Copa do Mundo 2026: a comunicação das marcas fortalecida pela cultura

por | 12/03/2026 | Dale, Estratégia, Parceiros

Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo da FIFA 2026™ acontecerá em três países: Estados Unidos da América, México e Canadá. De acordo com a FIFA, espera-se que mais de cinco milhões de fãs assistam aos 104 jogos do torneio nos países-sede. A expectativa é ainda maior para a audiência ao redor do mundo: seis bilhões de espectadores acompanhando a competição.

De fato, estamos falando do evento esportivo mais assistido do mundo, com audiência maior que a dos Jogos Olímpicos e do Super Bowl. Os números grandiosos colocam o Mundial na posição de uma das maiores oportunidades de marketing da década. 

A tomada de decisão das marcas 

Dados do relatório “Ad Spend Forecasts”, divulgado pelo grupo Dentsu, responsável por analisar os maiores mercados do mundo de publicidade e marketing, apontam que, em 2026, o Brasil deve registrar o maior crescimento entre os principais mercados globais de publicidade e marketing. A projeção é de 9,1%, impulsionado pela combinação entre Copa e Eleições.

Com a indústria aquecida, o mercado publicitário de mídias, eventos e ativações será protagonista, principalmente em um ano no qual o público estará emocionalmente engajado. Vale ressaltar que o Brasil é um país com enorme consumo digital e capaz de gerar impacto global. De fato, a atenção está voltada para cá, acelerando ainda mais as decisões de investimento por parte das marcas.

A escolha de linguagem que une culturas e pessoas 

Quando o assunto é a escolha de uma linguagem que converse com o público brasileiro, é preciso resgatar o termo “efervescência latina”, que marca um momento de reconhecimento entre os latino-americanos, gerando forte pertencimento. Um exemplo recente foi a participação do músico Bad Bunny, original de Porto Rico, que fez o show do Super Bowl, enaltecendo a cultura latina.

O Brasil, por sua vez, para além das cores azul, verde, amarelo e branco que carrega na bandeira, sempre transformou identidade em força criativa pulsante. A diversidade, a estética, a riqueza em simbologias e toda a identidade brasileira ganham ainda mais destaque quando a América Latina é colocada no centro.

Numa Copa do Mundo que acontece em três países da América, vincular campanhas publicitárias a momentos culturais é uma forma inteligente de se fundir de forma natural. As marcas que entenderem o poder dos laços emocionais que abraçam o povo brasileiro são capazes de permanecer na história, indo muito além de uma Copa.

Sobretudo, o fator multicultural arraigado na Copa do Mundo ganha ainda mais força em países que tiveram suas identidades colocadas em segundo plano historicamente, mas hoje se encontram em ascensão. Por isso, essa competição é uma oportunidade e tanto para que a América Latina se empodere ainda mais a partir da sua linguagem e identidade. 

Risco X oportunidade

O Mundial traz inúmeras oportunidades para marcas serem capazes de jogar junto a partir do nacionalismo, já que é um apelo que conecta. Entretanto, dar luz à cultura de comunidades únicas é muito mais profundo. Reforçar o orgulho, ao invés de apenas homogeneizar a comunicação, pode ser um caminho seguro. Desse modo, ouvir as comunidades talvez seja o ponto de partida para cocriar com maestria.

Trabalhar a partir de dados, fazer o uso da tecnologia a seu favor, trazer mensagens alinhadas a momentos culturais, aproveitar oportunidades estratégicas, aparecer no momento certo, se munir de conceitos e posicionamentos emocionalmente relevantes farão a diferença para marcas que querem se colocar à frente e marcar a história.

O Mundial não só aumenta a exposição ao tema, mas também traz alguns riscos que exigirão cuidado. Bora ver alguns deles?

– Saturação publicitária: o risco do excesso de conteúdos sobre o mesmo tema. Por isso, atenção ao que fazer para não se afogar em um oceano onde todas as marcas falarão sobre o mesmo assunto.

– Contexto político e polarização: com uma sensibilidade maior a posicionamentos, é necessário ter cuidado com termos que suscitam essa impressão. Deixe o foco onde ele deve estar.

– Oportunismo: isso acontece quando marcas tentam surfar em hypes longe do seu contexto ou narrativa usuais. Com isso, ao invés de causar impacto positivo, gera a impressão de incoerência.

Como não é sempre que temos o maior evento esportivo do planeta, vamos aproveitar a janela estratégica da Copa do Mundo com estudo, coerência e planejamento estratégico combinado ao engajamento emocional. Dialogar culturalmente com o torcedor é um trunfo, mas é importante ir além de simples tendências. 

Por Mírian Bottino, Redatora na DALE.

O texto acima foi produzido por um parceiro Dialog, tendo seus direitos reservados. A Dialog não se responsabiliza pelo conteúdo deste artigo, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

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