumento significativo da procura por programas de desenvolvimento de lideranças voltados à comunicação, à segurança psicológica e à saúde emocional. É um sinal de que as organizações começam a reconhecer que ambientes saudáveis não são construídos apenas por políticas e processos, mas pelas conversas que acontecem todos os dias entre líderes e equipes.

Significa também ampliar o olhar para a própria liderança, compreendendo que líderes saudáveis tendem a construir relações mais saudáveis.

Uma responsabilidade compartilhada

A atualização da NR-1 reforça que a saúde emocional não é uma responsabilidade exclusivamente individual. Ela é resultado das relações, das práticas de gestão e da cultura organizacional.

É por isso que a comunicação da liderança ocupa posição estratégica. Ela pode reduzir riscos psicossociais ou ampliá-los. Pode fortalecer a segurança psicológica ou gerar medo. Pode promover pertencimento ou isolamento.

Também é importante ter em mente que não é possível exigir que líderes sejam agentes permanentes de proteção psicossocial se eles próprios estiverem inseridos em ambientes marcados pelo desgaste emocional.

Por isso, o desafio das organizações não está apenas em ensinar líderes a se comunicarem melhor. Está em criar condições para que eles também vivenciem experiências de confiança, reconhecimento, propósito e bem-estar.

Afinal, a qualidade da comunicação que chega às equipes é, muitas vezes, o reflexo da qualidade do cuidado que a organização oferece a quem lidera.

E talvez uma das reflexões mais importantes trazidas pela NR-1 seja esta: ambientes emocionalmente saudáveis não são construídos apenas por líderes preparados, mas também por organizações que cuidam de quem tem a responsabilidade de cuidar dos outros.

Por Kerlin Escobar Dutra, Diretora de Planejamento e Conteúdo da Happy e certificada como Chief Happiness Officer pela Happiness Business School, em Lisboa.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Comunicação Interna: três caminhos para fortalecer o papel da área nas empresas https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-tres-caminhos-para-fortalecer-o-papel-da-area-nas-empresas/ https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-tres-caminhos-para-fortalecer-o-papel-da-area-nas-empresas/#respond Wed, 01 Apr 2026 11:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6536 Quem trabalha com Comunicação Interna sabe que os desafios da nossa atuação vão muito além dos aspectos técnicos e operacionais. Canais corporativos, campanhas de Endomarketing, eventos, entre tantas outras atividades relacionadas, fazem parte do cotidiano e são fundamentais para que a comunicação aconteça de forma periódica nas empresas. No entanto, o papel dos profissionais que […]

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Quem trabalha com Comunicação Interna sabe que os desafios da nossa atuação vão muito além dos aspectos técnicos e operacionais. Canais corporativos, campanhas de Endomarketing, eventos, entre tantas outras atividades relacionadas, fazem parte do cotidiano e são fundamentais para que a comunicação aconteça de forma periódica nas empresas.

No entanto, o papel dos profissionais que atuam na área não se resume à execução dessas iniciativas. O ponto central está na capacidade de contribuir de forma estratégica para a gestão, fortalecendo a cultura organizacional, a marca empregadora, a reputação e a eficiência das empresas.

Ao longo dos anos, acompanhando projetos em diferentes corporações, observo três caminhos que ajudam a fortalecer a relevância estratégica da Comunicação Interna: conquistar espaço nas decisões, construir relações mais maduras com outras equipes e desenvolver parcerias mais colaborativas com fornecedores.

Quando esses três elementos evoluem juntos, a área passa a ocupar, de fato, uma posição essencial para a sustentabilidade dos negócios.

A maturidade da Comunicação Interna não se mede apenas pela qualidade de comunicados e campanhas, mas pelo espaço que ocupa nas decisões da empresa, e isso tem a ver com posicionamento.

O espaço estratégico se constrói antes da comunicação

Um dos sinais mais claros de maturidade da Comunicação Interna é quando o time contribui para as discussões sobre temas estratégicos.

Em muitas empresas, a comunicação ainda entra em cena apenas na etapa final, quando a informação já foi definida e só precisa ser divulgada. Nesse cenário, o trabalho se concentra na criação de comunicados, campanhas e materiais de apoio.

Contudo, quando a equipe de Comunicação Interna participa das discussões desde o início, sua contribuição para a definição do conteúdo e da estratégia de divulgação e engajamento muda de patamar. A comunicação consegue planejar mensagens direcionadas a cada perfil de público, antecipar possíveis ruídos e preparar as lideranças para transmitir mensagens mais claras.

Como se aproximar das decisões

Alguns movimentos simples ajudam a abrir esse espaço:

  • Conhecer os projetos e atuar com foco nos direcionadores estratégicos da empresa.
  • Participar de reuniões de áreas que impactam diretamente os colaboradores.
  • Manter conversas frequentes com as lideranças para entender as prioridades.

Essas iniciativas ajudam o time a desenvolver visão de negócio e planejar ações que gerem impacto nos resultados da empresa.

Relações internas ampliam a influência

Estudos reunidos no relatório State of the Global Workplace, da Gallup, empresa global de consultoria e análise de dados, mostram que organizações com maior alinhamento interno tendem a apresentar níveis mais altos de engajamento e desempenho, e a comunicação tem papel importante nesse processo.

A forma como a área se relaciona com outras é decisiva. Quando atua apenas como executora, recebendo demandas e produzindo peças, seu impacto tende a ser limitado. Entretanto, quando constrói relações mais próximas com as equipes, se torna mais consultiva e estratégica.

Na prática, essa parceria aparece quando a Comunicação Interna participa de discussões sobre cultura e engajamento ou ajuda as áreas a traduzir iniciativas complexas para o cotidiano das equipes.

Com esse posicionamento, a Comunicação Interna ganha relevância e passa a ser reconhecida como uma parceira indispensável dentro da organização.

Fornecedores como parceiros estratégicos

Ainda existe um terceiro ponto que influencia diretamente a evolução da Comunicação Interna: a relação da empresa com suas agências e consultorias.

