Eventos Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/category/eventos/ O primeiro portal de Comunicação Interna do Brasil Wed, 21 Jan 2026 17:22:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7.8 https://blog.dialog.ci/wp-content/uploads/2022/04/cropped-favicon-32x32.png Eventos Archives - Dialog Blog https://blog.dialog.ci/category/eventos/ 32 32 Como filtrar e aplicar tendências de Comunicação Interna e RH em 2026 https://blog.dialog.ci/como-filtrar-e-aplicar-tendencias-de-comunicacao-interna-e-rh-em-2026/ https://blog.dialog.ci/como-filtrar-e-aplicar-tendencias-de-comunicacao-interna-e-rh-em-2026/#respond Thu, 22 Jan 2026 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6370 Ficar por dentro das tendências de Comunicação Interna e de RH é um passo fundamental para uma atuação mais estratégica no novo ciclo. Mas a teoria não basta: além de saber quais são as tendências, é preciso também analisar o que faz ou não sentido para a organização e entender como colocar cada uma em […]

The post Como filtrar e aplicar tendências de Comunicação Interna e RH em 2026 appeared first on Dialog Blog.

]]>

Ficar por dentro das tendências de Comunicação Interna e de RH é um passo fundamental para uma atuação mais estratégica no novo ciclo.

Mas a teoria não basta: além de saber quais são as tendências, é preciso também analisar o que faz ou não sentido para a organização e entender como colocar cada uma em prática. As áreas, que possuem o colaborador como foco e protagonista, devem unir forças em 2026 e embarcar juntas nessa missão.

Para falar sobre tendências e como filtrar e aplicar o que faz sentido para cada organização, José Luis Ovando, sócio-diretor de Estratégia na Supera Comunicação, e Regina Hostin, presidente da ABRH Itajaí e consultora de comunicação, foram os convidados da estreia da 2ª temporada do Dialog Experts, projeto que recebe especialistas para debater sobre temas relevantes para profissionais de CI e RH.

Você pode conferir o conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

Tendências de Comunicação Interna e RH: mais do mesmo?

Afinal, quais são as principais tendências de Comunicação Interna e RH para 2026?

Regina cita a Inteligência Artificial e o engajamento de várias gerações, tema que vem ganhando espaço nas empresas, visto que hoje existem 4 gerações ativas (baby boomers, X, millennials e Z).

A especialista explica que esses dois pontos têm relação direta com a reputação organizacional e que a transparência é cada vez mais necessária, uma vez que possíveis crises devem ser respondidas com agilidade.

“Para ser ágil, a empresa precisa ter uma cultura de mapear seus riscos junto com a liderança, de fazer matriz de risco e simulações, porque isso vai fortalecer o pensamento sistêmico e preparar esse time [de CI] para riscos que não tenham sido mapeados”, comentou.

Criar e sustentar uma reputação positiva atrai públicos de relacionamento: colaboradores, talentos, acionistas, comunidade e clientes/consumidores. Fazer isso não é uma responsabilidade exclusiva da Comunicação Interna e RH, mas coloca as áreas em posição de destaque perante ao negócio.

Em complemento, José cita 5 tendências baseadas em um estudo recente lançado pela agência, o Relatório Diálogos Supera 2025, que contou com a contribuição de 91 lideranças de comunicação e RH. São elas:

  1. A necessidade de considerar as diferentes gerações e suas expectativas na Comunicação Interna;
  2. Poder do storytelling como ferramenta de conexão e engajamento;
  3. Gestão dos desafios da infoxicação e da comunicação para públicos diversos;
  4. Construção de culturas organizacionais saudáveis;
  5. Olhar apurado do comunicador é insubstituível.

Sobre a construção de culturas, Ovando explicou que a digitalização da década de 2010 consolidou a tecnologia como um pilar estratégico, reforçando a premissa de que “toda empresa é, essencialmente, uma empresa de tecnologia”. Paralelamente, a crescente valorização do desenvolvimento de pessoas evidenciou outra verdade: “toda empresa é uma empresa de aprendizagem”. 

Desafios como o estresse climático e o Burnout colocam a segurança psicológica e a saúde mental no centro das decisões estratégicas, estabelecendo um novo entendimento: “toda empresa é uma empresa de bem-estar”. No entanto, tecnologia, aprendizagem e bem-estar só geram impacto real quando estão alinhados à cultura organizacional, fortalecendo a capacidade da empresa de inovar, evoluir e cuidar das pessoas

Já sobre o olhar apurado do profissional de Comunicação Interna, ele explica:

“O contexto atual exige que profissionais de comunicação desenvolvam uma postura ambidestra, equilibrando precisão técnica com profunda sensibilidade humana. De um lado, é essencial dominar as ferramentas e estratégias que garantem a eficácia das mensagens. De outro — e ainda mais crucial — cultivar a sensibilidade necessária para orientar informações de forma responsável entre diferentes gerações. Essa é uma competência genuinamente humana, capaz de facilitar a mediação de conflitos e fortalecer a segurança psicológica dentro e fora das organizações.”

Além disso, ele afirma que isso se trata de construir relações verdadeiras, conectando-se com as pessoas por meio de narrativas simples e autênticas, que humanizam objetivos estratégicos e impulsionam resultados sustentáveis.

Como filtrar as tendências de Comunicação Interna e RH

O diretor da Supera lembra que tendências podem ou não podem se concretizar e que profissionais de CI e RH devem estar atentos aos movimentos que surgem na sociedade e no mundo, pois “os ambientes organizacionais refletem, em sua essência, as pessoas que os compõem”.

Mas o filtro para saber se a Comunicação Interna e o RH devem investir em determinada tendência está em entender se aquilo faz sentido (ou não) para a cultura organizacional e a estratégia do negócio, pois “tudo é possível, mas nem tudo convém, cada organização é única”.

Regina concorda com esse ponto e complementa com outras reflexões necessárias para esse filtro:

  • Quem vai colocar essa iniciativa/tendência “de pé”? Levando em consideração principalmente empresas e áreas que buscam reduzir seus custos.
  • Essa tendência resolve qual problema da organização?

Da teoria para a prática

Após identificar uma tendência que faz sentido para a empresa, por onde começar para garantir uma implementação eficiente? Que etapas podem ser seguidas para aumentar as chances de sucesso?

A presidente da ABRH Itajaí explica que, ao confirmar que a tendência faz sentido e resolve algum problema da empresa, o próximo passo é entender se existem competências internas para colocar em prática ou se é preciso promover alguma capacitação, trazer parceiros, contratar fornecedores etc.

Definir objetivos e indicadores é outro passo importante, pois sem métricas não há gestão. Ela sugere também promover um projeto piloto para reduzir riscos.

Hostin completou com duas ponderações:

  1. As áreas de CI e RH devem explicar para os colaboradores o porquê determinada tendência está sendo implementada, pois a resistência à mudança acontece quando essa transição não é devidamente explicada.
  2. É preciso envolver a liderança e os colaboradores para garantir uma implementação de sucesso.

Esse último ponto é reforçado por José Luis, pois toda boa ideia ou processo de transformação precisa de patrocinadores. 

“Quanto mais profunda a mudança ou maior a complexidade de implementação, mais essencial é que as lideranças estejam alinhadas — em todos os níveis: alta, média e operacional.”

Ele explica que, muitas vezes, a Comunicação Interna atua nos bastidores: cria a ideia, convence boa parte da organização de que ela é promissora, dedica energia para estruturá-la, conquista a adesão do CEO e, depois disso, os porta-vozes orientados comunicam a novidade e recebem os aplausos. E tudo bem, pois o brilho pertence aos resultados.

“O trabalho de comunicadores e profissionais de RH está sempre conectado a construção de acordos e caminhada conjunta, de braços dados, com apoiadores. É a partir desse alinhamento que a ideia — enquanto tendência — ganha espaço para ser absorvida, incorporada e realmente acontecer.”

Potencial da união entre Comunicação Interna e RH

Regina explica que fora do estado de São Paulo é muito comum que a comunicação fique dentro da área de RH, departamento focado nas pessoas, no clima e em temas como jornada do colaborador, cultura e bem-estar.

Independentemente da CI estar sob a área de RH, Marketing ou respondendo diretamente para a alta liderança, a união entre esses dois departamentos é valiosa para as organizações, pois traduz valores, propósito, cultura e estratégia para os colaboradores.

FAQ: Tendências de Comunicação Interna e RH em 2026

1. Quais são as principais tendências de Comunicação Interna e RH para 2026? 

Inteligência Artificial, engajamento de múltiplas gerações (baby boomers, X, millennials, Z), storytelling como ferramenta de conexão, gestão da infoxicação, construção de culturas organizacionais saudáveis, e o olhar apurado do comunicador.

2. Como filtrar quais tendências adotar na organização? 

Verificar se faz sentido para a cultura organizacional e estratégia do negócio, avaliar quem vai implementar (considerando custos), e identificar qual problema da organização a tendência resolve.

3. Como aplicar uma tendência na prática? 

Confirmar que resolve um problema, verificar competências internas ou promover capacitação, definir objetivos e indicadores, fazer projeto piloto, explicar o “porquê” aos colaboradores, envolver liderança e colaboradores.

4. Por que a união entre Comunicação Interna e RH é importante? 

Porque traduz valores, propósito, cultura e estratégia para os colaboradores, focando nas pessoas, clima, jornada do colaborador e bem-estar.

5. Qual é o papel do profissional de Comunicação Interna hoje? 

Desenvolver postura ambidestra: precisão técnica com sensibilidade humana, dominar ferramentas, orientar informações entre gerações, mediar conflitos e fortalecer segurança psicológica.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

The post Como filtrar e aplicar tendências de Comunicação Interna e RH em 2026 appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/como-filtrar-e-aplicar-tendencias-de-comunicacao-interna-e-rh-em-2026/feed/ 0
Saiba como melhorar sua Comunicação Interna em 2026 https://blog.dialog.ci/saiba-como-melhorar-sua-comunicacao-interna-em-2026/ https://blog.dialog.ci/saiba-como-melhorar-sua-comunicacao-interna-em-2026/#respond Fri, 12 Dec 2025 13:38:29 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6324 Profissionais de Comunicação Interna em 2026 precisam se preparar para uma atuação mais estratégica e relevante nas organizações, mesmo enfrentando um cenário no qual a área não tem seu valor reconhecido. Dito isso, o que comunicadores internos devem saber e o que devem desenvolver para mudar essa realidade em 2026? Para falar sobre o assunto, […]

The post Saiba como melhorar sua Comunicação Interna em 2026 appeared first on Dialog Blog.

]]>

Profissionais de Comunicação Interna em 2026 precisam se preparar para uma atuação mais estratégica e relevante nas organizações, mesmo enfrentando um cenário no qual a área não tem seu valor reconhecido.

Dito isso, o que comunicadores internos devem saber e o que devem desenvolver para mudar essa realidade em 2026?

Para falar sobre o assunto, Mariana Figueiredo, diretora da Business Unit de Employee Experience na Portal Publicidade (agência parceira da Dialog), foi a convidada do encerramento da 5ª temporada do Dialog Talks. 

Assista ao episódio completo clicando no player abaixo ou escute a versão podcast aqui.

Papel da Comunicação Interna em 2026

O papel da Comunicação Interna em 2026, segundo Mariana, é o de criar importância, tendo uma atuação mais estratégica e menos operacional.

“Essa área [CI] é uma das únicas que consegue conectar a cultura com o negócio e as pessoas. Vejo que é uma área muito estratégica para as empresas, pois tem um olhar de negócio e, ao mesmo tempo, pode calibrar como conversar melhor com o público interno e criar um elo cultural e de engajamento com as pessoas.”

Para 2026, a especialista lista alguns desafios a serem enfrentados de um modo geral pelas organizações, incluindo Comunicação Interna e RH. São eles: mudanças aceleradas por tecnologia e Inteligência Artificial, múltiplas gerações trabalhando juntas, pressão por efetividade e produtividade, inteligência emocional e alinhamento de negócio e cultura.

Olhando para esses pontos e para o fato de que o engajamento move ponteiros em qualquer empresa, Mariana cita 3 papéis que a área pode desempenhar:

  1. Traduzir a estratégia organizacional para os colaboradores;
  2. Dar clareza às mudanças e trazer diálogos entre empresa e profissionais para evitar boatos e insegurança;
  3. Construir vivência e pertencimento.

Habilidades e competências

Tendo em mente esse cenário, quais são as competências e habilidades indispensáveis para um profissional de CI? Figueiredo citou algumas:

  • Ser um bom comunicador;
  • Ter um olhar estratégico, claro e facilitador da cultura organizacional;
  • Ler as pessoas;
  • Possuir visão de negócio;
  • Usar dados para apoiar decisões;
  • Ter empatia e escuta;
  • Investir em capacitação contínua; 
  • Transformar informação em experiência e vivência;
  • Dominar de canais de CI;
  • Assumir uma postura de liderança e protagonismo.

O que impede o reconhecimento da Comunicação Interna?

Alguns fatores podem impedir o reconhecimento do viés estratégico do trabalho da área de Comunicação Interna, perpetuando o estigma de mero suporte operacional. Alguns exemplos são:

  • Falta de métricas e dados do trabalho de CI;
  • Comunicação que acontece em via de mão única, com muitos comunicados saindo e pouca escuta ou troca;
  • Desconexão entre discurso e prática.

“É um problema não só de Comunicação Interna, porque vemos culturas lindas no papel, mas nem sempre é o que vemos na prática. Então os colaboradores não se identificam com aquela mensagem.”

Trazer o colaborador para o centro das decisões ajuda na missão de mostrar o quão estratégica a CI é, entendendo os diferentes perfis internos e como se conectar com eles, impactando no nível de engajamento da organização.

Tecnologia e Inteligência Artificial

Segundo Mariana, a tecnologia, aliada a ferramentas com IA, possibilita que a “Comunicação Interna aconteça com uma escala muito maior”, possibilitando a segmentação e personalização de conteúdos, o que aumenta a identificação do público interno com o trabalho da área.

Esses pilares permitem que a área chegue nos colaboradores, onde quer que estejam, sem infoxicação (excesso de informações) e direcionando mensagens relevantes para cada público-alvo.

Além disso, adotar esse tipo de plataforma apoia diretamente a mensuração do trabalho da área, ponto citado diversas vezes pela especialista como crucial para a mudança de percepção e do próprio trabalho da Comunicação Interna.

Já sobre a IA, o grande ganho é otimizar tempo e trabalho para que profissionais direcionem esforços para conversas e projetos mais estratégicos.

Anota a dica!

Para finalizar, Mariana Figueiredo compartilhou dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem começar o ano já adotando uma postura mais estratégica:

  • Pare de pensar em campanhas pontuais e passe a pensar em experiências para o colaborador (continuidade);
  • Conheça de verdade os públicos internos;
  • Meça tudo que pode;
  • Use e abuse de tecnologia e IA;
  • Crie espaços reais de escuta;
  • Assuma a postura de um agente de estratégia.

FAQ: Comunicação Interna em 2026

  1. Qual é o principal papel para a Comunicação Interna em 2026?
    A área deve assumir um papel mais estratégico, focando em experiências contínuas para o colaborador.
  2. Quais competências serão essenciais?
    Conhecimento profundo do público, uso intenso de dados, tecnologia e IA.
  3. O que deve ser evitado na Comunicação Interna em 2026?
    Campanhas pontuais e comunicação unilateral; o ideal é criar diálogo e escuta ativa.
  4. Como mensurar resultados?
    Medindo tudo o que for possível para comprovar valor e ajustar as estratégias.
  5. Por que a Comunicação Interna em 2026 precisa inovar?
    Para ser reconhecida como agente de estratégia, promovendo engajamento real.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo) e editora e Dialog Blog.

The post Saiba como melhorar sua Comunicação Interna em 2026 appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/saiba-como-melhorar-sua-comunicacao-interna-em-2026/feed/ 0
Comunicação Interna na Saúde; conheça cases Unimed https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-na-saude-conheca-cases-unimed/ https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-na-saude-conheca-cases-unimed/#respond Thu, 13 Nov 2025 12:44:12 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6294 A Comunicação Interna na Saúde tem como seus maiores desafios o alcance e o engajamento de diferentes públicos. Mas isso não significa que é impossível ter uma boa estratégia de Comunicação com os colaboradores no setor.  A Unimed, uma das maiores cooperativas de saúde no Brasil, conta com mais de 340 unidades e tem 92% […]

The post Comunicação Interna na Saúde; conheça cases Unimed appeared first on Dialog Blog.

]]>

A Comunicação Interna na Saúde tem como seus maiores desafios o alcance e o engajamento de diferentes públicos. Mas isso não significa que é impossível ter uma boa estratégia de Comunicação com os colaboradores no setor. 

A Unimed, uma das maiores cooperativas de saúde no Brasil, conta com mais de 340 unidades e tem 92% de presença no território nacional. 

Para falar sobre a superação dos desafios da Comunicação Interna na Saúde e desvendar todo o aparato que apoia as missões de alcance e engajamento de colaboradores, o 5º episódio do Dialog Experts recebeu Fernando Gomes (Head de Comunicação e Marketing na Unimed Cerrado) e Rafaela Abrantes (Coordenadora de Comunicação Corporativa na Unimed CNU).

Ambas as empresas usam a ferramenta da Dialog para alcançar e engajar seus colaboradores e, durante a transmissão, compartilharam seus cases com a audiência. Você pode assistir ao conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

Comunicação Interna na Saúde: os cenários das Unimeds

A live que abordou os desafios da Comunicação Interna na Saúde começou com os convidados compartilhando os cenários das Unimeds em que trabalham.

Fernando Gomes contou que, antes da Dialog, os maiores desafios enfrentados pela CI da Unimed Cerrado eram o alcance e o engajamento dos colaboradores com as iniciativas da área. 

Atualmente, a empresa conta com cerca de 250 profissionais, entre operacionais, assistenciais e administrativos, que atuam no interior de Goiás e também na capital, Goiânia.

Um terceiro grande desafio citado por Gomes era a falta de mensuração do trabalho da área, algo que também mudou com a adoção de uma rede social corporativa. 

Os canais utilizados anteriormente eram o WhatsApp e o e-mail; e a Comunicação Interna, segundo o Head, era fragmentada pelo alto volume de informações (de diferentes níveis de importância) sendo compartilhadas por ali, sem nenhum tipo de segmentação.

Já a Unimed CNU conta com 2.500 colaboradores, sendo que 25% são da área assistencial e estão espalhados por São Paulo, Brasília, São Luís, Salvador e outras quatro cidades no interior da Bahia.

De acordo com Rafaela, essa dispersão é um fator atenuante para a Comunicação Interna, visto que as barreiras vão além das estruturas de um só hospital, envolvendo também diferenças culturais.

“Com a ferramenta da Dialog, nós conseguimos trazer uma unidade para a Comunicação, uma fonte confiável, que tinha a cara da CNU e trazia a cultura da empresa para todas essas unidades.”

Ela também citou a mensuração como uma mudança positiva que ocorreu com a adoção da Dialog, aproximando a área da alta gestão. “A ferramenta tem nos ajudado muito a trazer a Comunicação Interna para esferas que antes ela não conseguia chegar”, destacou.

Por que uma rede social corporativa?

A coordenadora na Unimed CNU contou que a decisão pela solução veio em um momento no qual a Comunicação Interna buscava alinhar os objetivos estratégicos às transformações que a empresa estava passando. Além disso, também destacou a importância de rever tanto a forma de se comunicar com os colaboradores quanto a percepção de como a organização estava sendo enxergada pelo público interno. 

Foi assim, em 2019, que a empresa passou a usar a plataforma da Dialog, chamada “Tá Aqui”.

Abrantes explicou que o apoio de TI foi fundamental para o lançamento, assim como o suporte da própria Dialog. Ela também ressaltou que o diferencial que faz com que a plataforma seja um grande sucesso, mesmo depois de 6 anos, são as constantes atualizações. Segundo ela, essas inovações ajudam a área de CI a deixar a ferramenta sempre útil e atrativa para os colaboradores.

Ao falar sobre o processo de decisão na Unimed Cerrado, Fernando explicou que o gargalo de comunicação era grande e era preciso buscar alguma ferramenta para vencer esse obstáculo.