Em muitas delas, fornecedores são acionados para apoiar a execução de demandas específicas. Nesse contexto, o principal benefício é a agilidade. O briefing já determina o que precisa ser feito, sem que haja espaço para novas estratégias. A expectativa é de uma entrega rápida.

Esse modelo ajuda a resolver necessidades pontuais e garante velocidade nas entregas, mas limita a atuação do fornecedor. Quando a relação se torna mais colaborativa, o potencial de contribuição tende a ser ainda maior.

O que muda nessa relação

Fornecedores envolvidos nas discussões desde o início conseguem trazer repertório de mercado, questionar caminhos já estabelecidos e contribuir com novas formas de abordar desafios de comunicação.

Nesse cenário, deixam de atuar apenas como executores e passam a aplicar sua metodologia para contribuir como parceiros de construção de soluções.

Essa troca tende a fortalecer o planejamento da Comunicação Interna e o posicionamento como área estratégica, ampliando perspectivas e evoluindo de forma mais estruturada.

Tornar a comunicação estratégica é um processo

O fortalecimento da Comunicação Interna não acontece de um dia para o outro. Na maioria das organizações, ele é o resultado de pequenos movimentos consistentes.

  • Cada vez que a área participa de uma conversa antes da decisão.
  • Cada vez que constrói relações mais próximas com outras áreas.
  • Cada vez que transforma fornecedores em parceiros de pensamento.
  • Cada vez que se posiciona de forma técnica e consistente como consultoria.

Esses movimentos ampliam gradualmente a relevância da Comunicação Interna dentro da organização e revelam uma verdade importante: decisões bem comunicadas começam antes do comunicado.

Nesse caminho, contar com parceiros que tragam repertório, visão de mercado e disposição para construir junto também faz diferença. Bons fornecedores não apenas executam demandas, mas ajudam a provocar reflexões, ampliar perspectivas e fortalecer a evolução estratégica da área.

É nessa troca que muitos projetos de Comunicação Interna ganham mais consistência, impacto e capacidade real de influenciar decisões.

Por Cristiane Mallmann Brun, Sócia e Diretora de Atendimento da HappyHouse. 

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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Employer Branding: os desafios para atrair talentos em 2026 https://blog.dialog.ci/employer-branding-os-desafios-para-atrair-talentos-em-2026/ https://blog.dialog.ci/employer-branding-os-desafios-para-atrair-talentos-em-2026/#respond Thu, 15 Jan 2026 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6328 Antes mesmo de se candidatar, o talento já formou uma opinião sobre a empresa. Ao observar o site de carreiras, o tom das redes sociais e o que as pessoas dizem, ele começa a entender como é trabalhar naquela organização. Esse conjunto de percepções é o que chamamos de Employer Branding. É nesse primeiro contato […]

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Antes mesmo de se candidatar, o talento já formou uma opinião sobre a empresa. Ao observar o site de carreiras, o tom das redes sociais e o que as pessoas dizem, ele começa a entender como é trabalhar naquela organização. Esse conjunto de percepções é o que chamamos de Employer Branding. É nesse primeiro contato que a decisão começa a ser construída.

Atrair talentos em 2026 passa, inevitavelmente, pela forma como as empresas constroem e comunicam essa identidade como Marcas Empregadoras. Nesse cenário, o Employer Branding deixa de ser apenas discurso e assume um papel central na forma como as organizações estruturam suas estratégias de pessoas e comunicação, refletindo escolhas reais feitas no dia a dia.

Ao acompanhar de perto diferentes empresas em seus movimentos de comunicação com os talentos do mercado, um padrão se repete: falta clareza sobre quais ações influenciam realmente a decisão das pessoas. É a partir desse ponto que se destacam os principais caminhos para a atração de talentos em 2026 e o papel cada vez mais estratégico da área.

Employer Branding integrado: quando a promessa precisa se sustentar

O principal desafio, e também a principal tendência, é enxergar o Employer Branding como um sistema integrado, não como um conjunto de ações isoladas. Marcas Empregadoras fortes são construídas quando comunicação, marca, pessoas e liderança operam a partir da mesma lógica estratégica.

Quando essa integração não acontece, o discurso se fragmenta: a empresa promete uma coisa ao mercado, vive outra internamente e comunica uma terceira nas redes sociais. Em 2026, a atração será consequência direta da capacidade de alinhar discurso, decisões e comportamentos.

Experiência do candidato como extensão da Cultura

Outro ponto central está na forma como a experiência do candidato é desenhada. Ela já não pode ser tratada como uma etapa operacional do recrutamento. O talento avalia a empresa antes mesmo de se candidatar, e continua avaliando durante todo o processo.

Sites de carreiras, respostas automáticas, entrevistas e feedbacks comunicam valores de forma muito mais potente do que qualquer campanha. O Employer Branding se fortalece quando a comunicação transforma processos em experiências claras, humanas e respeitosas. Simplicidade, linguagem acessível e transparência passam a ser critérios decisivos de escolha.

Autenticidade como critério de confiança

A autenticidade deixa de ser um diferencial criativo e torna-se um parâmetro básico de confiança. Talentos não esperam perfeição, mas rejeitam incoerência.

Redes sociais de carreira, especialmente plataformas como Instagram e TikTok, funcionam como espaços de validação da Cultura. Bastidores, histórias reais e vozes diversas constroem proximidade, desde que sustentadas por práticas consistentes.

No Employer Branding, autenticidade não está no formato, mas na verdade que ele carrega. Quando a comunicação tenta compensar, com narrativa, o que a experiência não sustenta, a ruptura acontece.

Pessoas no centro: colaboradores e lideranças como referência

A confiança migrou das marcas para as pessoas. Por isso, um dos movimentos mais relevantes para a atração de talentos é o protagonismo de colaboradores e lideranças na comunicação.

Talentos observam quem lidera, como lidera e o que compartilha. Estilos de liderança, posicionamentos e comportamentos públicos influenciam diretamente a decisão de candidatura e a sua permanência. O desafio da comunicação é criar estruturas que apoiem essa expressão sem transformá-la em discurso institucional. No Employer Branding, pessoas conectam mais do que slogans.