Ele contou que o mote de CI em 2024 era “A comunicação não é acessório, faz parte da estratégia”, sendo necessária sua presença em todas as áreas e na alta direção para que pudesse cascatear informações e facilitar o acesso do colaborador às comunicações.

A empresa então contou com uma avaliação externa do processo de Comunicação Interna, que resultou no diagnóstico e na decisão pela adoção de uma rede social corporativa, que aconteceu em 2025.

“A gente queria ter a informação segmentada, personalizada para o usuário, que gerasse esse engajamento e não uma intranet top-down, que o comunicado só está ali.”

Ele também afirmou que a escolha por uma plataforma como a da Dialog foi um reforço de cultura.

Recursos que apoiam a Comunicação Interna na Saúde

Quando questionados sobre quais são os recursos da plataforma da Dialog mais utilizados e como eles apoiam o trabalho da CI, Rafaela cita pelo lado da Unimed CNU:

  • Grupos para segmentar as comunicações de acordo com a localidade dos colaboradores;
  • Galeria, usada como uma intranet, onde são centralizados documentos relevantes;
  • Base de conhecimento, um novo recurso da Dialog que funciona como uma central inteligente de informações internas.

Na Unimed Cerrado, Fernando mencionou que a empresa busca sempre escutar seus colaboradores, sendo assim, os recursos mais usados são:

  • Recomendações. A empresa fez uma campanha incentivando que os colaboradores reconhecessem seus colegas de acordo com suas competências, resultando em mais de 300 recomendações;
  • Quiz, que é utilizado em muitos momentos, inclusive como avaliação pós-treinamento;
  • Ranking, a fim de estimular o engajamento dos profissionais na plataforma;
  • Galeria, na qual a empresa também centraliza documentos e informações importantes.

Ele ainda contou que, com as métricas fornecidas pela plataforma, foi possível concluir que as comunicações da liderança passaram a ter um alcance maior. 

“Assim que nós lançamos [o Colab Mais, plataforma da Unimed Cerrado], a nossa diretora-presidente foi a top voice por uns 6 ou 7 meses. Então o pessoal realmente quer escutar e conseguimos aproximar a alta direção dos colaboradores”, celebrou.

Benefícios e dicas

Na visão dos especialistas, quais são os benefícios de contar com uma ferramenta como essa para fazer Comunicação Interna na Saúde? 

Fernando considera que aproximar todos os públicos internos e fazer com que colaboradores entendam que a comunicação deve ser efetiva, destacando que essa missão não é exclusiva do time de CI, mas sim de todos.

Ele ressalta que a participação da liderança no aplicativo tem boa repercussão e engaja profissionais ao trabalhar o senso de pertencimento e reforço de cultura.

Outros benefícios citados por Gomes são a personalização e segmentação da comunicação, o acesso a resultados de análises de indicadores fornecidos pela plataforma e a possibilidade de disponibilizar conteúdos em muitos formatos.

“Tínhamos uma comunicação totalmente fragmentada e hoje temos uma comunicação estratégica, o que cria um ambiente de confiança. (…) Antes a gente não conseguia mensurar engajamento e visualização, mas, com a Dialog, hoje conseguimos. Temos um engajamento de 85 a 90%. Hoje consigo chegar na liderança e mostrar a importância de contar com uma comunicação voltada para o colaborador.”

Rafaela também considera como benefício a descentralização na produção de conteúdo e, atualmente, a CI da Unimed CNU está treinando algumas áreas clientes para que tenham a autonomia de publicar suas informações no Tá Aqui.

Essa movimentação gera dois benefícios extras: a otimização do tempo do time de Comunicação Interna, que pode focar em outras atividades, e até mesmo o recebimento de briefings melhores e mais completos por outras áreas.

Para finalizar, os convidados compartilharam dicas para profissionais de Comunicação Interna na Saúde ou de setores que possuem como desafios principais o alcance e o engajamento operacional:

  1. Fazer um diagnóstico de comunicação para entender a maturidade da área;
  2. Pensar pelo viés do colaborador para definir linguagem, formato e frequência;
  3. Buscar vivenciar o ambiente de trabalho dos times operacionais e assistenciais para entender as dores e necessidades ;
  4. Descentralizar a produção de conteúdo;
  5. Conquistar o apoio das lideranças;
  6. Trabalhar com dados.

Gostou desse conteúdo? Deixe seu comentário!

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora no Blog Dialog.

The post Comunicação Interna na Saúde; conheça cases Unimed appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/comunicacao-interna-na-saude-conheca-cases-unimed/feed/ 0
Marca empregadora e Comunicação Interna; especialista explica a relação https://blog.dialog.ci/marca-empregadora-e-comunicacao-interna-especialista-explica-a-relacao/ https://blog.dialog.ci/marca-empregadora-e-comunicacao-interna-especialista-explica-a-relacao/#respond Fri, 07 Nov 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6286 A marca empregadora é um tema que possui impacto direto na reputação e nos resultados da empresa. E a Comunicação Interna tem papel fundamental na criação e na sustentação do Employee Value Proposition, assim como a marca empregadora como um todo. Para falar sobre como trabalhar essa relação pensando em 2026, convidamos Thaís Aguiar, Head […]

The post Marca empregadora e Comunicação Interna; especialista explica a relação appeared first on Dialog Blog.

]]>

A marca empregadora é um tema que possui impacto direto na reputação e nos resultados da empresa. E a Comunicação Interna tem papel fundamental na criação e na sustentação do Employee Value Proposition, assim como a marca empregadora como um todo.

Para falar sobre como trabalhar essa relação pensando em 2026, convidamos Thaís Aguiar, Head da Business Unit de Marca Empregadora, Cultura e Comunicação Interna na Smart, para encerrar a 3ª Semana do Planejamento da Comunicação Interna. 

Você pode assistir ao conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

Marca empregadora

A especialista começou a masterclass propondo uma reflexão sobre a marca empregadora: quem está contando a história da sua empresa hoje? Você ou o mercado?

A questão é motivada pelo fato de as empresas trabalharem normalmente a marca de consumo e a marca corporativa, sendo que a marca empregadora também compõe a “grande hierarquia da grande marca”, de forma que pode ajudar a construir ou destruir a reputação da companhia.

Thaís explica que a autoridade de marca se constrói de dentro para fora, já que quem vive a experiência de trabalho é quem melhor pode falar sobre ela, ou seja, as pessoas colaboradoras.

E onde a Comunicação Interna entra nessa história? A VP da Smart afirma que a área é a guardiã da narrativa e deve promover as mensagens prioritárias com clareza, coerência e constância.

Essa narrativa possui alguns pilares atrelados a perguntas que devem ser respondidas:

Fonte: Smart

“É superimportante pensar que quando fazemos as conexões com a narrativa estratégica das mensagens que comunicamos no dia a dia, a gente dá sentido às coisas.” Para ela, se a comunicação não direciona nenhum dos pontos acima, não é uma prioridade a ser comunicada.

Passo a passo para trabalhar marca empregadora e Comunicação Interna

Aguiar compartilhou 3 passos para desenhar um planejamento de Comunicação Interna a fim de fortalecer a marca empregadora.

Estrutura de narrativa estratégica

O primeiro passo deve ser, então, estruturar qual é a narrativa que a área deve adotar e reforçar por meio do seu trabalho. É importante ter clareza sobre ela e promover a conexão entre as mensagens e os pilares citados anteriormente.

Descubra o EVP

Uma etapa fundamental é entender a proposta de valor que a empresa oferece aos colaboradores. Para isso, existem vários métodos. Thaís compartilhou um próprio da Smart, que consiste em uma pesquisa e um design de EVP.

A agência faz uma investigação apreciativa acerca dos principais atributos para atração e retenção. O design consiste em 70% de aspectos positivos que são valorizados na experiência de trabalho dos talentos e 30% de aspectos aspiracionais (como a empresa gostaria de ser reconhecida e já está endereçando).

Essa descoberta é apresentada com tagline, pilares e manifesto de EVP, identidade visual e tom de voz, além de um relatório final.

O EVP, então, é usado como base para trabalhar a experiência do colaborador e a marca empregadora. 

*Thaís compartilhou alguns cases de clientes da Smart, você pode conferir a partir do minuto 19:31.

Fazer marca empregadora de forma clara, coerente e constante

Depois, é hora de colocar a mão na massa. Thaís conta que muitos ainda reduzem a Comunicação Interna a canais e campanhas, sendo que o potencial estratégico e de atuação da área é muito maior.

Ela compartilha como a CI pode influenciar e trabalhar as etapas da jornada dos talentos com dicas práticas.

Fonte: Smart

Aguiar finaliza afirmando que a marca empregadora deve ser vista como “é assim que dizemos que somos” e a Comunicação Interna como “é assim que provamos isso”.

Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

The post Marca empregadora e Comunicação Interna; especialista explica a relação appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/marca-empregadora-e-comunicacao-interna-especialista-explica-a-relacao/feed/ 0
Dicas e case de segmentação e personalização na Comunicação Interna https://blog.dialog.ci/dicas-e-case-de-segmentacao-e-personalizacao-na-comunicacao-interna/ https://blog.dialog.ci/dicas-e-case-de-segmentacao-e-personalizacao-na-comunicacao-interna/#respond Wed, 05 Nov 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6280 A segmentação e a personalização de narrativas e mensagens da Comunicação Interna foi a tendência mais importante para 47% dos respondentes que participaram do estudo anual realizado pela Aberje e pela Ação Integrada. Entretanto, ainda existem muitas dúvidas sobre como começar, de fato, a segmentar e personalizar as comunicações.  Para falar sobre o assunto, convidamos […]

The post Dicas e case de segmentação e personalização na Comunicação Interna appeared first on Dialog Blog.

]]>

A segmentação e a personalização de narrativas e mensagens da Comunicação Interna foi a tendência mais importante para 47% dos respondentes que participaram do estudo anual realizado pela Aberje e pela Ação Integrada.

Entretanto, ainda existem muitas dúvidas sobre como começar, de fato, a segmentar e personalizar as comunicações. 

Para falar sobre o assunto, convidamos Elizeo Karkoski, diretor-executivo na P3K Comunicação, agência parceira da Dialog, e Luciana Benteo, coordenadora de Comunicação Corporativa na Coop, empresa cliente da Dialog e da P3K. Eles conduziram uma masterclass especial na 3ª edição da Semana do Planejamento da Comunicação Interna. 

Você pode assistir ao conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

Segmentação e personalização: como começar

A primeira parte da masterclass sobre segmentação e personalização na Comunicação Interna começou com uma provocação de Elizeo Karkoski: os colaboradores recebem o conteúdo que eles querem ou que precisam?

O diretor considera que a Comunicação Interna é uma grande capitalizadora dos pilares de negócio (EVP, cultura e estratégia) e que, ao conseguir segmentar e personalizar conteúdos, é possível adotar outras tendências, como:

  • Investir em maior uso de linguagem audiovisual; 
  • Promover maior transparência;
  • Intensificar a valorização das emoções e relações;
  • Ampliar a produção de conteúdo em cocriação.

Voltando à provocação inicial, ele explica que existe uma dissonância da informação: nas redes sociais, as pessoas consomem o que querem; nas empresas, recebem o que precisam.

Ele recomenda que profissionais de CI criem um algoritmo interno para então construir essas narrativas segmentadas e personalizadas.

“Esse algoritmo dentro das organizações é pautado muito pelo contexto. Qual é o contexto que temos dentro da organização? E como ela está estruturada para podermos olhar para outras áreas?”

Elizeo afirma que o líder é o algoritmo humano da organização: se há alguém capaz de personalizar de verdade, esse alguém é a liderança — que conhece o time, suas dores e conquistas.

Mas, por fim, como começar a evoluir a segmentação e a personalização da Comunicação Interna? O primeiro passo é entender em qual estágio de maturidade a área se encontra. Confira os 5 níveis abaixo:

Fonte: P3K

Ele explica que a maioria das empresas está no nível 2. Nesse caso, a dica que ele dá para quem está nas fases iniciais é: comece pequeno, mas comece certo. Personalização é sobre intenção e escuta.

Karkoski compartilhou 5 pontos a serem considerados para o processo de segmentação e personalização na Comunicação Interna:

  1. Conexão com a audiência;
  2. Conteúdo assertivo;
  3. Transmissão de confiança e credibilidade;
  4. Facilidade de acesso e consumo;
  5. Equilíbrio na frequência e no volume.

Case Coop

A Coop é uma cooperativa de consumo que conta com mais de 5 mil colaboradores. A empresa é a principal operação de Varejo no ABC paulista, contando com 36 unidades de varejo alimentar e 69 drogarias.

Luciana Benteo contou que o conteúdo produzido na Coop é dividido em 4 editorias:

  • Essência: cultura, branding, cooperativismo e responsabilidade social;
  • Estratégia: planejamento estratégico, projetos, metas, PPR e resultados;
  • Pessoas: RH, eventos destinados aos colaboradores, cargos e salários, treinamento e capacitação, relações trabalhistas e sindicais, sistemas como intranet e folha de ponto;
  • Dia a dia: campanhas de incentivo, lançamentos de produtos, campanhas promocionais, festivais, produtos e serviços oferecidos, inaugurações e sistemas para desenvolvimento de atividades cotidianas.

A coordenadora explica que existem 2 grandes públicos dentro da organização: a liderança, que recebe informações detalhadas e contexto (para que possam passar a comunicação adiante), e a operação, que recebe informações objetivas e com chamada para ação.

Falando sobre canais, a Coop conta com uma estratégia multicanal segmentada, visando alcançar e engajar cada público interno.

Fonte: Coop

Por mais que existam vários pontos de contato, o canal principal de Comunicação Interna é a Coop Conecta, plataforma desenvolvida pela Dialog. Antes, a empresa contava com outra rede social corporativa, que registrava apenas 11% de adesão e só tinha publicações feitas pela a área de CI. Com a chegada da nova solução, o percentual subiu para 74%.

“A gente tinha uma dor muito grande, que era a seguinte: só a Comunicação Interna falava e transmitia as informações da empresa. Quando trouxemos a Coop Conecta, a nova rede social corporativa, a gente passou a ter 74% dos colaboradores cadastrados. E também conseguimos trazer essa comunicação em via de mão dupla: o colaborador também fala com a gente, também expõe as atividades que está fazendo, e isso constrói um ambiente muito interessante”, celebrou.

Os Influs, programa de influenciadores internos, apoiaram o crescimento da Coop Conecta.

“Eles nos ajudaram a trazer as pessoas, fazer com que se cadastrassem e se tornassem mais ativas no Conecta. Então, quando temos uma ação ou um evento para postar, a gente traz os Influs para que eles fomentem a ideia no Conecta e nos ajudem a divulgar.”

Falando sobre personalização, Luciana compartilhou um case recente: o aniversário Coop. Para celebrar os 71 anos, a empresa investiu em ações e campanhas comemorativas, incluindo desafios na plataforma de Comunicação Interna.

Um deles foi aumentar o número de colaboradores ativos na plataforma. Inclusive, o colaborador mais ativo (segundo o recurso de ranking que a Dialog tem) ganhará uma moto 0 km.

A iniciativa foi um grande sucesso, registrando 21% no aumento do índice de colaboradores ativos.

Para chegar nesse resultado tão expressivo, a Comunicação Interna desenhou uma campanha, incluindo seus diversos canais e segmentações de público, e começou a alcançá-los a partir dali, entendendo qual ponto de contato era o mais eficaz para que todos estivessem por dentro do que estava acontecendo.

Dito isso, todas as comunicações eram redirecionadas para a Coop Conecta, local onde as informações completas estavam disponíveis. A empresa usa o recurso “base de conhecimento” para centralizar esses dados importantes.

Luciana afirmou que, levando em consideração os 5 níveis de maturidade de Comunicação Interna compartilhados por Elizeo, a Coop se encontra no estágio 2, segmentada por grandes públicos e na adaptação inicial de linguagem e formato.

Os planos da empresa para avançar nessa escala de maturidade é apostar na personalização via Coop Conecta, com a construção de personas e perfis de público, definir tom de voz para cada um deles e coletar feedbacks e dados de consumo.

Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

The post Dicas e case de segmentação e personalização na Comunicação Interna appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/dicas-e-case-de-segmentacao-e-personalizacao-na-comunicacao-interna/feed/ 0
O impacto da cultura organizacional no planejamento de Comunicação Interna; veja case https://blog.dialog.ci/o-impacto-da-cultura-organizacional-no-planejamento-de-comunicacao-interna-veja-case/ https://blog.dialog.ci/o-impacto-da-cultura-organizacional-no-planejamento-de-comunicacao-interna-veja-case/#respond Mon, 03 Nov 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6272 Já parou para pensar na importância da relação entre cultura organizacional e Comunicação Interna? A cultura é o DNA de qualquer empresa, por isso é preciso que ela esteja presente no dia a dia das organizações. A Comunicação Interna é uma grande aliada para alcançar esse objetivo ao promover apoio e reforço contínuos dos pilares […]

The post O impacto da cultura organizacional no planejamento de Comunicação Interna; veja case appeared first on Dialog Blog.

]]>

Já parou para pensar na importância da relação entre cultura organizacional e Comunicação Interna?

A cultura é o DNA de qualquer empresa, por isso é preciso que ela esteja presente no dia a dia das organizações. A Comunicação Interna é uma grande aliada para alcançar esse objetivo ao promover apoio e reforço contínuos dos pilares que formam essa cultura.

Outro ponto que pode ser sustentado pela CI é o lançamento ou até mesmo o relançamento de uma nova cultura, momento crucial para os resultados do negócio de toda organização.

Para falar sobre essa relação tão importante e como inserir a cultura no planejamento da Comunicação Interna, convidamos Gabriel Fontanari, CEO da iNÓSS, agência parceira da Dialog, para ministrar uma masterclass exclusiva.

A iniciativa faz parte da 3ª edição da Semana do Planejamento da Comunicação Interna, idealizada pela Dialog. Você pode assistir ao conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

Cultura organizacional e o planejamento de Comunicação Interna

Antes mesmo de abordar a relação entre cultura organizacional e Comunicação Interna, Gabriel Fontanari falou sobre planejamento e como existem diferentes métodos para criá-lo, levando em consideração os diferentes cenários e realidades das organizações.

“O direcionamento das narrativas organizacionais começa com a definição de posicionamento e linha de discurso, ou seja, quais são as principais temáticas que vão impactar o negócio e que a gente quer que cheguem nas pessoas.”

A partir disso, existem 4 formas da Comunicação Interna alcançar os colaboradores, como mostra o esquema abaixo.

Ele explica que as empresas começam com o “face a face”, muitas vezes centralizado na figura da liderança e que, quanto maior for a empresa, mais processos e complexidades a Comunicação Interna possui. Nada adianta ter os pilares de canais, campanhas e eventos bem estruturados sem o apoio da liderança, destaca Gabriel.

Como exemplos de narrativas, posicionamentos e linhas de discurso relacionados aos pilares de negócio, foram citados:

  • Cultura: Propósito, valores e jeito de ser;
  • Planejamento estratégico: missão e visão e objetivos estratégicos;
  • Proposta de valor: benefícios e diferenciais como empresa;
  • Marca empregadora: Propostas de valor para os profissionais (EVP);
  • Rebranding: identidade, atributos e posicionamento;
  • Frentes de evolução: inovação, crescimento e competências.

Por fim, antes de mergulhar no tema “cultura”, o CEO na iNÓSS lembrou que o trabalho de Comunicação Interna é de longo prazo, começando por ações e ativações, passando por transformação de percepção, mudança e/ou adoção de comportamentos, tomada de decisões embasadas para então coletar os impactos estratégicos do trabalho da área.

Cultura organizacional: propósito e valores

A cultura organizacional, por definição, é o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos por meio de normas, valores, atitudes e expectativas compartilhadas por todos os membros da organização.

Fontanari explica que dois conceitos norteiam a cultura de uma empresa: 

  1. Propósito: o porquê a empresa existe, indo além do lucro. É a intenção consciente de criar valor para o mundo;
  2. Valores: princípios incorporados na prática diária e moldados pela liderança, influenciando o comportamento.

A liderança, segundo Gabriel, deve ser capaz de articular o propósito da empresa por meio da sua comunicação, conectando-o com o trabalho diário, dando significado. Ele ainda citou a consultoria Great Place to Work, que afirmou que “líderes são arquitetos da cultura organizacional e, para isso, a comunicação transparente é fundamental”.