Dados como direção

O uso mais inteligente de dados é outro ponto decisivo. Métricas de atração, engajamento e reputação já fazem parte da rotina, mas seu valor está na interpretação, não no volume.

O Employer Branding orientado por dados ajuda a entender o que gera conexão real, onde existem ruídos e quais narrativas precisam ser ajustadas. Em 2026, dados não engessam a comunicação: eles dão segurança para decisões mais humanas, estratégicas e coerentes.

O que muda, de fato, na atração de talentos

Ao olhar para 2026, fica claro que a atração de talentos será menos sobre convencer e mais sobre revelar. Revelar Cultura, escolhas e prioridades.

O Employer Branding entra em uma fase de maturidade, na qual comunicação, pessoas e negócio precisam caminhar juntos. As empresas que compreenderem esse movimento estarão mais preparadas para atrair talentos alinhados às suas necessidades e permitir que as pessoas façam escolhas mais conscientes.

No fim, a comunicação cumpre seu papel mais estratégico: organizar sentidos, sustentar verdades e permitir que o talento escolha com clareza.

Por Andressa Brum Merolillo, CEO da HappyHouse.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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O líder como influenciador da cultura organizacional https://blog.dialog.ci/o-lider-como-influenciador-da-cultura-organizacional/ https://blog.dialog.ci/o-lider-como-influenciador-da-cultura-organizacional/#respond Mon, 06 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6182 É comum as empresas usarem dois substantivos quando desejam falar sobre o papel do líder na construção ou consolidação da Cultura Organizacional: “embaixador” e “agente”. Frases como “o líder deve ser um embaixador da cultura” ou “o líder tem que agir como um agente da cultura” são ditas com frequência no ambiente corporativo. Embaixador da […]

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É comum as empresas usarem dois substantivos quando desejam falar sobre o papel do líder na construção ou consolidação da Cultura Organizacional: “embaixador” e “agente”. Frases como “o líder deve ser um embaixador da cultura” ou “o líder tem que agir como um agente da cultura” são ditas com frequência no ambiente corporativo.

Embaixador da Cultura Organizacional

A palavra “embaixador” tem origem no latim medieval “ambactiare”, que significa “ir em missão, representar alguém”. Embaixador é chamado o representante oficial de um país em outro; ele atua em nome do governo de seu país para manter relações políticas, econômicas e culturais. Essa palavra também é usada para definir alguém que representa uma causa, marca, instituição ou ideia. 

Porém, no ambiente corporativo, o termo parece mais adequado para identificar alguém que representa a empresa em outro ambiente, não nela própria. Exemplo: um profissional que fala em nome da empresa ou sobre ela em uma entidade de classe.

Agente da Cultura Organizacional

A palavra “agente” vem do latim “agens”, particípio de “agere”, que significa “agir, fazer, conduzir”, o que passa a ideia de ação ou intervenção.

Com certeza, essa é uma palavra que pode ter relação com o papel do líder em um processo de construção, evolução ou transformação cultural. Entretanto, é preciso levar em consideração que a Cultura Organizacional começa a ser construída desde que a empresa nasce. Da mesma forma, a cultura já existe quando passa por um processo de transformação ou evolução. Isso significa que o líder nem sempre age na concepção ou decisão desses processos. Normalmente, cabe a ele conhecer a Cultura Organizacional profundamente, representá-la e praticá-la juntamente à sua equipe.

Estou descartando as palavras “embaixador” e “agente” não porque são usadas de forma incorreta pelas empresas. Aquelas que as usam, o fazem porque entenderam ser o correto, porque melhor se adequa ao seu jeito ou porque não encontraram uma palavra melhor. O descarte que estou fazendo é intencional e tendencioso, pois defendo o termo “influenciador” no meu novo livro “Influenciar é liderar – Nada mais, nada menos”.

O verbo “influenciar” tem origem no latim “influere”, que significa “fluir para dentro”. A raiz é composta por “in (dentro) + “fluere” (fluir) e, originalmente, representava algo que flui invisivelmente de uma coisa para outra, como uma força ou um poder que exerce efeito.

Com o tempo, esse conceito passou a significar, também, a capacidade de afetar ou moldar pensamentos, comportamentos ou decisões.

Essa definição já é suficiente para colocar a palavra “influenciador” em um lugar de destaque quando o objetivo é definir o papel do líder na sua relação com a Cultura Organizacional.

Líderes influenciadores, hoje, são aqueles que conseguem engajar, inspirar, comunicar e gerar impacto por meio da prática dos valores definidos pela organização, não mais por imposição, mas por conexão e propósito.

No novo mundo do trabalho, a influência que um líder pode exercer está menos ligada à sua posição e mais à sua capacidade de mobilizar pessoas e ideias em torno do propósito e dos valores da empresa. Portanto, quanto mais líderes influenciadores da Cultura Organizacional uma empresa tiver, mais engajados serão os seus colaboradores.

Por Analisa de Medeiros Brum, Fundadora e Conselheira da HappyHouse – Agência de Endomarketing.

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Transparência como estratégia: é impossível não se comunicar https://blog.dialog.ci/transparencia-como-estrategia-e-impossivel-nao-se-comunicar/ https://blog.dialog.ci/transparencia-como-estrategia-e-impossivel-nao-se-comunicar/#respond Thu, 10 Jul 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5990 Imagine trabalhar em uma empresa na qual a informação sempre chega atrasada, filtrada e sem transparência — mostrando só o lado bom da história. Agora, pense no impacto de receber uma carta do CEO dizendo com franqueza: “Ainda não tenho todas as respostas. Esse processo está em curso. Assim que tiver definido, vocês serão os […]

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Imagine trabalhar em uma empresa na qual a informação sempre chega atrasada, filtrada e sem transparência — mostrando só o lado bom da história. Agora, pense no impacto de receber uma carta do CEO dizendo com franqueza: “Ainda não tenho todas as respostas. Esse processo está em curso. Assim que tiver definido, vocês serão os primeiros a saber”.

Isso muda tudo, não muda?

Quando o silêncio comunica mais do que palavras

Esse exemplo me leva a refletir sobre um princípio essencial da comunicação humana formulado por Paul Watzlawick, psicólogo austríaco: é impossível não se comunicar.

Segundo ele, todo comportamento, incluindo o silêncio, transmite uma mensagem. Um comunicado que não chega, uma decisão que não é explicada, uma TV desligada, um mural desatualizado… Tudo isso “fala”. Tudo isso comunica.

E talvez seja justamente por não considerar esse princípio com a devida atenção que algumas empresas acabam enfrentando, em maior ou menor grau, uma desconexão entre discurso e prática.

O que aprendemos ao ouvir quem está dentro da empresa

Nos diagnósticos de Comunicação Interna e Endomarketing que realizo com colaboradores em diferentes países e contextos organizacionais, algumas frases se repetem:

  • “Não percebo a empresa comprometida em manter o colaborador informado.”
  • “A gente fica sabendo sobre a organização pelo LinkedIn e não pelos canais internos.”
  • “A liderança tem o domínio das informações, mas não compartilha conosco”.
  • “A empresa tem um discurso nos seus canais institucionais e outro nos canais de Comunicação Interna.”

O que essas falas revelam é uma lacuna de percepção, e essa lacuna se chama falta de atenção com a Comunicação Interna.

Nos planejamentos de Comunicação Interna e Endomarketing que desenvolvemos, essa é uma das premissas mais importantes: não existe “não comunicação”. 

Quando a empresa se cala, hesita ou evita falar sobre determinados temas, a comunicação acontece do mesmo jeito, seja nos corredores, no WhatsApp, nas interpretações individuais, nos grupos privados do Facebook e no Telegram. E, muitas vezes, com ruídos e distorções.

A transparência na comunicação é um dos pilares para fortalecer a cultura organizacional. Em um ambiente no qual todos têm acesso às mesmas informações, os valores e a missão da empresa são reforçados, promovendo uma cultura mais inclusiva, colaborativa e alinhada.

É por isso que defendemos uma comunicação sistemática, consistente e frequente. Uma comunicação que não só comunique sobre os valores, a missão e o propósito da empresa, mas que atualize os colaboradores sobre como esses princípios se conectam às decisões, às iniciativas e aos movimentos da organização no dia a dia. Assim, é possível construir credibilidade e pertencimento.

Porque, quando o colaborador percebe que a empresa não está sendo transparente, não é só da área de comunicação que ele desconfia. É da empresa. E isso tem impacto direto na reputação, no clima organizacional e no engajamento.

Como costuma dizer Analisa Brum, fundadora da Happy, referência em Comunicação Interna no Brasil: “A transparência não é só uma boa prática, é a essência da comunicação dentro das empresas. Informação clara, verdadeira e acessível é o que mais aproxima pessoas e organizações. Gera vínculo. Gera valor”.

Estrutura, consistência e liderança: os pilares da Comunicação Interna transparente

Isso não quer dizer que tudo precisa ser comunicado de qualquer jeito. Excesso de informação sem critério também atrapalha. No entanto, especialmente em tempos de mudança, é importante lembrar: ficar em silêncio diz muito. E de um jeito negativo. “Maquiar” o tom ou tentar “proteger” os colaboradores, omitindo ou suavizando informações, pode ter o efeito oposto: quebrar a confiança e ampliar o distanciamento.

Para mudar isso, não basta boa vontade. É preciso estrutura. E estrutura, aqui, significa ter um sistema de Comunicação Interna e Endomarketing estratégico, claro e bem definido, composto por meios, canais, editorias e grupos de conteúdo, além de uma linguagem alinhada à cultura e fluxos consistentes de produção. 

Também é fundamental engajar as lideranças como líderes comunicadores ativos, preparados e responsáveis por fortalecer os vínculos com suas equipes. Quando isso está funcionando, a área de Comunicação deixa de ser apenas executora de tarefas e passa a ser uma parceira estratégica do negócio.

A confiança nasce da consistência, da frequência e da clareza, e é isso que sustenta relações reais entre empresas e pessoas.

Porque comunicar de forma transparente é refletir a cultura que a empresa deseja fortalecer. É dizer: “Confiamos em você, queremos que caminhe junto e, por isso, vamos dividir o que sabemos, inclusive quando ainda não temos todas as respostas”.

E essa, talvez, seja uma das mensagens mais poderosas que uma organização pode transmitir.

Por Ana Carolina Holderbaun Bolsson, Executiva de Planejamento na HappyHouse.

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O futuro do trabalho já começou https://blog.dialog.ci/o-futuro-do-trabalho-ja-comecou/ https://blog.dialog.ci/o-futuro-do-trabalho-ja-comecou/#respond Wed, 16 Apr 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5740 Uma das principais palestras do SXSW 2025 — evento global de inovação e tecnologia realizado recentemente em Austin, nos Estados Unidos — abordou o futuro do trabalho sob a ótica de Rishad Tobaccowala, autor do livro Rethinking Work, futurista e uma das vozes mais influentes em liderança e transformação digital. Em seu painel, Tobaccowala destacou […]

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Uma das principais palestras do SXSW 2025 — evento global de inovação e tecnologia realizado recentemente em Austin, nos Estados Unidos — abordou o futuro do trabalho sob a ótica de Rishad Tobaccowala, autor do livro Rethinking Work, futurista e uma das vozes mais influentes em liderança e transformação digital.

Em seu painel, Tobaccowala destacou que, nos próximos anos, haverá um crescimento exponencial de empresas, com profissionais atuando em diferentes modelos, em múltiplos mercados e conectados a diversas tecnologias.

Nesse cenário, será crucial ampliar o impacto das interações humanas, ter a tecnologia como aliada e formar líderes transformadores — capazes de criar, orientar, construir e evoluir com seus times. Líderes que operam não mais na zona de controle, mas na zona de influência.

Pilares essenciais

Segundo Tobaccowala, três pontos serão imprescindíveis para que empresas e profissionais estejam prontos para o futuro do trabalho:

  1. Aprendizado contínuo: investir em capacitação e desenvolvimento em todos os níveis.
  2. Conexão: integrar pessoas, dados, plataformas e oportunidades dentro e fora da organização.
  3. Confiança e reconhecimento: em um cenário dominado por IA, algoritmos e múltiplas interfaces, a confiança será um ativo estratégico. E o reconhecimento, baseado em mérito e excelência, será a força motriz do crescimento contínuo.