Os níveis da cultura organizacional são: 

  • artefatos: ambiente físico e social, geralmente visível;
  • valores: os princípios da organização;
  • pressupostos: crenças, percepções, pensamentos e sentimentos inconscientes, dados como verdade absoluta pela empresa.

Case de quem une Comunicação Interna e cultura organizacional

O segundo maior desafio dos profissionais da área, de acordo com a pesquisa da Aberje e Ação Integrada, é comunicar a estratégia e a cultura da empresa. Mas existem, sim, empresas que são destaques nesse aspecto e podem inspirar.

Gabriel compartilhou alguns cases de clientes da agência, como o Grupo Sponchiado – um dos maiores grupos de concessionárias Chevrolet do Brasil e a maior do Rio Grande do Sul, com outras verticais de negócio, como consórcios e locadora de veículos.

Os mais de 600 colaboradores, espalhados em diferentes localidades e alocados em empresas distintas do mesmo grupo, precisavam ser alcançados pela Comunicação Interna e ter contato com a cultura organizacional.

Como “marca mãe”, o Grupo Sponchiado, juntamente com a iNÓSS, promoveu um extenso trabalho para atingir objetivos de cultura e comunicação.

O projeto lançado para toda a organização na segunda quinzena de outubro de 2025 prevê que os multiplicadores de cultura sejam também multiplicadores de Comunicação Interna.

Para a revisão dos canais, o Grupo Sponchiado passará a usar a plataforma Dialog e, em parceria com a iNÓSS, desenhará o plano editorial usando pilares de cultura como base.

Durante esse trabalho, foram desenhados os 5 valores organizacionais e comportamentos esperados para cada um deles junto à gestão da empresa. A partir disso, foi desenhado o “Jeito de ser do Grupo Sponchiado”, contendo os pilares da nova cultura.

Abaixo, você confere a mandala da cultura, que engloba valores e pilares.

Como estratégia de sustentação, campanhas de comunicação e produção de conteúdo serão feitas.

Você pode conferir os outros cases citados por Gabriel aqui, a partir do momento 38:00.

Para finalizar, o especialista compartilha as 4 lições para alavancar a cultura organizacional:

  1. Consolide a cultura com a participação das pessoas e da alta gestão;
  2. Desenvolva a liderança para trabalhar com coerência sobre a cultura;
  3. Conecte programas, iniciativas e projetos aos pilares de cultura;
  4. Utilize canais de Comunicação Interna e redes sociais para fortalecer os exemplos reais.

Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

The post O impacto da cultura organizacional no planejamento de Comunicação Interna; veja case appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/o-impacto-da-cultura-organizacional-no-planejamento-de-comunicacao-interna-veja-case/feed/ 0
Como desenhar o orçamento de Comunicação Interna? Especialistas respondem https://blog.dialog.ci/como-desenhar-o-orcamento-de-comunicacao-interna-especialistas-respondem/ https://blog.dialog.ci/como-desenhar-o-orcamento-de-comunicacao-interna-especialistas-respondem/#respond Thu, 30 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6268 O orçamento de Comunicação Interna é uma das partes mais importantes do planejamento da área, pois garante o investimento necessário para desenvolver o que é planejado para um ano inteiro de ações. No estudo anual sobre tendências de Comunicação Interna, feito pela Aberje e Ação Integrada, 45% dos respondentes afirmaram que o orçamento para 2025 […]

The post Como desenhar o orçamento de Comunicação Interna? Especialistas respondem appeared first on Dialog Blog.

]]>

O orçamento de Comunicação Interna é uma das partes mais importantes do planejamento da área, pois garante o investimento necessário para desenvolver o que é planejado para um ano inteiro de ações. No estudo anual sobre tendências de Comunicação Interna, feito pela Aberje e Ação Integrada, 45% dos respondentes afirmaram que o orçamento para 2025 foi similar ao de 2024. 

Algumas questões pairam sobre a cabeça da liderança ao montar uma planilha e definir as linhas de investimento que serão solicitadas à diretoria da organização. Como desenhar um bom planejamento orçamentário? Que caminhos buscar para comprovar o ROI da Comunicação Interna?

Essas foram as perguntas que guiaram a segunda aula da 3ª edição da Semana de Planejamento da Comunicação Interna, idealizada pela Dialog, que contou com a presença de Camila Lustosa, sócia-diretora na Santo de Casa Endomarketing – uma das nossas agências parceiras – e Milena Fiori, diretora de Customer Success na Dialog. 

Você pode assistir ao conteúdo completo clicando no player abaixo ou escutar a versão podcast aqui.

As estratégias por trás do orçamento de Comunicação Interna 

Pensando em construir um orçamento de Comunicação Interna levando em conta cenários onde há necessidade de reduzir custos, quais estratégias adotar para mostrar que CI é sim uma prioridade na organização?

“É importante conectar as ações da área com os objetivos do negócio e projetos prioritários que, consequentemente, receberão investimentos”, aconselhou Camila.

Milena compartilhou 3 estratégias:

  1. Construa o planejamento de CI totalmente voltado às prioridades, objetivos e necessidades da organização;
  2. Entenda os principais projetos da empresa para incluí-los em planos estruturados de comunicação;
  3. Estabeleça parcerias estratégicas com as demais áreas da empresa para vincular projetos. Dessa forma, será mais difícil receber uma negativa.

“Quanto mais priorizar e mais deixar isso claro para a organização, mais você consegue dizer ‘não’. E sei que, com essas estruturas [de CI] cada vez mais enxutas, o dizer não precisa estar embasado e ser justificado. E quando você tem um planejamento de CI atrelado aos desafios de negócio, não há problema em dizer não.”

A diretora da Dialog também citou 5 dados de pesquisas que podem guiar profissionais de Comunicação Interna na argumentação da proposta de orçamento, mostrando o seu impacto na organização como um todo:

  1. Comunicação eficaz pode aumentar a produtividade em até 25% (McKinsey); 
  2. 47% maior retorno aos acionistas em empresas com comunicação excelente (Towers Watson);
  3. Organizações com forte Comunicação Interna aceleram processos de inovação em 25% (Deloitte);
  4. Comunicação frequente e clara acelera a adoção de mudanças em 40% (Prosci); 
  5. 35% de aceleração em processos de transformação digital (MIT).

A sócia-diretora da Santo de Casa contou que, com os clientes da agência, é feito um trabalho de atrelar os objetivos de CI com os da organização, sempre tendo indicadores para avaliar o sucesso das estratégias e, assim, desenhar o orçamento.

Uma dica valiosa dada por Lustosa é: ofereça aos líderes opções de escolha. E como fazer isso com um orçamento de Comunicação Interna? Ela sugere a construção de 3 cenários: 

  1. Essencial: imprescindível para fazer a área rodar, mitigar riscos de compliance e atingir os objetivos mínimos/críticos;
  2. Estratégico/Ideal: maximiza as chances de atingir os objetivos, inclui projetos de maior impacto e inovação.
  3. Flexível/aspiracional: de longo prazo, super inovador e demonstra visão de futuro para área.

Ela conta que essa estratégia, normalmente, garante a aprovação da segunda opção. Outra sugestão dada por Camila é desenhar ações que mostrem o custo por colaborador.

“Ao invés de dizer ‘preciso de 50 mil para uma campanha de valores organizacionais’, posso dizer que preciso de um investimento de 50 mil na campanha que vai apoiar no processo de redução de turnover voluntário em 3 pontos percentuais (…) e custaria 25 reais por mês por colaborador.”

O que não pode faltar

De acordo com Camila, para garantir entregas relevantes e estratégicas ao longo do ano, o orçamento de Comunicação Interna precisa ter uma “relação íntima” com os indicadores relevantes para o negócio, como NPS, rotatividade, e retorno sobre o investimento (ROI). Sendo assim, incluir iniciativas, campanhas e ações que contribuam para essas métricas de negócio é uma estratégia poderosa para garantir investimentos.

Para Milena, um bom e inegociável orçamento de CI precisa ter clareza, inclusive sobre o que é engajamento para a organização. A diretora recomenda que profissionais da área conversem com o RH para entender como a empresa interpreta esse conceito e trabalhar, com ações e campanhas, em cima disso.

Ela recomenda não abrir mão de ferramentas tecnológicas que apoiam com insights e dados, diagnóstico (a diretora afirmou que quem fez neste ano tem ótimo embasamento para construir o planejamento de 2026), uma visão sistêmica para reduzir custos operacionais e a capacitação contínua da equipe.

A linha de tecnologia no orçamento de CI

A diretora da Dialog, que possui mais de 20 anos de experiência no mercado de Comunicação, considera que plataformas de Comunicação Interna são importantes de serem garantidas no planejamento da área.

“A forma como vai chegar a informação para esse público é tão importante quanto a própria estratégia de Comunicação Interna. Então você precisa ter uma estrutura de canais muito bem definida para que sua estratégia possa chegar onde precisa.”

Ela considera que essas soluções tecnológicas geram automatização e eficiência, reduzindo custos operacionais e otimizam o tempo da equipe, pontos que devem ser levados em consideração ao analisar cenários de restrição orçamentária.“ Uma vez que você reduz custo operacional com essa plataforma digital e otimiza tempo, você consegue justificar seu uso.”

Ela também cita os dados como relevantes para a missão de justificar investimentos. A Dialog, por exemplo, conta com mais de 50 indicadores, que ajudam a mostrar os resultados do trabalho das equipes de CI.

A importância de usar esses dados a favor do resultado da organização, entendendo os insights contidos ali e o comportamento dos usuários, são ressaltados por Milena. O uso de métricas também permite que ações sejam ajustadas em tempo real, de acordo com as necessidades de cada organização, o que gera a otimização do trabalho da Comunicação Interna, impactando diretamente nos investimentos.

IA e ROI

Por fim, as profissionais comentaram sobre como a Inteligência Artificial pode apoiar a área de Comunicação Interna na comprovação de ROI e, consequentemente, na defesa de orçamento diante da liderança.

Milena explica que a tecnologia apoia na análise rápida de um grande volume de dados e informações, o que ajuda na identificação de pontos de melhoria e ações rápidas, como determinada área que não se engaja com os conteúdos de CI, reduzindo perdas.

“Usar IA para fazer análises preditivas é o caminho para entender se o que estamos fazendo hoje vai dar o resultado esperado no final do ano.”