A era da conexão humana + tecnológica

Tobaccowala e outros palestrantes do SXSW 2025 também reforçaram, sob diferentes perspectivas, a necessidade de equilíbrio entre avanços tecnológicos e valores humanos, com foco em autenticidade e conexão emocional.

Em um mundo do trabalho que se transforma todos os dias — impulsionado pela tecnologia, pela evolução social e por inúmeros agentes de mudança — torna-se essencial construir conexões significativas, nas quais humanização e tecnologia caminham lado a lado.

E aqui, proponho uma reflexão: como estamos posicionando a Comunicação Interna, o Endomarketing e o Employer Branding nesse cenário? Ou melhor: como nós, profissionais de Comunicação, Gestão de Pessoas ou líderes, estamos — ou ainda não estamos — preparados para lidar com os desafios que já estão postos?

A verdade é que o futuro do trabalho já começou. Pelo menos, é o que observo diariamente nas diferentes empresas em que atuamos — ao analisar desafios de gestão, estratégias, carências e potencialidades. O que Tobaccowala trouxe ao SXSW já é realidade. Vai se tornar mais evidente? Sem dúvida. Por isso, precisamos enxergar os desafios como oportunidades de evolução.

Inovar é entender e atender melhor às necessidades das pessoas, criando interações que gerem valor real.

 É sobre isso

As pessoas são, e continuarão sendo, um diferencial competitivo e um dos pilares da sustentabilidade dos negócios. Não sou futurista, mas sou analítica — e, por isso, vejo que o futuro exigirá líderes gestores de pessoas, com habilidades de comunicação e outras soft skills cada vez mais apuradas.

Também exigirá que Comunicação Interna e o Endomarketing estejam presentes de forma eficaz em toda a organização — por meio de conteúdos de valor, com agilidade, acesso garantido a todos os colaboradores e operados a partir da análise de dados —, pois a informação conecta, engaja e dá sentido. 

Também será primordial ter uma marca empregadora forte e proprietária, não apenas para atrair talentos, mas para manter equipes engajadas e alinhadas aos desafios do presente e do que está por vir.

Afinal, são as pessoas que fazem os negócios acontecerem. E o futuro do trabalho — que já começou — exige mais do que adaptação. Exige ação. Mais do que acompanhar mudanças, precisamos agir com propósito, construindo hoje as conexões e soluções que farão a diferença amanhã.

O futuro não é mais sobre previsões. É sobre escolhas. E elas já estão sendo feitas — agora, por nós.

Assinatura Happy - Kerlin

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É tempo de falar sobre felicidade https://blog.dialog.ci/e-tempo-de-falar-sobre-felicidade/ https://blog.dialog.ci/e-tempo-de-falar-sobre-felicidade/#respond Fri, 03 Jan 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5518 Frases como “é preciso pagar o preço do sucesso” e “descanso é para os fracos” nos fizeram acreditar que vida e trabalho não poderiam coexistir de forma feliz. A ideia é reforçada pela origem da palavra “trabalho”, derivada do latim tripalium, uma ferramenta de tortura. No entanto, passamos mais de um terço de nossas vidas […]

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Frases como “é preciso pagar o preço do sucesso” e “descanso é para os fracos” nos fizeram acreditar que vida e trabalho não poderiam coexistir de forma feliz. A ideia é reforçada pela origem da palavra “trabalho”, derivada do latim tripalium, uma ferramenta de tortura.

No entanto, passamos mais de um terço de nossas vidas trabalhando — e esse tempo só aumenta com a maior expectativa de vida, o adiamento da aposentadoria e a pressão por desenvolvimento constante em um ambiente cada vez mais competitivo.

Trabalho e vida pessoal se misturam, e é ilusório limitar a felicidade ao tempo livre. O desafio é buscar equilíbrio entre essas áreas.

Contra dados, não há argumentos

Em 2022, a Organização Mundial de Saúde reconheceu o burnout como um estado de esgotamento relacionado ao trabalho, e o Brasil está em segundo lugar no ranking dos países com mais casos.

O estudo State of the Global Workplace, da Gallup, aponta que os trabalhadores brasileiros estão entre os mais estressados, tristes e que mais sentem raiva no dia a dia na América Latina. 

Já a pesquisa The Happiness Index, realizada em parceria com a Pluxee, demonstra que os brasileiros são 9% menos felizes no trabalho do que a média global.

E essa tal felicidade?

A Psicologia Positiva, segundo Martin Seligman, considera a felicidade como um estado de bem-estar que pode ser conquistado e experimentado de diferentes formas. Seu modelo PERMA-V define seis elementos que promovem uma vida feliz:

  • P (Positive Emotions) – emoções positivas, como gratidão e otimismo.
  • E (Engagement) – engajamento em atividades que geram prazer.
  • R (Relationships) – relacionamentos saudáveis e significativos.
  • M (Meaning) – propósito e sentido de vida.
  • A (Accomplishment) – realização de metas e progresso pessoal.
  • V (Vitality) – cuidados com a saúde física e mental.

Para Seligman, a felicidade é individual, subjetiva e requer equilíbrio entre esses elementos. Não é uma meta fixa, mas um exercício contínuo no cotidiano. Contudo, se a felicidade é individual, como podemos falar de felicidade corporativa?

Empresas felizes

Organizações que priorizam o bem-estar de seus colaboradores criam condições para que cada pessoa desenvolva sua própria felicidade. Líderes desempenham um papel central nesse processo, assim como a Comunicação Interna, o Endomarketing e o Employer Branding.

É tempo de formar líderes mais comunicativos, empáticos e próximos, que reconheçam conquistas, celebrem vitórias, deleguem com propósito e promovam equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Além disso, é essencial clareza na proposta de valor ao colaborador, conectando pessoas a ambientes que reflitam suas definições de felicidade.