A personalização, tendência que vem se tornando cada vez mais necessária para aumentar a absorção e engajamento dos colaboradores com as comunicações, também pode ser acelerada com o uso de IA. 

Camila cita a IA como uma grande aliada na criação de insights e cenários para compor o planejamento geral e também do orçamento da Comunicação Interna.

Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

The post Como desenhar o orçamento de Comunicação Interna? Especialistas respondem appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/como-desenhar-o-orcamento-de-comunicacao-interna-especialistas-respondem/feed/ 0
Mensuração na Comunicação Interna: Suzel Figueiredo dá dicas para uma análise completa https://blog.dialog.ci/mensuracao-na-comunicacao-interna-suzel-figueiredo-da-dicas-para-uma-analise-completa/ https://blog.dialog.ci/mensuracao-na-comunicacao-interna-suzel-figueiredo-da-dicas-para-uma-analise-completa/#respond Tue, 28 Oct 2025 17:22:02 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6260 A mensuração na Comunicação Interna é uma prática cada vez mais cobrada dos profissionais da área, mas muitos ainda usam os dados de forma tímida, não alcançando o pleno potencial que indicadores e métricas têm a oferecer à Comunicação Interna. Para falar sobre como usar e, mais importante, como analisar e apresentar esses dados de […]

The post Mensuração na Comunicação Interna: Suzel Figueiredo dá dicas para uma análise completa appeared first on Dialog Blog.

]]>

A mensuração na Comunicação Interna é uma prática cada vez mais cobrada dos profissionais da área, mas muitos ainda usam os dados de forma tímida, não alcançando o pleno potencial que indicadores e métricas têm a oferecer à Comunicação Interna.

Para falar sobre como usar e, mais importante, como analisar e apresentar esses dados de forma estratégica, Suzel Figueiredo participou do primeiro episódio da 3ª Semana do Planejamento da Comunicação Interna, idealizada pela Dialog.

A especialista em métricas e indicadores de Comunicação e Recursos Humanos, com ênfase em Comunicação Corporativa, que também é fundadora e CEO na Indicafix Métricas Digitais, esteve junto a Vinícius Ventura, diretor de Vendas e Marketing na Dialog. Assista ao conteúdo na íntegra clicando no player abaixo ou escute a versão podcast aqui.

Mensuração na Comunicação Interna: obstáculos

Apesar de todo o avanço em ferramentas de mensuração na Comunicação Interna, muitos profissionais da área ainda sentem dificuldades para transformar dados em ações estratégicas. 

Para Suzel Figueiredo, o problema começa na faculdade: os profissionais, normalmente formados em Jornalismo ou Relações Públicas, aprendem a ser “quase técnicos” no ambiente acadêmico, mas que não são preparados para a gestão. Isso significa que, quando se fala em métricas e planejamento, não é sobre um canal ou campanha específica, mas sim referente à atuação transformadora de CI nas organizações.

Outro obstáculo citado pela especialista é a famosa frase “sou de humanas, não me dou bem com números”. Suzel dá um recado claro para profissionais de Comunicação Interna que continuam com essa mentalidade.

“Se você não consegue medir o resultado do seu trabalho, a sua carreira vai ficar bastante limitada, porque você precisa demonstrar o que faz com o seu trabalho, qual o resultado do seu trabalho para a empresa e o impacto que isso tem.”

Vinícius levanta também outro ponto: alguns profissionais focam em métricas de determinado canal, mas não olham para o todo, o que prejudica uma análise completa.

“A dificuldade da integração de métricas, em enxergar tudo em um único painel, me parece hoje um grande desafio, principalmente em empresas que usam diferentes soluções.”

O segundo ponto citado pelo diretor da Dialog é a importância de entender o porquê determinados dados estão sendo analisados.

“O que eu quero saber com isso? A campanha foi um sucesso? O que é sucesso? Se não temos uma visão de que a Comunicação deve, de fato, impactar o negócio, a identificação de um colaborador que é engajado e o quanto ele pode representar em termos de melhora de resultado, produtividade e o quanto ele pode impactar outras pessoas na própria área… quando não temos essa conexão direta do impacto que pode gerar no negócio, vira uma métrica de ego: minhas campanhas são ótimas e param por ali.”

Boas práticas e aprendizados com Suzel Figueiredo

A CEO na Indicafix Métricas Digitais possui mais de 30 anos de experiência e compartilhou boas práticas e aprendizados que todo profissional de Comunicação Interna deve adotar para avançar na análise de indicadores.

Ela comentou sobre o fato da mensuração na Comunicação Interna ser sempre um dos maiores desafios da área, como comprovam diversas pesquisas. E por que isso acontece? Figueiredo conta que, por ter contato direto com as altas lideranças nas empresas que atende, as métricas apresentadas não explicam o que esses líderes querem entender.

Suzel comenta que a área deve pensar em métricas quando começar a pensar no planejamento de CI.

Antes, porém, os profissionais devem diferenciar o que é planejamento e o que é plano. “Todo profissional de Comunicação Interna faz plano para campanha, de implantação de uma coisa… tem um plano atrás do outro. Planejamento é algo maior que isso, vai se conectar com o negócio, então você vai ter um planejamento alinhado com a estratégia do negócio. E se você vai ter um planejamento de um ano, por exemplo, tem objetivos definidos e se eu não faço esse alinhamento dos meus objetivos com os meus indicadores e não estabeleço metas, estou só produzindo cada vez mais informação.”

Como dica de mensuração na Comunicação Interna, ela recomenda começar o planejamento da área justamente definindo o que deve ser alcançado, segmentando objetivos por públicos internos.

“Se eu não defino onde quero chegar, se eu sequer sei onde estou, eu só estou produzindo e gerando dados. A gente não precisa de mais dados, existem dados suficientes, nós só precisamos conectar eles com o nosso objetivo. E ver se esses objetivos, uma vez alcançados, geram alguma transformação na organização.”

Uma plataforma de Comunicação Interna que apoia

A Dialog tem investido cada vez mais em soluções e recursos para ajudar empresas a mensurar e otimizar a Comunicação Interna. Mas como as ferramentas oferecidas pela HR Tech líder no mercado facilitam a coleta, análise e apresentação de dados estratégicos? 

Vinícius considera que o objetivo da empresa é facilitar a leitura de dados para que os profissionais de Comunicação Interna tomem decisões. Em uma segunda camada, o dashboard da plataforma, que conta com mais de 50 indicadores, oferece rapidez e autonomia para a área.

Ele também conta que a mudança de percepção em relação a métricas e definição de sucesso em redes sociais, liderada pelo TikTok, que não considera tanto número de likes e comentários e sim o tempo de tela do usuário, inspirou a Dialog a passar a oferecer indicadores como taxa de retenção.

“A partir daqui, a gente consegue ter mais uma camada de tomada de decisão baseada no que engaja, não só no que dá like e comentário. A Dialog tem colocado bastante tempo e investimento em facilitar a leitura de dados e transformar isso em um plano de ação acionável e que gere ROI para a empresa, seja ele facilitando o acesso ou gerando a redução de possíveis prejuízos.”

Coleta, análise e apresentação de dados

Antes de coletar e organizar os dados para apresentar para a liderança, é preciso entender quais dados serão coletados e até mesmo desenhar um modelo para a coleta dessas informações, entender referências para que o dado não seja somente um número solto.

“Quando falamos de métricas e indicadores, são conceitos diferentes. Nem toda métrica é um indicador, mas todo indicador é uma métrica. Por exemplo: se eu preciso reduzir o número de pessoas que acessam o e-mail porque perdem muito tempo e vou arrumar outro tipo de solução, 37% pode significar muito ou pouco, mas se eu disser que no ano passado era 48%, aí já são dois dados interrelacionados que dizem respeito a uma redução de uso de e-mail.”

A especialista explica que o primeiro passo para aqueles que querem iniciar a mensuração na Comunicação Interna é fazer alguns questionamentos: “Você tem objetivo definido? Você sabe em que momento está? 10 em 10 profissionais de Comunicação querem melhorar a CI, eu pergunto como ela está hoje, não vem informação em formato de dados.”

Sendo assim, para mensurar, Suzel recomenda: definir o objetivo, o público a ser analisado (“Porque cada vez mais a Comunicação terá que ser mais segmentada”), analisar o que esse público recebe e consome a informação para entregar no formato desejado, se a informação chegou e foi consumida para então avaliar o resultado da Comunicação Interna.

“É desejo de todo profissional de Comunicação Interna se preparar para ser mais estratégico. E seremos cada vez mais estratégicos se a gente conversar a língua dos negócios, não só a língua da comunicação. Temos que construir processos e soluções de comunicação para atender demandas e entregar soluções da empresa.”

Vinícius compartilhou 3 dicas do que não fazer na hora de mensurar:

  • Apresentar métricas de vaidade soltas, sem referência ou conexão com o negócio;
  • Não apresentar os pontos que devem ser melhorados;
  • Ter uma visão determinista baseada no achismo e não em dados.

Suzel lembra que ferramentas de mensuração de Comunicação Interna são “somente” ferramentas, os profissionais da área que devem fazer a arquitetura dos resultados, a análise do que foi medido, a conexão com os negócios.

Gostou deste conteúdo? Deixe seu comentário!

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) e editora do Dialog Blog.

The post Mensuração na Comunicação Interna: Suzel Figueiredo dá dicas para uma análise completa appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/mensuracao-na-comunicacao-interna-suzel-figueiredo-da-dicas-para-uma-analise-completa/feed/ 0
Liderança comunicadora na Manserv: 80% de engajamento dos 1.500 líderes https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-na-manserv-80-de-engajamento-dos-1-500-lideres/ https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-na-manserv-80-de-engajamento-dos-1-500-lideres/#respond Thu, 16 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6232 A liderança comunicadora é o maior desafio da Comunicação Interna, como provam os últimos 9 estudos feitos pela Aberje e Ação Integrada sobre tendências e desafios na área. Seria então possível engajar as lideranças como comunicadores? A Manserv é a prova viva que sim. São 1.500 líderes, sendo eles pulverizados em diferentes localidades.  A empresa, […]

The post Liderança comunicadora na Manserv: 80% de engajamento dos 1.500 líderes appeared first on Dialog Blog.

]]>

A liderança comunicadora é o maior desafio da Comunicação Interna, como provam os últimos 9 estudos feitos pela Aberje e Ação Integrada sobre tendências e desafios na área.

Seria então possível engajar as lideranças como comunicadores? A Manserv é a prova viva que sim. São 1.500 líderes, sendo eles pulverizados em diferentes localidades.  A empresa, que usa o Manserv Comunica, plataforma de Comunicação Interna desenvolvida pela Dialog, desde 2024, conta com boas práticas e exemplos da participação e do apoio da liderança às ações e iniciativas da área.

Para contar mais detalhes sobre esse case de sucesso, a convidada especial do 50º episódio do Dialog Talks é Verônica Lambais, especialista de Comunicação Interna na Manserv.

Você pode assistir o conteúdo na íntegra clicando aqui ou escutar a versão podcast aqui.

Liderança comunicadora: Conheça a Manserv

Antes de falar propriamente sobre o case de liderança comunicadora, a especialista falou sobre o cenário enfrentado pela área de Comunicação Interna na Manserv.

A empresa oferece serviços técnicos especializados de manutenção de ativos, operação de processos, intralogística e locação de equipamentos pesados para todos os setores da economia e conta com mais de 36 mil colaboradores espalhados em pontos corporativos (cerca de 500 profissionais) e em 7 mil pontos de atendimento.

Verônica compartilhou que, ao chegar na companhia em 2023, promoveu uma pesquisa junto à liderança para entender os desafios relacionados à comunicação, pois seu foco era transformá-los em líderes comunicadores, para que eles passassem adiante as diretrizes e mensagens da companhia.

Junto com a pesquisa, ela contou que foi feito também um mapeamento dos canais usados pela Comunicação Interna.

Na época, os 10 maiores desafios de comunicação citados pela liderança na Manserv foram:

Créditos: Manserv

Lambais afirmou que, desde então, vários desses pontos foram solucionados, inclusive com a chegada da Dialog.

“Fazendo todo esse mapeamento com os líderes e canais, a solução da Dialog foi efetiva e eficiente para a gente, porque ela sana muitos desses desafios. Ela sana, por exemplo, a comunicação com agilidade e constância. Então, se a gente manda só um e-mail ou se apoia num mural de papel para a operação, leva tempo para a mensagem chegar. Ter uma plataforma digital, que dá suporte para uma comunicação mais ágil, é muito importante para a gente.”

Estratégia no canal de comunicação “Manserv Comunica”

A partir dos desafios citados, foi construída uma estratégia para definir os canais de Comunicação Interna que chegariam nesses líderes e os pilares que seriam trabalhados ali para dar insumos para transformá-los em uma liderança comunicadora. São eles: cultura, estratégia, compliance, bem-estar, segurança e ESG.

“Porque se o líder não sabe, ele não comunica”, afirmou.

Lambais explica que além do saber, é preciso que a liderança interprete a informação recebida e que isso vem com a capacitação. Segundo ela, é parte do trabalho de CI e RH capacitar esse público na habilidade de se comunicar.

Ela conta que o trabalho de aproximação da área de Comunicação Interna com a liderança foi muito importante para manter a cultura Manserv viva, pois apenas 500 colaboradores trabalham em escritórios próprios, sendo os demais alocados em diferentes empresas — que possuem diferentes culturas — para a prestação de serviços. 

Antes do Manserv Comunica, os canais de CI usados eram: jornal eletrônico (newsletter), e-mail e intranet. Além disso, o DDS (Diálogo Diário de Segurança), Teams, clipping, lives e até o uso informal do WhatsApp eram outros pontos de comunicação (não necessariamente tocados por CI).

Com a chegada do Manserv Comunica, a área de CI passou a contar com métricas e aumentou os formatos e possibilidades de comunicação, graças aos recursos e módulos adicionais que a plataforma oferece.

Créditos: Manserv

Verônica considera as métricas da plataforma os insumos do planejamento da Comunicação Interna na Manserv e analisa continuamente os indicadores da ferramenta para entender quem utiliza e quem precisa ser incentivado.

A integração de sistemas na plataforma é outro recurso importante para a adesão de líderes e demais colaboradores: a especialista contou que a empresa conta com mais de 100 sistemas e o Manserv Comunica centraliza tudo.

Com a chegada da ferramenta, os líderes passaram a receber apenas um resumo semanal, que conta com chamadas que os direcionam para a plataforma.

Essa estratégia faz com que o Manserv Comunica passe a fazer parte da rotina da liderança e oferece também a possibilidade de conexões com outros líderes, algo que os antigos canais não possibilitaram.

Inclusive, a plataforma foi lançada primeiro para os líderes, justamente para aproximá-los. Em um segundo momento, colaboradores administrativos passaram a usar o Manserv Comunica e isso fez com que suas lideranças se engajaram ainda mais, contou Lambais. Atualmente, 80% dos líderes são ativos.

“Notamos que os líderes que tinham suas equipes na Manserv Comunica ficaram mais engajados depois que seus times entraram, porque nenhum líder quer saber menos que sua equipe”.

Ela contou que há planos para expandir o uso para toda a organização no futuro. Com isso, os canais de CI usados atualmente são:

  • Manserv Comunica (aplicativo e desktop/intranet)
  • TVs corporativas (módulo especial Dialog)
  • E-mail marketing 
  • Gestão à vista (Mural impresso)

Definição de personas

Como mencionado anteriormente, a Manserv conta com 1.500 líderes. Mas qual é a persona que melhor representa esse público?

Verônica compartilhou que a área de CI fez um estudo para responder essa pergunta. Para isso, analisou 3 fatores: 

  1. Perfil do público para determinar linguagem
  2. Desafios e motivações para guiar conteúdo
  3. Modelo de trabalho para definir formatos

A análise mostrou 4 personas diferentes: Líder de campo, de UT (atuam diariamente no cliente), corporativo (sede ou escritório regional) e alta liderança (tomadores de decisão).

Créditos: Manserv

Dicas para trabalhar a liderança comunicadora

Verônica Lambais compartilhou 7 dicas para profissionais de Comunicação Interna que querem engajar líderes como comunicadores, alcançando assim a sonhada liderança comunicadora.

  1. Conquiste pela escuta, não pelo discurso

Antes de pedir, entenda o que líderes temem, valorizam e precisam comunicar. Na Manserv, CI mapeou as percepções da liderança nas fases iniciais de campanhas, aumentando o senso de participação e assertividade nas comunicações.

  1. Transforme líderes em protagonistas, não mensageiros

Ao invés de tratá-los como meros replicadores de mensagens, posicione a liderança como influenciadores de cultura. A empresa usa o Manserv Comunica para dar voz a esse público, fazendo com que tenham voz ativa na narrativa.

  1. Fale a língua do negócio

Aproximar a Comunicação Interna da liderança passa por traduzir impacto em indicadores tangíveis (engajamento, produtividade, clima e até resultados financeiros). Na Manserv, usam a adaptação de conteúdo, canal e linguagem para cada parte do negócio.

  1. Dê visibilidade positiva

Nada engaja mais do que reconhecer, segundo Verônica. A Manserv usa o recurso de ranking da plataforma da Dialog para o reconhecimento dos mais engajados.

  1. Mantenha constância e previsibilidade

Líderes gostam de clareza. Na Manserv, a Comunicação Interna cria, com antecedência, um calendário anual com trilhas, campanhas e programas e compartilha em primeira mão com a liderança, para ajudá-los na preparação para repassar para suas equipes. Além disso, trabalham com reforços constantes com esse público via WhatsApp.

  1. Adote postura de consultoria

Para a especialista, o comunicador interno moderno precisa ser visto como parceiro de gestão, não apenas executor de demandas. Na empresa, a área compartilha mensalmente com cada líder dados sobre assiduidade das equipes na plataforma, juntamente com dicas para aumentar a adesão e melhorar a comunicação com os times.

  1. Assiduidade como marca de liderança exemplar

A liderança que se mantém informada, participa ativamente do canal e motiva o time é vista como referência em comunicação e engajamento. A frequência e participação dos líderes no Manserv Comunica são vistas como reflexos do seu nível de conexão com a empresa e o time. Essa postura é considerada como um critério qualitativo de líder exemplar, contribuindo para possíveis promoções e reconhecimentos.

Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário.

Por Marcela Freitas Paes, analista sênior de Marketing (Conteúdo e Redes Sociais) na Dialog.

The post Liderança comunicadora na Manserv: 80% de engajamento dos 1.500 líderes appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/lideranca-comunicadora-na-manserv-80-de-engajamento-dos-1-500-lideres/feed/ 0
Dados inéditos sobre a média liderança comunicadora no Brasil https://blog.dialog.ci/dados-ineditos-sobre-a-media-lideranca-comunicadora-no-brasil/ https://blog.dialog.ci/dados-ineditos-sobre-a-media-lideranca-comunicadora-no-brasil/#respond Thu, 25 Sep 2025 13:30:12 +0000 https://blog.dialog.ci/?p=6198 Um dos grandes desafios e objetivos da Comunicação Interna é a liderança comunicadora, ou seja, o engajamento dos líderes como apoiadores das iniciativas promovidas pela área. Nesse sentido, é importante entender o verdadeiro panorama da visão desse público sobre o assunto.  Pensando nisso, o grande destaque da 2ª edição da CI Lover Week foi a […]

The post Dados inéditos sobre a média liderança comunicadora no Brasil appeared first on Dialog Blog.

]]>

Um dos grandes desafios e objetivos da Comunicação Interna é a liderança comunicadora, ou seja, o engajamento dos líderes como apoiadores das iniciativas promovidas pela área. Nesse sentido, é importante entender o verdadeiro panorama da visão desse público sobre o assunto. 

Pensando nisso, o grande destaque da 2ª edição da CI Lover Week foi a apresentação, em primeira mão, dos resultados da 3ª edição da Pesquisa Nacional de Comunicação com a Média Liderança, realizada pela Ação Integrada, uma das agências parceiras da Dialog. 

O estudo inédito tem como objetivo levantar a percepção e opinião da média liderança (gerentes de área, coordenadores e supervisores) sobre os processos de Comunicação Interna em suas empresas.

Os dados foram apresentados por Adevani Rotter, que é a criadora do conceito Comunicação Interna 4.0 e do termo “liderança comunicadora”, além de fundadora e presidente da Ação Integrada. Você pode acessar o estudo na íntegra clicando aqui.