Também é importante mapear e dar visibilidade a iniciativas que se alinhem ao modelo PERMA-V, como eventos de integração, projetos sociais, grupos de afinidade, histórias inspiradoras, plano de carreira e ações de saúde e bem-estar. 

É tempo de impulsionar a felicidade para a sustentabilidade do negócio. Pessoas mais felizes tendem a querer ficar na empresa (impacto no turnover), desejam vir ao trabalho (impacto no absenteísmo), fazem suas atividades com mais eficiência e qualidade e cuidam da sua segurança e saúde. 

E a comunicação é estratégica para impulsionar esse tema. 

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Cultura: é tempo de olhar para comportamentos e linguagem https://blog.dialog.ci/cultura-e-tempo-de-olhar-para-comportamentos-e-linguagem/ https://blog.dialog.ci/cultura-e-tempo-de-olhar-para-comportamentos-e-linguagem/#respond Fri, 01 Nov 2024 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5337 O cenário empresarial tem se transformado rapidamente, com muitas organizações percebendo a necessidade de revisar suas culturas internas e se adequar a novos e complexos contextos. Para termos ideia da dimensão da questão, segundo um estudo da Great Place to Work, a cultura organizacional tem sido apontada como uma das três principais prioridades de gestão […]

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O cenário empresarial tem se transformado rapidamente, com muitas organizações percebendo a necessidade de revisar suas culturas internas e se adequar a novos e complexos contextos.

Para termos ideia da dimensão da questão, segundo um estudo da Great Place to Work, a cultura organizacional tem sido apontada como uma das três principais prioridades de gestão desde 2023.

Esse movimento, que ganha cada vez mais força em diversos setores empresariais, envolve o redesenho de valores, a atualização da linguagem e, principalmente, uma maior conexão com o público interno.

Assim, atualizar a cultura organizacional não é mais uma tendência, mas uma prioridade – considerando que a evolução cultural, quando bem executada, tem o poder de alinhar colaboradores, aumentar o engajamento e criar uma identidade mais forte.

Nesse processo de transformação, a linguagem desempenha um papel crucial. Não se trata apenas das palavras que utilizamos, mas de como esse conteúdo incentiva atitudes e comportamentos que deem sentido ao jeito de ser da empresa.

E é aí que entra o fator crucial de uma Comunicação Interna próxima e envolvente, que realmente converse com os colaboradores ao mesmo tempo em que potencializa os comportamentos desejados.

As empresas que reconhecem a importância disso são as que melhor conseguem se adaptar aos movimentos de mercado, construindo uma cultura viva que evolui com e para as pessoas.

A necessidade de redesenhar valores

Repensar os valores organizacionais está longe de ser uma tarefa simples, mas é essencial para que a empresa continue relevante e alinhada às expectativas de seus colaboradores e clientes. 

Muitas vezes, os valores estabelecidos há anos já não refletem mais a realidade do momento. Em outros casos, a forma como estão escritos já não faz sentido para os colaboradores. Por exemplo: “Fazemos o que é certo” é um valor muito mais inspirador do que apenas “Ética”.

Para fazer um redesenho eficaz, é preciso uma análise profunda do que realmente importa e como isso se traduz em comportamentos diários, o que pode envolver, inclusive, um ajuste no propósito e na visão.

Não é só o que se fala, mas como se fala

A forma como escrevemos e comunicamos a cultura tem o poder de engajar ou de afastar o público interno.

Uma linguagem desatualizada ou desconectada da realidade dos colaboradores pode dificultar a adesão aos novos valores, distanciar o propósito e não dar sentido à visão.

Por outro lado, podemos ter a mensagem certa, mas que não chega de forma adequada ou não é cascateada satisfatoriamente pelas lideranças.

Estratégias para atualização da linguagem

  • Criação de guias verbais para a comunicação da cultura, para garantir que as mensagens não percam a sua essência no dia a dia.
  • Revisão do sistema de Comunicação Interna, com canais que realmente conectem o público interno com a informação.
  • Implementação de treinamentos focados em comunicação para as lideranças, de forma que sejam um exemplo da cultura e se tornem o primeiro e principal canal de Comunicação Interna junto às equipes.
  • Reavaliação e metrificação contínua da comunicação com os colaboradores, para ajustar a linguagem conforme necessário.

Criando uma identidade organizacional forte

Ao redesenhar a cultura e atualizar a linguagem, a empresa está, essencialmente, reforçando sua identidade organizacional. Essa identidade, além de diferenciar a organização no mercado, cria um vínculo emocional com os colaboradores.

Entretanto, a transição também traz desafios, já que a resistência à mudança é comum, especialmente quando os colaboradores já estão acostumados a uma determinada forma de comunicação e comportamento.

Para superar isso, é preciso que as lideranças estejam engajadas e que haja um esforço constante para mostrar os benefícios da mudança, entendendo que nem todo mundo irá se adaptar ao novo cenário e, invariavelmente, algumas pessoas buscarão novos ares. Faz parte do processo. 

Porém, no fim do dia, uma cultura bem definida e bem comunicada irá proporcionar mais engajamento e alinhamento dos colaboradores, um maior sentimento de time e ainda aumentar a retenção de talentos.

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ESG na Comunicação Interna: como sua empresa tem pautado o assunto? https://blog.dialog.ci/esg-na-comunicacao-interna-como-sua-empresa-tem-pautado-o-assunto/ https://blog.dialog.ci/esg-na-comunicacao-interna-como-sua-empresa-tem-pautado-o-assunto/#respond Mon, 02 Sep 2024 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5182 Você já deve estar familiarizado com a sigla ESG, mas será que seu público interno também está? 66% dos brasileiros nunca ouviram falar da sigla, é o que aponta uma pesquisa idealizada e divulgada pelo Grupo Boticário em parceria com o Instituto Locomotiva. Isso significa que muitos de seus colaboradores podem estar entre esse percentual […]

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Você já deve estar familiarizado com a sigla ESG, mas será que seu público interno também está? 66% dos brasileiros nunca ouviram falar da sigla, é o que aponta uma pesquisa idealizada e divulgada pelo Grupo Boticário em parceria com o Instituto Locomotiva. Isso significa que muitos de seus colaboradores podem estar entre esse percentual de pessoas. Portanto, ao abordar o assunto na empresa, é crucial começar pelo básico, com o letramento do público interno e o esclarecimento do conceito e das definições de ESG.

Partindo do zero

Embora o termo ESG — Environmental, Social, and Governance — tenha sido cunhado em 2004, só recentemente ele tem se tornado parte do nosso dia a dia. O termo surgiu da provocação do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, a 50 CEOs de grandes instituições sobre como integrar fatores sociais, ambientais e de governança ao mercado de capitais. 

Ou seja: ESG não é só sobre responsabilidade social, nem sobre enviar doações para as pessoas atingidas pelas enchentes do Rio Grande do Sul, apoiar projetos beneficentes, fazer filantropia ou ter um grupo de voluntariado na sua organização. ESG não é sobre assistencialismo. 

ESG refere-se à implementação de uma estratégia de sustentabilidade muito mais ampla e transformadora, como elemento transversal do negócio, que passa por todas as áreas e em múltiplas dimensões da empresa. 

Essa estratégia está, na maioria das organizações, correlacionada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a conhecida Agenda 2030, e visa contribuir com os esforços para mudar a realidade global e gerar impacto positivo. Isto é, conciliar a sustentabilidade e a longevidade do negócio com a das gerações futuras.   

Então, você deve estar se perguntando: no fundo, ESG é sobre resultados financeiros? Sim. E não! Atuar de acordo com os padrões ESG amplia a competitividade empresarial. Inclusive, 77% dos executivos veem o assunto como um facilitador da receita (Fonte: IBM). 

Por outro lado, nas empresas que adotam uma estratégia de desenvolvimento baseada nos três pilares nada é feito a qualquer custo. Em companhias com entendimento e aplicabilidade de critérios ESG, as estratégias, as metas e os resultados devem ser alcançados por meio de práticas que equilibrem o desenvolvimento financeiro com o impacto causado na sociedade e no meio ambiente. 

Enfoque no tema

Mais do que ter uma estratégia ESG, é preciso colocá-la em prática e informar o que acontece. Em primeira mão, comunicar para o seu público interno, para que os colaboradores entendam o que significa e a importância do tema para o negócio. Isso é importante para que se engajem nas iniciativas possíveis, sintam orgulho da empresa na qual trabalham e, consequentemente, sejam agentes promotores da marca empregadora.

Em termos de comunicação, o assunto deve ser pautado de forma frequente nos canais internos para conscientizar e mobilizar os colaboradores. Mesmo que a sua empresa ainda não tenha uma área de ESG consolidada, certamente realiza muitos projetos e iniciativas alinhadas ao tema. A sugestão é mapear, entre os 17 ODS da ONU, quais são as ações, as atividades, os apoios ou patrocínios relacionados ao core business. 

17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (Agenda 2030)

O ponto de partida da estratégia de Comunicação Interna para a sustentabilidade deve ser sempre o propósito do negócio. Por exemplo, uma empresa de saneamento certamente tem impacto sobre o ODS 6 (Água e Saneamento), o ODS 14 (Vida debaixo da água) e o ODS 12 (Consumo Responsável). A partir dessa análise, já é possível planejar uma régua anual de conteúdos e alimentá-la, pelo menos, uma vez por mês nos canais, mostrando o que está sendo feito nessas frentes. 

A criatividade para a abordagem é livre, seja por meio de matérias, vídeos, podcasts, entrevistas ou campanhas de endomarketing. O conteúdo deve salientar e reforçar como a companhia está contribuindo para os esforços globais. 

Em uma sociedade que ainda sabe muito pouco e engaja-se em um nível baixíssimo com os assuntos de sustentabilidade (além de sofrer com a desinformação e as fake news), todo pequeno movimento de letramento e compartilhamento de conhecimento é válido para que todos entendam a sua responsabilidade, individual e coletiva, frente às mudanças – em especial as climáticas, que estão cada vez mais evidentes. 

Plano editorial em ação

Partiu colocar na pauta? Compartilho uma sugestão de plano de conteúdo editorial para sua empresa começar a trabalhar ESG na Comunicação Interna. Você pode, por exemplo:

1. Realizar uma introdução ao ESG por meio de diferentes formatos: newsletter especial, webinar, workshop, diálogos diários (na operação) ou publicação de uma cartilha de letramento. 

2. Fazer uma série de 3 entrevistas em formato podcast, uma para falar de cada pilar com um profissional da empresa responsável pelo assunto, abordando aspectos como os desafios, as iniciativas já existentes e as oportunidades por vir. 

3. Proporcionar uma live ESG na prática, apresentando como a estratégia ESG está sendo implementada no dia a dia por meio do compartilhamento de cases de projetos bem-sucedidos na empresa. 

4. Divulgar resultados e impactos por meio de um infográfico bem visual e de fácil compreensão nos canais internos, demonstrando aos trabalhadores que as mudanças já estão sendo positivas dentro da companhia e engajando-os para contribuir com futuras melhorias. 

5. Realizar uma régua de nutrição após todo o processo introdutório de comunicação sobre ESG, definições e conceitos. A ideia é partir para o mapeamento dos ODS aderentes ao negócio, com análise das iniciativas já vigentes na companhia e o cruzamento das informações para criação e execução da régua de conteúdo mensal. 

E aí, o que você achou deste conteúdo? Compartilhe nos comentários a sua opinião ou exemplos de como a sua empresa está pautando a tema ESG na Comunicação Interna.

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Comunicação inclusiva: a importância da acessibilidade na jornada da pessoa colaboradora https://blog.dialog.ci/comunicacao-inclusiva-a-importancia-da-acessibilidade-na-jornada-da-pessoa-colaboradora/ https://blog.dialog.ci/comunicacao-inclusiva-a-importancia-da-acessibilidade-na-jornada-da-pessoa-colaboradora/#respond Tue, 09 Jul 2024 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=5029 Quando você planeja a Comunicação Interna da sua empresa, está realmente se preocupando em alcançar todos os públicos?  A Comunicação Interna precisa impactar todas as pessoas, fazendo com que elas se sintam pertencentes à cultura da organização, entendam sobre a estratégia do negócio e executem suas tarefas conforme o que se espera de cada uma. […]

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Quando você planeja a Comunicação Interna da sua empresa, está realmente se preocupando em alcançar todos os públicos? 