Assista ao conteúdo completo ou escute a versão podcast.

Liderança comunicadora no Brasil: conheça os dados

O estudo sobre liderança comunicadora e Comunicação Interna feito pela Ação Integrada contou com a participação de mais de 2.300 líderes, sendo 59% dos respondentes do sexo masculino e 77% com até 44 anos. As respostas foram coletadas entre 2024 e 2025.

Quando perguntados sobre o principal canal de comunicação da empresa com o colaborador, 70% dos participantes citaram o gestor imediato. Em segundo lugar, aparece o e-mail (62%, 13 pontos a mais em comparação à última edição, feita em 2018) e o WhatsApp (49%).

Créditos: Ação Integrada

“Há muitos anos, escuto que o e-mail [como canal de Comunicação Interna] vai acabar, mas ele continua cada vez mais forte”, refletiu.

Ao analisar os canais mais lidos pela liderança, 92% dos entrevistados dizem ler, sempre e na maioria das vezes, as informações que chegam pelo WhatsApp em seus grupos de gestores. Além disso, 85% leem as informações recebidas pelo WhatsApp no grupo geral da empresa.

Outros canais citados foram: e-mail (88%) e pautas direcionadas para a liderança (87%). Sobre o último, Adevani comentou:

“É um índice bom, mas eu me pergunto: se as pautas são para eles [liderança] desdobrarem a informação para os seus times, [esse índice] deveria ser 100%”.

Frequência

O estudo também perguntou qual é a melhor frequência para receber as comunicações, e o resultado surpreendeu até mesmo a presidente da Ação Integrada: 48% consideram ideal receber informações diariamente para desdobrar para suas equipes, 4% a mais comparando com a última edição e 26% a mais com a primeira, realizada em 2016.

Esse crescimento é um reflexo das mudanças ocorridas nas empresas nos últimos anos, considerou Adevani, além de um cenário no qual as pessoas estão hiperconectadas.

Em relação à mesma questão, 39% dos respondentes declararam preferir receber informações semanalmente. A pesquisa também indagou sobre canais de preferência para receber esses conteúdos a serem desdobrados, cujo ranking também foi liderado por e-mail e WhatsApp.

Créditos: Ação Integrada

Percepções da média liderança

Os entrevistados foram perguntados sobre sua percepção a respeito da visão que a alta liderança (na figura do presidente/CEO) tem da comunicação e também sobre a cobrança da habilidade comunicacional por parte da empresa.

A primeira afirmação foi: “O presidente da minha empresa considera essencial que os gestores invistam na comunicação com colaboradores”. Sobre isso:

  • 75% concordam ou concordam plenamente;
  • 18% não concordam, nem discordam;
  • 7% discordam ou discordam plenamente.

O primeiro percentual registrou uma queda de 13% em comparação à última edição. Isso significa que a média liderança tem a percepção que os presidentes têm investido menos na comunicação.

Já a segunda afirmação apresentada aos líderes foi: “A comunicação dos gestores com os seus subordinados é uma competência cobrada na avaliação de desempenho da minha empresa”. Sobre isso, os dados foram similares ao cenário de 2018:

  • 76% concordam ou concordam plenamente;
  • 14% não concordam, nem discordam;
  • 10% discordam ou discordam plenamente.

Ou seja, 3 entre 4 líderes são cobrados para que tenham a habilidade de se comunicar com os seus times.

Média liderança e comunicação

Em mais uma leva de dados valiosos para profissionais de Comunicação Interna, os entrevistados foram questionados sobre a própria comunicação, as rotinas e os direcionamentos da empresa com a média liderança.

Enquanto 76% consideram úteis as informações que recebem, apenas 63% concordam que há clareza de quais informações são apenas para o seu conhecimento e quais são para desdobrar às suas equipes.

E mais: 95% dos líderes entendem os conteúdos enviados por CI, porém 63% afirmam que dois dos pontos que mais atrapalham a atuação da liderança comunicadora são a informação que chega em cima da hora e o conteúdo que vem incompleto.

Adevani considera que esses dados vão ao encontro das escutas promovidas pela agência com gestores de empresas.

Entretanto, mesmo com essas dificuldades, 56% discordam de um possível cenário no qual todas as informações sejam divulgadas sem qualquer envolvimento dos gestores. Isso mostra que a média liderança enxerga a necessidade e a importância da sua participação no processo de comunicação, o que abre espaço para o estreitamento da relação entre eles e o time de CI.

“Eu não vejo que isso seja comando e controle, mas sim que ele [líder] entende que é um facilitador de conversas e o porta-voz da empresa para o seu time.”

Créditos: Ação Integrada

Uma pergunta inédita feita nesta edição buscou entender como a comunicação permeia o dia a dia do gestor, já que ele precisa também dedicar tempo para as atividades técnicas e administrativas da sua função.

Os resultados mostraram um equilíbrio: 37% do tempo é usado para a comunicação (reuniões, e-mails, conversas face a face com seu time, seu líder e outros públicos), 35% para atividades técnicas e 28% para atividades administrativas.

Em busca de apoio

Pensando no ponto anterior, será que os líderes sentem a necessidade de um apoio para desempenhar seu papel de porta-voz junto à equipe? A respeito disso, 35% afirmaram que sim. Esse percentual teve um aumento expressivo em relação à edição de 2018 (15%).

“Ou seja, mais gestores estão entendendo que precisam de ajuda. Aqui está muito claro e dá os caminhos para a área de Comunicação [Interna] sobre o que os líderes precisam”.

Esses 35% também citaram o que poderiam ajudá-los na missão de se tornar (e permanecer) uma liderança comunicadora. 

Créditos: Ação Integrada

O estudo também mostrou para qual tipo de informação os colaboradores procuram a média liderança. O top 3 é formado por: 

  • 83% – Informações operacionais (seja da própria área, financeiro etc.);
  • 66% – Práticas e políticas de RH;
  • 52% – Estratégias da empresa.

A autoavaliação da liderança comunicadora

Os líderes também fizeram uma autoavaliação sobre como se enxergam no papel de comunicador com suas equipes.

Créditos: Ação Integrada

Como sugestões de melhorias para o desempenho desse papel, 35% sentem que a falta de tempo e a sobrecarga de tarefas e reuniões impedem uma comunicação de qualidade. A pesquisa revelou que eles sugerem a criação de rotinas e agendas específicas para interagir com a equipe.

Logo em seguida, 34% citaram a qualidade da informação, sendo a clareza e o envio antecipado como pontos de atenção. Os respondentes desejam receber mensagens claras, objetivas e completas, permitindo assim um repasse mais eficiente para os colaboradores.

Os entrevistados também citaram quais comportamentos consideram mais importantes em uma liderança comunicadora. “Aberto ao diálogo” e “bom ouvinte” estão no topo da lista, com 99% e 74% respectivamente. Porém, Adevani destacou dois pontos, também presentes no ranking, relevantes em termos de comunicação:

  • Dá foco ao que é prioritário (52%);
  • Promove um melhor desenvolvimento na equipe (32%).

“A liderança comunicadora integrada tem que, ao mesmo tempo, dar foco no negócio e no que precisa ser feito, por isso destaco o ‘dá foco ao que é prioritário’ e ‘promove um melhor desenvolvimento na equipe’, junto com escuta e empatia, para promover um ambiente de segurança psicológica , um ambiente de alto desempenho”.

Confira abaixo a lista completa:

Créditos: Ação Integrada

Por fim, os líderes que participaram da pesquisa avaliaram 6 pontos relacionados a clima organizacional, Comunicação Interna e liderança comunicadora. A média das mais de 2 mil respostas ficou da seguinte forma:

  • Comunicação Interna na sua empresa: 7.5;
  • Comunicação do seu superior imediato com você: 8.1;
  • Suporte que recebe da empresa para conduzir os desdobramentos de infos com o seu time: 7.1;
  • Clima organizacional na sua equipe: 8;
  • Importância da comunicação como habilidade de liderança: 9.2;
  • Sua habilidade para ser um líder comunicador junto à sua equipe: 8.3.

Mais insights para #CILovers

Depois da apresentação, Adevani ainda respondeu sobre estratégias, uso de IA em Comunicação Interna e canais, relacionando com a temática de liderança comunicadora.

Estratégia

Para ela, o movimento de liderança comunicadora é algo que não tem fim. Como estratégia, ela considera importante relacionar o viés comunicacional dos líderes com os pilares da cultura da organização. A segunda sugestão é investir em ferramentas para apoiar esse público.

“Estamos em uma era de muita complexidade e nós, profissionais de Comunicação, precisamos simplificar a vida das pessoas. Principalmente desses líderes, tanto a alta administração quanto a média liderança.”

A terceira dica de estratégia dada por Rotter é: treinar as habilidades de comunicação da liderança.

“Não é simples [desenvolver e trabalhar a liderança comunicadora], é um trabalho de formiguinha, de médio a longo prazo, para vermos o resultado. E mensurar, é claro! Eu tenho que monitorar se as conversas estão acontecendo, se estão impactando as pessoas e os negócios.”

IA e canais

Como a implementação de soluções de Inteligência Artificial nos canais de Comunicação Interna pode ajudar a média liderança a superar desafios de alinhamento e clareza identificados na pesquisa?

Para responder a essa questão, Adevani lembra que as equipes de CI são enxutas e que as ferramentas de IA permitem que esses times trabalhem a segmentação e a personalização de mensagens.

“Esse líder vai receber uma informação que tem a ver com ele, com o time dele. Não uma informação genérica, porque o que acontece hoje é uma pauta de comunicação que vai para todos os líderes da organização, e a gente sabe que as pessoas têm necessidades diferentes”.

A presidente da Ação integrada finalizou sua participação ressaltando a importância de integrar e, quando possível, diminuir o número de canais usados pela Comunicação Interna para evitar a infoxicação e também garantir que as informações cheguem até a liderança.

Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário!

Por Marcela Freitas Paes, analista de conteúdo e editora do Dialog Blog.

The post Dados inéditos sobre a média liderança comunicadora no Brasil appeared first on Dialog Blog.

]]>
https://blog.dialog.ci/dados-ineditos-sobre-a-media-lideranca-comunicadora-no-brasil/feed/ 0