A Comunicação Interna precisa impactar todas as pessoas, fazendo com que elas se sintam pertencentes à cultura da organização, entendam sobre a estratégia do negócio e executem suas tarefas conforme o que se espera de cada uma. Mas, para isso, sentir-se parte é fundamental. 

Na era das tecnologias emergentes e da promoção da inclusão, a demanda de pertencimento se tornou ainda mais relevante. 

Análise demográfica

Com base na Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2022, o Brasil possui 18,6 milhões de pessoas com deficiência e, entre elas, 545.940 mil estão inseridas no mercado formal de trabalho, segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Além disso, segundo o IBGE, o Brasil conta com 90,6 milhões de mulheres elegíveis ao mercado de trabalho, das quais 47,8 milhões estão realmente inseridas. Por enquanto, não temos uma base de dados precisa sobre os outros gêneros, afinal, muitas pessoas sentem receio de comunicar para as empresas sua identidade ou orientação sexual. 

Fonte: IBGE (2022).

Esses dados reforçam a necessidade de proporcionar experiências inclusivas à maior quantidade possível de pessoas, assegurando mais conforto, visibilidade e reconhecimento, agilidade, segurança e eficácia, inclusive nos ambientes digitais. Afinal, não são apenas homens ou pessoas sem deficiência ocupando cargos e contribuindo para a economia e o desenvolvimento das empresas. 

Uma empresa que utiliza o design e a comunicação inclusiva em sua comunicação está mais propensa a ter um time diverso e com diferentes perspectivas, o que contribui diretamente para uma cultura de inovação, por exemplo. 

Ao fazer isso, a empresa assume sua responsabilidade social e faz com que as pessoas se sintam acolhidas, resultando em entregas que fortalecem os valores e a percepção positiva da sua marca empregadora. Ou seja, o que antes era apenas uma tendência, virou um ponto fundamental para se prestar atenção.

Inclusão para quem?

Ao evitar imagens, cores e o emprego de palavras, frases e expressões que reforçam estigmas, preconceitos ou exclusões, a Comunicação Interna inclui todas as pessoas.

Ao utilizar uma linguagem neutra e evitar estereótipos nas fotos de anúncios de vagas, por exemplo, a empresa sinaliza que está aberta a profissionais de todas as identidades de gênero, com uma cultura organizacional que abraça a diversidade, o que se traduz em melhores resultados, inovação e engajamento. Afinal, pessoas que se sentem valorizadas e respeitadas tendem a ser mais leais e produtivas.

Pessoas  com deficiência, cegas, com baixa visão, surdas ou neurodivergentes, como pessoas no espectro autista, com dislexia, TDAH etc., são alguns exemplos dos diferentes tipos de público que devem receber a devida atenção quando estivermos planejando e criando campanhas e conteúdos internos.

Desafios e oportunidades inclusivas

Apesar dos benefícios, implementar a acessibilidade e a linguagem inclusiva é algo que enfrenta diversos desafios, desde a conscientização até a integração eficaz dos times nos processos empresariais. 

Algumas organizações ainda não reconhecem totalmente a amplitude das barreiras que essas pessoas podem enfrentar. Além disso, a falta de conhecimento sobre as melhores práticas de acessibilidade e a resistência às mudanças na linguagem são obstáculos significativos.

Esses esforços requerem um compromisso contínuo de todas as pessoas e, nesse caso, as equipes de Relações Humanas, Comunicação Interna e os demais fornecedores envolvidos com a comunicação durante a jornada da pessoa colaboradora desempenham um papel crucial na condução de práticas inclusivas e equitativas nas organizações.

Por onde começar

Antes de implementar a acessibilidade digital e a comunicação inclusiva na empresa, é importante conhecer o perfil do seu público interno. Alguns questionamentos podem ajudar a identificar suas necessidades:

  • Quais são as deficiências mais comuns entre as pessoas da empresa?
  • Qual é a porcentagem de homens, mulheres e pessoas trans presentes na empresa?
  • Quais recursos digitais são mais utilizados por essas pessoas?
  • Os recursos digitais da empresa são acessíveis?
  • As pessoas com deficiência possuem ferramentas de acessibilidade?
  • Os vídeos estão incluindo legendas em português e/ou mais línguas?
  • Os textos e as artes estão com contraste adequado para pessoas com daltonismo?
  • Os documentos estão em formatos acessíveis, como PDFs com leitor de tela embutido?
  • Existem recursos de áudio para deficientes visuais?

Com essas respostas, podemos começar a desenvolver plataformas internas, treinamentos, materiais impressos, comunicados e demais conteúdos de forma mais alinhada ao público interno diverso, observando o uso de cores, o posicionamento de ícones e botões, o tamanho da fonte e o uso da linguagem adequada no cotidiano dos processos internos das empresas.

No Brasil, por exemplo, 8,35 milhões de pessoas possuem daltonismo, que pode variar em mais de cinco tipos. Cores como o vermelho podem ser confundidas com tons de marrom, verde e cinza. O verde pode ser confundido com o marrom ou amarelo, assim como o laranja pode simplesmente não ser visto e o amarelo ser reconhecido como um rosa-claro.

Abaixo, temos a relação de como as cores são percebidas por diferentes tipos de daltonismo:

Ou seja, se essas cores não forem utilizadas devidamente, a experiência proporcionada por essa comunicação pode não atingir os resultados e objetivos esperados. Caso a sua marca utilize predominantemente o vermelho combinado com o verde, algumas pessoas podem literalmente não diferenciar partes relevantes do conteúdo, como botões, avisos, gráficos e outros elementos.

Além do exemplo acima, existem diversos outros pontos que devem ser levados em consideração, o que reforça a importância de profissionais especialistas que observam as necessidades identificadas em todo o seu time.

E você, como pode aplicar, hoje, a comunicação inclusiva no seu negócio ou na empresa em que atua?

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